Encontro entre Amigos
“ Alguma coisa,
qualquer coisa
ou algo assim.
Estou aqui,
aí,
em algum lugar…
E
basta um instante
para encontrar.
'E numa dessas encruzilhadas
No trilho do extraordinário
A gente se encontrou
com invenções
e arquétipos brilhantes
incrustados em episódios
de minuciosas pedrarias.'
Carmen Eugenio
'Encontro-me só,
num tropeço implacável com vírgulas,
interrogações
e o querer decifrar seus códigos.'
Carmen Eugenio
E foi assim que tudo começou
Meu encontro com a Rosemere
Não é que você me lembrou
Rita de Cássia
Tu és testemunha viva desse dia
Assim como, a Rose Coutinho
E onde mais poderia ser?...
Hummm!
Alguém adivinha?
Só podia ser
E onde para se durar tanto assim?..
No Paraíso, lógico.
_ Sim. Nos encontramos no Paraíso
Kkkkk... Quando o Paraíso era um paraíso...
As três menininhas elegantes e eu
Um menino que apareceu.
Como diz o meu neto, Eros:
_ Do nada!...
E foi que o que foi
O que rolou
O que permanece
E esse é o nosso presente.
Gratidão pela lembrança
Rita
Felicidades
Abraços
Paz no coração
O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma árvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem está longe.
Ah!!! Isso é sempre, isso é constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite já faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade é de não presenciar. Só que lastimavelmente não posso prevaricar.
Quando eu descer à sepultura, saibam todos que lá não vou ficar por muito tempo, porque Jesus marcou um encontro comigo para me transportar para Deus.
Como é triste, de fato, ouvir um encontro religioso, onde suas almas ficam presas pelo medo de falar a verdade ou de ser confrontadas sem o conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
A morte consegue reunir todos os parentes no mesmo lugar; o ódio separa a vida uns dos outros, cujo efeito trarão a todos ao mesmo encontro, finalmente para a condenação divina e eterna.
Quer ter um encontro com pessoas desconhecidas e ser úteis a elas, pense em um tempo de solidariedade dedicado as mais necessitadas e elas se tornarão suas amigas.
Onde se encontra decepções, perdas, conflitos e culpas é exatamente na mente, que não toma novas direções para marcar um encontro com a paz, a motivação e a liberdade.
Os melhores
O melhor encontro é com o seu eu.
A melhor palavra é a que acolhe.
O melhor caminho é o que traz reflexões.
A melhor conquista é a que exige esforços.
O melhor amigo é o que defende de longe.
A melhor alegria é a compartilhada.
O melhor momento é o hoje, é o ontem, é o sempre.
Viver é uma dádiva. Viva o seu melhor!
EU E ELA
Não sei se eu a escolhi, ou se foi ela,
a poesia, que me acolheu.
Só sei que graças a essa parceria
encontro alguma leveza
nas horas dos meus dias.
Valéria R. F. Leão
Encontro
Em busca da alegria,
Vários dias eu viajei
Caminhando onde não sei,
Até o romper do dia.
Quantas dificuldades eu passei,
Na ausência até do alimento,
Que mantivesse o meu sustento,
Por onde eu caminhei.
A lua cobria o céu,
Com o seu manto prateado,
Estendendo o mais lindo véu,
Sobre um grande povoado.
Viajei por muitos lugares,
Até onde não deveria,
Atravessei por rios e mares,
Até encontrar a alegria.
Du’Art 03/ 12/ 2015
O Encontro no Ônibus
Estava eu, mais uma vez, indo para a casa de minha avó. Para tanto, preciso pegar dois ônibus ou ir a pé até o ponto do segundo. Com muita cautela, vou. Passo atenciosamente de rua em rua, esquivando-me das esquinas como quem evita lembranças indesejadas.
Decido ir a pé. Chego ao segundo ponto um pouco cansado, o corpo denunciando a caminhada, e logo vejo meu ônibus se aproximar. Entro, pago e me assento. Como em qualquer outro dia, encaro a janela como uma tela em branco, onde os cenários passam rápido demais para serem compreendidos. Imagino tudo, porém nada de importância.
Um bairro se passou quando sinto um toque no braço, leve como o roçar de um galho ao vento. Vinha de alguém que se assentava do meu lado direito. Penso que foi apenas um esbarro casual e volto ao meu devaneio, mas novamente sinto. Dessa vez, decido me virar e entender o que estava acontecendo.
Era uma senhora, pequena e franzina, de mãos trêmulas e olhar perdido. Tentava, com delicadeza, chamar minha atenção. Algo havia de diferente em seu olhar — um brilho úmido que parecia conter todo o peso do mundo. O marejar de seus olhos já me inundava, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela segurou minha mão com firmeza, como quem busca âncora na tempestade.
Sem dizer uma palavra, ela apenas suspirou fundo, como se aquele gesto contivesse anos de histórias acumuladas. Seus dedos enrugados e frágeis envolviam minha mão como se segurassem um último pedaço de esperança. Por um instante, o mundo se reduziu àquele toque, e o barulho do ônibus se tornou um murmúrio distante.
