Dor da saudade
UMA XÍCARA DE CAFÉ
Sentado, diante do meu café, pensar é uma sina. Tudo o que eu queria era desligar um pouco disso... Gosto de café quente porque preciso queimar os arquivos deste peito. Tudo isso arde como o vapor que sobe da xícara.
Cansado de me culpar, não fiz isto. Doei meu coração para sua alma, mas era pouco. Era o que eu tinha... Talvez um pouco de lucidez e suaves letras, que rasgavam meu peito em cifras. Letras... Elas não podiam sentir minha inconsolável inquietação, mas eram algo em que eu ainda acreditava...
Sem ter nada, enchia-me de versos que diria para você, mas meus mudos suspiros eram o tipo de show que você não sabia apreciar. Uma confusão dentro de mim... Uma dose mais e um pouco de silêncio. Não faz sentido esse barulho... Tudo em mim grita por dentro e não há nada que eu possa dizer para te ter aqui.
Como em uma conexão banida, escrever é o meu jeito de saber que você sente também. Cada letra rabiscada escorre um pouco do meu amor. E longe... Onde quer que esteja, pode me sentir... Amores profundos podem nos afogar às vezes. A fumaça larga ardia meus olhos como teu sorriso largo... como tal dedicado a outrem.
Náuseas são apenas parcelas... Perco meu eu em imagens translúcidas das recordações. Como farpas atiradas, conviver é uma loucura. Linda... Com seus olhos cor de infinito e estes lábios cereja. Trocaram meu mundo por sonhos...
Como um castelo de cartas, construímos nosso amor. Os maus ventos de uma enorme janela sopraram a terra tudo em que acreditei. Como renda que se tece, todas as peças juntaram-se e me vi traído. As cores borradas embriagavam meus olhos inchados.
Como folha seca no outono, me vi cair e tudo o que eu queria é que, o vento de uma estrada qualquer, me levasse para longe dali. Me lembro como que em um raio devastador das coisas que costumávamos conversar e cada laço que minha boa memória revive, desfeito, se torna corda, enforca meu peito.
Chove forte e em minha cadeira de balanço, deixo-me escorrer como o céu. A melodia que teu peito toca em meus braços... seu respirar pesado e teus olhos perdidos em devaneios... Algo só meu...
A cada vez que meu peito pulsa, vejo você sair pela porta outra vez... As noites sem luz e as cores pálidas... Girando comigo nesta roda que gira para o fim. Árvores e pastos deixados para trás girando em vultos frios de um dia sem sol. As estradas sobem e descem, meus olhos pesam.
Charutos não são um problema quando amar alguém é sua droga. Um dia, por acaso, um pouco te sacia, mas cada vez que se olha no espelho precisa de mais. Parte de você não está ali. E cada fio de sua barba sente falta de cada tom rosa das bochechas de alguém.
Correr como gado solto em um campo distante e pensar em seus olhinhos confusos, verdes como as folhas... E se eu te pudesse ver o que faria a essas alturas? Não quero pensar em você com alguém porque ao seu lado é o meu lugar. Posso senti-la como sinto minhas mãos...
Prenderam num copo minha vela. Esperanças vazias são o que me resta. Como em um conto, tudo poderia simplesmente “desacontecer” e trazer você aqui para perto outra vez.
Quando chegar o momento
de encontrar um novo amor,
manda embora aquela dor,
dá adeus ao sofrimento,
joga fora o lamento.
Quando a vida der a volta,
aproveita e te solta
daquela velha prisão,
abre mais teu coração
para essa reviravolta.
Tristeza no coração, saudades na lembrança
O mundo sagaz cruel, que brinca com a esperança
O ódio carregado na veia, tem que desabafar
Um brilho se torna opaco, uma luz não vai brilhar
Uma quebrada de irmandade, separadas pelo fel
Uma dor que está no peito clamando pelo céu
Choro pelo luto, choro pela dor
Choro pela raiva eu choro pelo amor
Ando desnorteado, por um vale sombrio
O corpo todo treme, na alma um calafrio
Peço perdão ao pai peço perdão a ti
Com as lágrimas caindo, sem motivos pra sorrir
Um grito que não ecoa, um eco que aqui jaz.
