Encontro entre Amigos
Suspiros da noite
A cada vez que ela passava na lua cheia correndo e sorrindo por entre as plantações com seu vestido longo de cetim vermelho, as rosas uivavam longamente e felizes,
Com uma diplomacia ímpar, os vislumbres da noite causavam desequilíbrio entre o que é mistério, o que é abstrato e o que é apenas um suspiro retorcido da realidade ao olhar uma joia fixamente no clamor dos seus mínimos detalhes.
A linha
Entre o medo e a coragem no seguimento da razão x emoção existe a linha do equilíbrio,
quando arriscamos ultrapassar essa linha somos sérios candidatos a viver o extraordinário.
Entre um sol e outro
Já vi o sol saindo da escuridão por entre as nuvens da janela de um avião,
Já vi o crepúsculo com seus diversos tons avermelhados desaparecer do horizonte praiano,
E em nenhum destes fantásticos acontecimentos eu vi, porém eu senti você renascendo,
Sofro de tensas saudades, mais tenho a esperança de que está muito perto o nosso reencontro.
Te prefiro sem muitas promessas, pois o que tiver de acontecer de bom entre nós, virar a acontecer naturalmente.
Andam entre nós
Elas andam disfarçadas entre nós,
Caminham como se fossem iguais,
Dividimos o mesmo ar e o mesmo solo,
Porém, o seu retrato de vida é outro,
A sua visão de vida é outra,
O seu coração não bate como o nosso,
São seres incomuns, decididos e decisivos,
Dão passos que não imitamos na mesma frequência,
Seguem uma direção de luz que não podemos ver,
Surgem do nada, entregam tudo e vão embora, mas deixam seus rastros,
Eu já vi alguns deles em hospitais ajudando a muitos, eu já vi eles tirando pessoas do mar ou de incêndios,
Eles são muitos, e estão espalhados por ai,
Guardem segredo: ( Eu sou um deles).
O farol
Não é a mesma coisa sem você,
Por muito tempo te procurei entre as nuvens e não te achei, até ver a luz de um farol ao longe reascender as minhas esperanças de te reencontrar verdadeiramente,
Esbarrei nos limites, me confundi nos tropeços e fui manipulado pela minha própria voz,
Diante disso, o silêncio me deu direção, me tirou da miopia profunda, a partir dai passei a aceitar as dores e escutar os fracassos, isso me fez eliminar as distrações e me gerou entendimento de quem era o farol por trás das nuvens e quem eu estava esse tempo todo a procura,
Você é o resgate de uma parte minha fundamental é o que eu tenho de mais valor, a outra parte que eu tanto procurava estava dentro de mim e você foi o farol que me trouxe luz a esse reencontro.
Entre portais
Um aventureiro de almas,
Visitante efêmero de corações,
As vezes invisível, mas sempre presente,
Nas minhas passagens pelos portais das vidas, deixei uma muda atemporal em cada uma delas.
Noite feliz
Entre a luz dos fogos de natal e as estrelas, um cometa passou e nada disso ficou despercebido pelos teus olhares molhados, a lua emocionada vendo o teu sofrer não aguentou e chorou,
Curiosa e fofoqueira veio até mim e contou o que se passava, tenso e apreensivo, corri apressado para levar até você o que mais precisava naquele momento,
_ Oi, te trouxe um cobertor do amor, um olhar de admiração, um pacote de abraços e uma chuva de sorrisos para passarmos essa noite juntos conversando e olhando para a lua,
Você topa?
Vamos comemorar?
Entre perdas e recomeços,
O silêncio carrega a armadura do vilão, ou pode carregar o travesseiro da esperança,
Os domingos depois das dezoito horas, as vezes são guardiões do medo e por vezes são amigos do amor,
O perdão é macio, ele chega como uma noite calma, como uma brisa suave de verão, dá pra senti-lo fazendo efeito através de um olhar,
Não escolha ser uma escolha, se permita escolher aonde navegar sem ondas gigantes,
No final do arco-íris, eu vejo uma garrafa de vinho do bom, duas taças e uma bela pizza, é hora de comemorar.
Andei entre muitos,
Estive entre multidões,
Percebi que o núcleo do vazio explora as grandes massas concentradas de pessoas,
Quanto mais quantidade, mais vazio será.
