Deuses
Obrigado por serem os Deuses que um dia eu sonhei, os Deuses que me deram paz, adrenalina e vontade de viver, os únicos Deuses que sabem que são Deuses, não pelo poder, mas pela força de sacrifício quase eterna. Obrigado.
Vocês que sempre estiveram entre nós, deixando seu povo para se torna um Humano, recomeçando toda sua “primitividade” ao nosso lado, escreveram para nós como um amante ainda desconhecido, porém amante.
Um dia nos encontraremos novamente.
Tempo… Como diz a música: “um dos deuses mais lindos.”
O tempo é dono da mudança dos nossos pensamentos, das nossas atitudes e dos nossos sentimentos.
O tempo cicatriza feridas, te faz enxergar um novo horizonte, e o mais importante: te faz perceber que tudo muda. E, às vezes, é difícil para nós aceitar certas mudanças.
Algumas até que são fáceis de aceitar: aquela dor que se esquece de doer, aquela decepção superada, aquela frustração que serviu como otimismo em tempos difíceis…
Essas sim, nós aceitamos de bom grado e até agradecemos ao tempo por isso.
Mas outras não: aqueles entes queridos que o tempo leva sem pedir permissão e que nunca mais iremos ver, aquela velhice que se aproxima e que nos põe um certo medo ou receio, aquele sentimento que algumas pessoas disseram ter por nós e que só agora percebemos que aquelas palavras foram ditas no calor da emoção…
Ah, como isso machuca. Ver que o tempo, tanto pode ser um dos deuses mais lindos quanto um dos deuses mais cruéis.
Às vezes, me pergunto se não dá pra congelar certos sentimentos de maneira que ele não possa mudar ao longo do tempo. Mas talvez a culpa deles mudarem, não seja do tempo, e sim, de nós mesmos que usamos o tempo como pretexto para se conformar com términos.
Somos nós quem usamos a frase “o pra sempre, sempre acaba” para permitir que pessoas saiam da nossa vida.
Somos nós…
Somos nós quem vivemos sofrendo por dores tão antigas que, se pararmos pra pensar, nem dói mais, mas nós preferimos sempre recorrer a elas para simplesmente nos magoar.
Somos nós, e não o tempo.
O tempo passa e, às vezes, algumas sacolas de tristezas, mágoas, frustrações, decepções que deveriam ser deixadas pelo caminho, nós insistimos levá-las conosco por muito tempo. E sinceramente, eu não sei o porquê disso.
Cara, como nós somos complicados…
Sabe?
O tempo quer sarar essa dor.
O tempo quer te trazer um novo amor.
O tempo quer te mostrar que a felicidade está tão perto que você acaba não percebendo a presença dela.
O tempo quer te fazer chorar ao te transbordar com essa felicidade.
O tempo quer apagar algumas coisas que sua mente insiste lembrar.
O tempo quer te fazer descobrir que existem outras fronteiras, e que você pode chegar a elas se quiser.
Ouça a voz do tempo.
Ouça-o pedindo sua mão.
Ouça-o querendo andar de braços dados contigo.
Pra que esperar?
T amo juntos ou separados
t amo que t amo
e por capricho dos deuses
t amo d mais
é quanto mais t amo
t amo
"" Minha flecha queria teu alvo,.mas antes
sorver-te devagar, como manjar dos deuses
tuas entranhas beijar e tanto que o tempo fosse até esquecido
por ser repleto no coração
te fiz sereia a encantar
a alma que aprisionada, pedia libertação
foste desejo
imensuráveis loucuras
intermináveis pensamentos
até a crueldade da vida impor limites
não nos tornamos areia e mar
percorremos o difícil caminho
mas sem carinho, não nos achamos como queríamos
fomos desejos contidos em corpos que ardiam
necessitados de se tornarem um...
no ponto onde a vida costuma mandar
nos tornamos escravos
da maldita solidão...
O IMPERIADOR
Nasceu no ninho dos deuses
E dentre os imperadores cresceu,
Cumpriu como um rei, regras e deveres
Mas humilde e modesto viveu.
Por outros reinos andou
Percorreu o mundo sozinho,
Deixando na lembraça um vida
Ampla, lavrada por um história,
Que sozinho nunca viveu.
Eis! a água fria corrente,
Que de longe percorre,
Os rijos, e os longos anos
Nas veias destes sere.
A beira da estrada
Passo, a passo a vida,
Neste estreito talho do dia
O imperador erguera a coroa,
Onde um novo reino selar
A era do Cruznel o gladiador.
Actor: Ezequiel Barros
Estilo: Indo, vindo e vivendo.
