Encontro entre Amigos
Faça distinção sábia entre religião e salvação:
a primeira é aquela que eu sigo e não mudo; a segunda
é aquela que eu ouço e me transformo.
Existe uma diferença enorme entre uma igreja transformada
e uma igreja frequentada: a primeira opera pela fé na Palavra de Deus e a segunda, aguarda a sua transformação, buscando o mundo.
Ensine aos seus filhos a diferença entre a libertinagem
e a liberdade, e eles aprenderão a dar valor à verdadeira felicidade.
Há pessoas que não sabem reconhecer um aliado forte e preferem viver entre os ignorantes e alienados.🤝🏻
MICARELÍTICA
Aquela fase em que a política entre em clima de pre-festa - ainda não é eleição, mas já tem movimentação, visita e muita conversa.
O tempo voa
Em muitos lugares,
Entre tantas pessoas,
Muitos aprendizados,
O tempo é curto,
No resgate de uma vida,
Doces são as memórias,
Lindas são as fotografias.
"No meio do caminho tinha várias pedras
Entre elas tive que passar
Entre elas tive que passar
Tive que sobreviver
Tive que lutar
Tive que pular
Tive que passar
Tive que ser forte
Tive que engolir o chorar
Tive quer ser corajoso
Tive que sobreviver
Tive que viver
Tive que passar
Tive tantas outras coisas
tive..."
Metáforas entre metáforas: pensamentos para pensamentos dentro de pensamentos
Entre falas e falácias, as desculpas não passam de discursos para ocultar e enganar quem ainda acredita em histórias de palhaço. Em ocasiões especiais, suas trapaças revelam-se como episódios de um bobo ganancioso.
Por que existir dentro de uma mera existência? "Sou bonito ou sou engraçado? Faço dancinhas para enganar e entorpecer com dopamina barata? Escrevo discursos incrédulos para que perpetuem a escravidão do seis por um?"
Emerge a covardia e o insuportável sentimento de indignação: ser pobre só dá o direito de existir, enquanto terras e mansões parecem reservadas aos "grandes imortais". Mal sabem que, no cemitério, não há rico nem pobre — apenas pó sobre pó.
Mesmo numa linda sepultura, repousa um cadáver cercado de riquezas que em nada adiantaram, pois o tempo o consumiu. Ninguém se lembrará de quem ele foi ou será; restará apenas o pó sobre o pó, um nome gravado numa placa de bronze e uma estátua coberta de poeira.
Nada mais.
O tempo devorou cada imperador, rei, monarca ou presidente. Restam apenas a luz do dia e a luz da lua. Os descendentes seguem caminhos distantes daquela ilusória grandeza, pois cada um traça o próprio destino.
Mansões se tornam ruínas, lugares abandonados pelo estado de luxúria onde o ego singelo e infinito doma a alma e expõe o espírito.
O vento sopra a poeira, espalhando sonhos num estado primitivo da matéria.
Por Celso Roberto Nadilo
Metáforas entre Metáforas
Entre falas e falácias,
as desculpas não passam de discursos
para ocultar e enganar quem ainda acredita em histórias de palhaço.
Em ocasiões especiais, suas trapaças revelam-se
como episódios de um bobo ganancioso.
Por que existir dentro de uma mera existência?
"Sou bonito ou sou engraçado?
Faço dancinhas para enganar e entorpecer com dopamina barata?
Escrevo discursos incrédulos para que perpetuem a escravidão do seis por um?"
Emerge a covardia e o insuportável sentimento de indignação:
ser pobre só dá o direito de existir,
enquanto terras e mansões parecem reservadas aos "grandes imortais".
Mal sabem que, no cemitério, não há rico nem pobre —
apenas pó sobre pó.
Mesmo numa linda sepultura,
repousa um cadáver cercado de riquezas que em nada adiantaram,
pois o tempo o consumiu.
Ninguém se lembrará de quem ele foi ou será;
restará apenas o pó sobre o pó,
um nome gravado numa placa de bronze
e uma estátua coberta de poeira.
Nada mais.
O tempo devorou cada imperador, rei, monarca ou presidente.