ENTRE O HOJE E O AMANHÃ
A SOLIDÃO ESTÁ ME FAZENDO PERDER NOITES INCONTÁVEIS DE SONO, OLHAR PARA O TETO OU PARA OS LADOS ME REVIRANDO NA CAMA SEM SONO VIROU ROTINA, NÃO SEI DIZER QUANDO TUDO ISSO VAI PASSAR, MAS TENHO A NECESSIDADE DE RECOMEÇAR, SAI DA MINHA ABA TRISTEZA, VÁ EMBORA SEM OLHAR PARA TRÁS SAUDADE INCOMPREENSÍVEL, QUERO VIVER UM NOVO E PRAZEROSO ROMANCE, TUDO QUE ME FAZ MAL DESEJO MANTER DISTÂNCIA; VEM ME ABRAÇAR COM VONTADE DIAS DE PAZ, TRAGA-ME UM NOVO AMOR, UM NOVO RECOMEÇO, O QUE É DO PASSADO DEIXAREI NO ESQUECIMENTO, A CADA DIA DO MEU TEMPO PRESENTE IREI ALIMENTA-LO COM AMOR E VITÓRIAS QUE IRÃO ME ACOMPANHAR ATÉ O MEU FUTURO, VIVER FELIZ NÃO É UM SONHO É MINHA REALIDADE!
Tenho Fé
Por entre as árvores e seus galhos secos, a sombra da sua presença é sentida;
No caminhar, a sensação de que algo está para acontecer a qualquer momento é percebido;
Mais alguns passos mata á dentro sozinho e trêmulo, o desespero toma conta do meu ser;
O medo do inevitável ganha força quando o que era dúvida se torna realidade, o que se apresentava como vulto sai das sombras das árvores e da dois passos lentos com olhar firme e poderoso;
Não adianta correr, gritar, chorar ou reagir, o pesadelo á frente é mais forte, ágil e veloz, o medo é percebido com o bater descontrolado dos dentes e as travas repentinas das pernas;
O dia de sol quente propício para um gostoso piquenique a beira do rio com alguns amigos e familiares parecia chegar ao fim;
O mundo parou naquele momento, as batidas do meu coração faziam barulhos semelhantes a uma bateria de escola de samba, o meu sangue acho que evaporou de tão suado e pálido que fiquei;
Comecei á rezar e implorar a Deus por misericórdia, por um milagre, porque á minha frente estava nada mais, nada menos, que uma onça vigorosa e cheia de maldade no olhar;
Ela ficou parada me olhando por um longo e duradouro minuto, então; respirou forte e sumiu no meio da mata densa;
Acredito que a fé em Deus move montanhas, assim como nos protege e nos da fôlego de vida para continuarmos seguindo em frente...
Poucas palavras
Serei breve com o desamor:
Teu encantamento não figura mais entre nós;
Teu olhar não tem mais aquele poder mágico;
Teu abraço perdeu força, não oferece mais empolgação;
Teu corpo não desperta mais desejo, estando perto ou longe se mantém imperceptível;
Meu coração que antes sangrava lágrimas de tanto chorar, hoje já recuperado, ele respira vigoroso e pronto para outra pessoa amar.
O amor eterno entre a existência e a inexistência
Um sempre existiu, o outro nunca existiu.
Tão opostos, ao mesmo tempo tão iguais...
Um cria, o outro desfaz.
Um sempre nasce, o outro sempre morre.
Um é tudo, o outro é nada.
Mas o que é o nada, se tudo é tudo?
Parece um paradoxo impossível de explicar,
como o amor que sinto e não consigo decifrar.
Algo que está além da minha razão,
por isso, deixo apenas essa reflexão.
O tempo passara. Uma mão fraca elevara; aquela mão branca, entre ossos e uma cama fina, de um tecido fino, me assustara. Não era tecido, era pele. Mas, ao levantá-la, senti medo. Algo mudou. Era mais pálida, sem vida. Toquei-a. Senti raiva, medo, amor. Que ódio dessas palavras.
A menina morreu.
Eu entrei, vi. Uma lágrima escorreu, apenas uma lágrima. Saí, olhei a janela do lugar e andei. A janela era espessa, translúcida, mas estava quebrada. Quem, e por quê, não sei. Mas a toquei, senti o estalo da rachadura. Era tão bela. Então sorri, cortei-me, peguei o brinco. Era o brinco que usara, mas era lindo o brilho que deixara.
O brinco era sem valor e opaco ao toque. Voltei, sentei, e mais uma lágrima desceu. Eram duas.
A maior fronteira epistemológica não está no espaço sideral, mas na interface entre o que somos e os limites neuroquímicos que moldam aquilo que podemos sentir e compreender. Testar esses limites, ampliá-los, contorná-los ou torná-los conscientes é um dos desafios centrais da filosofia do ser na era tecnológica.
Os povos africanos não foram figurantes da história: estiveram entre seus primeiros protagonistas. O Egito já dominava matemática, astronomia e engenharia, e o Mali abrigava centros intelectuais vibrantes, enquanto grande parte da Europa ainda engatinhava em formas fragmentadas de organização política e cultural.
Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".
