Encontro entre Amigos

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Entre os humanos não há necessidade de aplausos; no reino animal é perfeitamente dispensável o gargalhar das hienas.

Graças a Deus que entre a luz e a escuridão existe a penumbra, é essa possibilidade de decidirmos entre céu e inferno, o caminho correto para irmos em busca da elevação espiritual

Existe uma diferença enorme entre estar viva e finalmente começar a viver.

"Os poetas são algo entre os santos, os loucos e os anjos."

Entre cordas e pedais, minha alma escreve melodias que as palavras não alcançam.

A Arte de Ensinar e a Arte de Cozinhar: Sabores e Saberes


Há uma profunda relação entre a arte de ensinar e a arte de cozinhar. Ambas exigem preparo, intenção, sensibilidade e, acima de tudo, amor,.


Quem cozinha não reúne ingredientes por acaso. Escolhe cada elemento da receita, mede as quantidades, respeita o tempo de preparo, mistura os temperos e coloca em cada etapa um pouco de si. O verdadeiro objetivo não é apenas servir um prato bonito, mas vê-lo esvaziar. A recompensa de quem cozinha está nos sorrisos, nos elogios e na certeza de que aquele alimento nutriu muito mais do que o corpo.
Ensinar segue o mesmo caminho.


O professor também seleciona seus "ingredientes": conhecimentos, estratégias, metodologias, recursos e experiências. Antes mesmo de entrar na sala de aula, prepara sua receita por meio do planejamento, organiza as
etapas da aprendizagem, sequencia os conteúdos e pensa em como cada estudante poderá compreender aquilo que será ensinado. Assim como uma boa comida precisa do tempero certo, uma prática pedagógica precisa ser regada por afeto, escuta, respeito e significado. Não basta transmitir conteúdos; é preciso provocar curiosidade e criar experiências que façam sentido para quem aprende.


Quando um cozinheiro prepara uma refeição com carinho, o resultado é um prato memorável. Quando um educador ensina com propósito, humanização e compromisso, o resultado é uma aprendizagem que transforma vidas.
Os sabores alimentam o corpo. Os saberes alimentam a mente
No fim das contas, tanto na cozinha quanto na educação, o segredo nunca esteve apenas na receita. O diferencial sempre estará nas mãos de quem prepara, no coração e na intenção de quem serve .
Ensinar, assim como cozinhar, é um ato de generosidade, marcas que permanecem muito depois que o prato se esvazia e a aula termina.
Sabores e saberes uma combinação capaz de nutrir o presente e inspirar o futuro.

Diferença entre conhecimento e sabedoria.
Exemplo, saber que o tomate é uma fruta é conhecimento. Sabedoria é não colocar o tomate na salada de frutas.

Diferença entre dor e sofrimento é esta última ser opcional.

O Funk é um serial killer do amor romântico, do carinho mútuo entre casais e do respeito e admiração pelo companheiro(a)

Entre a lealdade e a manipulação há uma tênue linha.

Estratégias da elite de usar o Nacionalismo e a competição entre nações para distração e diminuir as tensões sociais pela estagnação da vida, pobreza e elevada desigualdade e assim esquecer o conflito de classes.

Entre a burrice e a coragem existe uma linha bem tênue. Assim como entre a curiosidade e a imprudência.

Um thriller histórico em que um professor descobre uma verdade escondida entre os arquivos do Vaticano, enquanto sociedades secretas e redes de poder tentam impedir que o segredo venha à luz.

Entre quem você é e quem aparenta ser, existe a versão que o mundo acredita.

Advogar é transformar argumentos em pontes entre o direito e a justiça.

A Herança do Silêncio


Nasci entre multidões,
todavia jamais encontrei morada.
As vozes entrelaçavam-se em incessante rumor,
mas nenhuma aspirava ao peso das ideias.


Celebravam efêmeros esplendores,
como se o transitório bastasse à existência;
enquanto a contemplação, a filosofia
e a memória das civilizações
definhavam na penumbra do esquecimento.


Percorri incontáveis caminhos
em busca de um destino compartilhado,
sedento pelo mistério das origens,
pela arquitetura do pensamento,
pela grandeza que transcende o instante.


Encontrei apenas superfícies.


Sorrisos sem permanência.
Palavras sem substância.
Encontros destituídos de comunhão.


Descobri, então,
que a mais severa das solidões
não floresce na ausência de companhia.


Ela habita a convivência
quando nenhum destino
alcança a profundidade do outro.


