Enquanto o Sol Brilhar
A B I S M O
Teu sorriso amarelado
Louco incitado a acontecer do nada, enquanto
A dor de seu queixar deixa-me inquieto
Sinto-me novamente preso ao deserto.
Pensares randômicos nos cerca.
Teus olhos emanam luz que me liberta
Tu és veneno que cura.
E por não saber o que lhe dizer
Disse-a apenas que minha vida
Deixa de ser vívida quando estou sem você.
poemas retalhos
Hoje vi a vida.
Parecia feliz!
Tinha um belo sorriso no rosto
enquanto flutuava pela rua.
Hoje quando cheguei...
Estava a maior confusão.
Ufa!
Um sufoco.
Hoje não conseguia falar,
repeti duas vezes.
Não sobrou histórias
para contar.
Parei
para curtir
o último pedaço
de ser criança.
Vivo muito mais e melhor do que a maioria, pois enquanto os outros veem o fim, eu consigo enxergar sempre uma oportunidade de recomeço.
Somos todos castos frente à morte, nossa derradeira experiência inédita. Enquanto ela não chega, é bom aproveitar cada minuto dessa nossa inocência frente ao desconhecido.
Nota: Trecho da crônica "Os Virgens": Link
...MaisEnquanto o céu for azul
O poeta; translúcido é.
Cinzeia-se tal céu e
O poeta, claustrofóbico fica.
Gastrointerite do desassossego,
Antibiótico, és tu, poesia.
Uma vez minha avo me disse que no mundo nunca devemos gatinhar enquanto o impulso do ser humano e voar
Enquanto olho o celular aguardando a sua ligação, uma mensagem,algo que me mostre que você está a pensar em mim. O café vai esfriando, sozinho com meus pensamentos vejo que não devemos aguardar tanto das pessoas. E nem tão pouco nos doar tanto.
"Enquanto em meu corpo, houver um sopro de vida.
Ela será sua! Depois...
Continuará o mesmo.
Pois minha alma, muito alem daqui...
Sempre lhe pertenceu!"
Enquanto os homens, de forma desinteressada e quase que mecânica, questionam-se sobre o que querem as mulheres, seguido pela constatação de essa ser uma pergunta sem resposta, ao lado de outros já conhecidos questionamentos de semelhante fim (qual o sentido da vida?), elas, por sua vez, parecem já saber exatamente o que os homens querem, e se encontram entediadas pela falta de mistério e de olhares. Não o mistério de um conto infantil, mas o de um simples e confiante "não saber" que permeia a imaginação, porque lá o universo feminino acontece, um não saber que te arrasta pela mão e te coloca na garupa sem dizer pra onde vai. Não de um olhar limitado, previsível, aprisionante, mas de um olhar quase neutro, de caçador. Que não capture apenas imagens estáticas (ela é assim, ela é assado), mas que reinvente a cada novo foco. Fixo e vazio, Onde é possível sentir-se dentro. Onde seja possível, até mesmo, viver.
Porque será que só os ingênuos
carregam o fardo da ideologia?
Enquanto os idealizadores
banqueteiam-se com mordomia?
A Europa nos mostra André Rieu enquanto a mídia brasileira nos empurra Valesca Popozuda em pleno horário nobre.
A vida é um estágio avaliativo a nós seres humanos. Enquanto vivos, aqui na terra, nós enfrentamos variadas dificuldades. Precisamos superar os obstáculos para garantir a nossa sobrevivência. A passagem por esse mundo limitado é um teste árduo repleto de desafios e empecilhos. O requisito para sermos aprovados é incomplexo, gira em torno apenas de um aspecto. O amor, e tudo aquilo do que dele provém, é o elemento crucial para a nossa aprovação. A escassez contínua do sentimento determina o resultado da experiência nesse lugar. A reprovação é dada aos incapazes de amar, aos que destroem o amor e aos que não fazem o seu uso para com outros que percorrem por esse ensaio.
Uma lagarta espreguiçada
A tarde chegava mansinha enquanto eu praticava meu instrumento; os sentidos atentos aos sons e posições do dedilhado. A curiosidade instigou-me a fitar os olhos em uma lagarta. Estava ao meu lado, na cerca. Lagarta bonita: preta com certas listas amarelo-pálidos, corpo da largura de um dedo polegar adulto. Um conjunto de patinhas e aparelho digestivo bem planejados.
Enfim, ela estava suspensa na cerca de forma hábil. Eis a razão de minha curiosidade. Com oito pares de patas abraçava-se às hastes da cerca, deixando livre as patas dianteiras. Desse modo, permanecia envergada para trás, como se fosse um exercício de alongamento ou ioga.
Inerte, a lagarta espreguiçada e de vida morosa sugeriu-me pensamentos a respeito de nossas transcendências. Lagarta e homem têm desfechos semelhantes: ser pleno.
Após a eclosão dos ovos, a lagarta verá a vida de baixo. Uma existência carregada de limitações e inseguranças. Naturalmente, seu ofício é alimentar-se de folhas, paciência e esperança. Precisa estar bem nutrida para a metamorfose.
Todavia, a lagarta não conhece a transformação futura a que experimentar-se-á, mas, pode ser testemunha dos voos cheios de cores das borboletas se ergue a pequena cabeça para o céu. Esse bichinho virtuoso, objeto de fobia para muitos, terá de superar as vicissitudes para se tornar plena. E, para alcançar a plenitude, alçar voo rumo ao céu, seu ser viverá cá embaixo, experimentará a harmonia dos contrários, que une o selvagem e o divino no mesmo berço, digo, a vida.
Tem mulheres que me lembram cortinas de palco, enquanto umas se abrem para todos, outras conseguem ser um espetáculo apenas com um homem.
