Encontro entre Amigos
ENTREGA A MIM
Mesmo não querendo, eu me entrego para mim.
Quando não percebo, também me entrego para mim.
Eu sou a beleza da minha própria vida.
Eu sou, também, o motivo da minha felicidade.
Experiencio a vida conscientemente e me deleito nos meus próprios pensamentos.
Não sou autossuficiente, tampouco independente.
Mas tenho consciência de que sou livre para gritar o sim que penso.
E sei que tenho exatamente o tempo de que preciso para contemplar todas as coisas que me são possíveis.
Porque, no fim, antes de qualquer entrega ao mundo, existe uma entrega inevitável:
a entrega de mim a mim mesmo.
P. H. Amancio
A única diferença real entre esquerda e direita esta no fato de que apenas um lado querer que você seja realmente próspero.
A DIFERENÇA ENTRE SABER E SER
Um neurotípico pode estudar cinco anos de psicologia, buscando no título o que lhe falta em empatia.
Mas jamais verá o mundo com a lente de quem sente, de um neurodivergente, que pensa diferente.
O que pra uns é teoria e repetição,
pra nós é instinto, é pura sobrevivência em ação.
Enquanto uns decoram o que é ser humano, nós vivemos o peso e o mistério do engano.
Sentimos o outro até a exaustão, sem diploma, vaidade ou aprovação.
Porque não há curso que ensine o que dói,
nem ciência que alcance o que o silêncio constrói.
"Tive o privilégio de escolher, e, entre todas as possibilidades, escolhi aquela que me conduziu à infelicidade."
(FURUCUTO, P. D., 2026).
Se existe entre nós alguém que ainda guarda um segredo que lhe parte o coração, precisa saber que a carne humana não suporta para sempre o peso da dor. Um dia, o corpo cansa-se, a alma sucumbe, e aquilo que foi silenciado por tanto tempo encontra finalmente uma forma de se revelar.
Daniel Perato Furucuto
A vida está acontecendo agora. Entre em cena. Faça valer a pena. E, quando a cortina se fechar, que você possa olhar para trás e sentir que não apenas existiu, mas verdadeiramente viveu.
Imagine um grande grupo de pessoas, entre eles...
Homens e mulheres
Pobres e ricos
Negros, brancos, índios
Ateus e religiosos
Você faz parte desse grupo e o torna importante.
Não, você não é mais importante que ninguém. Somos todos iguais, ou melhor, todos temos direitos.
Imagine que esse grupo apresenta divergências, e é isso que o torna mais interessante.
Mas essas divergências nos fazem crescer, porque através delas, com nossa maturidade, passamos a refletir em que devemos melhorar e ao mesmo tempo admitir o que o outro também tem de bom.
Mas nesse grupo há paz, companheirismo, respeito.
Imagine...
Nossa, como é bom imaginar!
É utopia? Talvez! Mas é de sonhos que vivemos.
São os sonhos que favorecem para que busquemos sempre o melhor.
Texto de 2018
Saudade: a sincronia entre quem fomos e quem somos.
A saudade não é um ponto no mapa, é uma órbita. A gente tenta separar o que sente, a falta do lugar, do tempo, da pessoa, como se fossem gavetas fechadas na alma. Mas isso é só uma ilusão, um jeito de tentar controlar a imensidão do que nos habita. A verdade é que tudo está ligado.
O lugar é o corpo da memória e o tempo é o seu sangue. Não dá para puxar um desses fios sem que a cena inteira se mova.
O espaço é apenas o palco onde a nossa essência aprendeu a respirar.
Quando voltamos a um lugar que nos marcou, o choque não vem das paredes, mas da nossa própria memória tentando reconstruir quem fomos ali. A gente não sente só a falta de quem esteve lá; a gente sente falta da frequência daquela luz, daquele instante, da pessoa que a gente era antes do mundo nos mudar. A memória não é uma estante de livros parados, é uma força viva que, toda vez que olhamos para trás, reescreve quem somos agora.
A nossa identidade é o mosaico dos rastros que deixamos.
Somos a soma de todos os lugares onde um dia nos sentimos inteiros.
Essa conexão é o que sustenta a vida. Cada pessoa que nos tocou, cada cenário que habitamos, mudou o nosso desenho interno de forma irreversível. A saudade, então, deixa de ser lamento pelo que passou e vira um exercício de alinhamento. É a nossa tentativa de encaixar no presente os pedaços de um sistema que, embora espalhado pelo tempo, ainda nos define.
A dor que a gente sente é apenas o preço da nossa própria evolução. Quem não sente falta, provavelmente nunca esteve realmente presente.
Precisamos ter sido todos aqueles outros para ser quem somos hoje. A saudade é a prova viva de que o passado não morreu, ele é o combustível que nos ancora no agora. É aceitar, com um pouco de melancolia, que somos um sistema imenso, mas que a vida nos impõe a solidão de não conseguir habitar todos os nossos eus de uma só vez.
