Deuses
Atoa Deuses de Atenas
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Na polititica
Os filhos
Do capitão
Todos correndo
Atrás
Do pior
Do centrão
Toma lá
Da cá!
Não era
Pra mudá?
Impersonalidade Contundente
Talvez sejam os falsos deuses e por este motivo não fico perplexo ao apagar a luz, esperarei até você estar mais pronta. Será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa, mas seremos um só. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos.
Nós vivemos em um mundo onde poucas coisas são tão ultrajantes quanto a inocência. Paramos com a impunidade dor, mas tenho uma procura intensa, estou em plena luta da pobre vitória humana, mas é vitória. Não temos amado acima de todas as coisas, não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada por temermos serem armadilhas.
Só tem amigo que é bom, se não for bom, terá apenas cúmplices, sendo assim, o fracasso será sempre um quarto suportável e confortável, já o sucesso, será sempre um quarto desafiador.
É no conhecimento que existe a chance de libertação, uma pessoa que decide não se conhecer, aceita sua condição de escravo, aceita sua condição de submissão. Conhecer é a condição para eu me libertar de mim mesmo e deixar menos denso meus etenos grilões.
Herança dos deuses? não sei bem.
Embora me pareça o mais sensato afirmar
Rendi-me por inteira às tuas especificidades
Me convenço a cada dia que o olimpo seria
A tua verdadeira morada
Não pretendo te embalsamar na minha mente
Ou prender-te em vida. Quero apenas o amor que tiveres a oferecer e enquanto puderes me oferecer eu o receberei e responderei em equivalência.
Que os deuses do infinito realize meu impossível pq o possível me depende fazer. Me mantém mortal sentimento imortal acondicionado sob esse mal de demônios idolatrados fracos e controlados por raios de luz guiados pelo que me seduz e deduz por aquilo que conspira ao anjo de adrenalina
Sobrevoo
Eram deuses no templo aceitando oferendas...
Eram retas no espaço, sentidos opostos
Eram poses nas fotos, eram mares, eram rios...
Eram vidas unidas, eram mundos vazios...
Seja o gado estourado, seja a queda da água,
Seja o sol de amanhã, seja o pouco do nada
Seja o tudo do pouco, seja o quase do fim
Seja o são, seja o louco, seja um pouco de mim...
Tão distante do perto
Tão igual ao espelho
Tão real quanto incerto
Tão sutil... qual guerreiro...
Mostre a uva do vinho, mostre a pedra do tombo
Mostre o ramo do ninho, mostre o reio no lombo,
Mostre o não que consente, mostre o sim que proíbe,
Mostre a dor que se sente, mostre a mão que agride.
Segue o raio da luz, pegue a sombra da ave,
Ouça o grito que dói, o fim da eternidade...
Segue o instinto felino, seja a fome da fera
Siga em frente, caminhe, seja a pedra que espera.
DEUSES MORTOS
Você quer fazer uma prece
Mas os deuses estão mortos
Não há mais divindades, ritos, liturgia e ninguém pra te ouvir
Na noite mais escura
Esse tempo cruel
O tempo e a vida segue
A vida é uma mentira
O amor é mentira
Só existem feridas
Filosofia grega, tragédia russa
A solidão é minha maior amiga
Lá fora é que a vida pulsa
É lá que ela resiste
Você deseja e o desejo sangra
Se a paixão morreu, diga amém!
Quem tudo quer nada tem
Já é tarde demais para ser feliz
Vida eterna
Vida do sonho
Deus é o tempo
Sonhar é a salvação
MINHA FÉ (B.A.S)
Minha fé não tem deuses e nem santos
Minha fé é sem ritos e nem mantras
Minha fé não remove montanhas
Minha fé está na premissa do humano
Minha fé não revolve as entranhas
Minha fé não faz com que eu caminhe sobre as águas
Minha fé não faz com que eu possa voar
Minha fé não diz se devo rezar
Apenas desfraldado em meu caminhar
Busco encontrar, busco respirar
Não vi sentido em qualquer filosofia
Não vi nenhum deus a me mostrar o caminho
Apenas o pulsar do meu existir
Apenas o pulsar das minhas veias
Teimando encontrar uma luz
Que dê razão ao meu existir...
