E Chove lá Fora
Enquanto não durmo
Chove lá fora, chove por toda noite;
Noite sozinha, brilha a imaginação;
Nessas horas de intensa harmonia;
Saindo com vontade de ficar;
Perto de mim tudo e tão belo;
Passa as horas;
Lembranças de um tempo que não volta mais;
Só restaram lembranças…
Quase tão perto, mas longe de chegar;
Imaginar e desejar;
Sorrindo e chorando;
Tranqüilo num canto só esperando;
Sem barulho uma calmaria;
Só restaram pedaços de lembranças;
Agora nessa hora;
Imagino e reconheço;
Perdemos muito tempo;
Sem ter tempo;
Brincar com as emoções;
Perder as responsabilidades;
Se entregar ao momento de pensar…
E vou sempre a pensar. Deixa que logo passa;
Ainda sim resta me forças;
Misturar e misturar;
De querer e de querer;
Na hora certa você vai achar.
CHOVE LÁ FORA...e aqui dentro também
Acordar pela manhã
ouvir os pingos da chuva
em ritmo cadenciado
salpicando a calçada
Retinindo no telhado
Chuva que quebra o silêncio
De forma majestosa e bela
Causando quietude na mente
De pensamentos reticentes
Chuva que molha o chão
Gotas que sugerem vida
Chuva que banha a semente
Trazendo vida em explosão
CHOVE LÁ FORA, MAS HÁ DE CESSAR...
Chove lá fora, vejo a vidraça chorar,
Como meu coração também se molha de aflição,
Chove lá fora, a chuva mansa, água incessante,
Como é também a tristeza que me vence...
Chove lá fora, meu coração é árido,
Como um campo rachado, angústia sem remédio,
Chove lá fora, se molham as flores,
Molham-se nesta água mágica e incolor...
Chove lá fora, a janela revela pessoas apressadas,
Como lhes vai à alma? Como a minha?
Talvez seca, talvez molhada,
Em busca da liberdade, das cores do arco-íris...
Chove lá fora, a chuva nem me deixa ao menos adormecer,
Nem mesmo me anestesiar dentro dessa melancolia,
Chove lá fora, eu sem sono, sem travesseiro,
Somente introspectivo, envenenado, tenso...
Chove lá fora, não consigo fazer um verso,
Cantar, fantasiar ao menos um amor singelo,
Chove lá fora, água persistente, contínua,
Faz-me apenas conversar comigo...
Cessa a chuva lá fora, vejo a esperança renascer,
Nascendo junto com o céu anil, para me reconduzir,
Cessa a chuva lá fora, vem também o vento, vem o sol,
Como amiga e companheira, reluzindo a dourada justiça,
Sedando-me, me fazendo dormir...
INVERSOS
A chuva chove lá fora,
Meus olhos chovem em lágrimas,
Queria chuva de meteoros,
Estrelas cadentes,
Faiscando no céu escuro...
Pra que raios e trovões?
Pra que vendaval?
Pra que tormentas?
E furacões?
Quero a brisa leve,
Que bate no rosto,
Esvoaçam os cabelos...
Quero voar ao vento,
Voar pensamentos,
Pairar nas nuvens...
Chove lá fora, e aqui dentro também. Talvez a tempestade maior esteja mesmo aqui, no meu coração. Eu sempre gostei desse termo, me afeiçoei a ele desde muito cedo, quando entendi a proporção dos sentidos figurados. Para mim, o significado maior de uma tempestade estava em seu poder de desolar o que não presta, derrubar o que já não podia mesmo ficar em pé. Mas hoje, com esse vendaval aqui no coração, percebo o quanto eu estive equivocada o tempo todo. As tempestades destroem também o que é firme. Arrasam até mesmo as relações mais concretas. Abalam pensamentos fortes. Decisões tomadas. Levam embora destinos traçados. A gente entra no meio da tempestade sem pedir, sem querer, sem precisar... e pronto. Vai tudo pro bueiro. Nossas estruturas internas ficam à margem do risco, sujeitas a desabar. Eu não quis assim, mas a tempestade levou. Levou de mim todas as certezas, todos os pontos a meu favor. Mais um porto, antes seguro, se tornou abismo. E eu, que nunca gostei de calmaria, agora anseio por ela. Quero poder desfrutar mais do morno, do ameno, do tranquilo. Quero um colo pra deitar e olhos pra olhar. Abraços. Uma toalha seca e mil lençóis amassados. Um refúgio, um carinho. Eu só preciso que pare de chover. Ou que chova em outro lugar. Por aqui, dentro de mim, não sobrou nada.
Enquanto chove lá fora, dentro de mim instaurou-se uma tempestade. Não sei se em um copo de água ou numa bacia hidrográfica. Mas chove em mim água que inunda a todo momento meus sentimentos, limpa um pouco da minha loucura, refresca meus sonhos, leva em bora meus medos. E me dá sossego, ao menos um pouco pra fechar os olhos e silenciar o corpo pra ouvir a água correr, encher os olhos e o nariz contornar.