Nesse ponto, a saudade ganha um novo significado. Se a vida é essa colcha de retalhos, a gente não deve tentar apagar o que já foi, mas aprender a sincronizar tudo.
Evoluir não é descartar o antigo, é alinhar essas frequências para que a gente possa caminhar como uma unidade, consciente e inteira.
A saudade não é um fim; é o sistema, enfim, se reencontrando.
@marco.arawak
AUTOANAMNESE
Entre a memória e o que ainda podemos ser
Existe uma história dentro de cada pessoa.
Uma história que não está escrita apenas em fotografias, documentos ou lembranças. Ela também vive nos gestos, nas escolhas, nos medos, nos sonhos, nas palavras que ficaram e, principalmente, naquilo que fazemos sem perceber.
Somos feitos de encontros, despedidas, descobertas, perdas, conquistas, erros e recomeços. Somos também feitos de perguntas que nunca encontraram respostas e de respostas que o tempo modificou.
Talvez por isso a autoanamnese seja tão importante: porque, antes de compreender o mundo, precisamos aprender a observar aquele que o contempla.
Volto os olhos para trás,
não para morar no passado,
mas para compreender
as pegadas que deixei.
Há caminhos que escolhi conscientemente. Outros surgiram diante de mim quando eu sequer sabia para onde estava indo. Alguns abandonei. Outros me abandonaram. E existem aqueles que ainda percorro, tentando compreender por que os escolhi.
Fazer uma autoanamnese é estabelecer um diálogo sincero com a própria história.
É perguntar:
Quem fui?
Quem sou?
O que me trouxe até aqui?
O que ainda carrego?
E o que já posso deixar partir?
Não se trata de procurar culpados, nem de transformar o passado em sentença. Trata-se de compreender.
Porque aquilo que não compreendemos muitas vezes se repete.
Repetimos comportamentos, escolhas, relações e pensamentos sem perceber que estamos seguindo antigos caminhos.
Por isso, olhar para dentro pode ser um ato de liberdade.
Há hábitos que herdei,
há pensamentos que aprendi,
há caminhos que percorri
sem jamais perguntar
se realmente eram meus.
A autoanamnese nos permite separar aquilo que somos daquilo que simplesmente aprendemos a ser.
Na vida pessoal, ela nos ajuda a reconhecer nossos valores, limites, desejos e contradições.
Nas relações, revela como amamos, confiamos, ouvimos, perdoamos, reagimos e estabelecemos limites.
Na família, permite compreender as histórias que recebemos e decidir conscientemente quais heranças queremos preservar e quais precisam ser transformadas.
Na vida acadêmica e profissional, ajuda a perceber talentos, interesses, escolhas e caminhos que talvez tenham sido construídos mais pelas expectativas externas do que pelos nossos próprios propósitos.
Nas decisões, cria um espaço entre o impulso e a escolha.
E, nesse pequeno espaço, pode nascer a consciência.
Antes de responder,
eu observo.
Antes de escolher,
eu compreendo.
Antes de seguir,
eu pergunto
para onde estou indo.
Também precisamos fazer uma autoanamnese dos nossos erros.
Não para viver em culpa, mas para transformar experiência em aprendizado.
O erro pertence à nossa história, mas não precisa determinar nosso destino.
A pessoa que fomos tomou decisões com os conhecimentos, sentimentos e circunstâncias que possuía naquele momento. Hoje podemos saber mais. Podemos enxergar diferente. Podemos escolher diferente.
Ontem eu não sabia.
Hoje compreendo.
Amanhã talvez transforme
aquilo que hoje ainda estou aprendendo.
Isso também é amadurecer.
Olhar para quem fomos sem desprezo, olhar para quem somos sem arrogância e olhar para quem podemos ser sem medo.
A autoanamnese também alcança nossos sonhos.
Quantos desejos são verdadeiramente nossos?
Quantos nasceram das expectativas de outras pessoas?
Quantas vezes confundimos sucesso com aprovação?
Quantas vezes seguimos uma estrada porque todos diziam que era o caminho certo?
Há sonhos que permanecem,
sonhos que se transformam
e sonhos que descobrimos
que nunca foram nossos.
Conhecer a própria história é também descobrir quais sonhos ainda fazem sentido.
E talvez esse seja um dos maiores poderes da reflexão: perceber que o passado explica muito, mas não determina tudo.
Somos memória, mas também possibilidade.
Somos consequência, mas também escolha.
Somos continuidade, mas também transformação.
O passado pode explicar nossas cicatrizes, mas não precisa escrever sozinho os próximos capítulos.
Carrego o que vivi,
mas não sou apenas o que vivi.
