Elegante
Saber quando ser evasivo
É como os cautelosos evitam as dificuldades. Com uma brincadeira elegante, conseguem escapar do labirinto mais complicado. Um sorriso e se esquivam do obstáculo.
Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer? Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra. Gente fina é que tinha que virar tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença...
COTIDIANO URBANO
Uma mulher elegante rasga a multidão de transeuntes a passos largos com seu salto agulha.
A tranquilidade do velhinho sentado no banco da praça incomoda alguns com sua conversa fiada e afiada.
O vendedor com voz de locutor grita na porta da loja as promoções do dia.
Uma criança sardenta chora por um picolé de chocolate do Bené, e a mãe impaciente grita com o filho: - picolé no frio não pode senão inflama a garganta.
Do outro lado da rua vendedoras bem maquiadas trocam ideias animadas na porta da loja deserta.
O barbudo ambulante vende goiabas e peras gigantes na esquina jurando que as frutas são orgânicas.
Ao seu lado um homem grisalho oferece produtos importados com o slogan “bom e barato”.
As adolescentes mal saídas das fraldas comentam animadas no ponto de ônibus sobre a beleza do funcionário da padaria.
Um rapaz “vida loka” compartilha seu funk “bombadão” com todos pelo celular barulhento enquanto observa as “novinha” passarem com seus micro shorts.
Entremeio os carros ziguezagueia um ciclista aventureiro (ou inconsequente) pendurado numa roda só.
Uma senhora de idade avançada para na faixa de pedestre, tenta atravessar a rua sem sucesso, pois os motoristas a ignoram.
Já a mulher marombeira atravessa facilmente fora da faixa, pois para o trânsito com sua roupa de academia dois números a menos, destacando suas curvas, celulites e culotes.
Uma moça em seu vestido esvoaçante atravessa a rua falando ao celular, quase é atropelada, é buzinada e nem percebe.
Já sua amiga distraída segue no mesmo caminho colocando em perigo a vida do seu poodle encardido.
E a senhora de idade ainda esta lá tentando atravessar na faixa de pedestre sem sucesso.
Um jovem oriental com camiseta de super-homem ajuda o deficiente físico com suas sacolas até o ponto do ônibus.
Aqui uma estátua viva finge-se de morta para sobreviver.
Acolá artistas de rua também se esforçam para agradar e esmolar uns trocados.
Meninos e meninas saem animados da escola, tagarelas, brincalhões com uniformes surrados e imundos depois de uma tarde de aprendizado diverso.
Um homem calvo fala ao celular, gesticula, anda pra lá e pra cá, esbraveja como se quisesse que a pessoa se materializasse na sua frente para que pudesse apertar o pescoço do infeliz.
Pessoas se acotovelam, se empurram e se espremem para entrar no coletivo lotado “soltando elogios” para todos os lados, lei do mais forte, do mais esperto ou do menos educado?
É o cotidiano urbano.
Vida que vai e vem, vem e vai.
Pulsante desafio diário, sofrível, recompensador, aprendizado.
Olhe à sua volta...
Qual o sentido da vida quando se vive uma vida de gado confinado?
Pensou na mesmice desse mosaico vivo?
E o mendigo indigente a tudo observa em silêncio tragando sua bituca de cigarro.
Rosto cadavérico, raquítico, cabelo encruado, mãos calejadas, homem vivido.
Ele é como uma sombra que quase ninguém vê, o qual a maioria prefere apenas desviar o olhar e o corpo para nele não roçar.
Ele observava a tudo e esboçava um sorriso de canto de boca por não entender a natureza humana, tanta aflição, agitação, tanta correria pra que.
Ele vive como “Carpe Diem”. Aproveita ao máximo o agora, vive dia a dia, só se preocupa com o que matar a sua fome e matar o vício antes que morra.
Sentado no chão em meio à multidão, aspira a fumaça dos veículos, a poeira dos calçados frenéticos, o odor alheio, em silêncio.
Ouvem-se as portas dos estabelecimentos baixando causando um frenesi imediato.
Ansiedade latente, a agitação toma conta do ambiente, pressa pra voltar pra casa ou ir seja lá pra onde for.
De repente a rua se esvazia de gente.
Restam carros transitando e lixo parado nos cantos da rua.
Mais um trago no cigarro, mais um gole de cachaça, mais um papelão para passar mais uma noite.
