Era
Já me apaixonei por você... tudo bem, eu era apenas uma menina, mas uma menina que pensava em te abraçar; sonhava em te beijar; queria sentir teu cheiro; em demonstrar meu carinho... queria está ao seu lado para o que der e vier.
Sempre amei luas cheias. Desde que era criança. Gosto de achar que elas são um tipo de presságio. Queria acreditar que elas anunciam coisas boas. Tipo, se eu estivesse cometendo um erro, teria a chance de começar de novo.
É tão complicado. As lágrimas nos olhos, ligar o foda-se. Sei lá, mas eu não era assim… Dessa vez eu sei tantas coisas, e sabe o que me surpreende?! É que eu já me machuquei tanto, e ainda tem coisas que eu não vi. Não saber, enfrentar, todos mentem. E se eu resolver acreditar?! Vai ser sempre assim?! Ser decepcionada?! Então devo estar sempre desconfiada, fugindo de tudo e de todos?! Então tudo bem, eu farei isso mesmo.
Era por isso que eu tinha aquele bendito medo , era por isso que eu me fechava tanto , era por isso que eu neguei meus sentimentos , era por isso que eu não falava nada, era por isso que eu tinha medo , e é por isso que ele voltou.
Cinderela suburbana
''Era uma vez em um lugar muito distante( do centro da cidade).
Uma moça também muito distante, tinha sonhos mais distantes ainda ( da sua realidade).
Como a prima original,
tabalhava (pra caramba),
mas ao contrario da outra tinha sim,
uma familia(nao que as irmãs deixassem de ser megeras).
Não era prisioneira ( a não ser da sociedade),
Não era tão pobre ao ponto de não possuir uma coroa( no R$ 1,99 tem vários modelos).
O seu problema era o espelho(aquele maldito era seu desalento),
Aprendera a ser princesa européia ( mas sua genética era de outra etnia).
À sua volta o mundo ansiava pela sua decisão de aceitar o pretendente( nada principesco),
que a vida pudesse lhe oferecer.
E ela sempre a esperar '' O encantado''( pode ser aquele mesmo do filme sherek).
E nem sequer qualquer um se aproximava dela.
Na busca pelo principe criou uma lista de exigências impossivel de cumprir.
Mas nem foi preciso noite de festa e sapatinhos de cristal.
Um dia destes tropeçou no que não sabia que existia ( e não era primcipe, não era nada, nem era lindo aff).
Como nos desejos infantis coraçõezinhos flutuaram de sua cabeça (oca).
Pena que o tal ''Semi- encantado'',
fosse distraido e também já tivesse desenvolvido suas proprias exigências(ele nem notou sua existencia).
A nossa ''Cindy'' da multidão tentou de tudo(provavelmete se tivesse um sapatinho de cristal atiraria na cabeça do ''meio principe).
O fim historia está no espelho ( onde ela enxerga o ''porque'' do desinteresse do ''nada encantado'').
Quem disse no entanto que ela desiste (só pode ser brasileira mesmo),
qualquer distração do en-can-ta-do
e ela leva seu coração, o corpo e todo o resto ( e só vai devolver depois do ''felizes para sempre'').''
Para ela aquilo tudo não era loucura. Ela esperaria sim um pouco mais de chão, possibilidades, ajustes e um coração novinho em folha...mas não tinha pressa. Tudo estava só começando.
E todo aquele mar de não-amar, de nostalgia e ostracismo que para muitos era loucura ou, no mínimo, doença herdada ou adquirida, para ele simplesmente se resumia numa única palavra: Livre-arbítrio
Eu sempre disse às pessoas que eu era um espelho, e nada mais, simplesmente um espelho:
O trabalho do espelho é muito fácil, é só refletir o que nele é colocado. Você hoje me agradece por tanta coisa, mais eu não fiz nada, meu trabalho foi só, refletir o que estava diante de mim.