Aos poucos, seus lábios se abriram, e num sussurro quase inaudível, ela disse:
— Você se parece com meu filho...
Houve um silêncio denso, como se o universo contivesse o fôlego. Não sabia o que responder, e talvez ela nem esperasse uma resposta. Apenas segurava minha mão, fixando o olhar num ponto indefinido do corredor.
— Ele partiu faz tanto tempo... — murmurou, com a voz quebrada pela saudade.
Um nó se formou na minha garganta. Respirei fundo, sentindo o peso daquele instante. Então, num gesto instintivo, apertei a mão dela com carinho e disse:
— Eu estou aqui... Pode me contar sobre ele, se quiser.
Ela pareceu surpresa, como se aquela simples oferta fosse um presente inesperado. Seus olhos marejados se voltaram para mim, e um sorriso tímido despontou, como um raio de sol por entre nuvens carregadas.
— Ele tinha esse jeito quieto... sempre olhava pela janela, pensativo. Gostava de imaginar histórias. E quando eu estava triste, ele só segurava minha mão, como você está fazendo agora.
Senti meu coração pulsar mais forte. Eu não era apenas eu — naquele instante, eu era um fragmento de memória viva. Ela continuou falando, e a cada palavra seu rosto se iluminava, como se a lembrança trouxesse o calor de um reencontro.
— Ele dizia que as nuvens eram mapas de terras mágicas — disse ela, sorrindo leve.
— Sempre acreditava que, se prestássemos atenção, descobriríamos um caminho que só os sonhadores enxergam.
Sorri também, e sem perceber, comecei a compartilhar minhas próprias memórias de viagens e pensamentos perdidos olhando pela janela. Ela escutava atenta, como quem encontra companhia na dor e na saudade.
Quando o ônibus freou bruscamente, ela soltou minha mão com delicadeza, como se devolvesse à realidade o que fora apenas um breve consolo. Antes de descer, olhou para mim com um sorriso pequeno, mas sincero, carregado de um agradecimento mudo.
— Obrigada... Você me fez lembrar que o amor não morre... Só se transforma em saudade.
Olhei para ela e, com um sorriso sincero, respondi:
— Talvez ele ainda segure sua mão... de algum jeito, através de quem traz um pouco dele no olhar.
Ela desviou o olhar por um momento, tentando conter as lágrimas. Mas quando voltou a me encarar, havia uma serenidade nova ali, como se minhas palavras tivessem encontrado um canto acolhedor dentro dela.
Fiquei observando-a partir, pequena e delicada, desaparecendo na multidão. O ônibus seguiu viagem, mas aquela sensação permaneceu em mim — uma mistura de melancolia e gratidão por ter sido, ainda que por poucos minutos, um porto seguro para alguém que precisava ancorar suas lembranças.
No caminho até a casa de minha avó, pensei sobre a força que existe em simplesmente estar ali para alguém. Às vezes, somos chamados a ser companhia em meio ao tumulto da cidade, como se a vida nos empurrasse para encontros que não esperávamos, mas que, de alguma forma, precisávamos viver.
E ali, entre a dor e o alívio, aprendi que às vezes somos porto, outras vezes somos naufrágio — e, no intervalo entre os dois, a vida nos permite tocar o coração de um desconhecido, deixando nele um pouco de calma, e levando conosco a certeza de que a humanidade sobrevive nos detalhes.
Há algo de misterioso na maneira como as almas se encontram, como se fossem fios de um mesmo tecido entrelaçados pelo destino. Desde o primeiro momento em que te vi, senti uma força inexplicável nos unindo, como se, em meio a bilhões de estrelas, nossas luzes fossem destinadas a se reconhecer e brilhar juntas. Não sei ao certo de que matéria são feitas as almas, mas sei que a sua e a minha compartilham a mesma essência, uma conexão que transcende o tempo e o espaço, ecoando nos recessos mais profundos do nosso ser.
Em cada gesto seu, percebo fragmentos de mim, como se estivéssemos redescobrindo pedaços perdidos um no outro. O som da sua voz ressoa como uma melodia familiar, tocando as cordas mais delicadas do meu coração. E nos seus olhos, vejo refletida uma história que parece tão antiga quanto o universo, uma história de duas almas que sempre pertenceram uma à outra, navegando por vidas e épocas diferentes, mas sempre se reencontrando, como se fôssemos feitos para estar juntos.
Nosso amor não é apenas um encontro de corpos, mas um reencontro de almas. É como se o universo, em sua infinita sabedoria, tivesse escrito nossos destinos em linhas paralelas, que finalmente se cruzaram para jamais se separar. E agora, à medida que seguimos juntos, sinto que estamos cumprindo um propósito maior, vivendo uma verdade que poucos têm o privilégio de experimentar. Porque, no fim das contas, nosso amor é mais do que uma simples união; é uma celebração daquilo que sempre fomos: duas almas gêmeas, destinadas a compartilhar uma vida e uma eternidade juntas.
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