Estejam em PAZ!!!
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e que a paz e calmaria reine em nossos corações...
Do meu lado você descansa num sono quase profundo e enquanto ouço sua respiração calma, eu choro.
Choro por não poder te abraçar, choro por não ter ouvido teu boa noite cheio de amor, choro por não termos unido nossos corpos até a exaustão, choro porque você dorme ao meu lado como quem dorme com um travesseiro sobrando na cama. Choro em silêncio, e me perco na escuridão deste pequeno quarto que se faz maior para abraçar minha solidão.
No silêncio me perco, até que adormeço e espero te ver no meus sonhos.
Pois estás tão perto de mim e tão distante ao mesmo tempo, um toque de distância, várias descordancias. Um te amo engolido em seco, mais uma noite perdida em meus devaneios.
..."Nem toda lágrima é de dor, nem toda graça é sorriso, nem toda curva da vida tem uma placa de aviso, nem sempre o que você perde é de fato um prejuízo. Se chora por tudo, mas deixe que a sua vivência decida, pois, o choro é a manifestação mais autêntica da dualidade da alma."... Ricardo Fischer.
Desde o dia em que me vi, me ofusquei entre felicidades incompletas, depois de tanto tempo encontrei-me em verdade a dor que não me cabia, é perca de tempo tentar se ver por completo no dia a dia, tentar ser é descaso, é resto, é aquele triste fim de tarde de todos os dias.
Escrituras de um Degradê de sentimentos.
Acho que uma das maiorias dores é a lembrança de algo que nunca vivenciou e que nunca esteve lá, mas sente que uma parte de você está naquele lugar ou naquela pessoa ou em ambas as coisas e não sabe o que está acontecendo com você, e então aquele sentimento inefável preenche seu ser de tal forma que nem lágrimas saem de seu rosto.
Não é justo te amar tanto, e mesmo assim, quando penso em você, só conseguir pensar em nossas lembranças antigas, nos nossos momentos passados e na forma que você me tratava como se eu fosse o seu vício da mesma forma que você é o meu.
um oceano preenchido com minhas lágrimas
não descreveria a extensão de minhas mágoas
Riz de Ferelas
Ligue para mim.
Pergunte se estou bem!
Mande mensagens, diz que está com saudades, que sente minha falta.
Me peça em casamento, inesperadamente como você queria da outra vez, naquele dia em que tomamos um chá gelado. (Prometo que vou aceitar).
Diga o que quiser, mas fale!
Me deixa saber que está bem. Me permite ouvir você dizer eu te amo.
(Nunca senti essa frase tão doce quanto quando ela sai da sua boca)!
Me deixa saber o que pensa, se permita agir um pouco fora do racional, me deixa ver ações do seu emocional.
Ou...
Me fale que tem alguém, e que não quer me ver mais.
Mas fale... só diga o que quer dizer, mesmo que não seja positivo.
Só diga.
Esse silêncio me sufoca, é perturbador,é doloroso.
Meu coração está angustiado, dói, e você é o meu maior machucado.
Me permite dizer que te amo olhando para os seus olhos, onde posso me ver ao refletir nele, permita que eu me despeça de você, (pelo menos me dê um adeus).
Me liberte...
Me liberte ao me manter ao seu lado, ou ao me deixar seguir sem você.
Só me liberte...
P.S Eragon17
estudei tuas ondas
corri nu em sua praia
você, me convidou a molhar os pés
e finalmente tomei a bravura de um exército
e velejei no teu oceano
em um barquinho de madeira
e te amei a cada maré
mesmo sabendo que uma hora outra tua tempestade me afogaria
Cada um sabe por onde trilhou...
