Do nada
2024, o ano da ilusão, onde as pessoas não querem mais nada sério, onde a traição é predominantemente, onde o amor é algo extinto, onde o respeito pelo parceiro é algo inexistente.
" Ultimamente, não estou me importando com quem não traz nada de bom pra mim, mas tambem me preocupar com as outras coisas me dá muita preguiça"
Nada do que eu fale neste ápice de fascínio, nada do que meus olhos te mostrem neste flagrante de fraqueza, corresponderá ao que sinto por você. Indecifrável.
Flávia Abib
Mas quem sou eu?
...se não mais que um perambulante em solos fértil!
...mesmo sem saber de nada,
falo,
grito,
repito,
oque pode ser...
e, se não o é,
aquilo de mais inútil!
Quero tudo que seja leve, tudo que seja puro, tudo que venha por livre arbítrio. Não quero nada que não seja verdadeiro ou que seja forçado.
Flávia Abib
Mostre sempre sua essência, não viva de aparências. Não há nada mais lindo e formoso em uma pessoa do que sua verdade e sua própria experiência de vida.
Flávia Abib
Nada será como antes,
porque somos meros navegantes.
quais serão as notícias do futuro?
teremos um bom rumo?
Só sei que nada será como antes,
livros, contos e amores,
em qualquer hora,
tudo muda e isso é uma briga!
Em um domingo qualquer,
a preguiça vai vencer,
e a juventude é uma ilha,
que se chega com alegria.
Com um punhado de modernidade,
vejo que perco minha jovialidade.
o futuro é gelado,
enquanto o passado é gélido.
O futuro gelado,
vai tornar nós, jovens de hoje de lado.
já o passado gélido,
bem... É ríspido.
Nada mais belo, nada mais sublime, do que a tua presença em meus dias, um oásis de serenidade em meio ao tumulto do mundo
Vão-se-me
Dos versos para ti, dantes, nada existe
A lembrança é algo de um pouco valor
A poesia, vazia, está sem aquele amor
Que um dia foi certo, da poética saíste
Porque assim como chegaste, partiste
Cessando o peito que batia com ardor
Sangrando n’alma, criando tom de dor
Na prosa, chorosa, suspirante e triste
O tempo anda, a emoção sai do cais
E a sofrência apenas lesão no sentir
E o coração atrelado em outras elos
De quanto foi outrora, nada tem, mais
Nada, daquela sensação, só o resistir
Vão-se-me uns após uns, dos flagelos.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 abril, 2024, 12’04” – Araguari, MG
A "POSSE" DOS LIVROS
De nada vale a inteligência adquirida pelos livros?
Quando eu desmereço a leitura aos "deslivrados",
Quando os impeço ou os escondo da História escrita,
Quando lhes impeço do protagonismo da escura cor.
Não aprender a compartilhar as fontes da construção
É não abstrair da evolução o intelecto, a real lição.
É ilusão pensar-se como sábio, intelectual ou mestre,
Comprimido pela avareza e a condição da ignorância.
Sabedoria é abstratismo, depósito, mas não é refúgio!
É verbo, mergulho, navegação, não culto a si mesmo.
Por vezes, inversa, desobedecendo as normas de ser,
Voa livre das folhas, para além, nem sempre escritas.
Ah se os meus livros saíssem todos voando por aí!
Ah se viesse um tempestuoso vento forte, a tempo.
Um vento desses que com descaso causam o caos!
Que açoita o ego, ou as folhas do limoeiro ácido.
Ah se visse um vento intruso, rabugento e mal criado,
Capaz de "livrar" os "meus livros" do pueril cativeiro!
Prisões, "minhas posses", insanidades, "meu apego",
Levando-os aos lugarejos "desmerecidos e opacos".
Ah se esse vento me deixasse, sem "ter meus livros"!
Jogando-os todos sobre as minhas carrancas tristes!
Dando-me lições abstratas, inversas, desconhecidas,
Mostrando-me as faces atrofiadas pelo meu egoísmo.
Ah se esse vento viesse sem avisar-me de seu tempo!
"Livrando-me" ante as crenças, os apegos e os muros.
Entulhos que aprisionaram-me ao abismo da ilusão,
Impedindo-me a refrigeração dos mundos externos.
Ah se esse tempo chegar e causar o caos nos livros!
Isso seria literalmente um atentado, um "livramento"!
Seria como uma recomposição, uma composição!
Talvez eu saberia lutar, mas não faria o contra-tempo.
Talvez eu sentiria prazer, por uma estranha liberdade...
A "minha liberdade"; por não ver "meus livros presos".
Talvez a liberdade dos livros me causaria inveja, dor!
Libertando-se, libertam outros seres, outros livros.
Alguns contos ou poesias não existiriam à revelia,
Sem que o vento causasse um caos nos incipientes.
Os livros vêm com o caos, a sabedoria vem depois!
Os livros sopram o vento, o tempo cristaliza os livros.
(Pedro Alexandre).
Dor na alma, já sentiu? A pior dor e a melhor, a pior porque não existe nada tão intenso quanto e a melhor porque pode se tornar o ponto de partida para o renascimento, toda moeda tem dois lados e as escolhas estão em nossas mãos.
Você vai ver coisas que você sonhou acontecendo do nada, e vai entender que Deus já havia cuidado de tudo.
"so sei que nada sei mais eis de saber"
essa frase é de um filosofo mais conhecido como socrates ele destacava a importancia da humildade intelectual reconhecendo que não sabia tudo e nem poderia saber e encorajava os outros a fazer o mesmo que ele fez
Só a saudade para acabar
Também não sei de mais nada
Nem o que pensar sobre isso.
Me dizem que as coisas são passageiras
Mas não dizem que podem demorar passar
E enquanto não passam, não discutem sobre o que ainda existe.
''É impossível dizer tudo''
