Destino poema
Desde o dia que chegamos ao mundo
Navegamos em frente
Num rio a fluir
Caminhos fluindo rumo a algum lugar
Caminhos que escolhemos
Córregos e canais que percorremos
Vivendo de escolhas
Navegamos em frente
Na impermanência das coisas
Vivemos a sentir
Este rio fluir
Até encontrarmos nosso caminho
Então um dia chegaremos ao mar
No fim de tudo
Vivemos para percorrer
Este rio que um dia irá terminar
Que fizeste às pessoas?
Têm sorrido tanto,
Dizem que vive
Sob um certo encanto,
Naquela lagoa
Que chamas de alma.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor.
É diferente, distante e presente,
Livre deste mundo,
Com formas e o som cadente,
De um universo só deles,
De pensamentos profundo,
E mesmo que latente,
Vibra forte n'aqueles,
De coragem e vivalma.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor.
É inerte, inerente,
Pois sempre o acompanhou.
Toda a sua vida,
Resume-se a esse alvor
Que tornará a ser gente
Quando diretamente o for
Feito livro, toda lida
Pelo seu amador.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor
Enquanto o tempo,
Se diverte com a morosidade,
Observa no garoto,
E com certa idade,
Sorri tão contente
Com aquele flerte
De dois que em voto
Juraram expor
À prova, seu sonho
De ver aquela flor,
Tornar-se a árvore
De uma família, vigente,
Nascida em primor.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor
Corrompe-lhe a dúvida,
Rouba-lhe a luta,
Mas salva-lhe a lira,
De um sono profundo,
Mas fraco de ira,
Cheio de conduta,
Onde todo o seu mundo,
É seu,
E dela.
Um pinheiro, e o vermelho.
Seus cabelos, suaves,
Carregam o sereno,
De uma alma tão grave,
De abundância e segurança,
Que guarda na palma,
De destino pleno,
Do alento que é primeiro
É seu,
E dela.
Só sabem os deuses,
Distantes e atentos
Vigentes, não opulentos
Mas de rico, o intento
De nobre lembrança
Será o legado
É o acrescento
É seu,
E dela.
Mas é dele a mente
Que espera o eterno
Terno amor, que guarda
Para ela que só mente
A sua chegada
A tempos subalterno
Do próprio destino
Que de todos os homens
Escolheu o menino
Mas não importa a sina
É seu,
E dela.
A canção aconchegante,
Da noite,
Lhe parecia delirante
Mas perante as dores
Soava num instante
E os clamores tão bravos por natureza,
Não passavam de louvores
Calmos, em uma era, e era ela
Que não estava ao seu lado
Parado, inconstante
Reflexivo e guiado
O garoto não sonhava mais.
Era acordado
Mas não era capaz
Talvez fosse o medo
Mas o medo jamais,
Superaria seu amor,
Por ela, que atrela
Seus desejos ao compor,
Suas lembranças e insignificâncias
Diárias, de uma rotina de passado
E em sua mente ele voava,
Não inspirado, mas acariciado
Pela brisa, feito sopro que plainava
Seus desejos e cansado
Ainda era ela que o chamava
"N'onde estás amor?"
Ouvia ao longe, aquela fala
O tom mais belo e sincero.
Que voz seria esta,
Se não dela e discreto
Ele chorava ao som, certo
De que o passado, estava ali
Seu coração tamborilava
Devia aceitar, tinha algo para cumprir.
Dormiu, foi em sonho.
Ela lhe sorriu a face rosada
E ele bisonho, tentou se aproximar
Cabelos ruivos bailaram em velada
No sorriso inocente, estava a clara
Sob a clareira, no clarão do luar.
Quando tempo faz?
Viveste para respirar,
Mas já não importa mais
Pois agora chegou,
Plangente e com dor
Porém tem consigo vigor
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Venha, estenda os braços
Respira os melhores ares
Foi Zéfiros quem os preparou
Pode ver ao longe os traços?
Eles nascem em pares
Como foi você, quando a encontrou
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Já pensaste enquanto vive?
