Diversidade
A igualdade nunca servirá para os atributos, apenas para os defeitos. Aos atributos, serve a diversidade. Diversidade é verdade e é a natureza.
ADORO a pluralidade humana, esse ente abstrato ou real que se somatiza numa avassaladora, densa, instigante e inominável n-dimensão molecular autoconsciente.
É bom ser um ponto fora da curva porque, no dito popular, não dizem pra onde vai essa curva e no que vai dar lá na frente.
Não tenha vergonha de ser você. Não tenha vergonha de expor
seus sentimentos e manifestar a sua arte. É com a liberdade de expressão que fazemos a diversidade.
MERCADO CENTRAL
No interior dessa cidade,
corredores em labirinto
escrevem lentamente a história
desse valente povo.
Tradição e modernidade caminham lado a lado
com a cultura de toda essa gente,
convivendo com a vida simples que se leva aqui
nas terras de Minas, na contemporaneidade da Belo Horizonte.
Sorrisos encantados
numa lasca de queijo branco
numa banda de melancia encarnada
ou no doce mel contido num pedaço satisfatório de abacaxi
- na praça nossa de todos os dias -
nas esquinas desse pequeno Brasil.
Beleza e riqueza de detalhes
e variedade (in)igual de opções,
pluralidade que encanta mundos
e atravessa com orgulho muitas e muitas gerações.
Peças de encanto dispostas pelo quadriculado chão,
cheio de antropomorfismos,
perfazem um mosaico histórico
ocupando cantos distintos no coração das pessoas.
A vida simples desse mundo singular
confunde-se a todo tempo
com o requintado gesto de nobreza humana
existente no seio dessa grande família.
O rico convive lado a lado com o pobre
e sente orgulho de ali estar.
Patrão e empregado são grandes amigos
viciados na cachaça que é estar lá,
percorrem juntos a lida no dia a dia
e vencem juntos a dura jornada de trabalho desse lugar.
Por todos os lados
o que se vê é gente viciada na vida,
os visitantes tornam-se logo íntimos.
Pois, sorrisos não são difíceis de encontrar!
E se jogam Cruzeiro e Atlético no domingo!
Na segunda-feira, o mundo pára, se um deles ganhar.
No cafezinho todo mundo se envolve nas prosas
e ao rival perdedor, não é permitido apelar.
Dia e noite se confundem no tempo,
não se percebe o dia passar!
Turistas se apressam nas compras,
religiosamente a sirene toca.
Até amanhã! Alguns dizem...
Não vejo a hora de aqui, um dia voltar!
A questão é que é uma questão sem questionamentos onde ao se questionar causa novos questionamentos inquestionáveis que continuam questionando a questão.
Concepção alheia: você aceita, respeita ou propaga ira?
A verdade é múltipla, diversa e divergente. O processo de aceitar/respeitar as concepções de vida heterogêneas está envolto a uma complexidade que se intensifica ao modo mantido pelo senso comum. A aceitação de pensamentos, formas de vida e posicionamentos opostos não é tão necessária quanto o ato de respeitar.
A compreensão de conceitos desiguais aos que possuímos exige um pensar profundo, um desapego às noções que nos confortam e às convicções que possuímos. Porém o respeito é primordial para que o relacionamento humano seja saudável. O ato de respeitar não inclui, necessariamente, o entendimento, ou o tentar entender – para isso é essencial um estudo do desconhecido –, tampouco a inserção das verdades pessoais.
O entendimento da diversidade humana carece de uma análise intrínseca, uma exploração veemente dos registros que permeiam o âmbito.
Para que haja o respeito não é preciso impor explicitamente o que pode ser certo ou errado. A aplicação, verbal ou escrita, do que vem a ser o correto ou incorreto afeta e influencia mentes não desenvolvidas o suficiente para corrobar, processar e pensar de forma crítica.
O estabelecimento do que pode vir a ser incerto, oriundo da avaliação individual, gera transtornos, conflitos, ódio e, até mesmo, a morte, o que se impõe inteiramente ao respeito.
Respeitar é diferente de expor uma opinião pessoal, especificamente quando essa exibe vertentes que sustentam e disseminam o ódio.
