João Gabriel de Macedo Aquino Santos
Esse Olhar
Esses olhos castanhos em volta desse cabelo Cor de fogo
Me da fogo
Me da amor
Tampa o oco
E sem sem sufoco
Me da cor.
Abelha
Se você diz assim que sou flor, eu te culpo pois é abelha,
Abelha que troca meu pólen,
Abelha que fuça, que me agita,
Que me faz ser flor.
Como flor?
Sou flor que te marco com meu cheiro,
Flor que marco com cor,
Cor que tu, abelha, me deu.
O Fim
Te abraço em meio aos pedaços de um amor sofrido
Me deixo ser levado pelo fracasso de um amor corrido
Te deixo de lado ao perceber que cada pedaço deste espelho quebrado se foi
Me abraço em meio aos pedaços de um fim
E agora me vejo em cada pedaço em reflexos sem fim
Pois Quero.
Quero te beijar como o sol beija o horizonte.
Quero te amar como a areia ama o Mar.
Quero te tocar como as raízes das arvores tocam a terra.
Quero me deitar ao seu lado como as sombras se deitam no chão.
Quero te Iluminar como a Lua faz.
Quero te cobrir como o lençol.
Te proteger como o maior dos Escudos.
Quero te ver viver como a vida.
Te ver cair pelo fracasso.
Te levantar como amigo.
Te beijar como amor.
Te amar como seu.
Ser seu como a Vida.
Luz
E para ti eu deixo a mais bela deixa
E para que não tenhas queixa
A mais bela flor,
Com a mais bela cor,
Pois quero que a tenha
E que esteja em puro lume
Que brilhe mais que vaga-lume
Pois é a luz, deste mundo ilustre.
