Entenda como Quiser So Nao me Julgue
A vida é um jogo de empurra, empurra. Só consegue chegar ao topo que não desiste dos apertos. Continuem empurrando e apertando quem não sair do meio vai ficar pra trás.
NADA PERDI
Só depois que ele partiu é que o meu coração viu
Que não se partiu, e concluiu que se nada sentiu
Foi porque não dá pra perder o que nunca existiu!
Guria da Poesia Gaúcha
Estou estranha?
Parei de falar com você?
Não te dou moral mais?
Eu sumi?
NÃO!
Eu só cansei de ser idiota e tratar com prioridade quem me trata como opção.
ALMA FALIDA
Não tenho ninguém para deixar nada
Pois não tenho nada só a minha alma
Quem vai querer uma alma sofrida?
A morte é obrigada a levar essa alma falida
Mas não haverá despedida
Nem um padre pra rezar
Nem uma alma pra chorar
Pobre alma falida
No buraco ela vai ser jogada com areia regada
Nem choro, nem vela ninguém na capela.
A floricultura fechou nem flores levaram
Por piedade de um pobre coveiro
De madeira sem cor uma cruz ganhou
Com seu nome atravessado um
Quadro no espelho quebrado
Descanse em paz alma
Um vaso rachado ali, deixando.
Um cravo murcho no sol
Tentando suas próprias pétalas reanimar
Eu estou caindo. Só vejo vazio e escuridão. Não digo nenhuma palava se quer. O silêncio me conforta. Sinto minha alma vazia, estou morrendo. Por fora a mesma mulher, sem nenhuma mudança notável. Por dentro cometi um suicídio. Não quero dar valor aos sentimentos, não quero da valor algum à razão, não quero muito menos suplicar por teus beijos, não quero mais ouvir meu coração. Ouço vozes gritando dentro de mim, elas me enchem de perguntas, me enlouqueço por não ter respostas. Diversas noites sem durmi, tento te escrever mas não consigo. Um beijo, é somente o que te peço (..)
Das mudanças que não dependem da nossa vontade,
só sobrevivem aqueles que se adaptam
às mudanças e às vontades alheias.
Vou deixar você procurar nas outras pessoas que só iras encontrar em mim. Mas não prometo que te esperairei pora muito tempo...
talvez eu não esteja mais acostumada a ficar só, talvez meu coração não esta apto a perder mais um para o amor, para a dor. o que eu sinto e o que eu penso, são coisas que eu carrego, procuro não compartilhar a ninguém, é meu jeito, meu defeito. Talvez meu defeito tenho sido perder a chance de arriscar, mas sera que estaria assim? ou cada um apenas carregando a dor de ficar sozinho e junto ao mesmo tempo? pois bem, a dor que eu sinto vendo casais apaixonados, se encontrando em lugares a fim de desfrutar a companhia um do outro, afim de desvendar a cada dia uma nova rotina do amor. tento me imaginar com outro alguém, diferente de você… mas é como se faltasse uma parte, uma parte de mim que doei a você, uma parte pela qual clama minha volta, talvez eu deva perceber o mundo de novo e rebuscar tudo que deixei em vão. não posso imaginar a dor se eu ver voce com outra, ocupando meu lugar, ocupando usufruindo a parte que lhe dei. mas meu bem, por favor ouse me esperar, que eu não vou demorar, te espero naquele lugar, eu estarei de branco sorrindo e indo ao seu encontro e diga aos convidados que não vou me atrasar pois nao quero perder um minuto a mais sem voce.
Sentado frente a tapera...
Encilhado, só o amargo me espera;
E traz gosto de solidão
Já não tenho mais patrão!
Nem lida, obrigação...
Vejo as horas se arrastar;
Nem um pingo! pra encilhar,
Me restou, neste rincão.
Mas ficou, num palanque registrado!
Um respingo do passado
Dos tempos de criação:
Meus arreios, não entrego...
Tenho orgulho, e nunca nego:
Sou taura! e sou Peão!
Hoje, só o cusco me acompanha
Num assovio, já se assanha
Acha, que é hora de encilha!
O pobre por bicho, anuncia
Que a lida não terminou!
O braço, não fraquejou
E a pampa, pode contar!
Não sabe o cusco julgar
Que o que falta, não é intenção...
O que falta, na pampa é paixão!
Qual a dele por lidar...
Se pudesse, este "cuéra" cambiar
Botava, o dono a ladrar...
E meu cusco, de patrão!
Dizem os que se opõem à monogamia ser ela comparável à dieta de um alimento só. Só não se dão conta que para alguns foi dada a criatividade e o talento de transformar um mesmo alimento em inumeráveis tipos de pratos!
Eu não preciso do risco para temperar a glória. E nem preciso da glória para coroar a alma. Eu só preciso de Deus!
Já faz tempo que não tenho certeza de muita coisa. Já faz tempo que muita coisa se perdeu, não só no meio do caminho, mas aqui dentro também, principalmente. Já não sei dizer o motivo de tudo o que se passa na minha vida. O rumo que ela tomou. Acredito que já faz tempo que não sei onde estou. Talvez esteja perdida em alguma esquina. Talvez tenha esquecido o caminho de casa… Ou o da minha vida. Talvez tenha esquecido de mim. Existem coisas que não dá pra se explicar. Um dia a gente apedreja, outro dia venera. Coisas que antes a gente antes criticava, hoje são essenciais. E a gente vai vivendo assim. Se enchendo, se esvaziando. Trocando de pele. Sendo muda, flor, adubo. E o ciclo nunca acaba. Mas as vezes a gente se enche de vazio e esquece que certos valores que tem que ter espaço reservado, fixo. E a gente acaba sem querer querendo preenchendo esses lugares com o nada. E demora até perceber que alguma coisa não faz parte do que a gente chama de ‘eu’. E nada disso faz sentido… Absolutamente nada.
Não sei dizer se sou eu que pertenço a felicidade ou se é a felicidade que me pertence. Só sei, que nos pertencemos !
Cleide da pele de leite
Cleide da pele de leite,
No meu leito és só tu
E não a Maria vai com as outras.
Pele de leite
Dentes de leite
Deleito na tua boca.
De tanto seres cleide,
Da pele de leite
Virastes o copo
Do meu leite em pó.
Nao morro de azeite!
Mas se um dia eu morresse
Tomando teu leite
Seria de amor.
