Do nada
Não queria fazer revolução, só queria que o teu coração fosse meu e nada mais
No niilismo que tem se arrastado pelos dias, descobri que teu amor jamais foi meu
E que esse amor nunca foi bimotor, por isso caiu no mar, afundou
Assim como seu coração, que também nunca bateu no mesmo ritmo que parecia nos unificar
Descobri também que toda a ilusão foi minha
E que a ingenuidade quem fez eu crer tanto nesse sentimento
Se ainda tivesse algo de valor, daria sem pensar para que pudesse apagar cada verso, cada frase e poesia que meu coração um dia sentiu e me levou a escrever.
Hoje, que costumes são seus?
Nem sei dizer.
Mas jamais vou poder afirmar que eu não amava teus detalhes...
Bastava você existir pra tudo rimar com sol, estrela e amar
Eu te daria o mundo, as estrelas e na mesma poesia ainda te prometeria o mar, a lua... dois filhos e que toda minha vida seria sua.
Jamais imaginei que seria "condenado a forjar o amor no aço do rancor"
O amor jamais funcionou assim para mim
- Porque se esse tal amor é eterno, como poderia o nosso chegar ao fim?
Se fui traído, é porque não havia amor.
Se amaria eternamente, jamais me tornaria traidor.
Eu sofreria por você, sem reclamar ou desistir
E sofreria feliz por entender que qualquer tempestade seria passageira
Mas o que aconteceu? Acabou.
Não posso reclamar, apenas te eternizar em um verso sem rima, sem amor ou saudades
Te manter na realidade e jamais permitir que você volte a me esplendorar, ou me fazer enamorar.
Já que deixou de ser eterno e presente, agora é mortal e ausente.
Outrossim, o que mais tua existência me fez sentir?
Dor, abandono e solidão.
Já não é mais a minha luz o seu sorriso, nem girassol o teu olhar
Então, como posso me aquecer, se também não sinto mais o teu candor solar?
Audácia do meu coração foi pensar que poderia acreditar no amor que eu tanto pensei existir em você.
Meu coração passou os últimos dias me perguntando por você, querendo saber se ia demorar para voltar...
Ela achou que você iria vir, dizer que se enganou e que pelo nosso amor valia a pena lutar
Pedi pra ele seguir e te esquecer, que você jamais voltaria a aparecer.
Os dias que passei engolindo o choro, acabaram me matando por dentro e, aos poucos, me afogando
Todas as lágrimas acabaram, preenchendo esse vazio que no meu coração ficou...
Daquele amor que parecia lindo, mas que você matou.
Após aquela conversa - inclusive, a última - nada na minha vida tem sido como antes
Gostaria de entender esse teu poder de abalar as minhas estruturas e desestabilizar o meu psicológico com tanta facilidade
Logo eu, que sempre sou tão racional, fico totalmente vulnerável e entregue as emoções que me tomam com o mais simples contato teu
- Queria mesmo é superar você!
Ter forças, de um jeito que ser indiferente a sua existência fosse realmente possível
Você sempre foi inalcançável, mas, como vou fazer meu coração e mente entenderem isso?
Como seria capaz de simplesmente ignorar qualquer coisa que me lembre o teu nome, ou mesmo, perder o sono e não escrever sobre tudo que tenha pedaços teus?
Ao refletir, concluo que essas são vontades simples, mas, ao mesmo tempo, impossíveis de obter sucesso em qualquer tentativa
- Eu verdadeiramente queria te esquecer!
Mas como isso é possível, se em cada linha aqui escrita tem você?
Uma hora a gente cansa. Cansa desse vazio, desse estado de não ter nada, desse silêncio que já não traz paz, das pessoas que não nos ligam, não nos procuram, dos amores que nunca saíram da nossa imaginação. A gente cansa das músicas, das memórias e até mesmo dos pensamentos; cansa de dormir, cansa de ter que ficar acordado, de ter que aguentar mais um dia. A gente cansa dos amigos de mentira, cansa do celular que nunca toca, e do vazio que grita. A gente cansa.
Uma pessoa corajosa não é a que não tem medo de nada, é aquela que mergulha até o fundo deles e cara a cara os enfrenta.
O que encurta a distância não são os meios de comunicação, é a fala. Nada afasta mais as pessoas umas das outras que o silêncio.
Nem Deus está no controle de NADA!
Até porque se assim o tivesse nunca diria " tú tens o livre arbítrio".
Percebem, que sempre foi e será, nós por nós mesmos.
...e pare de querer achar ou um culpado, ou um protetor.
Dizem que!
"Quando você sai do fundo poço, começa a ver a vida diferente e nada mais de interessante, lhe assusta."
Mas eu digo!
Muita coisa faz pouca diferença interessante ou não, mesmo sem entrar ou ir ao fundo do poço!
Crença é magia.
A felicidade, assim como a tristeza, é um estado de espírito; uma é nada mais que a ausência da outra, e ambas nos visitam vez em quando.
eu não sei de nada
nem sei se quero saber.
só sei que eu iria te fazer mal.
pode falar oque quiser, mas admitir que a culpa é toda minha já é demais.
eu errei no que?
querer te ver feliz é errar
eu quis te deixar ir, quantas vezes vou ter que repetir?
eu iria te fazer mal, eu te faço mal.
você esperneia mas não me responde.
você não fez nada errado, nunca fez
pode viver se quiser, pode me ignorar se quiser
mas se ainda quiser meu ser, estou de braços abertos
eu quero que você escolha só isso.
eu terminei, porque já tinha te perdido
se você ainda me ama, se você sabe o que é amar. volte para mim (?)
não te falei dos meus sentimentos? para de desculpa esfarrapada
meus textos são o que, minhas cartas são o que?
eu te ensinei a me amar, te dei a solução pra isso tudo. mas você preferiu ele.
eu entendo, relaxa, pode ficar com ele, eu sempre deixei isso claro.
Fugimos do nada
fazemos parte de tudo,
nessa dança cósmica
cada átomo tocado no tempo
é uma memória fatídica desse encontro,
nessa grande teia da vida
no universo e suas Leis
resumidas nos confrontos
da luz e escuridão
calor e frio
num ciclo perpétuo
sempre com novas leis.
O que rola entre nós dois: paixão. Não há nada mais bonito, não.
Há dias em que tenho tanto "nada" pra fazer que acabo não dando conta de tudo e deixo um pouco para o outro dia.
"Nada menos igualitário que a caridade, a qual consiste em amar a Deus acima de todas as coisas.
A caridade não é um ímpeto de benevolência distributiva ou comutativa, um amor cego que põe as coisas amáveis todas num mesmo plano. Ao contrário, ela é "excelentissima virtus" justamente por enxergar a hierarquia de bens existentes na realidade e entregar-se, antes e acima de tudo, ao maior deles: Deus.
Daí defini-la Santo Tomás como "certa amizade do homem a Deus" ("quaedam amicitia hominis ad Deum").
A dileção da caridade, dádiva do céu, é um ato de discernimento, escolha feita de olhos abertos, o que absolutamente nada tem a ver com a lacrimogeneidade enfermiça à qual boa parte dos nossos contemporâneos chama "amor".
