Epoca de Cora Carolina
sou pretinho para caramba
nasci do medo
de uma época
de um instante
nem frio nem quente
de tomada de decisão
com três signos à frente
discorrendo da imaginação
criatividade de quem se foi
alternância de um poder trio
onde tudo que é de valor funil
já foi projetado para acontecer
sem mais
sem menos
frio ou quente
morno
por isso sempre assim
ausente
paisageiro
"O homem lúcido de qualquer época tem sempre a percepção de que este mundo está a desfazer-se, tamanha é a maldade humana".
Vivemos uma época marcada por um padrão de comportamento social, onde o "eu" não sustenta a sua pessoalidade, ele necessita se expor negando a sua individualidade para se sentir integrado, pois a sua autorealização está na busca de seguir um modelo imposto pela sociedade a qual pertence.
Tínhamos tudo o que precisávamos Mas o que não sabíamos na época é que nada dura pra sempre.
Na época das cavernas o jovem que negligênciava o ensino dentro dela, perdia a vida fora dela. Hoje o desafio é não permitir a morte do conhecimento dentro da escola, onde a particularidade do saber as vezes, baseia-se na convicção da ignorância, na incultura da individualidade.
༻Tempo༺
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Não tenho tempo para me aborrecer, essa época em que permita meu ser se abalar com a de outros opiniões, desavenças e frustrações, hoje não existe mais.
Não tenho tempo mais que o certo e correcto para o que desejo viver a seu tempo e meu próprio.
Não chego à hora normal para falar #BoaNoite, já me falaram, mas … me diga que hora é essa, meu relógio não tem essa hora e na vida tudo que é “normal” não tem espaço.
Não sei sobre quanto tempo de tempo ainda existe, mas por hora me chega ter tempo para dizer ao mundo: BOA NOITE
༺༻
Tc.11112024/138
TEMPOS ANTIGOS
Em uma época em que a mudança ainda era requerida, recebi palavras de perdão e culpa. O tronco foi sincero ao dizer-me que seria ferida, num tempo em que a lei Áurea ainda não havia sido estabelecida e a escravização era um sinal de nobreza para os seus feudos.
Onde comer era motivo de criação e ideias para um hoje moderno, onde a cor era motivo de risos e risos.
Nossas traças são narrativas, nossa fala é história, nosso alimento é história e a nossa cor é história.
~Safira souza
REVOLUÇÃO AGRÍCOLA
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“Quando há um salto muito relevante em uma época do desenvolvimento humano, podemos falar em revoluções – ou mais propriamente em revoluções civilizacionais que ampliam o potencial humano de domínio do mundo à sua volta. As revoluções transversais costumam mudar a face do planeta. Elas não modificam apenas uma pequena localidade ou comunidade nacional, mas transformam a vida humana de maneira generalizada, estendendo-se menos ou mais rapidamente pelo planeta inteiro. Em comparação com o desenvolvimento gradual que costumamos ver sempre, as revoluções parecem ser muito rápidas – desde que tenhamos em vista que o tempo é relativo. Por exemplo, a primeira grande revolução transversal a toda a espécie humana conhecida foi a chamada Revolução Agrícola. Esta revolução mudou rapidamente a própria aparência do planeta. Ela ocorre entre 10.000 e 8.000 anos em diversas partes do mundo, mas este intervalo de dois mil anos não nos deve iludir: comparado com os 2.400.000 anos em que a humanidade foi nômade e praticava uma economia apropriativa, os dois mil anos de espraiamento da revolução agrícola representam uma duração muito curta.
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O que foi a Revolução Agrícola senão uma ruptura tecnológica que pôde alçar o mundo humano a um novo patamar de domínio sobre o mundo e sobre as forças da natureza? Com a Revolução Agrícola, ocorrida no período neolítico e deixando para trás a era paleolítica, os seres humanos passaram não mais a se apropriar espontaneamente do que a Natureza oferecia, mas a planejar o crescimento da própria natureza em certas direções, de modo a favorecer a sua alimentação. De igual maneira, os bandos de seres humanos do período neolítico deixaram de precisar seguir os animais em sua atividade nômade de caçadores que antes praticavam a economia apropriativa, e passaram a domesticar animais – seja para abatê-los para alimentação, seja para se valerem de sua força animal de modo a realizar trabalhos diversos como o auxílio no cultivo da terra ou o transporte. As tecnologias do cultivo e da domesticação de animais – ao lado da produção de novos instrumentos próprios à agricultura, tais como os vasos de cerâmica de todos os tipos – demarcam, deste modo, este grande processo que é conhecido como Revolução Agrícola”
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[BARROS, José D’Assunção (org.). História Digital. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. p.12-13].