Desculpa ter sido tão simples, eu só queria sentir o que você sentiu quando largou tudo por mim
Antigamente no tempo da "Era Vargas" a população tinha medo de quem deveria protege-las, A POLICIA. Nos ultimos acontecimentos vimos que muita coisa mudou de lá pra cá. A população esta tendo mais confiança nos policias e estão denunciando os principais criminosos a quem a policia deveria combater... Essa cobinação perfeita de união, cidadania e justiça faz com que todos faremos um país melhor e mais justo, dando aquelas pessoas que convivem com o perigo diariamente mais paz e tranquilidade. Mas, tenho uma pergunta curiosa... ATÉ QUANDO ISSO VAI DURAR???
Eu te amava, ou melhor, te amo. Não era minha intenção, mas foi meu erro. Pergunto a Deus todos os dias o motivo de ter te conhecido, o motivo pelo qual fui me apaixonar por você.. Deus, se sabias que iria ser tão doloroso para mim, por que não evitou? Por que não tira do meu coração? Mas o Senhor fica em silêncio, e essa é a resposta que eu preciso às vezes.. Anjo, você roubou meu coração e colocou em um quadro, nunca mais me devolveu. Te ver feliz sem mim é como se o mundo gritasse a minha estupidez e matasse meu coração aos poucos. Desculpa-me, mas a verdade é que eu me jogaria na frente de um trem se fosse preciso, preservaria sua vida de qualquer forma, eu não sou nada na sua vida, mas o seu sorriso faz o meu dia ficar perfeito, suas palavras me acalmam, preciso ter você aqui do meu lado. Você não sabe do que sou capaz de fazer para te ter, você não imagina o tanto que te amo, não sabe nem quantas noites passei chorando e pensando em você. Quer saber, isso nem importa pra você, você não está nem ligando, você não faria nada por mim mesmo, já eu faria tudo por você (…). Acho que preciso te esquecer e assim ser feliz, foi isso que você fez, não foi? seguiu em frente, está feliz sem mim, acho que eu deveria fazer isso também.
Mar de poesias
Era o final da manhã do dia 16 de novembro numa quarta-feira cinzenta, típica da cidade de São Paulo. Não podia passar de amanhã, pensei. Faltavam apenas dois dias para o evento.
Eu tinha concordado com a ideia do lançamento do meu primeiro e único livro de poesias, junto dos meus amigos e alunos, para a noite do dia 18 daquele mês. Na escola em que trabalho como professor de história haveria um concurso de poesias e crônicas escritas pelos alunos e, ao mesmo tempo, como parte da programação do evento literário articulado pelo bibliotecário local, o meu batismo no mar de poesias. Tudo programado: convites, um pequeno coquetel, a divulgação via Internet... Apesar da timidez que acompanha desde sempre, não poderia ventilar a ideia de faltar naquele evento. Minha ausência do trabalho já se estendia por cinco meses. Estava careca e inchado, porém não me importava com minha aparência. Apenas a vida me importava naquele momento.
Apesar de uma leve situação febril que me deixou deitado e indisposto na maior parte do dia anterior, acordei bem naquela quarta-feira. Por isso resolvi levar meu filho ao aeroporto de Congonhas, de onde embarcaria para o Rio Grande do Sul, estado no qual estuda cinema de animação. Ele viajou bem cedo, no início da manhã. Só voltaria a revê-lo apenas em meados de dezembro, após o término das aulas regulares. Já sentia saudade de sua presença adolescente e de sua leveza juvenil.
Depois disso, ainda tive forças para passar no laboratório do hospital e retirar alguns exames gerais solicitados pelo oncologista que acompanha o tratamento do meu linfoma. Ainda era bem cedo, entre 8h30min e 9h00min. Um desconforto abdominal e certa indisposição já me acompanhavam. Antes de dirigir-me à consulta marcada com a nutricionista especializada em pacientes com câncer resolvi passar em meu apartamento e fazer uma breve pausa, estratégica. Poderia ser um resquício daquela terça-feira cinzenta.
