Em meio a Fumaça
A VIAGEM
cansado,
o veneno corre pelas minhas veias,
a fumaça que dissipa,
é a mesma que entorpece,
enlouquece,
não a mente,
a vida,
a vida se esvai a cada baforada,
a cada viagem,
segue-se um rumo que afasta o real,
aproxima o ilusório,
coisas novas surgem,
apenas em na mente,
um mundo mais colorido,
alegre,
todos falam com você,
até cachorros,
e no fim da viagem,
quando se aporta no idilico xangrilá,
nada existe,
apenas um vazio,
que a cada viagem,
se torna maior,
a cada viagem,
a ida se torna mais rapida,
o caminho de volta mais comprido,
tão comprido,
que os braços que desejam ajudar,
não mais podem segurar,
os chamados de volta,
são apenas vagos ecos de uma memoria destruida,
confusa, apática,
inerte,
a razão se confunde com o racional,
argumentos mais insanos,
são encontrados para justificar a insólita viagem,
que se tornam piadas,
para os lúcidos fora da viagem.
Mais uma baforada,
a fumaça sobe,
hora de ir,
para onde eu não sei,
sigo apenas a ilusória estrada de tijolos amarelos,
de ferrugem, não de ouro,
acompanho meus amigos,
montado em um elefante cor de rosa,
que voa livre entre os girassóis,
que acompanham a lua,
enquanto esta,
submersa em um mar de lágrimas,
sorri loucamente,
velando mais uma parte de uma memoria que se vai.
A DANÇARINA
Dançarina na luz da lamparina,
Na graça do gesto parece fumaça.
Há suspiro em passo, cada giro,
Dança com leveza desperta lembrança.
No samba, ela além de bela é bamba,
Mas seu coração muda com a estação;
Machuca muitos por isso parece maluca,
Coitada da dançarina não passa de menina.
A idade cobra dançarina pela atividade,
É vaidosa, mas aparenta ser mais idosa.
A fantasia não dura para sempre, que ironia;
A dançarina se apagará com a luz da lamparina.
André Zanarella 30-08-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4421534
Acendo o cigarro, deixo a fumaça escapar por entre os lábios e o olhar vaga distante pensando no vazio que você deixou, fazendo substituir-se por outros vícios, outros amores que nunca amei.
Veja agora, garoto, no que me tornei.
E não, a culpa não é sua, a culpa é minha, que não sou ninguém.
...e pode sim, de repente, o amor chegar fora de hora...Sem aviso, sem sinais de fumaça, sem ligar antes... o que não pode é a gente deixar ele ir embora. Porque o amor é assim mesmo - imprevisível - e deixando ele ir, a gente corre o sério risco de não vê-lo voltar nunca mais. Então não se culpe se ele chegou quando o coração estava ocupado e a vida em ordem... Há coisas que não precisam de um bom motivo para acontecerem...e o amor é uma delas! Então respira fundo e vai lá receber o amor que veio pra te fazer mais feliz, e acredite: se ele veio é porque você merece! Então relaxe... e ame!
Traga suas decepções e eu trago as minhas
Traguemo-las todas para que virem cinza e fumaça
Que nos tragam à mente o difícil aprendizado
E que do intragável façamos uma bela canção
Cheirar fumaça de óleo diesel
Botar Fogo no apartamento
E depois quebrar essas xícaras
Eu quero deletar essa playlist de MPB
Eu quero ouvir gritos da minha rua inteira
A noite inteira, eu queria saber de você.
Beber todos os dias não aplaca a dor
assim como a fumaça do cigarro não leva embora o desespero.
Entre infinitos caminhos possíveis pra seguir
eu não sei qual escolher
ando em círculos, sem direção.
Eu revivo o passado todos os dias
acredito que não vou viver algo tão bonito quanto o que já passou, não vou encontrar alguém que me mude pra melhor
como você mudou.
E se o dia
continuar
cinzento
Eu invento
Meu coração
esquento
A fumaça segue
com o vento
Servirá de alento
A alguém
em pensamento...
mel - ((*_*))
Fumaça? Dispersa a solidão!
Eu, você, conhaque e vinho no chão
O bar, pessoas, sempre tudo tão banal
Promessas ilícitas que juram o irreal...
Mas não.
Quero me lembrar...
Recostado na varanda, acesso o charuto o bailar da fumaça ...
Observo a avenida...o passar dos carros...vidas que passam..
Relembro..pois somente lembrar seria supor um dia haver esquecido..
As noites lá na rua Visconde...onde garotos nos reuníamos ...
A falar da vida..dos amores..do futuro..sem internet ou celular...
Apenas amigos desvendando o segredo da vida...
Ouvindo e contando historias ...aumentando o limite da imaginação ...
