Era
A bondade contida no íntimo de um ser humano, torna aquele que antes era feio em uma pessoa bonita em sua meia idade e ao contrário também se aplica. Quando olhamos para o passado e ao comparar com o presente nos desgostamos do que nos tornamos, o culpado não é o tempo que nos envelhece e nos torna menos atraente, mas é sua essência lhe mostrando o verdadeiro reflexo aparente de suas intenções. Por isso a beleza "esta contida nos olhos de quem a vê".
Autor - Massáo Alexandre Matayoshi
Não sei
Hoje acordei em outro dia
Não sei se chorava ou se sorria
Não sei se era felicidade ou melancolia
Uma grande confusão em mim eu sentia
Numa manhã cinzenta e sombria
Não sei se era verdade ou fantasia
Não sei se era medo ou agonia
Não sei se sonhava ou se vivia
Um pesadelo no meu dia
Numa tarde amarga e vazia
Não sei se era ilusão ou solidão
Que prevalecia...
Não sei se era engano ou mágoa
Que me entorpecia...
Um simples final de tarde sem harmonia
Numa noite sem luar
No imenso mar da escuridão
Vejo os meus pensamentos à valejar
Não sei se sigo em frente ou se paro de remar
Não sei se é minha alma ou meu corpo à navegar
Não sei se esse meu dia vai acabar ou se eternizar
E nesse imenso mar obscuro
Não sei onde vou chegar
Não sei
Para ele era tudo muito fácil, e rápido como o evidente, talvez eu em seu lado não seja fácil como morrer e viver ao mesmo tempo, a não ser no tempo errado, na hora errada.
Eu não sentia, não comia, não era visível, não era ninguém, pois eu apenas adivinhava o que estava por vir, pois nem sempre eu acertava, mas garantia essa afirmação, como o tempo.
Nesse ponto eu era uma pessoa inexistente mesmo estando viva em máquinas, eu já tinha ideia de estar dentro de um esquife há sete palmos debaixo da terra.
Eu não quero que ele se comprometa com uma transformação tola.
Você era a mais bonita das colombinas
Menina, que se foi na folia do carnaval
E nesta festa de confetes e serpentinas
Prossegue... O sonho sambando até o final...
Luciano Spagnol
Soneto variante
Hoje sou diferente do ontem
Ontem eu era diferente do hoje
Amanhã serei díspar no reloje
Variamos no tempo, outrem
De manhã sou um de tarde outro
Se vivo! Diferente anoitecerei
É o destino em seu decreto lei
Sou um, sou vários, aqueloutro
Passo a passo na cadência
Rugas, choros e sorrisos
E assim parindo essência
E nestes todos atos incisos
Ando onde me há subsistência
Até quando tiver regência e improvisos
Luciano Spagnol
Eu tive um sonho sem você mas, me a percebe que no final era com você. E mesmo sem você eu sonho com você, mas no final de tudo estou sem você.
Não me arrependo das coisas que não quis fazer, a oportunidade do momento, simplesmente não era para ser.
Romaria
Acordei e vi que hoje era mais um dia
Mais um dia destes qualquer
Que o destino escreve à revelia
Com horas, minutos, segundos tudo que o dia quer:
Manhã, tarde, entardecer
E não é que o dia foi igual aos outros dias
No acontecer!
Contudo porém, foi mais um dia, de silêncio, gritarias, solidão, companhia (meu agradecer)
É a dádiva da existência que anoitece para mais um novo amanhecer
Até quando o dia me deixar nesta romaria...
“O amanhecer costumava ser um beijo no vidro de sua casa. Naquela manhã, porém, a luz era mais tensa do que intensa”.
(em "O outro pé da sereia". Lisboa: Editorial Caminho, 2006.)
A vida que vc quer.
Nesta era, abrenúncio! Nem sei se essa seria a expressão correta para iniciar este texto. Bem, na pós-modernidade em que os fatos e acontecimentos ocorrem simultaneamente tão rápidos como um piscar de olhos, assim são as relações humanas: poucas, raras, inseguras e virtuais...fatos levam a essa comprovação.
