Epígrafes de Direito Tributário
Quando o Direito agradece à sociedade, deixa de parecer uma técnica de poder e revela-se como uma forma de responsabilidade.
A propriedade é protegida pelo Direito, mas não pode converter-se em instrumento de dominação absoluta.
Reivindicar um direito é exercício de cidadania; depender de favores é sinal de fragilidade institucional.
Causa e consequência pertencem tanto ao Direito quanto ao karma: nenhuma ação desaparece completamente depois de realizada.
Platão imaginou a justiça como harmonia; o Direito contemporâneo tenta transformar essa harmonia em instituições.
O Direito é também uma disputa pela linguagem: quem define o significado das palavras influencia o destino das pessoas.
A prudência é a arte de saber que possuir um direito não significa necessariamente ser sábio ao exercê-lo.
Epicuro percebeu que muitos sofrimentos nascem de desejos desnecessários; o Direito poderia acrescentar que muitos conflitos nascem de pretensões desnecessárias.
Quando uma instituição transforma pessoas em números, o Direito precisa lembrar que números não possuem dignidade, pessoas possuem.
O Direito começa a perder sua humanidade quando considera a pessoa apenas como titular de obrigações.
