Embriagado
"Embriagado de permanência, nutro-me da Vida pulsante contida nas xícaras de café fumegante."
projeto Trilho365
> Hoje o mundo vibra com coisas que não têm valor.
Como um homem embriagado pelo vinho, sorri para aquilo que o destrói.
Mas, no Dia do Grande Julgamento, esse mesmo mundo gemerá como uma mulher em trabalho de parto.
Espinhos da madrugada
Ecos do coração embriagado.
Flores que sangram
memórias tais lembranças.
Fogo arde queima a paixão...
Vultos na parede do quarto
Devido devido a fumaça do cigarro.
Delírio da bebida vangloriar
Os espinhos da madrugada...
Flores que sangram nas sombras dos quarto.
Vago meus pensamentos perdidos
No transe profundo torna navegante.
Embriagado de versos, inspiração tonta, linhas bambeiam e horizontes distantes, resultado dessa ressaca de amor.
Direção sem álcool
Dirigir embriagado
é uma falta de respeito
é julgar e ser julgado
numa bússula com defeito
estreitando a avenida
encurtando a própria vida
ignorando o que é direito.
O que existe entre o não e o sim é um embriagado de desespero, com politicas de maldade desconfiança e falta de perdão.
Amnesia 01
Palafitas
Ando em palafitas construídas em papelão da ilusão de um embriagado, sem passadas sentir em um caminhar, uma hora centímetro a esquerda, outra hora centímetro a direita, passos dados em frente e alguns para trais, mais através de uma amnesia sempre o objetivo é alcançado ... (rsm)11/01/2020
Quando se vive embriagado
É fato, tudo começa por um gole, e se passa o tempo e perdemos a dimensão que adentramos aos caos existentes, na embriaguez latente.
Um gole de orgulho e logo se mergulha no lago sujo da soberba, um gole de paixão, se assiste televisão e o resultado é desastroso, um pintada de fuxico e logo se enche de ira contra o irmão, imagine o que a língua destila a demais semelhantes.
Até mesmo invariavelmente sem muita maldade, por vias inocentes ou a própria desestruturação na condição educacional, permite se inserir em raptar as coisas alheias, quando se acorda está aprisionado nas celas do arrependimento ou até mesmo pela auto repreensão do destino que insistiu em castiga-lo.
Bebe das mais variadas bebidas que saturam o corpo, a mente, o espírito e a alma.
Banha se na prostituição, na malícia e adultério, se mistura com a ignorância e se faz igual e imperceptivelmente se insiste nas vias errôneas.
Tudo isso provoca, insinua e atrai derivações emocionais, como um gole de ganância, preconceito, ambição, truculência, insensatez e a matéria carnal ganha vida, se não houver decisão, arrependimento, atitude e muita fé em uma restauração, continuamos insanos e equivocados como, quando se vive embriagado, nos goles do pecado.
Giovane Silva Santos
O LEÃO, O DOMADOR E A ARENA
Na grande jaula em que o encerra,
um leão furioso, bem embriagado,
entre açoites e bramidos de guerra,
espera seu algoz para ser domado.
O domador se faz senhor da selva,
enquanto o animal urra e vocifera,
pois sabe que ali não existe a relva
a ocultá-lo de ser visto como a fera.
Mas numa arena a história se altera,
ao carrasco insensível que o espora,
o animal livre e pujante se arremete.
Devorá-lo ferozmente quem o dera?
Porém a fúria do leão não compete
contra o látego cortante que devora.
Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018
Brasil, um povo embriagado na ignorância e na ganância.
Não podemos ignorar toda construção de um determinado padrão, um exército singular, refinarias e mineradoras, navios, aviões e na construção civil belas obras admiradoras, porém os mecanismos são entorpecente na desgraça de um povo de uma gente, embora muito socorro existe, a miséria ainda consiste, a natureza do pensar, agir e conduzir a sociedade, a arquitetura das famílias de pura vaidade, filhos como ninhadas de rato, são fêmeas parecendo cadelas, no meu íntimo elevo meu pedido de perdão se alguém venho a magoar, mas está disseminado a destruição do lar.
A elite que se empanturra no dinheiro, no embaraço da indiferença e preconceito, na compostura ilegal, os dois elos existentes, encima e embaixo, o teatro do desencaixo que não se aproxima de uma construção eficaz, até cansa falar de tanta lambança, Brasil, um povo embriagado na ignorância e na ganância.
Giovane Silva Santos
DESTERRO
Já do amor findo? Chega! Na tristura sou exilado
Irei, trôpego, embriagado, no amor assim sozinho
O silêncio em coro, nas rosas também há espinho
Choro, angústia, no cerrado, vazio no peito calado
Neste amor, como num sonho, sonho sonhado
Sorrisos, as alegrias espelhadas pelo caminho
Serão guardadas nas lembranças com carinho
Como quem guarda o tesouro um dia achado
Adeus, generoso afeto, prazer do meu desejo!
O mar onde navegou sonegados antigos idílios
Berço onde a quimera desenhou cada beijo!
Adeus! Esta partição, há de pesar-me tanto
Como quem na solidão suplica por auxílios
Jogado num canto, encharcado de pranto...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
18/07/2019, 05’05’
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Ainda está pra nascer, o homem que embriagado, por qualquer forma, consiga dizer alguma coisa com coerência.
Fico embriagado
Com esse teu jeito
Teu sorriso
Seduziu os lábios
Quis um beijo teu
Um sublime desatino
Sinto a plenitude
Ao olhar para ti
Teu sorriso
Liberta os infinitos
Seduzistes meu ser
Me levas ao paraíso
(02/04/2019)