Ela não pode te comandar
Suas decisões que o inclinem
Para com ela poder professar
A união indispensável
É tua quando podê-la alcançar
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Portanto se vá
Ore e vigie, espalhe tua erudição
Seja digno feito ela
Que estendeu o coração
Talvez esteja à hora
Pois apesar de tudo
Estás aqui
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
A noite e os ventos suspiravam,
As estrelas e os pássaros lhe admiravam
Mas era o tempo que caminhava observando
Lento feito nuvem ao céu nublado
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Oh, pobre jovem
Consegues, podes mais
Se és como nuvem
Sabeis que é capaz
Pois sendo ela, se carrega
Até onde ela estás
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Vê aquelas aves?
Voarão até os montes
Cruzarão longos mares
E planarão sobre horizontes
Como não poderia então,
Espera-la até que apronte
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Chegaste até o ponto
Em que o tempo e teu dom
Compreendem qualquer conto
Sobre ela e o seu tom
Porém agora tu já sabes
Podes vê-la em inspiração
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Qual era a cor do céu?
Seus pensamentos angustiados,
Se perderam e sem anel,
O compromisso era forjado.
Sem pesar, e como fuga
Lutava contra a culpa.
Queria ser dela, mas a disputa
Era cega e absoluta.
Dizia para si, sê fiel,
Porém, seu coração agora cansado
Pedia por razão e era cruel,
Sua paixão parecia um fardo.
Sem pesar, e como fuga
Lutava contra a culpa
Queria ser dela, mas a disputa
Era cega e absoluta
Adiante, homem, viva seu fado,
Sereno, e distante;
Será como aqui, porém amado.
Talvez perante;
Seja sozinho, e será passado,
O tempo, puro, presente
Vivo, e venturo.
Consequente, homem, viceje e a vida,
Mostrar-lhe-á a dor,
Nas noites e em suas brisas,
Seguirá taciturno de amor,
Antes mesmo da despedida,
O alento, duro, ardente
Esquivo e Inseguro.
Só então, viverá a chance
Que nem os Deuses
Mais distantes,
Poderiam lhe privar.
Só então, viverá um romance
Que embeleze,
A sua espera;
Porém ainda assim seguirá, a procurar.
Sua vida afinal, já não é mais sua.
E os dias que se seguirão, não são mais seus.
Suas escolhas, que se farão, são pela única,
E suas conquistas, que ocorrerão, o farão pelos teus:
Cabelos avermelhados,
Alma, e o adeus, para ninguém dado.
Sim, é dela a cor do céu,
Que se altera ao seu agrado
Como é dela o garoto incréu,
Para o eterno, suspiro, realizado.
Talvez fizesse bem,
Aquela espera.
Talvez fosse além,
Por ser tão bela.
Mas talvez seja de quem,
Só a venera.
Talvez as histórias,
Fossem histórias.
Talvez os sonhos,
Fossem sonhos.
Mas talvez soassem suasórias,
E o gosto pelo mistério,
Sempre impera.
Quem sabe seja impulso,
E esperança,
Quem sabe seja discurso,
Pela temperança,
Mas quem sabe seja percurso,
E a insegurança,
Só seja austera.
Há quem diz que é verdade.
E há quem diz que não se sabe.
Há quem diz que é importante.
E há quem diz que está distante.
Quando determinarem, pelo menos,
A resposta será sincera.
Eu não sei quem está certo,
Também não sei quem está mais perto.
Mas se eu descobrir em algum verso,
Sei que será tudo, mesmo que discreto,
Para ela, que vive bela e terna.
Em sua vida que é poeta.
Saberia ela como ele se sente?
Incerto de tudo e por vezes contente
Saberia ela que ele não mente?
Com ela é sincero sem saber se é vero
Talvez os dois não soubessem
Talvez não deveriam
Talvez os dois se esquecem
Mas se lembram com carinho
Saberia ele quem é ela?
Diferente e do seu jeito, tão bela
Saberia ele como a espera?
Quietamente inquieto
Em sua inconstância que vem por certo
Talvez os dois não soubessem
Talvez não deveriam
Talvez os dois se esquecem
Mas se lembram com carinho
Saberiam os poetas, que assim é o amor?
