Diário
Monólogo ao Mar
Às vezes, assim penso, vivo
um monólogo diário,
ecoando pensamentos soltos
pelas vielas da alma
onde não há atalhos,
apenas passos
que ressoam no asfalto molhado
de manhãs silenciosas.
Em frente ao mar,
dedico-lhe meus devaneios,
como cartas lançadas ao vento
sem, ao menos, um pingo de receio.
Discorro sobre você,
como se as ondas fossem
páginas brancas
esperando minhas confissões.
O mar, atento,
ouve com paciência de quem
já engoliu mil naufrágios
e ainda assim permanece,
se comunicando
através de suas ondas,
mergulhante, deslizante, ascendente,
um discurso contínuo
que cabe àqueles
que mantêm os olhos bem abertos
decifrar.
E eu, narrador solitário,
me vejo parte da maré,
flutuando entre a certeza
e o esquecimento,
tentando entender
se o que entrego ao mar
é o peso dos dias
ou a ânsia de ser ouvido.
O vento salgado
me corta os lábios
enquanto o mar responde
numa marola discreta,
como se dissesse
que palavras se dissolvem
como espuma,
mas sentimentos permanecem
ancorados no fundo.
Talvez ele saiba
que não há resposta certa,
pois enquanto me desfaço
em palavras e sonhos,
ele se refaz
em ciclos e ondas,
e assim seguimos,
dois monólogos paralelos
que jamais se tocam,
mas se compreendem
no silêncio que resta
após o último sopro de vento.
E então, na maré baixa,
percebo que talvez
o mar também sussurre
suas incertezas para a areia,
e que nós,
vagando por nossas marés interiores,
somos tão mutáveis quanto ele,
sempre buscando a margem
onde a alma repousa.
E enquanto observo
o encontro da água com a terra,
sinto que viver é isso:
um eterno diálogo
com o imenso e o indomável,
uma troca de segredos
entre solidão e grandeza.
O mar nada exige,
apenas acolhe,
como se dissesse
que a liberdade reside
em aceitar a fluidez
e não temer os ciclos.
Por fim, sorrio,
pois entendo que o mar
não é apenas ouvinte,
mas também mestre
de uma sabedoria inquieta,
que ensina a ser vasto
sem perder a essência,
e a permitir-se tempestade
sem deixar de ser calmaria.
Um diário em minhas mãos
Madrugada fria
A vida quase vazia.
Chove lá fora.
O quarto jaz numa penumbra que me arrepia.
Folheio lentamente um diário.
Nem sabia da existência dele...
O acaso colocou-o em minhas mãos.
Sinto-me como se estivesse
um altar profanando.
Dúvida cruel a me assaltar...
Ler ou não ler
aquelas linhas
... tão certinhas?
Olho-o... descuidadamente...
Como quem não quer olhar...
Como que por acaso...
Dou uma espiadinha.
Vejo o meu nome mais de uma vez escrito
naquelas folhas que vou folheando bem devagar.
De partes em partes há datas...
Uma lágrima rola.
Nossos instantes vividos estão todos aí
Meu eterno amor registrou tudo quando ainda estava aqui.
Poema diário
Pela estrada da vida sigo
A busca pela felicidade persigo...
É mais uma chance esse dia que clareou...
pra mim mesma digo: a vida é feita de dias,
madrugadas frias... às vezes...
noites calientes... às vezes.
Estrada sinuosa...
um mar de rosas...
um dia do outro diferente... (in)distintamente.
Vagando, sigo por minhas ruínas...
deixo bem vivas minhas memórias.
Tempo que passa por mim...
Ou eu passo por ele?
Lembranças que marcaram indelevelmente meu coração...
O sorriso não morre...
Vida árdua...
Assim mesmo insisto em cantar canções.
Recordações...
Vou dedilhando meu poema diário diariamente...
Às vezes, acho que tudo é dedilhado tão inutilmente.
E assim passa mais um dia...