Carrego minhas marcas,
mas elas não são meu nome.
Carrego meus erros,
mas eles não são meu destino.
A vida inteira pode ser compreendida como uma grande conversa entre aquilo que fomos e aquilo que estamos nos tornando.
E talvez seja justamente por isso que precisamos, de tempos em tempos, silenciar o mundo.
Desligar o ruído.
Parar.
Respirar.
E perguntar:
O que está acontecendo dentro de mim?
Nem toda resposta surgirá imediatamente.
Algumas perguntas precisam permanecer conosco durante algum tempo. Algumas respostas chegam lentamente, através da experiência, da reflexão e das mudanças que fazemos no cotidiano.
A autoanamnese não é uma fotografia de quem somos.
É um espelho em movimento.
Hoje enxergamos uma parte.
Amanhã compreenderemos outra.
E, enquanto vivemos, aprendemos que conhecer a si mesmo não é encontrar uma definição definitiva, mas permanecer disposto a se conhecer novamente.
Sou memória
e sou possibilidade.
Sou passado
e sou caminho.
Sou aquilo que aprendi
e aquilo que ainda posso aprender.
Por isso, fazer uma autoanamnese não é voltar para trás.
É voltar para dentro.
É revisitar a própria história com honestidade, reconhecer o que nos construiu, compreender o que nos limita, valorizar o que nos fortalece e escolher, com maior consciência, aquilo que desejamos levar adiante.
Porque a vida não é somente aquilo que nos acontece.
É também aquilo que fazemos com o que nos acontece.
E enquanto houver consciência, haverá aprendizado.
Enquanto houver aprendizado, haverá transformação.
Enquanto houver escolha, haverá possibilidade.
E enquanto houver vida,
a história ainda estará sendo escrita.
Na dúvida entre o certo e o errado, escolha o lado certo. Aja com ética, porque é nela que a verdade encontra seu caminho.
No jardim dos sentimentos floresceu,
Um amor nasceu, tão puro e verdadeiro,
Entre risos e olhares, o coração se aqueceu,
Numa dança de ternura, num doce roteiro.
Teus olhos, duas estrelas a brilhar,
Guiam-me pelos caminhos do encanto,
Teu sorriso, um sol a me iluminar,
Em teus braços, encontro meu porto, meu manto.
Como um rio que corre sereno ao mar,
Nosso amor flui, sem pressa, sem fim,
És a melodia que em minha alma faz ecoar,
A canção mais doce, o mais belo jardim.
Em teus abraços encontro meu lar,
Nossos corações em harmonia a pulsar,
Neste eterno presente, neste doce lugar,
Nosso amor floresce, sem jamais cessar.
Raphael Denizart * 08/04/2024 * ReJ
Não se engane, o mundo é uma guerra constante entre o bem e o mal, com tempos de tréguas mal cumpridas.... Se você não defende o bem defende o mal, se não faz o bem faz o mal, se não gosta do bem gosta do mal...
A Força da Natureza
Olhando para o horizonte,
Por entre vales e montes,
Pude com alegria observar,
A água clara que saia da fonte,
Descendo lentamente pela cordilheira,
Como se não houvesse pressa,
Entre folhagens e pedras a deslizar,
Formando a mais linda paisagem,
Para que o homem pudesse contemplar,
Seguindo mansamente uma direção,
Designada pela própria natureza,
Sulcando a terra criando um leito,
Utilizando a força da correnteza,
Onde a água mansamente se moverá,
Como se desfilasse a sua beleza,
Com a água pura e cristalina,
Muitas vidas podendo auxiliar,
Peixes, flores, matas e plantações,
Até mesmo utilizada em irrigações,
De hortas, pastos e até pomar,
Com as suas mais gostosas frutas,
Que o ser humano possa saborear,
Talvez pela falta de amor no peito,
A água está se tornando escassa,
E para a surpresa da humanidade,
A natureza resolveu nos cobrar.
Du’Art 22 /04 / 2013
Respeitam-se as idéias e não respeitam os agentes... A idéia de ídolo entre os homens é falsa. Todos seremos sacrificados, ao final de nossas histórias!
A diferença entre o esperto e o inteligente, é que o esperto pensa que é inteligente porque acha o ingênuo um burro. Já o inteligente, sabe disso tudo.
Vivemos momentos de teorias da conspiração ocorrendo quase que diariamente entre o judiciário e o legislativo brasileiro... Algumas delas são tão férteis quanto os solos encontrados no deserto do Saara!
"A política externa dos EUA não busca a reciprocidade entre povos parceiros, mas a manutenção de uma dependência econômica, tecnológica e militar. Agem com seus aliados como um banco que empresta o guarda-chuva em dias de sol, mas o retoma assim que a chuva cai, deixando-os vulneráveis e dependentes."
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