Encontro entre Amigos
Entre elos
Ah! Meu amor tão ardente,
Coração em brasa quente!
Na boca o beijo puro, doce,
No amor somente eu e você!
O ninho aconchega a cama
Entre lençóis a perder-me!
Embebo do mel que derrama
No meu feitiço a envolver-te!
Nesta hora a esperteza,
No corpo esguio e belo
O carinho faz destreza!
O instinto faz-me o zelo
Enverda-me na correnteza,
O coração e a flor em elo!
Passe o tempo que for
Sempre viveremos entre o ódio e o amor
Entre o cheiro da pólvora e o perfume da flor
“Há uma distância continental entre a CRIAÇÃO e a EDUCAÇÃO. Até uma anta é capaz de criar seus filhotes. Educar é tarefa racional que exige zelo, dedicação, renúncia e superação.”
Poetizando o cerrado
entre arbustos, secura, a poesia escorre
pela inspiração viscosa da vida, no cerrado
os dedos empoeirados, no papel morre
pra ressuscitar no pôr do sol encarnado
e em cada degustação, mais é mais criação
invencionice dum poeta ávido em poetar
sem biografia, cá um forasteiro na ilusão
a estilhar poema nos dias da terra sem mar
entre troncos tortos, torta emoção, todavia
o fado me pôs nesta sangria, chão sulcado
onde escavo entre pedregulhos a arritmia
do coração: saudoso, murmurante, calado
e nas madrugadas amarfanhadas, despertam
as manhãs numa mesmice e numa tal inação
me pondo no esquecimento que me apertam
a solidão do selado e árido chão do sertão
nas sombras da noite sem sono, ao relento
a ternura do vento enxuto, seca as lágrimas
guardadas nas tralhas do esquecimento
em pesados e brutos passos, de lástima
(entre os outonos meu poetar foi estacionado...
no cerrado!).
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06 de abril de 2016
Cerrado goiano
Então vem, sem demora, vem
Com Teu poder, entre dentro de mim
Como fogo em meus ossos, vento em meu peito
Entre dentro de mim
De dentro pra fora, de dentro pra fora
Transforme o meu ser
Eu me sinto verdadeira até onde prevalece a verdade.
Entre o amor e o ódio não existem metades, ou se ama ou se odeia, no mais e um tudo que não significa um nada.
É difícil determinar a linha entre ser agradável e não ferir as pessoas, sempre alguém sai perdendo.
neuroma
caminho no cerrado entre o aroma do sertão
e os sonhos...
do planalto central, neuroma.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
copyright © Todos os direitos reservados.
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Pelos caminhos da vida
Entre flores e espinhos
Partirás sem dó
Tentando quem sabe um dia
Ser alguém melhor.
Você, e o mundo
Histérica vontade de libertar - se sob a fluidez do parto
Viver entre abismos e delírios dos devaneios do mundo
Fenecer em desespero, com esperança de libertar - se da loucura que é a vida.
A vida só é vida se operacionada através da simbiose relacional entre os seres viventes, senão é apenas existência.
Passo por dor e amor.
Tento viver nesse caminho rigoroso.
Entre sofrimento e amor, mas que horror.
Todos tentam amar.
Mas não podem nem imaginar.
Quanto esse caminho pode te matar.
Eles caiem nesse buraco sem pensar.
O quanto vão se ferrar.
Essa geração que vivemos, paro e fico observando e vejo que falta muita educação e compaixão entre as pessoas e só reclamamos desse mundo pobre de amor entre as pessoas e tanta traição, falsidade, não amamos o próximo não somos caridosos, como podemos julgar o mundo e as pessoas se não fazemos a diferença se não fazemos nada para melhorar o mundo onde criticamos e questionamos as pessoas pelos seus erros, mais cometemos os mesmo erros banais, devemos refletir mais e praticar as melhorias que esperamos das pessoas, não seja oque o mundo quer pra você, seja oque você quer pra o mundo, pois futuramente nossos filhos e netos também vão viver onde vivemos, mudanças são necessárias pra resultados diferentes!
garimpo
entre cascalhos pouca a suavidade
passei pela idade e por ela os sonetos
eu os explorei os coloridos e os pretos
fados, todos de amor, e de verdade
e pelas gavetas sonhos ali secretos
cada qual nas prateleiras, dificuldade
suspiros, cometas, e tal multiplicidade
eu só queria estrelas, e sólidos tetos
o meu poetar é engatilhado, infinidade
e nesta esgrima, rima, ares inquietos
e os meus paradeiros, olhares eretos
das fissuras dos desvalidos, a metade
vasculho os sentimentos e quem diria
dos devaneios, garimpei a ousadia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
22/09/2019
Guaianases, São Paulo, SP
Remendos!!
E entre meus remendos, me faço e refaço qdo necessário
Tento bordar sorrisos, abraços e carinho.
Alinhavo as gentilezas e vou colorindo com amor e transformando o que deve ser transformado em bondade
Não costuro feridas abertas, porque meu pai celestial, não deixa chegar a tal ponto.
Ele me ensinou, que feridas nunca cicatrizam, permanecem vivas, e na sua bondade, e no seu amor e carinho, antes que chegue a tal ponto, ele limpa, lustra, coloca em algodões com leveza e suavidade, e me devolve de forma nata.
Com apenas uma pequena marca, sem ferimentos, faz com que eu esqueça e continue pura e limpa, e diz:
Filha, ferimentos deixam marcas, e marcas não podem existir diante da beleza.
O perdão é o caminho da luz , da liberdade, da purificação, e da evolução,e vai rumo a felicidade.
Escutando o pai, agradeço seu amor, por sempre me proteger, ensinar, amparar, e amar.
Este é o verdadeiro amor. O cuidado.
Gratidão. Gratidão. Gratidão.
Simone Vercosa.