Conhecido por todos, nas redes sociais há muita curtição, sem ao menos diferenciarem o sentido de CURTIR; saem clicando, perdendo a noção das relações pessoais, muitas vezes sem nem analisarem o conteúdo, mas sim, quem postou, será merecedor do click, atitudes que se pode observar de total desconhecimento e fingimento, conforme disse Fernando Pessoa “Finge tão completamente”. Assim, são também os relacionamentos familiares, cujas palavras melífluas são digitadas, descritas para leitura dos internautas, (você jura que são sinceras), pode até serem, mas no lar?, relacionamentos conjugais, irmandades, pais e filhos, nem se quer um aperto de mão! Um diálogo, total indiferença! Assim também são as amizades, uma aberração – minha amiga- meu seguidor- no entanto, quando se encontram por um instante, frente a frente, são dois estranhos, aniversário? Banalizou-se!, tem que ter aquela tradicional foto com a legenda: hoje o dia é dele(a) blá, blá, blá... mas como? Se ambos conhecem a vida um do outro, se ambos CURTEM um ao outro; seria mais fingimento?
Enfim, essa vida virtual, a preocupação imediata é a pose, o selfie perfeito, o que vão pensar, quantos gostos terá aquela imagem real ou fictícia, pois rede social é a vida que se quer, mas não a vida que se tem.
E a moça ficou fria como o gelo e dura como uma pedra. Mas não era culpa dela. Muitos estavam vendo ela de pé, mas ela se encontrava destroçada no chão.Pensava que se não chorasse mais, não iria sentir tanto.
Deus era testemunha do que ela passava, que não era nenhum drama, que ela até se esforçava para se sentir feliz.
E era por você, moço, por você ela aguentava a dor, a solidão na calada da noite e os obstáculos da vida.
No fundo, bem no fundo daquele pequeno coração, havia uma luz de esperança e ela sabia que iria se superar e que iria levantar.
Se a felicidade for você, ela está feliz.
Dance com ela, faça-a feliz.
Ela não quer continuar sendo fria como o gelo.
E mesmo que ela não consiga entender, ela está feliz por você.
A CRUZ QUE ERA MINHA!!!
A Cruz que carregastes Senhor,
Não era tua, era minha
Cruz na qual morrestes a minha morte
Mudastes a minha sorte
E nela destes a maior demonstração de amor
Ali, recebestes zombaria e humilhação
Cumpriste sem exitar a obra da expiação,
Vertendo teu sangue inocente em meu lugar
Naquela cruz que era minha,
Pregos cravaram tuas mãos e pés sem piedade
Cuspiram em teu rosto santo com tamanha maldade
Injúrias e blasfêmias sofrestes em meu lugar
Uma lança o teu lado perfurou te fazendo sangrar
Vinagre tentaram te fazer tomar,
Mas Tu amado Jesus não aceitastes
Sereno em meu lugar assim ficastes
Na cruz que era minha para me salvar
Por isso querido Jesus, quero te servir enquanto viver
Pregar o teu evangelho e sempre Te obedecer
Me escolheste, morrestes em meu lugar
Tua vontade vou sempre fazer sem vacilar
Sou teu filho nada se compara contigo andar
Sou grato por tamanho amor naquela cruz que era minha!
Eu era azul e você vermelho
Azul conheceu vermelho
Azul se apaixonou por vermelho
Ambos eram opostos de mundo
Vermelho era quente e vibrante
Azul era pura e intensa
Vermelho era quente e sempre precisava do frio para o equilíbrio
E azul sentia frio e sempre precisou de calor
Então vermelho e azul resolveram ser colidi
Juntos formaram apenas uma cor só se tornaram roxo
Eles se completavam um ao outro
Até que vermelho desistiu da azul
Vermelho achava azul fora de seu mundo quente
Azul implorou um chance mais o orgulho era maior
Vermelho queria mesmo era provas outras cores
Ele provou mais nenhuma cor era como a azul na vida de vermelho
Hoje vermelho provou varias outas cores
Porém sempre sentiu falta do fresco de azul
A azul também conheceu uma outra cor
No entanto era mais frio que ela mesma
Diariamente as espirações de azul para seus textos
São sobre vermelho porque ela o amava
Mais vermelho nunca percebeu isso
Apenas só hoje pois esta a ler esse texto de Aizul
- Eu sei que você era vermelho que me incendiava
Eu sei que você era vermelho quente e precisava harmoniza
Seu corpo, sua alma..