Abro o livro das páginas da vida
espelhos de encontros, desencontros
Chove lá fora, estará a lavar o chão
da rua, o mundo, a alma, o corpo
Palavras deitadas ao vento
poemas desaparecidos no silêncio
Lírios perfumados palidez dos caminhos
noites de sonho entre as páginas gastas
Veneno oculto arrastado nos ossos
angústia escrita sobre a almofada
Escuridão do rosto da morte matada,
morta, esquecida, perdida..!!!
Chove lá fora gotinha e gotão,
aqui dentro pena e algodão,
sair não podemos,
guerra de travesseiro é o que fazemos.
Chove lá fora, as nuvens choram. Até mesmo com sua imensidão, o céu tem seus dias de fraqueza, cinzas e frios.
Chove lá fora.
Chove lá fora agora
E os pingos da chuva,
Deslizando sem rumo pela vidraça,
Formam belas figuras, imagens singelas
Trazendo eternas lembranças de ti.
Chove lá fora agora,
E os pingos da chuva tal lágrimas frias
Escorrem em meu rosto,
Com o sabor do desgosto
De saber que dia, sem querer te perdi.
E como te encontrar agora não sei.
Percorri mil caminhos, não te encontrei.
E os caminhos tortuosos por onde passei
Nem se quer me levaram a lugar algum
Mas ainda assim chove La fora.
Renato
09/12/2015
Quando chove lá fora,lava minha alma,inunda meu coração,transbordo de sentimentos,saudades e emoções,meu anjo azul me consola,revivo todas as canções,vozes e batidas fortes do coração.
"Enquanto chove lá fora, eu me pergunto o que eu quero. Esse barulho dos pingos grossos no telhado me cobre de melancolia, e me faz questionar o que eu quero, e porque ultimamente eu ando insistindo tanto em algo que está apenas me deixando esgotada, cansada e jogada aos cães. Mas eu sempre fui assim, não consigo apenas deixar pra lá. Se eu tenho um assunto mal resolvido, isso me açoitará pelo resto da minha vida. Mas eu estou cansada de tentar consertar algo que já está quebrado há algum tempo. É como o soldadinho de chumbo e sua perna defeituosa, não há concerto, o jeito é conviver ou desistir completamente do defeito."
Lágrimas de Chuva
Chove lá fora
Chove aqui dentro
Lágrimas de derrota
Lágrimas de um sentimento.
Vendo a chuva cair, olho pela janela
A saudade bate e sem querer penso nela.
Vejo o céu escuro
E com suas nuvens carregadas, ouço um barulho
Barulho de um trovão
Alto, forte, estrondoso
Assim como as batidas do meu coração
Assim como um pedido desesperado de socorro.
Olho para fora e vejo algo assustador
Algo veloz, furioso e devastador
É um raio e vejo esse raio atingir
Uma árvore indefesa, fazendo-a cair
Aquilo vem a minha mente e me faz assimilar
A mesma forma, que os meus sentimentos, teve a coragem de despedaçar.
A chuva aos poucos vai passando
E o céu vai se abrindo
Assim como o meu coração vai se curando
E mesmo sem forças, vou seguindo.
Avisto o sol, grande, luminante, reluzente
E que mesmo, depois de fortes chuvas e tempestades,
Volta brilhando ainda mais intensamente.
Nisso baseia-se os relacionamentos
Que mesmo, depois de grandes machucados
Mecerem também, amores renovados.
Chove lá fora, mas aqui também. Estou sendo inundada por sensações que eu nunca gostaria de sentir e sinto por sua culpa. A chuva aqui dentro está bem pior, mas espero que essa chuva leve embora tudo que você deixou dentro de mim, assim ficarei a sós, comigo.
Chove lá fora...
Assim como chove as lágrimas...
Que caem dos meus olhos neste instante...
Quando a paixão não dá certo...
Sou mar, sou brisa, sou maré alta...
Sou inconstante... ainda distante...
De me perder só...
Chove lá fora
Vejo poças de ilusão
Lágrimas de chuva,
Folhas de paixão
Na face da saudade,
Escorrem pelo chão.
E se chove lá fora, o que preferes?
Um aconchegante abrigo ou molhar-se perigosamente?
Digo-lhe que o óbvio se me mostra mais atraente...
(Fabi Braga, 28 abr 2011. Editado.)
Chove lá fora, é primavera
E quanto as chuvas de verão?
Os desavisados que não souberam ouvir
O canto breve dos silenciosos sábios
Vestirão a velha toga fria, minha...
A mesma que, há tempos abriga, essa nação
Por contarem com a magia da mudança
Que é a cruel leitura da ignorância.
Chove la fora, eu ouço os barulhos
dos pingos caindo sobre a calçada.
Chove em meus pensamentos, molhando
a minha alma, que deixe ela lavada.
A chuva que escorre no meu rosto são
como lagrimas que caem sem controle,
umas lagrimas eu compreendo o sentido
e as outras eu nunca soube.
O vento sopra, brincando com as gotas
e balançado o meu cabelo,
sussurrando em meus ouvidos os
meus sonhos perdidos que me trazem medo.
Quando olho para o céu algo me diz
que a tempestade vai passar
afinal a vida tem suas batalhas
mas nos nascemos para amar.
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