Minha morada converteu-se em refúgio.
A cidade tornou-se território estranho.
E até o vínculo consanguíneo
passou a recordar um antigo monumento:


permanece erguido,
mas há muito deixou de ser habitado.


À mesa, os corpos persistem;
os afetos, contudo, dissipam-se
na sucessão das horas indiferentes.


Cada qual encerra-se
na fortaleza invisível de si mesmo,
onde nenhuma palavra atravessa os muros
e nenhum silêncio encontra tradução.


Compreendi, por fim,
que o verdadeiro exílio
não se mede em léguas,
nem se escreve nos mapas.


Ele principia
quando o destino já não encontra
outro destino capaz de partilhar
a mesma reverência pelo conhecimento,
pela beleza,
pela reflexão
e pelo infinito.


Desde então, caminho.


Não à procura de um lugar,
pois os lugares pertencem ao mundo.


Procuro um destino
no qual o pensamento
não seja estrangeiro.


E enquanto ele não se revela,


permaneço habitando
a mais vasta das distâncias:


aquela que separa
dois destinos incapazes
de reconhecer-se.

Estado de Suspensão


Pareço ter nascido em coma,
entre o despertar e o esquecimento,
como quem abre os olhos
sem jamais alcançar a vigília.


Tudo anuncia um princípio,
como a aurora que promete eternidade,
mas, antes que o primeiro passo encontre o chão,
o caminho já se dissolveu.


As sementes ensaiam romper a terra,
contudo, fenecem antes da primavera.
Os horizontes acenam com abundância,
e recuam no instante em que me aproximo.


Nada se concretiza.
As formas apenas simulam permanência.
O futuro veste-se de certeza,
para despir-se em um único piscar de olhos.


Coleciono começos
como quem herda ruínas.
Cada esperança ergue um edifício,
e cada instante o reduz ao pó.


Talvez a vida seja apenas
uma arquitetura de miragens,
onde tudo parece prestes a existir,
mas escolhe permanecer possibilidade.


E sigo...
não entre vitórias ou fracassos,
mas entre o quase e o jamais,
como alguém condenado
a contemplar o nascimento das coisas
sem nunca assistir ao seu florescer.

Eram quatro. Sim, eram quatro.
Entre algumas palmeiras, em um parque qualquer, lá estavam os quatro a observá -la.
Ela não os via. Não.
De repente, ela sentiu algo estranho.
Uma sensação terrível.
Ela apenas passava por ali.
Ela olhou pra trás.
Sim. Ela olhou pra trás.
Ela percebeu que estava sendo observada.
Quando se deparou com aquelas quatro pessoas a olhá - la, não acreditou no que via.
Ela olhou pra os lados, a observar também as outras pessoas.
E achou algo estranho.
As roupas de todos eram brancas.
Um branco quase amarelado.
Parecia mais uma fotografia com efeito sépia.
Mas, ela estava a ver.
Ela de repente percebeu algo.
Eles a encaravam muito. E somente ela os via.
Era uma mulher, segurava algo em suas mãos. Vestia uma saia na altura do tornozelo, rodada com pregas por toda a volta.
Usava um cinto fino, com fivela preta bem delicada.
Por dentro, uma blusa branca, com botões em volta dos seios.
Seu cabelo, amarrado como coque.
E era uma mulher linda.
Seu marido bem perto, com duas crianças.
Um menino e uma menina.
Que riam sem parar.
Ela observou que todos estavam vestidos de branco.
E bem, diferente da moda moderna e atual.
Então, ela nem teve tempo para mais observação.
Somente ela os via. E eles a viam.
De repente, ela arrepiou - se.
Começou a correr!
Quando ela começou a correr, olhou pra trás, e todos começaram a persegui -la.
Ela gritava; " não." "Parem."
E eles a seguiam.
De repente a mulher gritou: " por favor, pare."
Ela toda arrepiada, e amedrontada parou.
Foi quando eles se aproximaram, e pediram pra ela ver algo.
A mulher segurava uma bíblia nas mãos.
As crianças estavam olhando - a fixamente.
Ela não podia fugir. Eles não a deixariam em paz!
Foi quando a mulher abriu a bíblia em um versículo qualquer, e a pôs para ler.
Ela não conseguiu. Suas mãos tremiam.
O medo era tanto.
Que seu sangue parecia gelar naquele momento.
Mas, ela olhou pra bíblia.
Tudo o que conseguiu ver, foram letras embaralhadas.
Alguma coisa, aquelas pessoas queriam falar - lhe.
E estava ali, escrito na Bíblia.
Ela não conseguiu.
O medo foi maior!
Então, ela fingiu que leu.
Então, as pessoas começaram a afastar - se dela.
Se despediram e se foram pouco a pouco.
Sumindo por entre as palmeiras.
Aquelas pessoas, não eram humanos viventes.
Eram humanos falecidos há séculos. Pela aparência das suas vestes.
E a procuraram. Mas, para quê?
Passar uma mensagem que o medo não a deixou dar importância?
Ela tremia tanto, que não conseguia assimilar nada.