Não foi suficiente para minimizar o descontrole físico. Ainda assim, guiado por meu carro, fui ao encontro da nutricionista. Atendeu-me rapidamente. No decorrer da conversa, entre cardápios mais adequados para indivíduos com meu tipo de enfermidade e detalhes solicitados sobre as especificidades do tratamento, tive um súbito mal estar. Brusca queda da pressão arterial e uma sensação de que não aguentaria manter-me devidamente íntegro e sentado naquela cadeira. Fui imediatamente acomodado em uma maca para recuperar-me. Quando a enfermeira da clínica chegou para um pronto atendimento, já me sentia melhor e com os sinais razoavelmente recompostos. Prosseguimos com a consulta. A nutricionista finalizou suas orientações - as quais eu já não ouvia com atenção – e, além disso, sugeriu que me dirigisse ao Pronto Socorro do hospital no qual tratava do linfoma há pelo menos seis meses. Segundo ela, poderia ser alguma reação negativa à sessão de quimioterapia realizada há duas semanas.
Não segui sua orientação. Na esperança de que meu corpo reagisse sozinho aquele descontrole, sem auxílio médico e/ou medicamentoso, voltei para meu apartamento e resolvi deitar-me novamente.
Já recolhido no sofá da sala recebi um telefonema do meu amigo Murilo perguntando-me se poderia passar em casa para retirar os convites do lançamento do livro e distribuí-los para nossos colegas professores do colégio. Dissera-lhe que sim, porém o alertei que se não estivesse em casa deixaria os cinquenta convites na portaria do condomínio.
Nesse momento o termômetro já marcava 37,5º. Em menos de uma hora a temperatura do meu corpo atingira 38,2º. Não podia mais adiar, já havia passado da hora de deslocar-me para o Pronto Socorro. A orientação prévia do meu médico oncologista era bastante precisa: “com febre acima de 37,8º dirija-se imediatamente ao PS do hospital”.
Deixei os convites na portaria do prédio com o Sr. Isaac. Era meio dia quando cheguei ao hospital. Como de costume, passei pela triagem com a enfermeira e, em seguida, fui atendido pela Dra. Ana, médica plantonista. Soro, medicação, mais exames (sangue, urina, RX) e, naturalmente, muita espera e paciência.
Os resultados prontos e o diagnóstico mais indesejado. Dra. Ana foi direta e precisa: - Seu índice de neutrófilos está muito baixo, apenas 40. Com essa neutropenia precisaremos interná-lo para controlarmos a infecção e impedir que ela se alastre. Você ficará internado por pelo menos cinco dias.
Telefonei imediatamente para o Murilo. Por sorte ele ainda não havia retirado os convites na portaria. Um problema a menos. Solicitei, então, que me ajudasse a desmontar o evento de lançamento do livro. O fazedor de versos não resistira à febre.
É bem verdade que havia pensado em lançá-lo apenas no final do tratamento, em janeiro de 2012. Simbolizaria uma espécie de renascimento, de retomada do cotidiano e das coisas da vida. Porém, o bibliotecário do colégio entrou em contato comigo falando que seria perfeito se pudéssemos fazer o lançamento no dia do concurso de poesia e prosa organizado para os alunos do ensino médio. Acabei aceitando o convite e solicitei para a editora uma revisão nos prazos de entrega. A Adriana prometeu-me entregar os livros até, no máximo, o final da tarde do dia 18/11. Foi perfeito. Os prazos todos encaixados. Porém ninguém contava com o imponderável.
E a vida faz dos prazos o que bem deseja. Ela exige um eterno replanejamento e nos lembra constantemente que nem tudo acontece quando e como queremos ou desejamos. Hoje já é dia 22 de novembro. Estou nesse quarto de hospital há uma semana. Os livros não foram retirados na editora, os amigos foram desconvidados, os convites não foram entregues, os alunos devem ter lido suas poesias e crônicas, as melhores devem ter sido premiadas e eu ainda estou aqui, finalizando o controle da infecção com antibiótico intravenoso e escrevendo essa micro história.
Se tudo der certo - e a gente nunca sabe; só os “médicos sabem”; só a vida sabe; talvez só os deuses também saibam - devo retornar para casa amanhã. Repensar uma nova data e local para o lançamento e replanejar o tempo que me resta. Ainda há tempo para remontar o circo, ainda há tempo para brincar e sentir com as palavras, rir e chorar com as coisas da vida. Ainda haverá tempo de mergulhar, nem que seja uma única vez, no mar de poesias.
"Tão sedutora era a solidão, que me mantinha em paz, nos raros e malignos surtos de sensatez que outrora me acenavam."