Ou diriam os profetas que o nosso é temor?
Não nos vemos, ou dizemos que é sonho e distante.
O que será isso que não entendemos?
O que nos fará se persevera com afinco?
Dirá para nós que estamos sozinhos?
Ou roubará a voz em que nós nos escondemos?
Já não sei se procuro,
Ou se a procura é minha,
Mas sempre te esqueço,
Para te ver em toda a vida.
Havia um riacho,
E por ele um caminho.
Cruzando-lhe, o garoto,
Encontrou-se sozinho.
Porém, distante sonhou,
Em encontrar seu destino.
Havia uma estrada,
E nela, um poeta.
Que dizia ser sábio,
E tocava clarineta.
Mas a música lembrava,
O garoto de casa,
E inquieto seguiu,
Com sua historieta.
Havia uma cidade,
E nela pessoas,
Convivendo, o garoto,
Encontrou-se sorrindo.
Mas a estrada o chamou,
E após uma briga,
Estava ele animado,
Em perseguição do destino.
Havia um magnata,
Que ofereceu um sorriso.
Era Trazido em moedas,
Mas sua memória era um aviso.
Fugiu então, o garoto,
Da ganância e do perigo.
Havia a saudade,
Do que é fácil e distante.
E do passado a memória,
Atormentava enquanto diante.
Mas a estrada que seguia,
Prostrou-se perante,
A jovem alma que riu,
E continuou ele errante.
Cansam tao rápido de uma rotina, mas
Ao ver a oportunidade de sair
Definitivamente dela, temem.
De nada adianta um dia somente mudar
O caminho, altere o destino e
Observe as opções surgirem.
Hoje, mais um dia que me ponho a escrever, mais um dia sem você e mais uma certeza de que não vai mais acontecer.
Difícil me desvencilhar da saudade mas estou optando por esquecer, fingir que nada aconteceu pois perante a intensidade dos momentos chega a doer a maneira que nos perdemos.
Trocamos olhares de "amor", um carinho sem pudor e? Simplesmente viramos a página, perdemos o capítulo, deixamos de escrever a história e no final somos meros espectadores, desconhecedores, perdedores.
Chega a frustrar, mas chega de indagar, busquei todas as respostas, obtive incertezas e hoje me falta coragem de te deixar ir, e assim como o destino nos aproximou a " " nos distanciou.
Deixo em aberto o motivo afinal que diferença faz? Afinal não fomos capaz e em rumos diferentes novamente estaremos em busca da paz.
Asas
Com as asas rasgo os ares
Pouso em fios, edifícios e observo mares
Se tenho asas é para alçar os ares
Ver de cima, tudo lindo.
Desço para ver de perto
vejo uma malha em confusão
de pequenez imaginação.
Rios poluídos que descem pela encosta
numa humilhação que desconforta
num chão revestido de alcatrão.
Nunca me disseram que lá embaixo
era pura podridão.
Por que me deram asas
se em troca só tenho decepção...
Ver o vexame posto
não é de bom gosto.
Asas, para quê?
Para assumir o meu destino
de enorme envergadura.
Vingar as desesperanças,
depois de desiludida e humilhada,
abraçar os que de olhos tristes me fitam
e se voltam acanhados, vencidos,
por acharem que em tudo aquilo
existia alguma graça.
Eu e Você
Encontros marcados
Destinos selados
Será assim um dia
O encontro primeiro
Entre eu e você
Saiba que no céu
Nosso encontro está marcado.
Segredos serão revelados
Carinhos serão trocados, tocados
Sentimentos à flor da pele
A se aninharem em braços e abraços
Palavras serão ditas
Ansiedades serão contidas
A Turquia a nós nos será bem vinda
A minha presença marcará a tua vida
De momentos memoráveis
Selados com a marca do destino,
Entre dois corações amigos,
Quiçá, um dia amantes
Nascentes de um amor perfeito
Onde a amizade e o respeito
Sejam a base o remédio
Pra fazer durar os anos vindouros
Um sentimento assim feito o ouro
Entre o Anjo Homem e a Mulher Poema
Ambos flutuando entre as nuvens
Viajando nas mais belas literaturas
Entre cometas e a caneta
Corpo alma e sentimentos
Assim será marcado pra sempre
O nosso momento primeiro.
