Em meio a Fumaça
Coragem, não covardia, fujo, recuo, me liberto, assim como a fumaça de um cigarro corre para a liberdade na janela de um pequeno quarto.
Cheinha do nada...
a vida se tornava vazia.
Era na cor sempre cinza
pelas baforadas de fumaça
depois dos tragos frenéticos
que a ansiedade pedia.
Deus veio e me libertou
no seu tempo, assim é
o tempo de Deus.
Amém!!!
09-03-2022-quarta-feira 14:46hs
Sem volta!
Some e não deixa rastro, vai na fumaça do vento, vai no cheiro do álcool, vai e deixa o silêncio, seu inimigo és meu abrigo, meu eterno aliado.
Vai logo, sair de perto de mim, já deu...O limite chegou ao fim... Foi bom, agradeço! Mas já era, fim de papo,sair fora, não me estressa, te vejo lá fora, sem mais, cansei, pode embora e deixa eu seguir minha nova história….
Tragar para tentar fazer que o que está em sua mente saia com a fumaça.
Os sentimentos que com ela *vão*, *voltam* com a respiração do ar novamente em seus pulmões.
K.B
Minha mente poluída, não me permite mais pensar
Sinto a fumaça em meu rosto, sinto a fumaça no olhar
Espinhos que cortaram o meu rosto
E quando sinto transbordar, acendo mais um cigarro.
Transformo em fumaça toda angústia, jogo as cinzas ao vento, no tempo.
Um dia a gente há de se encontrar.
Resolvi acender aquele charuto guardado.
A queima lenta, a fumaça densa me faz pensar no êxtase que o tabaco traz, experienciar um momento de paz.
Perco-me em alguns pensamentos, acontecimentos que nem se quer importam mais, mas que permanecem vivos e reais.
O vento levou a fumaça, o tempo levou você e no final? Só me resta a lembrança do doce sabor do tabaco e o calor do teu abraço.
Alucinógeno como o THC da fumaça,
a consequência da trapaça,
o efeito da cachaça, maldita raça
que quer cuidar da minha vida,
uma passagem só de ida, pensamento suicida.
-Inglês
Se a fumaça que saia a cada trago daquele velho cigarro de palha, desenhasse o sorriso dela, nem que o vento levasse em questão de segundos, fariam com que minha noite fosse melhor.
De ébano eu me reduzo em pedaços, pra fazer fumaça e te aquecer.Na ausência da luz eu estou, na presença da luz eu imitou você.
Uma luz!
Por que isso arde?
De onde vem toda essa fumaça?
Por que não consigo respirar?
Foi então que me dei conta, tudo estava em chamas!
Não havia mais nada que pudesse ser feito.
O fogo foi destruindo as paredes, desmoronando as estruturas
acabando com todo alicerce
Ah se essa casa pudesse ser mais forte!
Quem dera se tivesse sido construída com o melhor material
Se tivesse sido apreciada, zelada... Descuido e desprezo, isso é
o que ela conhece.
O fogo está diminuindo!
Alguém o apagou? Não!
Ela queimou até não restar nada
Ardeu até virar cinzas
Já não há mais nada para se salvar.
Foi então que me dei conta
Eu era a casa!
O que é aquilo brilhando? A luz da esperança?
Era outra chama!
Há os que vendem sonhos; há os que vendem fumaça; há aqueles que vendem ilusões; há inocentes que acreditam; há iludidos que batem palmas.
Bem e mal e prazer e dor e tu e eu – eram, para mim, colorida fumaça ante olhos criadores. O criador quis desviar o olhar de si mesmo – então criou o mundo.
Júlia Botelho — Guerreira de Luz
No seio agreste do sertão amado,
Lá no Córrego da Fumaça ardente,
Nasceu com graça e brilho encantado
A flor mais pura, estrela reluzente.
Júlia Botelho, nome tão sagrado,
De alma nobre, firme e persistente,
Veio ao mundo com luz e valentia,
Feita de força, amor e poesia.
Filha do vento e das águas serenas,
Cresceu no campo em dança com o céu,
Na alma traz mil cores, mil antenas,
E ao sofrimento nunca se rendeu.
Déia de luz, que às trevas sempre acenas
Com doce voz, de timbres como o véu
Que a brisa deixa em tardes de verão,
Tem no olhar a paz de um coração.
Mulher de fogo, de ternura imensa,
Com mãos que curam, alma que conduz,
Semeia afeto, colhe recompensa,
Torna em abrigo o pranto que traduz.
Jamais se curva à dor que a vida pensa,
Porque reluz mais forte que a luz.
Do Mucuri, é chama, é centelha,
Veste coragem e nunca se espelha.
No Bela Vista, espalha esperança,
Levanta os caídos, ergue o oprimido,
É verso vivo, amor que nunca cansa,
É guia firme ao povo entristecido.
Na lida dura, em tudo lança
O dom da fé, do bem comprometido.
Júlia Botelho, mulher soberana,
Guerreira forte, estrela soberana!
Mas seu legado vai além da história,
De seu ventre surgiu nova canção:
Célia, a meiga flor da memória,
Jeferson, verbo em revolução,
Gilson, o pulso firme da vitória,
Gez, o farol de doce compaixão,
Gilcélio, luz que o tempo não consome —
Cinco pilares vivos do seu nome.
Oh, musa viva dos tempos modernos,
Rainha anônima do nosso rincão,
Teus feitos brilham como sóis eternos,
Teu nome é hino dentro do sertão.
Na eternidade, os campos mais fraternos
Ecoarão com tua inspiração.
És monumento à luz que nos irradia:
Júlia Botelho, amor e valentia!