Pobre que não gosta de rico é tão preconceituoso quanto rico que não gosta de pobre;
Preto que discrimina o branco, comete injúria racial tanto quanto o branco que não gosta do preto;
Mulher que se acha superior ao homem é tão machista quanto o homem que acha que a mulher tem de ser submissa a ele;
Mulheres recatadas que julgam mulheres de estilo mais ousado são tão julgadoras quanto as mulheres ousadas que invejam as recatadas;
Protestante que julga católico fala mal das próprias raízes, católico que ofende protestante critica a própria religião;
O "feio" que inveja o "belo" é tão ignorante quanto o belo prepotente, pois não entendeu que beleza é questão de gosto;
O mundo é assim: um pluralismo religioso, ideológico, político, cultural, de raças e opiniões, onde todos precisam de alimento para o seu "EGO", onde as pessoas são dominadas por suas vaidades e esse egocentrismo nos dá a falsa impressão de que o nosso modo de pensar é o certo e descartar a particularidade do nosso próximo. Queremos ditar nossas regras, contudo, por que nossas regras se sobressaem sobre a do outro? Quem somos nós? O que temos feito de melhor para nos considerarmos o padrão ideal? Eu por exemplo, enquanto escrevo este texto acredito que meu modo de pensar é coerente, e ainda que inconsciente, aguardo para que alguém leia e concorde comigo.
ACREDITE, ISSO É DEMOCRÁTICO ‼️
A desgraça (retrocesso) acontecerá quando tentarem unificar toda forma de pensamento, nesse instante virá uma falsa paz sobre o mundo, então todos deixarão de pensar.
A diversidade é o que nos torna uma nação bonita, que chato se todos pensassem igual. Ninguém estaria pensando!
Nossas diferenças não precisam ser extintas, a diversidade não é o problema da humanidade, nossos conceitos não precisam ser reformulados, somos o que somos e nenhum grupo social deve ser desrespeitado.
A MINHA LIBERDADE termina onde começa o direito do meu irmão.
A melhor posição que a humanidade em todos aspectos precisa seguir
na busca de uma sociedade evoluída é “O Caminho do Meio”.
Um ponto de equilíbrio entre os extremos.
No Brasil o combate amplo contra a Corrupção Generalizada na Política
não deve significar a propagação do ódio contra quem pensa e é diferente.
Nós somos diferentes.
A verdade moral do animal social humano,
deve buscar a virtude pela bondade e não pela defesa de dogmas pela brutalidade.
Sérgio A.B. Paixão
A arte é cor, ideia, sentimento e movimento. E a arte brasileira tem seus maiores templos e locais de exposições permanentes durante todos os dias das festas, celebrações, eventos e entretenimentos das culturas populares nacionais.A cultura, a educação e a arte são partes indivisíveis de uma mesma moeda geopolítico-social do mais alto valor.
Modinha em... Amor diverso.
Tão doce espera, olhar distante... E num rompante o vento anunciou, que sua amada, cruzara estradas e retornara para lhe enfeitar de amor.
Saltou do carro, nas mãos a estrada e todo caminho que julgou ser seu
Também seus livros, um riso solto e todo resto, que não se perdeu!
De sua janela, parou no tempo, fechou os olhos, se surpreendeu
Arrumou os cabelos, guardou o terço e caminhando para o portão, tremeu
Esperou tanto, em tempos idos aquele abraço, quimera no ar
Chegou tão perto, olhou nos olhos com pranto doce pôs-se a lhe beijar
Sorriram tanto, lembraram sonhos. Naquele abraço entenderam de uma vez
Que seus costumes eram tão raros, e de tão raros tal amor se fez
Eram poetas, e certa noite o justo acaso lhes fizeram amar uma a outra
Encantos claros, sem decassílabos para se enredar.
E deste ponto, se amaram tanto, que toda vila então compreendeu que ambas amadas, tão belas amadas, não precisavam mais dizer...Adeus.
Pareceu ser... E fora quimera. Esvaiu-se num breve revés. Era de mentira a moldura. Amor retinto, sucinto, adverso. Não sentia, não queimava, nem doía!
"Em persistentes devaneios, vivemos a construir “valores superiores” a fim de colecionar ódio aos que invejamos ou desprezamos" durante nossa curta existência em Gaya.
A verdade é que com as mudanças da sociedade as instituições religiosas também tem que se reciclar, não necessariamente quanto ao que seria considerado pecado ou não, mas sem duvida é preciso rever a maneira de expor suas crenças e como conviver com a realidade da sociedade contemporânea. “Infelizmente” hoje já não é possível simplesmente “queimar as bruxas”, é preciso conviver com elas, e se quiserem ir ainda mais fundo e obedecer aos ensinamentos de Jesus, o qual segunda a fé cristã é Deus e perfeito, estas precisam aprender a amar, aceitar e até mesmo morrer por elas.