Um presente diário para viver em intimidade com Deus, desfrutando da plenitude que só Ele oferece - a paz de quem cumpre sua missão e caminha em retidão. Esse é o caminho seguro que revela quem somos, desfaz nossos disfarces e constrói interfaces - pontos de conexão entre a vida terrena e o coração do Pai.
Desata nó
Diante de tantos gatilhos provocados.
O diário de pecado arquivado.
O perverso inimigo, arquiteto do nó.
Constrói inúmeras armadilhas.
Uma variação manifesto de quadrilhas.
Tenta jogar na lona, jogar no pó.
A quadrilha ardilosa, perversa diabólica.
O jogo satânico tenta operar.
Enfermidades e prantos.
Depressão, acusação aos cantos.
De todo jeito tenta manifestar.
Constrange, acusa e tenta seduzir.
Ele vem pra matar, roubar e destruir.
Não limites de maldade.
Sem escrúpulo covarde.
Por terra, tudo vem cair.
O sangue de Jesus tem poder.
Nenhum mal consegue resistir.
Vai soltar tudo que aprisionou.
Envergonhado por cada gota de dor.
Com autoridade, dou ordem para restituir.
Toda orquestra implantada no sangue, no fôlego.
Ventos de justiça vem operar.
Pelo nome de Jesus.
Poder do amor, toda enfermidade levada na cruz.
Toda arma forjada.
Toda arma implantada.
Reveladas e frustradas, diante do poder de luz.
Giovane Silva Santos.
05/10/2022 11:05hs.
Em geral, não gostamos que falem bem de pessoas próximas, aquelas do nosso convívio diário. No fundo gostamos mesmo é quando falam mal.
Elogiar o outro causa incômodo, mal-estar, é um insulto para nosso ego.
Já criticar é um deleite para nós, seres narcisistas por essência.
O meu diário é testemunha
Do quando eu te amei
Das vezes que te escrevi
E nunca te mostrei
Das noites sem dormi
E das fronhas que molhei.
Superarmos nossas limitações é um desafio diário e infinito. A beleza da caminhada consiste nisso: aprendizado, superação, alegria e gratidão. Olhos para ver e um coração aberto à sentir também é interessante.
Diário de um Caminhoneiro
Com sede, com fome, fica as lembranças,
E prossigo....
A carga, é extra pesada,
De partida, ja sinto a emoção fazer o seu papel..
Volante ajustável,
Inspiração variável, porém, vulnerável.
Meu diário, te escrevo na boleia do meu caminhão;
Acelero-te com minha alma e com minha imaginação.
Asfalto antiderrapante.
Livre, solto na estrada como motorista versejante....
Olho pelo retrovisor, nem me lembro se deixei dores, rumores ou saudades.
O desejo de levar a mercadoria adiante fala demais;
O desejo de acelerar, toma conta dos meus pés;
O desejo de levar amor, me faz sofrer e compor.
Minha voz, ja nem sinto e nem ouço mais.
O Poeta fala na banguela, esquece do freio e olha pela janela, só vultos e solidão.
Sozinho, vou traduzindo minha coragem;
Sozinho, vejo relvas e pastagens.
Oh, Sina!
Máquina bruta, Eis aqui o teu comandante.
Aflito por um mistério, coadjuvante de uma profissão com muito privilégio.
No labirinto aberto falo, voa caminhoneiro, voa...
Voa nas asas desse brutão;
Vai com suas ilusões e com suas sensibilidades, vai...
No poema, és o tema.
Na poesia, tuas lágrimas irradia.
Teu parabrisa é de cristal.
Deixe que as gotas serenas lavem seu astral.
Te seduza, te reluza...
Deixe que sua imaginação te conduza, pelos mais belos e floridos caminhos desse mundão, estradão..
Carroceria, vai esbanjando mel, fogaréu.
Coberta de telhas feitas de cordeis.
Matriz conjugada, com a neblina e a serração.
Faróis lampejadores, oh! fina tradução..
Os pneus chiando no tapete breu...
Adeus, vai voando com a turbina que ecoou.