Em seguida, sem nada entender. E, perguntando : " por quê, eu?"
Acabou encontrando no caminho uma folha de revista com imagens de labaredas de fogo, que diziam:
"cientistas descobrem que Deus nunca existiu."
Ela foi caminhando, e pensando naquelas palavras.
Lembrou - se daquela família.
Aquelas palavras tinham realmente significado, e ela deixou o medo dominar seu eu?
Em seguida. Ela anda mais um pouco e entra em um lugar, aonde cientistas diziam ser ali feitas todas as invenções do mundo.
Ela olhava pra aqueles caminhos de labaredas de fogo, em formato de arco íris, que chegavam aos céus.
Desciam e subiam até a altura dos céus.
Ela não entendia nada.
Mas, de uma coisa ela sabia.
Aquilo não passava de uma farça, para negar a existência de Deus.
Tudo aquilo fazia sentido.
Então, pra quê espíritos do passado foram procurá - la?
Ela acreditaria na existência de Deus ou dos homens?
Quem teria o poder de transformar aquelas almas em pessoas, para fazê-la acreditar no Deus vivo?
Quem??
Nenhum homem poderia fazer isso.
Então, ela finalmente descobriu a verdade.
Deus é um ser grandioso, que fez os céus e a terra.
E tudo o que neles há.
Não haveria razão alguma para duvidar da sua existência.




Ps:( observação)
Isso, foi um sonho que eu tive há alguns dias atrás.
Acho que o significado é realmente esse.
Me mostrar que o medo não pode me dominar.


Por; Alinny Mello
27/11/2019 01:01

Sábado 25 de julho/ 10:18 da manhã


Entre cicatrizes e recomeços: a história de uma mulher que aprendeu a sobreviver


Um relato de dor, fé e resiliência diante de uma tempestade que começou em 2022


Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.


Às vezes eu olho para a minha própria história e parece que estou lendo o capítulo de uma vida que outra pessoa escreveu. Foram tantos acontecimentos, tantas batalhas silenciosas, tantos dias em que precisei juntar os pedaços de mim mesma para continuar caminhando.


Tudo começou em 2022, quando eu ainda não imaginava que minha vida entraria em uma fase de tantas provações. Eu carregava dores que nem sempre eram visíveis, sinais que meu corpo tentava mostrar, mas que muitas vezes eram difíceis de compreender. Eu seguia vivendo, tentando cuidar da minha casa, dos meus sonhos, dos meus projetos e das pessoas que amo, enquanto dentro de mim existia uma guerra que ninguém conseguia enxergar completamente.


Eu aprendi uma das maiores lições da vida: nem toda batalha faz barulho. Algumas acontecem dentro do nosso próprio corpo, em consultas, exames, noites mal dormidas, preocupações escondidas atrás de um sorriso e lágrimas que caem quando ninguém está olhando.


Mas o ano de 2024 foi o grande divisor de águas da minha história.


Foi o momento em que a vida me colocou diante de um dos maiores desafios que eu já enfrentei. Meu corpo chegou ao limite. Eu vivi uma septicemia, uma infecção grave que abalou completamente a minha saúde, e enfrentei um choque séptico, uma situação extremamente delicada em que eu precisei lutar pela minha própria vida.


Foi um daqueles momentos em que percebemos que somos muito mais frágeis do que imaginamos, mas também descobrimos uma força que estava escondida dentro de nós.


Eu precisei passar por uma histerectomia de urgência. Meu corpo precisou enfrentar uma cirurgia grande, uma mudança que não era esperada, uma despedida de uma parte de mim que carregava histórias, dores e também memórias. Não foi apenas uma cirurgia física. Foi um processo emocional profundo.


Existe uma diferença entre sobreviver e realmente compreender que sobrevivemos.


Depois de tudo que aconteceu, eu precisei reaprender a confiar no meu próprio corpo. Cada dor gerava medo. Cada sintoma levantava perguntas. Cada exame carregava uma mistura de esperança e ansiedade.