A dor quesofreu;
o amor que rejeitou;
o sorriso que abriu;
a vergonha que marcou;
a saudade que deixou;
a tristeza que escondeu;
o afeto quenegou;
Cada um sabe tudo de si;
Jamais do outro.
14 10 2017
É quando a noite cai que o meu corpo chama pelo teu nome — que é igual ao meu — e lembro a dor e a dádiva de ter tido uma história com você.
Alimentar a mágoa e o ressentimento é como arrancar o coração diversas vezes por dia e deixar a dor.
O que você quer arrancar hoje?
Como é difícil a gente se conformar com uma situação que sabemos que vamos passar por ela (é inevitável) e a gente fica totalmente sem ação. É como se a gente ficasse anestesiada, todos os músculos do corpo paralisam por segundos. Um vazio como se a gente tivesse oca por dentro e ouvisse somente o eco interminável de nosso suspiro dando um nó apertado em nossa alma... Dor da perda? Sim, uma saudade que fica em letargia no coração da gente.
Te amar é tudo de bom.
Se tivesse mil vidas, certamente em todas escolheria te amar.
Sua ausência, sua falta, me faz saber o quanto dói essa tal SAUDADES.
Passado aquele...
O tão temido e arruinado passado
Tantas lembranças que tento apagar
Tantos atos que não ouso recordar
Quero apenas me livrar para não me arruinar
Não pensavas que me arrependerias tanto
De algo que fiz sem pensar
E lembrar agora me faz mudar
Quero novos rumos para tomar
Novas histórias para contar
Coisas novas para pensar
E quem sabe um dia essa dor aliviar
A culpa não vai passar
Mas não vou me condenar
Cada ato que fiz vai me melhorar
E me fazer pensar que tudo
Tudo um dia há de mudar
Inclusive as pessoas a me condenar
Aprenderes que todos um dia vão errar
E devem se perdoar por saber
Que a dor ensina a chorar
E que o tempo ensina a amar
Era uma vez um quase-amor...
Desses que não se nomeiam com facilidade, mas se sentem na pele, no peito e até nas pausas da respiração. Um sentimento que nasceu rápido demais, intenso demais — talvez demais para caber nos moldes do que se espera de um amor tranquilo.
Ele chegou como quem não queria nada, mas logo tomou tudo. Fez morada nas conversas, nos olhares trocados, nas entrelinhas não ditas. E ela, mesmo desconfiada, se entregou como quem reconhece uma alma antiga. Havia ali uma conexão que não precisava de explicação. Só existia.
Mas era um laço torto. Um passo à frente, dois atrás. Um carinho de manhã, um silêncio à noite. A ausência dele não era total, mas era constante o suficiente pra doer. Ele aparecia, mas não permanecia. Dizia muito, mas demonstrava pouco. E ela, ainda assim, insistia. Não por falta de amor-próprio, mas porque acreditava — talvez mais do que devia.
Ver o afeto dele derramado em outros cantos era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Era se dar conta de que o espaço que ocupava era pequeno demais para o tamanho do que sentia. Ela saiu das redes dele, mas nunca conseguiu sair, de verdade, da memória. Porque amor que marca, marca até no silêncio.
E ele? Ele sentia. Sentia a falta, o peso da ausência dela, o vazio onde antes havia vida. Só não sabia — ou não conseguia — dizer. Talvez porque nunca aprendeu que o amor precisa ser assumido, não disfarçado. Que sentimento escondido vira ferida em quem espera.
No fim, ficaram os dois: ela com o peito cheio de palavras engolidas, ele com a alma carregada de tudo que não soube viver. Não houve briga, nem ponto final. Só um "quase" que doeu mais do que qualquer fim.
Porque há amores que não terminam, apenas se perdem.
E há pessoas que, mesmo indo embora, continuam morando em nós.
Feito eco.
Feito lição.
Feito eternidade disfarçada de acaso.