E o diário foi escrito, por poeta,
Condutor....
Autor: Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
PALAVRAS NÃO DITAS
Tenho tantas
Palavras não ditas
Que nas linhas
Do meu diário
Não cabem em sua memória...
Quando a dor se torna constante e o choro virar algo diário e você se der por vencido querendo desistir da vida lembre-se, é no fundo de um buraco escuro que contemplamos melhor o brilho das estrelas e quando chegamos no fundo a única coisa que nós resta não é desistir, e sim subir
25/04/2015 - diário da mamãe
"Ontem minha mãe ficou alucinando a tarde e a noite toda. Eu percebi que existem diversos tipos de alucinação, já identifiquei 3 - a primeira ela fala alto, fica se divertindo com pessoas, crianças, familiares e quando eu me aproximo ela me coloca no seu mundo e pede para eu alimentar e cuidar dessas pessoas; a segunda ela fica agressiva e diz que eu estou tentando mata-la que existe um complô e muitas pessoas estão perseguindo e tentando judiar ou roubar; a última é a mais assustadora, foi essa que teve ontem, começa a falar palavras que não existem, com voz muito fraca, olhar parado e não faz contato comigo, me olha e não me vê. Ontem dei janta para ela sem que me visse ou percebesse quem eu sou. A noite ficou silenciosa olhando para o teto, esse mundo que ela entra e não me convida é o que mais me assusta.
Agora está sentada ao meu lado, pela manhã me disse animada - "Bom dia Miloca!" eu fiquei animada e fui buscar o café, quando voltei já era outra pessoa. Perguntou-me que mão era aquela que segurava a sua mão, eu disse que era a dela mesmo; me perguntou que doença ela tem, quem está na ponta da mesa... então ela canta e fala de sonhos para depois silenciar e entrar nesse mundo paralelo.
Enlouquecedor? Até que não, acho que estou aprendendo a lidar com isso, mais uma lição que a vida está me dando. Para que? Não sei e já nem quero saber, os místicos dirão que isso é para me iluminar, ok. E depois que eu me iluminar, o que eu faço com essa Luz? E depois que eu fizer algo com essa Luz, acho que me ilumino mais um pouco, então... o que eu faço com o resultado do que fiz com essa Luz? Mais Luz? Acho que não quero tanta Luz, prefiro minha parte em gargalhada."
Acostumar com o ganho e gasto diário nos coloca na zona de conforto, deixando-nos despreparado para enfrentar decisão imediata levando a perceber nossa imaturidade do passado o comodismo do presente e com pensamento de ansiedade para o futuro.
Meu diário,
Há quem dia que temos dias bons ou ruins, que podem mudar a qualquer tempo a depender dos ventos, que conspira ao meu bem me quer ou mal me quer.
Receba o meu Bem Me Quer!
O diário de uma ilusão
A vida é um tanto complexa, todos os dias fazemos as mesmas coisas seja para trabalhar, se divertir ou até mesmo descansar, tudo é igual.
A depressão vem na maior parte das vezes desse ciclo.
Adoecer, morrer e saudade não deveria nos trazer dor, mas traz.
A fé é algo inexplicável, só de imaginar que você acredita em algo em que nunca viu, isso é no mínimo bizarro.
Quando vamos dormir sabemos da certeza do que o amanhã nos reserva e preferimos acreditar que não sabemos, será que não sabemos mesmo? claro que sabemos pois a vida é um ciclo.
Os meus pensamentos na maior parte do dia são assim bem aleatórios e perturbados, as vezes crio vidas em que nunca irei ter, mas é uma distração que acalenta meu coração e minha mente.
Você deve está lendo e pensando: essa pessoa é bem louca, mas quem não é ?!
Outra possibilidade é que você também concorda com toda essa babozeira, eu poderia citar mais possibilidades, mas não é produtivo.
O importante mesmo é que hoje é sábado e eu já trabalhei, estou bem insatisfeita com algumas coisas...Mas nada nessa vida precisa fazer sentido ou precisa?