Quando uma pessoa passa por algo assim, ela não volta a ser exatamente quem era antes. Ela carrega marcas. Algumas aparecem na pele, como cicatrizes. Outras ficam na alma, como lembranças de momentos em que ela precisou ser mais forte do que imaginava conseguir ser.


E a minha caminhada não terminou ali.


Em 2026, meu corpo passou por mais uma batalha: uma cirurgia para corrigir hérnias, incluindo hérnias inguinais bilaterais e uma hérnia umbilical. Mais uma vez eu precisei enfrentar recuperação, limitações, dores e a paciência de esperar o corpo se reconstruir.


Enquanto muitas pessoas seguem suas rotinas sem pensar sobre o funcionamento do próprio organismo, eu aprendi a prestar atenção em cada sinal. Aprendi que saúde é um presente que muitas vezes só valorizamos quando somos obrigados a lutar para recuperá-la.


No meio dessa caminhada, também descobri outros desafios. Veio o diagnóstico de colecistite alitiásica, uma inflamação na vesícula sem a presença de pedras, trazendo dores, desconfortos e mais uma investigação para entender o que meu corpo estava tentando comunicar.


Também descobri alterações no meu ovário esquerdo, com característica policística e a presença de um cisto que ainda precisa ser acompanhado. Mais uma preocupação para uma lista que já parecia grande demais.


E como se tudo isso não fosse suficiente, continuo investigando alterações intestinais. Existem dias em que meu corpo parece uma caixa cheia de perguntas esperando respostas. Dores que aparecem e desaparecem, mudanças no funcionamento intestinal, desconfortos que me fazem observar cada detalhe da minha alimentação e da minha rotina.


Mas existe algo que todas essas dificuldades não conseguiram tirar de mim: a vontade de continuar.


Eu poderia olhar para tudo isso e enxergar apenas perdas. Poderia contar minha história apenas pelas cicatrizes, pelos diagnósticos e pelos momentos difíceis. Mas eu escolho contar também pela minha resistência.


Porque eu ainda estou aqui.


Depois de uma septicemia. Depois de um choque séptico. Depois de uma cirurgia de emergência. Depois de outra cirurgia. Depois de tantas incertezas e medos.


Eu ainda escrevo.


Eu ainda sonho.


Eu ainda acredito que existe uma nova página esperando para ser escrita.


Minha história não é apenas sobre doença. É sobre sobrevivência. É sobre uma mulher que descobriu que a fragilidade e a força podem morar no mesmo coração.


Existem dias em que eu me sinto cansada. Existem momentos em que eu questiono por que tantas coisas aconteceram comigo em tão pouco tempo. Eu sou humana. Eu sinto medo. Eu sinto tristeza. Eu sinto o peso dessa caminhada.


Mas também sinto orgulho da mulher que me tornei.


Porque a verdadeira resiliência não é nunca cair. A verdadeira resiliência é olhar para o chão depois da queda e encontrar coragem para levantar mais uma vez.


Minha vida mudou. Meu corpo mudou. Minha forma de enxergar o mundo mudou.


Hoje eu entendo que cada amanhecer é uma oportunidade. Cada pequeno avanço é uma vitória. Cada dia em que consigo fazer algo que antes parecia impossível é uma prova de que ainda existe força dentro de mim.


Eu não sei exatamente quais serão os próximos capítulos dessa história. Ainda existem exames, acompanhamentos e perguntas sem respostas. Mas existe algo que eu sei: eu não sou apenas aquilo que aconteceu comigo.


Eu sou tudo aquilo que fiz depois que aconteceu.


Sou minhas cicatrizes, mas também sou minha cura.


Sou minhas lágrimas, mas também sou minha esperança.


Sou os dias difíceis, mas também sou a mulher que continuou caminhando mesmo quando o caminho parecia pesado demais.


A minha história não terminou em 2024. Na verdade, talvez ali tenha começado uma nova versão de mim.


Uma versão mais consciente, mais forte, mais grata e mais determinada a aproveitar cada oportunidade que a vida ainda colocar diante de mim.


Porque depois de atravessar tantas tempestades, eu aprendi que algumas pessoas não sobrevivem apenas para continuar existindo. Elas sobrevivem para transformar a própria dor em mensagem, aprendizado e inspiração.


E eu sigo escrevendo minha história, um dia de cada vez.


A pergunta que fica para quem lê minha jornada é: quantas vezes a vida tentou me derrubar, e quantas vezes eu ainda escolhi levantar?

Poesia é a harmonia sagrada
entre o silencio e as palavras...