Você era vermelho e gostava de mim por eu ser azul
Nós nos tornamos uma cor só... roxo!
Mas você decidiu que roxo simplesmente não era seu mundo
Agora você virou azul e eu me tornei vermelho.
No pain, no gain
Te encontrei quando cheguei
Mas você não era minha
Assustado, estrebuchei
Sem saber logo o que vinha
Não demorou até que alguém
lhe apresentasse enfim a mim
Quer saber, nem lembro bem
se falou grego ou latim
Desde então, vira e mexe
Não importa onde esteja,
Você sempre aparece
Como taça na bandeja
Por uma noite apenas
Ou por dias a fio
Umas vezes, só acenas
Outras, pareces no cio
Vai chegando devagar
Como quem nada pretende
Cá estou a ofegar...
Quem me ouve não entende
Tudo fica tão intenso
Nem respeita minha pressa
Mesmo frágil, sempre penso
Quem tão ágil que lhe impeça?
Sempre me tira do sério
Faz-me suar e até gemer
Dos meus lábios, impropérios
Sem juízo, sem querer
Em busca de alívio
Xingo, uivo, esperneio
Não lhe quero em meu convívio
Nem mesmo que a passeio
Pra perdê-la de uma vez
Hei de perder meus sentidos
Sem a minha lucidez
Meus botões são iludidos
Fora isso, só um jeito
Livrar-me do que lhe provoca
Assim sendo, dito e feito
Ou ser comida de minhoca
Certas vezes você vem
muito bem acompanhada
mas humilde, fica aquém
sua presença é ofuscada
Tô pra ver quem lhe detém
Quem lhe ganha na jogada
Sim, já sei: No pain, no gain!
Indolor é fazer nada
Cê dedura o que há escondido
Que me devora sem alarde
Não sei nem o que teria sido
Se me contasse bem mais tarde
Sinto ter lhe desprezado
Não ter lhe dado ouvido
De quanta coisa fui poupado
Sem nem ter me apercebido
Que ingrato sei que fui,
toda vez que me atingiu
Pois sensato é quem conclui:
Coisa pior de mim fugiu
Não me julgue por ciumento
Mas detesto lhe ver com alguém
Ao ouvir o seu justo lamento
Por respeito minha voz se detém
O que pra mim é insuportável
É ser a causa de você estar ali
Por mais que incomparável
Seja a alegria ainda por vir.
Posso até lhe suportar
Com você ir mais além
Mas me recuso lhe causar
Nem por mal, nem para o bem
Era uma vez
No mundo de um sonhador
Se vê na vida o real valor
Colorindo os pensamentos
Nulo os descontentamentos
Com esperança, vontade
Nos abraços de amizade
O ir além do convencional
Ter no olhar a luz cordial
E quimera de fadas e magias
Na fantasia,
lá longe, numa bela cidade
Onde não se vive de idade
Só o felizes para sempre, no fim
A harmonia de criança, assim
Criando contos e ilusões
Bom ou ruim, não importa
É sempre uma boa porta
Aos escapes da sorte
E no espírito suporte:
a emoção, a paixão
Em festa no coração
Arrancando da imaginação a nudez
No epílogo da alma: Era uma vez...
Para além do tempo, a quimera
Para além da era, o amor
Para além da dor, a lágrima
Para além das palavras, porfia
Para além da vida, a glória
No epílogo da alma em poesia...
Dia das Mães
Quando eu era menino, o Dia das Mães se celebrava assim: as crianças que tinham mãe colocavam uma flor vermelha na blusa; as crianças que não tinham mãe, uma flor branca. Era tudo. Tudo estava dito.
