Deuses
Fui moldado na poeira do não-dito,
Onde os deuses escrevem com pranto e mito.
Carrego em mim o eco do início,
E a cicatriz sagrada do sacrifício.
Vi meu reflexo em rios que não voltam,
E beijei lábios de sombras que soltam.
Nos olhos do tempo, busquei o que é puro,
Mas só encontrei silêncio e futuro.
Te amei no intervalo entre dois mundos,
No compasso dos coros mais profundos.
Foste chama em meio à ruína,
Vestida de luz, ferida e divina.
Mas todo amor é lâmina em flor,
Perfuma, encanta — e sangra em cor.
E mesmo entre os véus da eternidade,
Perdi-te na curva da realidade.
Caminho agora por ruínas celestes,
Onde os anjos têm olhos terrestres.
E cada passo que dou na ausência,
É um salmo perdido na consciência.
O universo é um coro de dúvidas,
Cantando em línguas de luz e lâminas.
Mas no centro do caos há um altar,
Onde as almas nuas vêm descansar.
Se a morte for apenas uma canção,
Que tua voz ecoe na escuridão.
E quando o silêncio enfim me tocar,
Quero teus braços a me embalar.
Pois tudo que morre, volta a ser chama
No ventre do tempo que tudo reclama.
E mesmo no fim, onde tudo termina,
Nasce o infinito — em forma divina.
Os deuses são espíritos ou cósmicos ou a verdade seja verdade antes que seja dita, o que está enterrado será visto, revelado ou vai continuar um mistério explodindo nas mentes em evolução. Tudo é um paradigma, um segredo, um paradoxo, um mistério. A carne sangra, o corpo cai, a vida sonha em sonhos que permanecem em sonhos.
O ser humano é uma fraude no espírito corpo e alma, todos os dias são manipulados por deuses religiosos e parasitas, o corpo está jogando ao caos amaldiçoado no próprio lamento, alma triste chora os danos incompatíveis por gerações em tragédias.
Tão indefeso mas com surpreendente valor, vieste para dá vida. Pairou sobre mim a bênção dos Deuses. Imortalizou o que estava extinto e trouxestes tamanha admiração. Que tua caminhada seja por entre os vales do bem e que o mal não te aflijas. Obrigado por termos o mesmo ano de nascimento.
O céu e o inferno são campos apocalípticos a velarem eternos Deuses e demônios com ladainhas fúnebres intermináveis em domingos santos.
Deus é o maior processo imaginário da humanidade. A Bíblia é o maior conjunto de fábulas e deuses mitológicos. Pelas duas causas o Humano, o maior dos seres, corrompe e se corrompe.
Magnífico é o estado de credulidade do humano em deuses mitológicos, para dar sentido a sua própria existência, vida e morte. A eles (os grandes monstros) medievais se atribuem o êxtase. Quem dera uma vida aonde se possa ser juiz de si mesmo. Quem dera viver na morada dos deuses, no cume do Monte Olimpo a compreender tal atribuição.
As legiões em suas religiões tentam provar pelas forças da fé em seus deuses e semideuses que as outras religiões são todas falsas, logo todas estão certas, todas são falsas.
Paulo o apóstolo perverso provocou a ira de Jesus e dos deuses, mas se tornou o precursor da bíblia.
Deuses, Monstros, Heróis e Demônios são todos personagens que o homem inventou, com nomes exóticos que instigam a imaginação humana, ainda cabe um deus pai todo poderoso, o deus dos deuses sobre todos eles.
Deus, o maior de todos povoou o mundo outros deuses. São Gregos, Babilônicos, Egípcios e Romanos entre outros, pelas bravuras eles conquistaram a imortalidade. Muitos humanos se tornaram divinos semideuses devido às façanhas. Nessa condição piramidal as divindades ocupam a parte baixa, sendo apenas um destaque de baixo poder entre humanos fanáticos por uma vida cósmica e ilusória. A heresia satírica faz graças a todos da pirâmide pelas superstições, suposições milagrosas, falsas perspectivas, visões, santificações pela fé e crendices tradicionais atribuídas a eles. A heresia satírica é perfeitamente cabível para desvendar as fantasias criadas em torno das crenças. Os semideuses são perceptíveis por aí vestidos de...
Os Deuses têm vários nomes, o que não requer suas existências, nem imagens ou sexos, pois tudo o que foi inventado deva no mínimo ser dado um nome sendo uma matéria ou um imaginário qualquer. Definir Deus é uma tentativa de limitar o indefinido, mas a teologia define o que talvez seja conveniente e necessário. Deus sem mim continua sendo Deus, eu sem Deus continuo sendo eu.
Para a luxuosidade dos deuses, os altares são em ouro nos templos. Os deuses são os vícios da nobreza e o pecado da avareza da humanidade. Há hipocrisia nesse plano em que nunca ouve alguém maior que o homem.
Os homens criaram vários deuses (da pré história a contemporaneidade) e na sua ética várias consciências de culpas pecados e castigos para a moral deles mesmos.Os deuses servem para manipular a consciência de outros homens. Os outros homens são aqueles que creem.
