Epígrafe Morte
rimar amor
com dor, é clichê,
prefiro rimar flores
com amores e assim
viver como um
poeta aprendiz do
Tempo, que nos mata
aos poucos, sendo
o maior assassino
de todos.
Um profundo e penoso fim
Não consigo
Não consigo
Não consigo
A cada dia, é mais difícil
A cada hora, minha alma morre
Morri ontem
Estou morrendo
Morrerei
Só restarão as cinzas
Ou um corpo em putrefação
Se vou? Não sei
Só sei que fui
No momento da dor fica difícil discernir as motivações da tragédia mas é nessa hora que pessoas inesperadas se mostram solidárias.
A marionete ambulante que anda clamando por ajuda , o corpo cadavérico que está em constante esforço luta contra o processo de decomposição , anêmico e extenuado me pergunto o motivo de continuar produzindo riqueza para quem me controla pelas cordas vermelhas
"O grande amor é uma graça que carrega em si a maldição de um fim inevitável. O último beijo de todos nós é dado pela morte."
(Gladston Mamede. Fragmentos de um Discurso Manducatório. Instituto Pandectas, 2022)
"Viver no pecado é semelhante a Saltar de um avião em queda livre; Você irá aproveitar a vista e o vento em sua pele, porém no final será trágico"
Toda mentira é engano.
Todo engano são ídolos que se assentaram no coração .
A mentira está em que você pensa que vive mas está morto.
Apocalipse 3.1
Estou morrendo. Nasci e naquele exato momento, uma parte de mim morreu.
E a todo instante desde então, venho morrendo dia após dia. Meu fim está próximo. Se é hoje ? não sei.
Amanhã ? talvez. O certo é que ele vira, inevitavelmente e disto não posso escapar.
Nenhum homem é indispensável. Não chore por mim. A única maneira de honrar minha memória é continuar meu trabalho! Exceda-o!
O sorriso que se perdeu no mato
a cultura que se perdeu no aço
tudo que sobrou está em pequenos traços,
cidades,
ruas,
passado.
"Pergunta-me: o que há de mais angustiante para você?
É ouvir o rogo nos olhos de quem recusa a morte, enquanto pranteia pelos lábios. Olhos dizem mais do que lábios chorosos. Olhos denunciam um pusilânime estreme."
Quando alguém morre, tudo sobre essa pessoa se transforma em tempo passado. Exceto a dor. A dor permanece no presente.
Tentamos segurar a corda para que não haja mares em nós.
Porém, o vento da vida sempre teve mais força.
