Entrelinhas
Entenda a expressão do amor. São nas entrelinhas que descrevo o que sai de dentro de mim, e que passa a te buscar. São nas batidas do meu coração que o amor se manifesta. São entre olhares não vistos e imagens nunca presentes que eu te sinto. Assim é o amor: do pouco, consegue ser muito; do muito, aprofunda-se no sentir e salta-se para o infinito. É assim que eu te amo: profundo e infinito, numa intensa beleza de ter você, ainda que seja apenas em meus sonhos.
Você grita nas entrelinhas... Admira-me, não tê-lo compreendido! Eu, que vejo através delas e leio-te até na camuflagem mais densa e perfeita que vestes para te ocultares da minha insanidade. Tranquiliza-te, então; estou te lendo agora...
Ao passar do tempo,a idade avançada não necessariamente deixa uma pessoa mais sábia. As entrelinhas usadas por ela durante o passar do tempo é que irão definir o seu grau de sabedoria.
"Nas entrelinhas do poema
o amor escondido,se revela
deixando subentendido
que em tudo que eu escrevo
eu falo dela."
Não sou sozinho,
povoo o silêncio.
habito nas entrelinhas da noite,
Acomodo meus temas,
lemas e poemas nas
palavras não ditas.
Escritas no pranto e no canto do Ser.
Nas suas entrelinhas, os seus sinais, teu olhar, do que você não diz, o não saber de ti, me enleva, tu vens, eu já decifro os seus sinais, tu tens o enigma da esfinge, daquela que te escreve agora, mas eu te devoraria de qualquer maneira, da sorte que tu erras de propósito, desse sentimento insano, do desejo de ser devorado, amado, então como quem nada quer, você me diz eu não te decifro e devora-me logo, do mais sincero gesto de amor, longe está de possuir-te bela esfinge, em verdade, mas apenas um desejo apaixonado de em seus lábios estar emaranhado, tornou-se a chave de tudo que tinha, o amor é também um enigma descobriu a esfinge.
Leia o que escrevo nas entrelinhas dos meus toques
Se não descobrires quem sou,
saberás ao menos o que és
para mim.
...Todo o encanto do amor que por ti sinto!
Poema gostoso de se ler é aquele que absorve a gente, cujas entrelinhas desnudam nosso ser...
(15-12-11)
O incômodo está sempre nas entrelinhas
Nas etecéteras, nas reticências...
Nem sempre cabe uma vírgula,
Nem tudo se resolve com um ponto.
Existiam alguns espaços, entrelinhas, vielas, cujas funções eram permitir o passado voltar à tona. Tudo isso permitido por mim claro, eu, na primeira pessoa do singular, o retardado. E, quando digo retardado, me refiro à minha capacidade de deixar os piores assuntos (e pessoas também) interferir no que já deveria ter passado. Já deveriam ser pretérito mais-que-perfeito, mas não, eu insistia. O resultado era esse misto de sensações que eu tinha que me deparar em cada noite, em cada dose, em cada sonho.
Chega-se a uma fase da vida em que os subtextos e as entrelinhas das situações saltam aos olhos, em que não se tem mais tempo para esperar indefinidamente, nem disposição para ficar em standy by. Nada de obscuridade ou indefinição; nada de joguinhos ou aventuras arriscadas demais. Poucas concessões e inúmeras restrições; muita intolerância a descasos, à falta de consideração e afins. E a certeza das certezas como um mantra: se não se pode ser prioridade, se não se pode estar em primeiro plano, que não se esteja em nenhuma posição. Antes a solidão bem resolvida ao desassossego de uma relação em descompasso de vontades e sentimentos.