Sinto que deve ter havido uma época em que havia mais no mundo. Entende? Algum tipo de mistério ou algo. Agora visitamos um lugar, como este, e é lindo… e você tira uma foto e nota que todos tiraram a mesma foto... do mesmo ponto… e você só criou mais conteúdo redundante para o Instagram. Não podemos nem nos perder mais, porque existe o Google Maps.
O Faraó da época de Moisés,do cajado que se transformou em serpente,das dez pragas,da praga do sangue no Nilo,da praga dosa rãs,da praga dos piolhos,da p´raga das moscas,da praga do gado,da praga da úlcera,da praga do granizo,da praga dos gafanhotos,da praga das trevas e da praga da morte dos primogênitos,da abertura do Mar Vermelho ,do Êxodo e dos dez milagres do Mar Vermelho,no Torá só fala do Faraó,não fala o nome dele,o nome do Faraó não é Ramsés e é Tutmés.
Nesta época de fritar ovos no asfalto, se te tratarem com extrema frieza, agradeça e sinta-se feliz!
"Maldita é a época em que os mestres bajulam seus discípulos para obter vantagens financeiras ou favores pessoais".
Uma sociedade que cresce traz consigo cada vez mais complexidade, e isso acontece desde a época ascendente da era paleolítica; tempo da Pedra Polida.
Isso me remete a sociedade atual com outras formas.
O homem contemporâneo colabora com a sociedade mas ainda sim, precisa cultivar suas próprias transformações.
As sequoias gigantes da Califórnia testemunharam a época de Jesus, sendo verdadeiros monumentos naturais. Elas permanecem como sentinelas imponentes, silenciosas guardiãs de séculos de memória.
Certa vez, um professor me disse que o olho que olha também é olhado. Na época, entendi isso de forma literal, mas hoje compreendo a profundidade dessa afirmação, algo que levou décadas para se revelar. Já refletiu que os olhos também são feitos de átomos? Isso nos leva a perceber que há uma subjetividade intrínseca no ato de ver e ser visto. Não é apenas uma questão física, mas também uma interação profunda entre o observador e o observado, sugerindo que a realidade é cocriada na troca de olhares e percepções.
A melhor época do ano chegou
e você chegou,
como um presente
que toda criança quer.
Meu desejo de adulto
chegou quando você chegou,
minha criança não amadureceu.
Você pode ser tudo que você quiser!
Você é o desejo e o presente,
a realidade do pacote colorido
e o laço vermelho.
Você é presente e futuro,
é vida,
é minha vida!
Você é a melhor época!
O peso da beleza
Estamos numa época em que a mídia, com seus comerciais brilhantes e filtros irreais, tenta nos convencer de que só as pessoas magras são bonitas. As telas, sejam grandes ou pequenas, criam um padrão tão estreito que muitos de nós tentam se espremer nele, sufocando as singularidades que nos tornam únicos.
É irônico pensar que, enquanto o mundo se orgulha de sua diversidade, ainda cultuamos uma única ideia de corpo ideal. Revistas estampam capas com frases motivacionais, mas, nas entrelinhas, dizem: “Não é suficiente ser você. Seja assim, como eles.” E, assim, somos levados a acreditar que nossa felicidade está a duas dietas ou a um personal trainer de distância.
Mas o que a mídia não mostra é o peso invisível que essas mensagens carregam. É o peso da insegurança, da comparação, do ódio ao próprio reflexo no espelho. É o peso de achar que não somos dignos de amor, sucesso ou aceitação porque não nos encaixamos em um molde fabricado.
A beleza, em sua essência, nunca foi sobre números na balança ou medidas corporais. Está no sorriso que surge ao encontrar um amigo, na risada que ecoa sem vergonha, no abraço que aconchega. Está na alma que acolhe e nos olhos que enxergam além da superfície.
É triste que ainda sejamos prisioneiros dessa narrativa, mas também é inspirador ver que há resistência. Cada vez mais pessoas se levantam para dizer: “Eu sou bonito(a), exatamente como sou.” Porque, no fundo, a verdadeira revolução começa quando nos olhamos no espelho e escolhemos amar quem vemos.
Talvez a mídia ainda não tenha entendido, mas a beleza nunca foi — e nunca será — algo que possa ser definido ou vendido. Ela é plural, única e, acima de tudo, genuína.
Que possamos lembrar disso quando a próxima propaganda tentar nos convencer do contrário.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
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