Era
Antigamente, achava que lealdade, companheirismo era a base de um bom relacionamento, mas hoje descobri que a chave é a comunicação, sem isso não há negócio, sem comunicação sempre tem uma história mau contada, um será?. Então comuniquem-se, se sentem falem, se vão fazer, falem... Conversem!
Houve um tempo em que a riqueza de um povo era medida por aquilo que tirava da terra. Arrancaram madeira das matas, ouro das montanhas, café dos campos. Parecia que toda prosperidade dependia de retirar alguma coisa do mundo até deixá-lo mais pobre.
Agora a extração é outra.
Já não se arrancam apenas árvores, metais ou colheitas. Arranca-se a alma sem tocar no corpo. Arranca-se atenção, desejo, memória, gosto. Arranca-se significado.
Já não basta vender um pão. Vende-se a fome.
Já não basta vender uma canção. Fabrica-se o ouvido incapaz de suportar o silêncio.
Já não basta oferecer um caminho. Ensina-se o viajante a esquecer para onde ia.
Há uma crueldade nova nesse mecanismo. As prisões antigas cercavam o corpo. As prisões de agora cercam a vontade. Descobriu-se que o homem deixa de resistir muito antes de deixar de obedecer. Basta que já não consiga desejar por si mesmo.
A cultura foi sendo reduzida a uma superfície. As cores rarearam. As formas se comprimiram. A beleza tornou-se um luxo. E o mundo, que durante milênios pediu contemplação, passou a exigir apenas eficiência.
O mais inquietante é que quase nada nos foi arrancado à força. Fomos cedendo. Um hábito de cada vez. Uma renúncia de cada vez. As maiores perdas raramente fazem barulho.
Talvez essa seja a pobreza mais profunda do nosso tempo. Não a falta de dinheiro, mas a falta de espanto. Porque um povo não desaparece quando perde suas riquezas. Desaparece quando perde a lembrança do que era digno de ser amado. A morte de uma civilização começa muito antes de sua ruína. Começa no dia em que já não reconhece como sua a própria voz.
O maior triunfo do nosso tempo não foi ensinar as máquinas a criar. Foi convencer os homens de que criar já não era necessário. Bastaria consumir. Repetir. Reagir. Ajustar-se. Bastaria permanecer dentro do fluxo.
A natureza nunca fez duas árvores iguais. O mercado, ao contrário, passa a vida tentando convencer o mundo de que uma única forma basta para todas as florestas.
Mas a beleza continua sendo uma forma de rebeldia. A arte continua sendo uma forma de desobediência. E toda civilização que esquece isso começa a extrair de si mesma a última riqueza que possuía. Não o ouro. Não a terra. Nem a técnica.
A capacidade de sentir que era única.
Especial...
Você nasceu...
aconteceu...
Era pra ser só amor meu...
apareceu
e no minuto seguinte
desapareceu.
Quando você estiver triste
lembra que do lado de cá existe
eu...
Quando você estiver
cansado,
magoado,
chateado...
desesperançado
lembra que eu nasci,
aconteci,
apareci...
E
não, não desapareci...
eu
ainda
estou aqui...
esperando por ti.
Francisco Luiz, meu ex-marido.
11/10/1949 - 07/02/2021
Ele era desprendido, não visava coisas alguma, mas viver um dia de cada vez , sem luxo, sem ganância, sem ambição, gostava de festas, músicas , bebidas, gente, pessoas. Estava o tempo todo cativando amizades, sempre visitando os amigos, não guardava mágoas, rancores, apaixonado por crianças. Creio que isso que fazia com que eu tinha admiração por ele, por essa capacidade enorme de perdoar, esquecer a dor, a humilhação, com sorriso aberto, para pobres, ricos, feios ou bonitos tinha um olhar com filtros que filtrava só o bem das pessoas. Eu falava sempre pra ele que o meu amor fraternal, por ele era cego e ele sorria. O amor carnal acabou, o que ficou foi o amor verdadeiro de irmão em Cristo pois 10 anos separados ainda usávamos chamar de “bem”.
A morte judia muito comigo, eu sofro muito, mesmo entendendo tudo que Deus é mais.