PÁGINAS LIDAS E NÃO LIDAS (B.A.S)
Sou a minha catedral, meu templo
Dos meus deuses e meu Deus
Moldados ou não à revelia, à rebeldia...
São minhas dores, torturas...
Que busca a cura, a paz, a salvação...
Sou minha casa, minha rua, minha cidade...
Em todas moradas e lugares...
Memórias gravadas, computadas
Sou o relógio, a medida do meu tempo
São minhas horas contadas
São dias de labutas e de esperas
São meus dias de ócio e preguiça...
Sou mais do que tudo
O livro de minha vida
Dos meus encontros e desencontros
Minhas chegadas e partidas
Sonhos vividos e negados
Meu riso e meu choro
Páginas lidas e não lidas...
OS DEUSES DE NANQUIM:
Dizem, os mais “bobos”, em seus cafofos,
Que toda autoridade por Deus fora
Constituída...
Ora, vejam só! Que Deus?
De resina? Ou de platina?
Quiçá, o rico Mansur do olimpo!
Ora, ora, todos, nada mais são
Que reles mortais.
Todos esses, que se arvoram Semideuses,
E fazem seus julgos por suas tendenciosas
Leis! ...
Envoltos em suas togas de seda ou cetim,
Negras qual Vesúvio,
Blindam, seus corpos sedentos de vaidades.
Todavia.
Que Deus de justiça cultuaria bens frívolos?
Que Deus de justiça julgaria por conjecturas?
Que Deus de justiça edificaria a finos mármores
Seus templos e, alcaçarias?
Ah! quem me dera! Os homens tirassem dos seus olhos,
A venda da têmis, divindade mitológica.
E olhassem para os seus iguais,
Com os olhos de Javé.
Deuses criam mundos, feras e homens, naturezas de incalculáveis belezas. A nós, coube a criação da arte, poesia, beleza e paixão.
Deuses e homens são criadores de lindas histórias, cada um com suas particularidades.
o amor
um dom que ha em todos
mas muito poucos usam
e um presente dos deuses
na gratidao da natureza
a conexao entre os homens
o suporte da humanidade
a unica esperanca do futuro
o amor ,,,,
Enquanto continuamos a pensar que a Europa é América são nossos deuses continuaremos a ser o que não devíamos ser, miseráveis.
Prefácio dos Deuses
A dama nívea, sob umbra prece, ora.
Um cântico aos velhos Deuses
Sob o seu pranto, o legado umbra aflora,
com um apetite que não sacia
Consumida em pecado de outrora.
Da antiga profecia, eis a proa
O antigo Deus há de tomar forma
Da mácula de alvor que ecoa,
A vergonha de sua graça esquiva.
Ecoa das ruínas em língua arcaicozoa.
A seu reino a noite sempiterna ativa,
sob o véu de breu que tudo cobre.
Um ancestral tornar-se-á carne viva,
com cheiro acre de terra e sangue pobre.
A dama nívea, sob umbra prece, ora.
Cantiga dos Deuses celestiais.
No seu pranto, o legado umbra aflora,
Qual trevas no âmago dos olhos,
Torna turva a vista, qual névoa que devora.
Tal negror de seus olhos caíra,
Que lhe maculam o vestido alvíssimo.
A profecia dos Deuses já se cumprira.
Sob sua formosura, destoa o desespero.
O eco dos antigos hinos ressurgira.
Ainda que finde por amor infame,
um laço de dor e volúpia impura.
Ungirá com prece o berço do infante,
sob a névoa fria que perdura.
Embora as sombras o mundo sele,
Lavar-lhe a alma em sangue e culpa
Saudando o ser das rúnicas delecele. *
Vindo à terra a noite oculta.
Vagando de seu lar, tão apartada,
A dama nívea, jaz sob sangue e pecado.
Sua alma sobre o abismo jaz deitada.
Donzela nívea, sob umbra orando ao lado.
No encanto de seus olhos de cristal,
Ao menos santa sua esperança é alçada.
Cantiga dos Deuses de outrora, afinal.
Em seu último pranto, a escuridão selada.