Simone Medeiros
20/06/2014
Estamos mortos pelo tempo que passou
nossos monstro não são reais
como tua não real
tua pele também não
diga repita muitas vezes
seremos monstros sem almas.
PARTIR (B.A.S)
Ele partiu pra morte...
Ele partiu pra morte...
Ele partiu pra morte...
De óculos escuro e carro esporte
Ele partiu para o fim.
Ele partiu pra vida...
Ele partiu pra vida...
Ele partiu pra vida...
O operário partiu para luta
Numa jornada sofrida e obscura
Nem eu nem você
Sabe o destino, o fim desta estrada
Felicidade, fome, vida morte, guerra...
Importante fazer o meu melhor.
A liberdade de perder-se do outro durante a vida , faz parte de uma escolha baseada em um momento,
enquanto que a obrigação de achar a si mesmo durante a existência faz parte de um compromisso pessoal e intransferível...
Não se preocupe com o encontro, mas se responsabilize pela busca, pois é através dela que você achara o mapa das respostas e conhecera o caminho para chegar ao seu destino!! .
A linda difícil de ter quem ela querer.
Era uma vez, uma mulher tão linda.
Que a mesma não encontrava homens de altura a sua beleza...
e ela queria encontrar o tal príncipe.
E a seu critério de escolha do seu futuro parceiro era muito rigorosa.
E a seu ver, só cruzará o seu destino os homes feios, gordos, pobres, e maltrapilhos.
E para esses ela dissera...
_ sai daqui com seu cortejo, pois tu não estas a altura a minha beleza, e tu também não a mereceste, saia daqui agora!
Ela quis tanto escolher um homem a sua altura e tamanha a sua beleza.
Mas o tempo continuava passando e ela não o conseguiu encontra-lo.
E os anos se passaram e com isso o tempo fez o seu julgo.
E sua beleza se entregou a sua velhice.
E os homens feios que outrora a cortejaram, os mesmos continuaram feios...
Talvez se tornasse ate mais feios que antes.
Mas se casaram tiveram filhos e formaram suas famílias felizes.
Mas ela acabou ficando velha solteira só e sem ninguém.
E no final de tudo ela percebeu, que o tal príncipe que tanto ela esperava.
Era na verdade qualquer um dos que ela tivera rejeitado tanto o feio, o pobre, o gordo ou o maltrapilho.
E assim ela percebeu talvez um pouco tarde que quem o faria o seu príncipe seria ela mesma.
Perfeito é quando tudo acontece
por acaso, sem regras,
sem planos, sem motivos,
Simplesmente acontece!
Vento que sopra desorientado
Fostes tu assim?
Tão inimigo de mim?
Trás para perto aquele espinho
E levas para longe minha flor ?
Flor de perfume que não senti
Levas tu para outro jardim
Para longe de mim
Vento amigo do tempo e inimigo de mim
Provocastes tu em mim imenso arranhão
Não no corpo, mas no coração
Poque sopra tais ventos em mim?
Sopras tu para eu sentir...
Percebo que não és tu meu inimigo
És tu meu melhor e verdadeiro amigo
Em momentos és vendaval com espinhos
Em outros és brisa e carinho
Fostes tu semeador de jardins
E apreciador do tempo
És vento em dia e noite
Pois não fostes de momentos
Podes tu ser relento ou intenso
És meu ontem, meu hoje, meu amanhã!
Relento de mim.........
Ou intenso de mim....
Explorador dessas ventanias
Descubro que não és vento só para mim
És vento de mim
E desorientado de mim quando não deixo-o soprar
Pois vendaval ou brisa
Sopras tu para mim
São flores ou espinhos
Diferença não faz sem jardim
Vento que não toco, mas sinto
Vento hora amigo hora "inimigo"
Não fostes seu nome vento
Mas sim o "doce esperar do destino"
Destino meu...e merecedor de mim.....