"Dona de uma beleza rara, um sorriso radiante e um olhar que consegue dar cor no que antes era cinza e sem vida"
16/04/12
Mão protetora
Lembro-me do tempo em que era tão pequenina que podia me apoiar em tuas mãos, sem medo de cair, sentindo o calor da sua pele, do seu amor me protegendo das barreiras da vida, de suas desilusões. Às vezes me pergunto por que crescemos tão depressa? Por que o tempo não nos espera e temos que enfrentar a vida tão cedo? Agora mesmo eu desejaria está vendo o mundo do alto dos braços da minha mãe, vendo em teus olhos um oceano de ternura e tendo a sensação que sempre quando surgir um problema poderei pular em seus braços e tudo ficará bem, o sol voltará a brilhar como antes das tempestades, pois haverá uma mão segura para que eu não venha cair.
Pena que na vida adulta é bem diferente, temos de caminhar com os pés no chão, embora eu saiba que sua mão continua ali pronta para afagar meus cabelos, me abraçar me proteger, jamais me carregará nos braços como antes, mas em minha vida eu tenho uma única certeza a sua mão protetora, a mesma que me segurou e me fez ver a vida do alto quando ainda nem podia entender seus caminhos, essa mesma mão estará sempre me protegendo, estará sempre guiando meus passos e quando eu tropeçar e não tiver forças para me levantar, ela ira-me tirar do chão, vai me dá forças para ficar em pé novamente, por que o único amor que nos faz ter coragem pra enfrentar a vida é o amor brando de uma mãe, que nos deu a vida e a coragem de viver todos os dias, mesmo quando tudo fica difícil, o seu amor nos alimenta e nos faz crescer dia a dia, por que esse amor não morre jamais, fica na eternidade.
Eu quero aproveitar o espaço deste texto para agradecer a minha mãe que sempre esteve com as mãos do coração me apoiando, me dando ânimo para lutar quando a guerra parecia perdida, foi o seu olhar que me fez levantar e amar a vida novamente, obrigada minha mãe, não somente por ter me dado à vida, mas por ter me ensinado a caminhar nas estradas certas, te amo.
Certa vez, me perguntaram se eu era feliz. Bem… Eu não sabia a resposta. Durante segundos eu tentei pensar em uma resposta, e que tal esta: Comparada a quem? Sempre odiei comparações, mas eu precisava de uma referência sobre felicidade. Me comparei à pessoas que perderam alguém da família, pessoas que ficam olhando pra janela, esperando alguém que elas sabem, todo mundo sabe que nunca vai voltar. Me comparei à pessoas que não têm nada pra comer, nenhuma casa, nenhum bem material e enfim cheguei a uma conclusão: Não sou a pessoa mais feliz da Terra, às vezes me bato com a felicidade por aí mas me obrigo a ser cega. A única coisa que me impede mesmo é a minha cegueira que não foi capaz de enchergar os momentos que valeram a pena, aqueles momentos que ficaram escondidos por trás da dor. Talvez eu devesse dar valor a parte que eu gostei, e quando me perguntassem de novo se eu era feliz, eu saberia a resposta.
Tudo o que queria era ser feliz. Achava que a felicidade era simplesmente realizar as minhas vontades, os meus sonhos, os meus desejos. Realizei as minhas vontades e, os meus sonhos hoje, são apenas um desejo. Vale a pena parar e refletir sobre tudo que vamos fazer. Tudo mesmo. Até a pequenina palavra que sai pela boca deve ser muito bem pensada. Deus fala com agente. Basta querer escutar. Descobrir o que Jesus quer nos dizer é maravilhoso. E agora é tempo de desejar o melhor de mim para que o meu sonho seja realizado. Sonho de ser feliz.
O que eu sentia era um doce encanto
que nem sei descrever, parece que sempre existiu
E agora eu alí, mudo, sem saber o que falar
Senti as lágrimas rolar, sabendo que era o fim.
Esta dor nunca será cicatrizada
mais uma vez fui vítima do destino.
Destino talvez que eu mesmo tenha traçado
E que neste sofrimento compreenda e saiba como lutar por um amor.