A era digital transformou a todos em escravos da tecnologia, que, a princípio, foi criada para servir à humanidade!
Gotas de lágrimas
Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.
Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.
Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.
Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.
Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.
E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.
Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.
E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.
Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.
Você perdeu sua luz, a sua luz se apagou? Não era sua a LUZ, era o foco do meu brilho, a minha luz que ILUMINAVA VOCÊ!!!
ARCO DA VELHA (NEY PIRES)
Diz o ditado dos tempos atrás e real.
Era um mistério, coisa de escultor.
Quando a chuva findava no quintal,
Surgia no céu um desenho múltiplo cor
Não era apenas um vapor colorido e sutil
Era o Arco da Velha com seu orvalhado
Diziam que a velha bebia a água do rio,
Bordando cores num céu clareado
Sete fitas estendidas no infinito.
Um portal de magia que a infância inventou,,
Nenhum pintor fez um traço tão bonito.
Que o tempo passou, mas não apagou.
Que traz o passado de volta ao pensamento.
O arco da velha some pelo o horizonte,
Mistério guardado na curva do vento,.,
Deixando a saudade beber na sua fonte.
A era do conhecimento se transformou em período de desinformação e ódio! Há uma inversão de valores sem precedentes, em que tudo tem preço e nada tem valor!
Sobre Jesus ser magro ou não, forte ou não. Lembrem-se que Jesus era carpinteiro, imagina o peso das madeiras daquela época, materiais, o serviço braçal. E os homens de antigamente eram mais fortes, mesmo os mais franzinos. Os de homem de hoje tem mais estética, mas, menos força
ATRAS DOS OLHOS
Cai o pano do cenário antigo,
O que era sombra vira claridade.
Um par de olhos cruza o meu caminho,
E descortina a minha própria verdade.
Revela o medo que eu guardava oculto,
Despe a alma que vestia armadura.
Num breve traço, num segundo mudo,
O mundo ganha uma nova moldura.
Não é a vista que alcança o horizonte,
É o sentimento que a retina ensina:
A vida muda e deságua em fonte,
Quando um olhar, de frente, descortina
"Uma vez, um ex me disse que eu era a pior decepção da vida dele. Foi aí que eu percebi que ele não tinha nada de bom para oferecer. Para algumas pessoas você será tudo, mas para outras, será apenas uma decepção."
- Vanessa Costa Lima
O lobo e a lua
Sentado de frente para o mar a minha única companhia era a lua avermelhada e silenciosa,
buscando repostas uivei por horas sem sequer ser notado,
pensamentos assombrosos, dores profundas, sensação de alma derrotada,
corpo pesado, olhares perdidos, respiração desconfiada dos seus intervalos longos,
implorando por atenção e uns breves conselhos insisti numa conversa com a lua e continuei a uivar sem parar,
apenas os corvos e as serpentes se aproximaram para com certo sigilo vigiar o que poderiam ser os meus últimos atos,
madrugada a dentro, cometas em movimentos, a maré atingiu as minhas patas por três vezes, areia foi jogada no meio fusinho pela força dos ventos,
depois de algum tempo eu entendi que eram respostas da lua em forma de sinais,
o mundo sempre está em movimento, por três vezes deixei as lágrimas me afogarem ao ponto de me deparar com as pontas dos dedos no precipício, a areia ao mesmo tempo que cega, quando bem temperada vira espelho e pode iluminar uma estrada para novos caminhos,
confiante e decidido uivei bem alto em agradecimento a lua por dá novamente significados a minha vida.
Antes e depois
Antes de você o meu coração era uma densa neblina e olhando mais a fundo era escuridão,
tudo era difícil de lidar, as tentativas e erros eram medidas baseadas em manipulação, falsos julgamentos e culpa,
com você o meu coração achou o pote de ouro, a pintura da tela ficou vibrante, ficou colorida,
da tua água eu bebi, a tua compreensão eu senti, dos teus afagos me enchi, e agora, como bom "João de barro construtor" faço do meu coração uma lar para você morar.
Confidencial
Era confidencial o meu destino até aquela que me visita em todas as vidas ter me achado novamente.