A TRAIÇÃO DOS DEUSES
Ele rezava confiante, até desfalecer
De joelhos num chão duro e frio,
Não suportando mais a dor do desvario,
Pobre idiota que cria sem nunca querer.
Rompia a memória em orações a arder,
Que repetia sem nexo como galo cantando
O nascimento de um dia inútil e nefando
Numa lengalenga só decorada, sem ler.
Ele era como eu na suposição de o ser,
No testemunho de um desabilitado
Dos deuses loucos e de mal feder.
Deu-lhes tudo e os do mudo planetário
Cá do burgo mundo por nós habitado,
Não merecendo tal traição em seu fadário.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 10-10-2022)
A ti foi determinado
Da escrita dos deuses,
Teu destino foi traçado.
Serás única em tu beleza
Nasceste perfeita,
Não ouso buscar-te noutra natureza.
Que encanto usas?
Mergulha-me ao masoquismo
Grato sou ó deuses,
Por tamanho egoísmo.
Isaac Ordous
Não recuso a existência de deuses Africano e dos espíritos
Porque até as suas existências atuam todos os dias nas nossas vidas.
Mais existe um Deus que , manifestou-se através de Jesus Cristo.
Este Deus
É Deus de Israel.
Ele superou todos os deuses.
O ateu que eu não respeito é aquele que não acredita que existem Deuses e Deusas andando por essa Terra...
Os únicos ateus que eu não respeito são os que duvidam que existam Deuses e Deusas andando nessa Terra.
A poesia escorre entre os verdes prados como deuses de leves asas, gotejando o vermelho púrpura dentro taça.
Há muitos deuses neste mundo, alguns escolhem uns, e outros escolhem outros deuses, mas o Deus verdadeiro o grande "EU SOU" Você não o escolhe, ele escolhe você.
Tantas vezes julgamos como se fossemos deuses e senhores de outros seres. Julgamos até a nós,por não sermos a voz que deveria gritar.
É que a gente foi treinado para condenar, mas a pergunta que não quer calar: onde fica o amar?
Nildinha Freitas
"Trono Oculto"
No nevoeiro, onde os deuses se escondem,
Há um trono que os séculos respondem.
Oh! Trono oculto, de poder não visto,
Ah! Guardião do mistério jamais previsto.
Os ecos das eras sussurram segredos,
As sombras revelam seus decretos.
Oh! Sentar-se nele é perder a razão,
Ah! Trono oculto, devora o coração.
Trono oculto, véu da verdade,
Oh! Chamado por almas na eternidade.
Ah! Quem o busca jamais retorna,
Trono oculto, destino que transtorna.
Fui moldado na poeira do não-dito,
Onde os deuses escrevem com pranto e mito.
Carrego em mim o eco do início,
E a cicatriz sagrada do sacrifício.
Vi meu reflexo em rios que não voltam,
E beijei lábios de sombras que soltam.
Nos olhos do tempo, busquei o que é puro,
Mas só encontrei silêncio e futuro.
Te amei no intervalo entre dois mundos,
No compasso dos coros mais profundos.
Foste chama em meio à ruína,
Vestida de luz, ferida e divina.
Mas todo amor é lâmina em flor,
Perfuma, encanta — e sangra em cor.
E mesmo entre os véus da eternidade,
Perdi-te na curva da realidade.
Caminho agora por ruínas celestes,
Onde os anjos têm olhos terrestres.
E cada passo que dou na ausência,
É um salmo perdido na consciência.
O universo é um coro de dúvidas,
Cantando em línguas de luz e lâminas.
Mas no centro do caos há um altar,
Onde as almas nuas vêm descansar.
Se a morte for apenas uma canção,
Que tua voz ecoe na escuridão.
E quando o silêncio enfim me tocar,
Quero teus braços a me embalar.
Pois tudo que morre, volta a ser chama
No ventre do tempo que tudo reclama.
E mesmo no fim, onde tudo termina,
Nasce o infinito — em forma divina.
Os deuses são espíritos ou cósmicos ou a verdade seja verdade antes que seja dita, o que está enterrado será visto, revelado ou vai continuar um mistério explodindo nas mentes em evolução. Tudo é um paradigma, um segredo, um paradoxo, um mistério. A carne sangra, o corpo cai, a vida sonha em sonhos que permanecem em sonhos.
O ser humano é uma fraude no espírito corpo e alma, todos os dias são manipulados por deuses religiosos e parasitas, o corpo está jogando ao caos amaldiçoado no próprio lamento, alma triste chora os danos incompatíveis por gerações em tragédias.
