Epígrafes de Direito Tributário
O verdadeiro avanço do Direito não está em criar mais leis, mas em criar leis que precisem de menos força para serem respeitadas.
O Direito civiliza o poder quando transforma vontade em procedimento, força em responsabilidade e autoridade em dever.
Quando o Direito abandona a pergunta pela justiça e se submete à lógica da conveniência, a barbárie já não precisa romper a ordem: basta administrar-se por meio dela.
“A greve não é ruptura da ordem jurídica, mas exercício de um direito que transforma a insatisfação coletiva em instrumento legítimo de reivindicação e equilíbrio nas relações de poder.”
A inteligência artificial não elimina o Direito; seleciona quais estruturas jurídicas ainda são capazes de acompanhá-la.
A jurisprudência é uma das formas pelas quais o Direito se adapta sem necessariamente romper com sua continuidade histórica.
O Direito não evolui isoladamente: evolui junto com economia, ciência, tecnologia, moral e comportamento.
A evolução do Direito é frequentemente precedida pela evolução dos problemas que ele precisa resolver.
O Direito precisa tolerar experimentações controladas quando as antigas soluções deixam de funcionar.
O Direito que ignora incentivos comportamentais frequentemente seleciona comportamentos que não pretendia estimular.
O mercado seleciona comportamentos econômicos; o Direito estabelece limites para que essa seleção não destrua a dignidade.
O Direito funciona também como mecanismo de correção das consequências socialmente intoleráveis da competição.
O mais forte pode sobreviver biologicamente; juridicamente, não deve possuir o direito de dominar simplesmente por ser mais forte.
