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Era

Cerca de 25314 frases e pensamentos: Era

Do nada, tudo!


E quando eu pensei que eu não era um nada,


Ela veio sorrindo e disse:


Não existe uma pessoa mais preciosa neste mundo, jamais encontrarei alguém igual a você.

Tá no coração


Era um dia de domingo logo pela manhã,
eu estava jogando bola com um grupo de amigos e mesmo assim me vi pensando nela,


Mais tarde, por volta das dezesseis horas eu estava assistindo um filme na Netflix e mesmo assim os meus pensamentos estavam todos voltados pra ela,


Agora já é noite, coloquei aquele perfume e aquela camisa que ela tanto gosta e não vejo a hora de encontra-la para expor o quanto o meu coração sente saudades dela.

Não importa o que disseram que você era.
O que vale é o que Deus diz que você é.

Logo o frio vai passar.
E quando o sol nascer outra vez, você vai entender: não era o fim… era Deus começando algo novo em você.

Lembro que o Ara Ketu estava no auge.
Era 1995… o país dançava, as rádios tocavam “Sempre Será”, e, sem que eu soubesse, aquela melodia se tornava a trilha do meu próprio destino.
Cada verso parecia falar de nós, mesmo antes de nós existirmos.
Quando a música dizia “Tenho amor demais pra dar”, era como se meu coração respondesse em silêncio.
E hoje, tantos anos depois, cada vez que ela toca, sinto que o tempo volta pra aquele instante — o primeiro olhar, o arrepio, o pressentimento de um amor que viria pra ficar.
Porque o que nasceu em 1995, entre notas e promessas, ainda pulsa… e sempre será.

Um dia (ainda quando criança) até pensei que a pior coisa na vida era acabar sozinho. Hoje vejo que o mal do século é estar com pessoas e mesmo assim se sentir sozinho.

Vazios de Si:
Vivemos numa era onde as pessoas são tão cheias de razão e tão vazias de si.
O pior, porém, vem daqueles que abdicam da realidade
para habitar um mundo imaginário —
por vezes autoritário, talvez confortável para si,
mas sempre opressivo para os outros.
Aí não há diálogo: há imposição de vontade.
E quando o bom senso deveria prevalecer,
voltamos ao início:
são tão cheias de “razão”
e tão vazias de si.

O meu Cerrado!


Não tinha concreto,
não tinha aço,
era só caminho,
era só espaço.


Corria livre
pelo cerrado,
buscando o céu,
o sonho alado.


Não tinha o aço,
não tinha a grade,
só céu infinito,
só liberdade.


Tudo era lindo,
era encantado,
o mundo inteiro
me foi dado.


Corria feliz,
sem ter direção,
seguia a trilha
do coração.


Não tinha preço,
não precisava,
porque a vida
era de graça.

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

“Na origem, o corpo era apenas verdade, não motivo de culpa. Adão e Eva não sentiam vergonha porque ainda não havia separação entre quem eram e quem pareciam ser. A desobediência não criou o corpo nu, criou o olhar que julga. A vergonha nasceu quando a inocência foi perdida, não quando a pele foi revelada.”

Sustentei teus sonhos, fui cúmplice da tua paixão,
Criei raízes num amor que era só ilusão.
Mas não fui infeliz, não, não me arrependo.
Porque amar você, mesmo em vão, foi o que me fez viver, e ser.
(Saul Beleza)

O amor me ensinou a lição
que a felicidade é só uma estação.
Pensava que era só alegria.
Mas a verdade é outra, a dor também é dia.

Aprendi a suportar o que não vem no cardápio.
A espera, a saudade, o coração vazio,
amar de verdade é aprender a lidar
com as dores que o amor pode causar.
(Saul Beleza)

Assim caminhava João, estrada a fora, sol escaldante, botina apertada, calça larga, e imbira era o curião, camisa remendada com retalhos de um tecido cortado de um velho colchão de capim, na gibeira, algumas palhas para o cigarro, no bornal, uma banda de rapadura e uma lesga de carne seca, o cantil já pelo meio, água por perto não existia, o córrego estava a oito léguas a frente, João pensando na dificulidade da vida que levava, mas no fundo era feliz, pois estava longe dessa guerra que assusta o mundo.
Então, João continuou sua jornada, o sol a pique, a botina apertada, mas o coração leve. Ele sabia que a vida era dura, mas também sabia que a liberdade valia a pena. Ao longe, viu uma sombra, um oásis no deserto. Era uma velha árvore, com um córrego murmurante ao lado. João se aproximou, sentou-se à sombra, e começou a mastigar a rapadura, sentindo a vida simples, mas plena.
(Saul Beleza)