Restam apenas a luz do dia e a luz da lua.
Os descendentes seguem caminhos distantes daquela ilusória grandeza,
pois cada um traça o próprio destino.
Mansões se tornam ruínas,
lugares abandonados pelo estado de luxúria
onde o ego singelo e infinito doma a alma e expõe o espírito.
O vento sopra a poeira,
espalhando sonhos num estado primitivo da matéria.
O ser reluta em ter resiliência
quando não passa de aparência.
Para existir, tenta sobreviver dentro de si.
Houve um olhar que sentiu o tom da ilusão:
o que parecia profundo
é apenas a equivalência da inércia.
Para além e em frente,
buscar o frescor das almas cansadas pelos vultos
— um abade em formato metafórico.
O que reluz no campo neurológico
serviu a poucos do além;
perpetua a perspectiva de sonhos repletos de ironias,
diluídas na verdade somada do passado.
A Física pela Física não me comporta. Minha pesquisa transita entre mundos. [...] A admiração que nutro pelos físicos tradicionais é análoga àquela que se sente diante de uma imponente estátua de mármore de dois metros. Reconheço o labor: foi extremamente trabalhoso, exigiu força e obstinação. Contudo, há pouca criatividade em seu feito. É um trabalho procedural, extenuante e de baixa exigência cognitiva. E o produto, por conseguinte, é pesadíssimo, de baixíssima mobilidade, monocromático e de parcos detalhes — sobretudo se considerarmos que a matéria-prima não é lá muito primorosa. Afinal, é apenas pedra. Bela para se contemplar no museu, inconveniente para se levar para casa.
Entre o que foi e o que é
Eu tô com alguém bom, alguém que me faz bem.
Mas ainda carrego ecos de quem me feriu.
Não porque eu queira voltar,
mas porque certas lembranças não sabem ir embora.
Meu corpo já entende o novo toque,
mas minha alma, às vezes, ainda procura o antigo.
E isso me confunde — me parte.
Ele me fez mal, eu sei.
Mas há pedaços de mim presos nas memórias que ele deixou.
E o amor, mesmo quando dói,
tem um jeito cruel de se fazer presente.
Talvez um dia eu acorde e o passado não pese mais.
Talvez um dia o novo amor ocupe todo o espaço.
Mas, por enquanto,
vivo nesse meio-termo —
entre o que me destruiu
e o que tenta me reconstruir.
---
Entre o que tenho e o que me falta
Tenho um amor que me acolhe,
amizades que me sustentam,
caminhos que me fazem crescer…
E mesmo assim, sinto um vazio.
Não de coisas, mas de momentos,
de sensações que ainda não vivi,
de um brilho que não se compra.
A vida é essa dança silenciosa:
entre a gratidão pelo que construí
e a curiosidade pelo que ainda me chama.
Que os ventos soprem a nosso favor
Que a vida seja vivida com positividade
Que reine entre nós otimismo e boa vontade
As coisas boas da vida não se afastem de nós
Que possamos encontrar a paz tão esperada
Entre achados e retalhos
Nada saiu como planejado.
O roteiro rasgou, a agenda mudou
e cá estou eu, vivendo no automático.
Apenas continuo respirando,
sem ter noção onde meus pés estão pisando.
O processo é local de aprendizado.
É bem dito por todos e bastante mencionado,
mas também é doloroso e nos torna mais cansados.
Por que o desespero corre mais rápido que a promessa?
Tudo corre rápido demais, o tempo me atropela,
me cobra uma inspiração que simplesmente não tenho mais.
Eu sobrevivi ao inverno passado,
mesmo que minha alma queira esquecer por onde trilhei.
Eu me lembro das tuas palavras
em todos os lugares que já caminhei.
Vou costurando a minha história,
entre achados e retalhos de quem sou.
Sem rimas prontas, no meu próprio tempo,
juntando os pedaços que o vento não levou.
O automático não vai me parar,
fecho os olhos e volto a crer:
estou pronta para recomeçar,
eu sou sonhadora e vou vencer.
A Dança que Sustenta o Todo
Havia, no princípio dos dias,
um lago escondido entre colinas.
Nele, vivia um pato.
