Do nada
Vão entender depois do parágrafo, quando a vida já não ter nada pra explicar, quando o fim só deixar lembranças pra chorar.
Título: Um carro na minha lua.
Ouvi o som das rodas a cantar,
Olhei a rua… nada por lá.
Um novo barulho no céu a soar,
E me pergunto: como pode falar?
Observo de novo, um riso a pairar,
Percebo que estou louco… e nada há
Por cá…
Título: Intacto.
Nada de beijos,
Nada de abraços,
Os amores mais puros
permanecem intactos.
Não são vividos,
nem são contados,
jamais se tocam,
jamais se acabam.
Sem pele, sem lábios,
sem corpo, sem voz,
só a lembrança,
só o adeus,
apenas nós.
São esses amores,
os verdadeiros,
inalteráveis,
eternos, sinceros,
inacabáveis.
Título: Oco.
Sem sentimentos no momento,
sinto-me oco por dentro.
Nada de mal, nem bem,
sem sentimentos por ninguém.
Oscilação engraçada...
Ontem eu chorava,
hoje não sinto nada.
Como pode tal façanha?
Alguém por quem sentia,
Agora é só memória fria.
Nem bem, nem mal,
apenas ausência, fica.
Título: Primeiro Trabalho.
Nada de incrível vou contar,
Mas meu antigo serviço vou citar:
Ainda criança, PCs desmontava,
Apenas aprofundei o que já me encantava.
Estudei montagem e manutenção,
Transformei curiosidade em profissão,
E na loja de eletrônica fui trabalhar,
Sem saber bem como me comportar.
Uma visita certa vez fui fazer,
E a bicicleta, veja só, esqueci de trazer!
Meses depois, a surpresa veio então:
Estava no cliente, guardada no galpão!
Como explicar, no fim, tal situação?
Ao meu antigo patrão!
Título: O Vazio que Ecoa.
Ouço ecos em meu peito,
não de vozes, mas do nada.
Silêncio que pesa,
um grito contido na madrugada.
Preenchi-me de ausências,
fiz do espaço meu abrigo.
Mas até o vazio tem peso,
e agora o carrego comigo.
Se há algo que se acumula,
não é presença, mas ausência.
E quanto mais tempo passa,
mais forte a sua sentença.
Desde pequenos, nos ensinam a dar
sem esperar nada em troca.
Mas, à noite,
olhamos para o céu e percebemos:
somos humanos.
Dar é belo,
mas também precisamos receber,
para amar,
precisamos ser amados.
Somos todos iguais,
seres imperfeitos,
buscando equilíbrio entre dar e receber.
Não existe nada absolutamente original.
Tudo o que existe, criado ou imaginado,
é sempre uma construção do que já existia.
Nada é preciso
em meio às incertezas
das lutas da vida
mas nada é mais preciso
ao estar em meio a elas com Deus
e sentindo amor no coração
Um excesso
para preencher a falta
Um falta que não pode ser
Preenchida por nada
Como tapar os furos da alma
Que não param de jorrar estrelas
Para o céu?
Nada melhor do que apreciar toda essa natureza divina. Obrigado meu Deus por mais um dia. E assim vamos vivendo, cada instante do tempo que se chama hoje. Porque não é preciso ter pressa, mas tão somente devoção eterna ao Criador e aproveitar cada lapso temporal do fragmento cronológico que chamamos de agora. Sigamos aproveitando esta dádiva que se chama vida.
Você descontou em mim o que fizeram com você, sendo que eu não tinha nada haver com o seu passado
Eu te dei o meu melhor, te ofereci carinho, paciência e compreensão, mas no fundo eu sempre fui alvo de dores que não eram minhas
Não mereci ser o depósito dos traumas que outra pessoa causou
Não mereci ser machucado por fantasmas que eu não criei
Eu não fui o responsável pelas suas cicatrizes, mas ainda assim, fui eu que paguei o preço por elas
Você me fez sentir culpado por feridas que nunca tive a chance de curar em você
E o pior é que me vendo isso acontecer, eu tentava consertar o que eu não quebrei , acreditando que o amor seria suficiente para te salvar
Hoje percebo que por mais que eu quisesse te ajudar, não se pode curar quem não quer ser curado e eu nunca deveria ter carregado o peso da sua bagagem
Não mereci o silêncio frio os olhares distantes e as palavras cortantes.
Eu estava aqui para te amar e não para ser escudo de suas dores.
O mundo pode ser grande
E o universo pode ter sua vastidão
Mas nada se compara a sua beleza
Com sua grande imensidão.