Vida, corriqueira vida
Poeira ao vento
Velha avenida
Que era só pó
A corrida, a carreira
O aspirar , suspirar
Ouvir o rangido
Das portas do tempo
O estampido do tiro
Dos poetas
Os hipócritas desapareceram em meio
As cinzas num redemoinho
Enquanto os artistas
Que semeiam
A euforia
Vive seus delirios
Fascinantes
No Gan Éden
Chacrona, mariri
Cânhamo trágico,
Fruto que alucina
daime santo,
O manjar dos deuses.
Nada mudou
Na avenida da vida
O tempo não para
Há agora um deserto
Comumente de certo
surgiste do pó
Puro pó...
A insanidade
A desigualdade
Falácias, falácias, falácias
O buchicho, o bocejo, o nó
A célula, a cédula
A sensura
O desejo
Poeira só.

100126

Não use a pandemia como desculpa para ser mau, você já era mau antes da pandemia.

Quando tudo era tristeza,
eu era alegria,
na longa noite,
eu era o seu dia,
mesmo me causando dor,
eu era o seu amor!

Foi tempos que era só
bordão que tudo mudou,
Não se encontra mais Tatu,
ninguém faz mais Aaru,
Por enquanto ainda há
alguma memória para quem
tiver vontade de procurar,
E se um Tatu te encontrar,
melhor deixar ele caminhar
_porque não nos falta Beiju.


Não se esqueça de recordar
que a Terra precisa sobreviver
para a gente se sustentar...

Ele era uma figura misteriosa,
um mulato de beleza única,
com um corpo musculoso,
olhos verdes andando,
fala aveludada e respeitoso.


Com o seu cavalo bem cuidado,
ele um autêntico peão brasileiro,
o nome dele era Dario,
que mantinha o orgulho elevado
do ofício desempenhado,
e rezava com fervor inigualável
o Santo Rosário em dedicação
à Nossa Senhora de Aparecida.


Eu ainda bem menina dava
um trabalho danado
junto com as crianças da vizinhança,
a nossa infância era além
muito do pé no barro,
mas os cabelos também por nossa
própria obra era alcançado.


E assim pela estrada a gente fugia,
ele sempre muito paciente
depois de tudo o quê fazia,
e se fosse preciso párava tudo,
para acompanhar as Mães
em busca intrépida de cada
um por toda a estrada vazia.


Não tem como eu me
esquecer destas inúmeras
vezes quando na porta
de casa ele um por um trazia,
ou quando ele passava
sem montado com o seu Baio
e me via pela estrada,
e prontamente dizia:

- Já para casa, menina!


...


Nota da Poetisa sobre a palavra "mulato":


​"O termo 'mulato' utilizado para descrever Dario neste poema é uma escolha deliberada e histórica, fiel à linguagem da época e da região das minhas memórias de infância. Naquele contexto, a palavra era o descritivo de sua ascendência mista e da sua beleza singular. Longe de qualquer intenção de depreciação, a figura de Dario é celebrada aqui em toda a sua dignidade e força. O uso é uma homenagem à sua pessoa, e não uma adesão ao peso pejorativo e racista que o termo carrega historicamente."

Na Judeia, na época de Cristo, o “sobrenome” não era como hoje.

Geralmente, indicava de quem a pessoa era filho ou onde vivia.

Jesus era “Yeshua bar Yoseph” (Jesus, filho de José), “Yeshua Natzara” (Jesus de Nazaré).

Algo curioso é que Barrabás vem de “Bar Abba”... ou “filho do pai”, e alguns historiadores dizem que ele era “xará” de Jesus (“Yeshua bar Abba”).

A Divindade está até mesmo nos detalhes... o povo escolheu libertar uma pessoa que, literalmente, se chamava “jesus, filho de um homem”, para condenar “Jesus, filho de Deus”.

⁠Antes eu era magia,
hoje, sou silêncio.
Antes eu era riso fácil,
hoje, eco por dentro.
Antes eu era chama acesa,
hoje, cinza ao vento.
Antes eu era presença,
inteiro em cada momento,
hoje sou ausência que pesa
no vazio do pensamento.
Antes eu era caminho,
passo firme, sem medo,
hoje me perco em mim mesmo,
guardando tudo em segredo.
Antes eu era mundo,
imenso, vivo, intenso…
hoje, sou só silêncio.