Sentindo a segurança de um futuro...lindo e certo..
Onde só haveria lugar para vitorias..e todos venceríamos ..
Seriamos esportistas, cientistas , médicos ou advogados ...
Todos ilustres bem sucedidos e do tamanho dos nossos sonhos..
Ninguém moraria mais na rua Visconde...mudaríamos todos para Nova York, Paris, Madri ou na pior das hipóteses para os Jardins...
Seriamos sempre amigos, pois além dos sonhos era só isso que possuíamos ...
Muitos anos passaram....trocamos a rua Visconde por outros lugares...
A idéia do sucesso ilustre ...pela magnitude da vida...
A amizade da turma...transformou-se em amizades universal...
Os sonhos..ah os sonhos..admitimos que eles até mudaram...
Mais nunca deixaram de ser...
O combustível que um dia...
Nos levara ...tao alto..que brincando com as estrelas atingiremos...
O universo da alma!!!
Nem sempre onde tem fumaça tem fogo.
As vezes é fumaça artificial, tipo aquela das discotecas ou dos grandes shows musicais.
Eu não sou da religião romana, anglicana, da fumaça, dos búzios, do sétimo dia, do batista, de batinas, ternos ou aventais, não sou da que fala manso e nem da que grita, alias eu não acredito em religião.
Eu não posso acreditar naquilo que se fecha em um grupo limitado e que passa a acreditar que o resto todo é errado, pagão, herege, satânicos ou excluídos.
Eu sou apenas Cristão.
Sentado na varanda da vida...
Acendo meu Cachimbo e sobe a fumaça na espiral da vida..
Acende também as lembranças de realidades e sonhos..
Sonhos de vitórias e conquistas..
Tão efêmeras como a realidade da vida..
Realidades que sempre se desfazem na espiral da vida..
Vida que ensina tudo a seu tempo..
Tempo de plantar e colher..
Rogo a Deus que nunca se canse de ensinar..
A necessidade de plantarmos a fé e a esperança..
No coração que sente e acredita na..
Continuidade da vida..
Seja sobre lágrimas ou sorrisos..
Trabalhando e esperando vamos vivendo e aprendendo..
Não só agradecendo mais acima de tudo reconascendo..
A verdadeira face de Deus!!
Sentado na varanda da vida...
Acendo meu Cachimbo e sobe a fumaça na espiral da vida..
Acende também as lembranças de realidades e sonhos..
Sonhos de vitórias e conquistas..
Tão efêmeras como a realidade da vida..
Realidades que sempre se desfazem na espiral da vida..
Vida que ensina tudo a seu tempo..
Tempo de plantar e colher..
Rogo a Deus que nunca se canse de ensinar..
A necessidade de plantarmos a fé e a esperança..
No coração que sente e acredita na..
Continuidade da vida..
Seja sobre lágrimas ou sorrisos..
Trabalhando e esperando vamos vivendo e aprendendo..
Não só agradecendo mais acima de tudo reconhecendo
A verdadeira face de Deus!!
Em estado de leveza,
está o seu coração...
Cortinas de fumaça já não existem mais,
é transparente a sua estrada...
e um beijo na face da vida é quase uma canção!
Uma celebração de amor... à vida!
Tudo o que sei
é que nada sei.
Tudo o que planejei
sonhei, busquei
foi como fumaça no ar.
Agora vou parar,
sem planos,
sem enganos...
sem sonhos,
sem pesadelos,
sem buscas,
sem desencontros....
quem sabe assim (des)encontro...
ou sou (des)encontrada?
Sei, sei... comigo é tudo ou nada!
Vou pegar o último trem
mas aqui não tem mais maria fumaça
só na língua, mesmo assim...
é uma língua que querem matar
&
enterrar entre o que restou dos mourões carcomidos
ferros retorcidos
eis ai...
toda nossa dor lusitana.
Democracia
Quando ouvi os gritos,
Tampei meus ouvidos.
Quando senti a fumaça,
Cobri meus olhos e nariz.
Quando o sangue respingou em mim,
Apenas lavei minhas mãos.
Quando a minoria estava nas ruas,
Tranquei-me na sala e liguei a tv.
Enquanto o governo coagia,
E a policia batia, minha omissão falava.
Com a coleira de ajuda e salários mínimos,
A sociedade me oprimia.
Só percebi que o caminho não tinha mais volta,
Quando amanhecia o dia.
Manchetes de jornal em sua maioria,
São sempre as mesmas e vazias.
Eu morria sem envelhecer,
Escravo de um sistema brutal,
Disfarçado de democracia.
A ilusão vendida à conta gotas,
Esmola para mentes vazias,
E isto sem perceber, havia me custado uma vida.