E amanhã recomeçar novamente a vida de gado de cada dia, de cada um, de quase todos nós...
Menino que se fascina na lua.
Ela lá tao distante, cintilante com seu brilho elegante, te faz viajar, sonhar, se perder no tempo.
Mais e dai com o tempo se esse não é um singelo momento.
Momento como falange que transcende e alenta, norteia e aquece o fôlego de vida. Ela é ágape, um pouco discreta, porém, muito coberta de mistério que prende os olhos da gente e a mente eleva o que o coração só sente quando está perto!
...”A sinceridade é a forma mais trágica e elegante de dizermos aquilo que as pessoas não querem ouvir.”...Ricardo Fischer.
Parece tão fácil
Soa elegante se dar bem com todo mundo, dá até vontade de aprender, mas acho que fui reprovada nessa lição. No fundo me parece uma ideia absurda e ridícula agradar todo mundo.
Por mais tolo que isso possa parecer é impossível, mas há os politicamente corretos que não se importam em conviver com falsidades e cobrices, não se importam em serem chamados de gordos pelas costas, não se preocupam em calar ou fazer parar quem finge ser amigo.
Cuidado! Tem de haver algo errado, ninguém é tão perfeito assim, o mundo não gira nesse sentido, acreditar demais nas pessoas e em si mesmos geram decepções.
Eu acredito em amor e confiança, eu acredito que ensaiamos atitudes para agradar quem nos interessa, eu acredito que a garganta seca diante de alguém tão fascinante, mas a verdade é que você pode ser a Lady Di ou Jesus Cristo, jamais agradará todo mundo e acredite nem todos que te rodeiam são seus amigos de verdade.
Detesto homens que me chamam de querida, pode até ser o super fofo por quem me apaixonei há cinco minutinhos, também não gosto de ser paparicada como um doce quase em decomposição, como algo frágil e delicado.
Apesar de tudo não somos perfeitos, não preciso provar cientificamente, quer queira quer não as pessoas que amamos nos magoarão, mesmo que sejam pessoas encantadoras.
As pessoas dizem que vou me arrepender quando ficar mais velha por não ter filhos, as pessoas acham que a cura da minha “miopia” é igual a cura da “catarata” delas, as pessoas precisam controlar a vida dos outros.
Tenho me emocionado bastante ultimamente, tenho dado trabalho a mim mesma, tenho dedicado momentinho só para mim, para minhas reflexões, tenho falado na primeira pessoa quer do singular, quer do plural... Eu ainda não me importo muito e sei agir do jeitinho que sempre quis.
É preciso desmoralizar conceitos alheios que não te fazem feliz, nem tudo que é importante para você é importante para mim e vice e versa, talvez sua vida precise de esforço, me perdoe não quero ser rude, talvez eu tenha uma história mal resolvida, talvez você seja feliz sendo “crente”.
Acho elegante cada um cuidar da própria vida, acho merecedor cada um ser feliz a sua maneira, ao longo de três décadas perdi muitos amigos, trabalhos, casamento por causa de vícios, uma infinidade de coisas que dá um desgosto enorme só de pensar, mas precisei passar por tudo isso para construir quem sou hoje, para amadurecer.
Sofri uma verdadeira mudança, quando gosto ouço a mesma música o tempo todo, minha vida não acabou, não tenho mais a angustia emocional que me acompanhava, as pessoas não fogem mais de mim por eu ser inconveniente.
Acho que todo mundo um dia chega ao fundo do poço, sai de uma rotina confortável, descontrola as emoções, parte para um autoquestionamento, dá um oi a si mesmo, torna-se mais legal ou aprende a valorizar o cara certo.
Acho que dou muito na cara quando não gosto de alguém, não sei conviver, me finjo de pedra, não gasto minha energia julgando os outros. Tudo é questão de cabeça, afinidade, direção.
Não me arrependo em ser assim, não tenho medo de vestir algo mais curto, de correr riscos no relacionamento, de estar sozinha, de reencontrar pessoas que já passaram por esse mundo ser pequeno. Não tenho medo de ser quem sou.
Minha terra
Eu sempre andei muito elegante
Na terra em que nasci
No bairro chamado Cavalcanti
Que fica em meio aos montes, bem ali.
O local era denominado laranjal
Onde as crianças corriam livres
Os cantos dos biquinhos no matagal
Momentos que jamais esqueci
Minha terra tem o gosto pelo samba
Ama as praias, o carnaval e o futebol.