E o pato nadava sobre um tapete vivo de rogós,
aquele verde que cobre a água,
alimentando-se e abrigando-se nele.
O rogós, porém, não vivia sozinho.
Bebia da luz do Sol
e da água que o lago oferecia.
E o lago não era lago sem as chuvas
e sem as correntes que vinham de longe.
Assim, um vivia para o outro,
e nenhum era senhor de si mesmo.
Certa vez, um viajante observou e disse:
— Se o pato vive para o rogós,
e o rogós vive para o lago,
então todos dependem de todos.
Mas quem, no alto de tudo,
precisa de quem?
E o ancião que o guiava respondeu:
— Até as moléculas vivem desse pacto.
Uma só não é nada;
juntas, são substância, são forma, são vida.
Assim também é com o Criador e o criado.
O viajante franziu a testa:
— Então o Criador precisa de nós?
— Depende de como você chama “precisar” —
disse o ancião.
— O Criador não carece de nada.
Mas escolheu que o todo vivesse
por meio da dança entre o dar e o receber.
Se retirasse essa dança,
a criação seria apenas estática,
como uma pedra no escuro.
O viajante ficou em silêncio,
e o ancião prosseguiu:
— A devoção que oferecemos ao Criador
não é o alimento que O mantém vivo,
mas o fio que nos mantém ligados a Ele.
Assim como o pato não sustenta o Sol,
mas precisa do Sol para continuar vivo,
nós precisamos dessa devoção
para lembrar de onde viemos
e para onde voltaremos.
E então, o ancião mostrou ao viajante
a relatividade das medidas:
— Se saímos de trinta graus para vinte,
sentimos frio.
Se saímos de dez para vinte,
sentimos calor.
A mesma temperatura pode ser frio ou calor,
dependendo do caminho que se fez até ela.
Assim é com a verdade:
não tem um único rosto,
mas se revela conforme o coração que a busca.
O viajante entendeu,
e disse consigo mesmo:
— Então a verdade é o equilíbrio.
E o equilíbrio é a justiça.
E a justiça é o ser.
E o ser é o que é.
E naquele dia,
à beira do lago,
aprendeu que o Criador não reina sozinho,
mas reina com todos.
Porque escolheu não criar servos,
mas companheiros de dança.
Oi.
Oi.
Silêncio entre os dois.
Quando eu te vejo, me transformo numa TV.
Com o mute ligado,
Mas também é tudo que eu sei dizer.
Então não culpo você.
Se eu estou bem,
Claro, e você?
Mesmo eu tendo escondido isso para que você não percebesse.
Novidades?
Não tenho
Acabei de lembrar que nunca contei uma para você.
Meu bone relaxa, vou parar de usar.
Já está bastante desbotado com o tempo.
A música está alta, não está dando para te escutar.
Mas é também pela distância que eu estou mantendo de você; daqui é mais seguro.
Mas você me lembra alguém que conheci.
Que espirrava 7 vezes e parava.
Sim, eu contei os espirros dela e montei um padrão.
Se eu vou ficar bem depois que eu partir?
Sim, bom, pelo menos eu espero que sim.
Pelo menos eu nunca tive certeza do que esperar em todas as vezes que coloquei a mochila nas costas.
Uma taça na mão, um sorriso no olhar,
um amigo ao meu lado, pronto pra me acompanhar.
Entre risos e histórias, deixo a noite acontecer,
porque a vida é mais bonita quando se tem com quem viver.
Meu cachorro, companheiro, tão fiel e tão leal,
faz de qualquer simples momento algo especial.
Não importa onde eu esteja, nem a hora ou o lugar,
com ele junto de mim, sempre tenho a quem amar.
A taça traz o brilho de uma noite de emoção,
e ele traz aconchego dentro do meu coração.
Entre amigos, boas lembranças e a vida a celebrar,
faço um brinde ao presente, sem pressa de terminar.
Que venham novas noites, novos sonhos, novo dia,
com carinho, companhia, esperança e alegria.
Pois riqueza de verdade não se compra com dinheiro:
é ter amor na vida e um amigo verdadeiro. ❤️🐾🥂
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