Lá eu jogava os campeonatos de várzea
Soltava pipas até debaixo do sol
Lembro-me que existia um belo jardim
Onde eu pegava flores para minha amada
Ele ficava no quintal da minha vizinha
E desse bosque hoje não sobrou mais nada
Eu ando em todos os lugares
Até o oceano atlântico já atravessei
Mesmo assim eu nunca deixo de ir
No humilde lugar em que me criei
Minha cidade também é muito grande
Uma das maiores metrópoles do Brasil
O progresso não acabou com o seu charme
Cidade mais maravilhosa que já se viu.
Se você é uma pessoa bem educada e faz uso desta educação, você é uma pessoa elegante, pois a elegância nada mais é que o exercício da educação.
As mulheres
A mulher alta é elegante
A mulher baixa é de corpo violão
A mulher gorda é extravagante
A mulher magra a sensação
A mulher madura é experiente
A mulher nova uma tentação
A mulher simpática é comportada
A mulher bonita abusada
A mulher preta é fogosa
A mulher morena charmosa
A mulher branca é delicada
A mulher loira poderosa
Todas são:
Tremendamente maravilhosas
Sejam elas de fama ou não
Mulheres pra lá de gostosas
Legítimas representantes da nossa nação
Quem sabe cometer erros não erra por que quer, pois sabe quando é preciso, seja elegante igual elefante.
Olhas para o céu, vês ali ? Aquele elegante branco flutuando como algodão.
Se vê apenas nuvens, é porquê sua visão poética não funciona.
"Adeus amor!"
_Foi sociável?
Aqui a pensar , o que seria elegante pra um adeus ao ser amado?
Sei o que se espera, sei dentro de regras de elegância e ética o que é o certo a fazer.
Daí vai algumas dicas;
Diga adeus.
Deixe ir, abra a porta.
Não se humilhe.
Não implore.
Não chore na frente dele(a).
Não peça um último beijo.
Seja madura(o)
Se houver DR, não grite, não chingue.
Deseje felicidade
Ou.. Quebre todos os protocolos;
Peça pra ficar.
Tranque a porta.
Se humilhe.
Implore.
Chore.
Beije.
Seja você.
Se houver DR, use seu tom, não economize nas palavras.
Faça votos de que ele (a) quebre a cara.
Ser íntegro com seu sentimento também é nobre.
Dentro de experiência própria e alheia, posso dizer, Nenhuma das ações diminui ou alivia a dor do adeus, a não ser o tempo associado a uma grande força de vontade e amor próprio.
Então nesse momento de dor que é só seu ,haja como aprover e deixe que o amanhã se encarrega de ser elegante.
Leviana e elegante
Eu tinha duas mulheres
Uma era leviana, gostosa,
Amante e as vezes irritante...
A outra era elegante
Linda, educada, esposa,
E até na cama era interessante...
Eu vivia numa bigamia
As vezes engraçadinha
Noutras ocasiões extenuante...
Ora, mentia para uma
Ora, mentia para outra
Minha vida era muito louca...
Resolvi então terminar
Acabar de vez com essa Insanidade
Mas, amava cada uma do meu jeito...
o que fazer então, para resolver?
Pensei: Vou morrer e como uma fênix
Em outro lugar, renascer...
Foi o que eu fiz e assim renasci.
Conheci outras duas lindas mulheres.
E a antiga rotina voltou a existir...
Pensei cá comigo...
Esse troço de bigamia é muito confuso
Mas é muito bom... É minha a sina!
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda e tão elegante que todo dia às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem-penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho:
– Ah, eu adoro essas cortinas...
– Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
– Isto não tem nada a ver – ela respondeu. Felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
– Simples assim?
– Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo “treino” pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
– Cada dia é um presente e, enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua conta de lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Ideologias
Abraços que ficaram por dar
História de dedicação
Sou uma obra virtuosa
Elegante a minha pele
Igual na cor
Cada qual tem as suas referências
Leio-me num ensaio
Sempre desconfiei da perfeição
Livre de fazer o que quero com o meu corpo
Beleza minha super natural
Incomodarei muitas pessoas
Livre de ser como sou
O maior conflito entre personalidade
Por isso cá andarei
Ate um dia.......
(Adonis silva)01-2018)®
