Destino poema
O amor nos leva pelos caminhos que a nossa alma escolhe. E assim se faz o destino e assim, se concretiza o que já estava escrito. Maktub!
Flávia Abib
Ao começar escrever, pensei no destino.
Para quem seria servido tal iguaria, a ideia logo como que assustada, fugia da minha cabeça como alguém que leva um grande susto e parte em disparada. Mas que jeito mais torto e tosco de pensar... Como tentar selecionar a quem oferecer alimento pra alma?
Como delimitar grupos específicos, para ressaltar a vontade, o desejo, como substância capaz de proporcionar força para mover e viver de forma mais plena?
A resposta brotou como um galho de orquídea, mágico, forte e com flores de beleza única em suas extremidades, A TODOS... Todos que perceberem a necessidade de tal façanha... façanha esta de desconstruir...
modificar, trocar vestimentas do pensar, matar um pouco de si e reinventar- se. Brincar de nascer, se reprogramar a cada novo dia, se tornar metamorfose, e deliciar com a oportunidade de ser diferente a cada pôr do sol.
E tempo de despertar...
*O mesmo destino , as mesmas necessidades, os mesmos direitos*
A mesma circunferência que me cerca nessa terra insana , cerca os outros seres a quilômetros de distância.
O sol que me esquenta neste ponto , é o mesmo que favorece raios de calor ao mundo.
O ar que me inspira , e o mesmo que a outros lugares proporciona a vida.
Aglomerados em um planeta , cercados pela mãe natureza.
Pra que a indiferença? Até existe diferença na personalidade , mais por dentro temos as mesmas necessidades.
Somos banhados e recompensados pela energia que gira este globo. Há medidas que nos causam esforço.
Como dizia mikhail bakunin, só estou livre se todos que me cercam são livres também, todos somos um só, ninguém merece ser refém.
Ignorante , desnecessário e noviço , é o egoísmo , que faz distinção do direito que existe a todos os espíritos.
Realmente a vida e a morte andam juntas nesse mistério que é o convívio. Não há competição de vencer pois temos o mesmo destino.
Oh, menina bela!
Onde é que eu me meti?
O destino enlouqueceu
Ou eu enlouqueci?
Por pensar que um caminho
Foi criado para mim
E para ti!
Assim que te vi,
Com certeza
Enlouqueci
Diria eu com grande paixão
O quão bela tu és
De vestes largas, invulgar
Qualquer ser é capaz
De t'amar...
Amor tão largo,
Que dói!
Não te poder falar
Chorar por t'amar
Dói
Assim que te vi,
Com certeza
Enlouqueci
Oh, menina bela!
Onde é que eu me meti?
Por ti, não por mim
Apunhalei um coração
Que doía por t'amar
Que chorava por te querer
Nos meus braços
Oh, doce mulher
O que fiz eu pra t'amar?
Amarga seja esta coita
Que só me faz chorar
O sentimento é como um cego viajando no universo sem um destino traçado quem poderia prever o resultado?
É como o caminho dos ventos, como o fundo do oceano, quem controla os pensamentos ou sonda seus planos?
Há um ritmo que toca a música do amor que nenhum instrumento é capaz de reproduzir, um som que nenhum equipamento pode captar, que só o coração vai ouvir e nessa mesma frequência vibrar.
08/06/20
SAIBA PLANEJAR
Planos carnais nunca se concretizam
Parece até coisa do destino
Sempre que conto para as pessoas erradas, minha vida muda o caminho
Confio somente em Deus e sempre consigo um sorriso
Inimigos se tornando amigos
Com certeza é algo do divino
Percebendo o erro antes que ele aconteça, isso não é coisa da minha cabeça
O Espírito convence para que a tristeza não permaneça
Seja agradável
Domínio próprio é necessário
Paciência e calma virão como um bálsamo
Não jogue dados, a força vem do alto.
- À Senhora dos Astros -
Senhora, ao entregar em vossas mãos de neve,
meu destino, meu pobre Coração,
sinto entregar-vos, hoje, aqui, frente ao Tejo,
o que resta de minha amarga, dolorosa solidão.
E se assim é, Senhora,
quando ouvirdes declamados estes versos,
ornada desse olhar fecundo de ideais,
imensos ideais, tão intensos, tão profundos,
sabei que vossos olhos me salvaram desses "AIS"!
Quero dizer, Senhora-dos-Astros,
quero deixar, Senhora-dos-Ciclos,
uma imensa, tão profunda gratidão ...
Sou hoje um Novo-Ser,
sinto em mim outro pulsar,
tenho um Novo-Coração!
- Poema para Maria Flávia de Monsaraz -
Assim como você é capaz de elaborar perguntas sobre o seu destino, você é capaz de encontrar respostas para suas próprias perguntas. E as suas respostas te darão subsídios para tomada de decisões. A busca nos outros de respostas para suas questões interiores, representa fragilidade, insegurança e vulnerabilidade. Sempre que você buscar dentro de si resposta para suas dúvidas e anseios, estará experimentando um momento de introspecção, de reflexão, de autoconhecimento, de independência e controle de sua própria vida, do seu destino.
10/2019.
O grande desafio da vida é amar e criar união entre as diferenças,é esse nosso destino.
Preconceito mostra meu problema,não o problema do outro.
Aceite,acolha ,abrace,admita as diferenças,elas existem porque nós mesmos as criamos.
Não negue o amor,não negue a solidadriedade,não negue sua intuição,não negue a gratidão que existe dentro de você.
Deixe a bondade e a tolerância invadir seu Ser.
Por um mundo melhor. Começando pelo nosso
Eles existem sim
Aparecem sem fazer alarde nenhum
Os mensageiros do nosso destino
Muitas vezes chegam silenciosos
Outras falando alto
No fundo eles têm algo em comum
Mostrar onde está nossa direção.
Aprendi que a alegria está no decorrer do caminho, e não no destino em si, então viva um dia após o outro, o destino e certo então desfrute do seu trajeto...
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
Vimebora de lá
Vimebora para meu lar.
Vimebora por não ter destino ou por estar de lado da via dos indignos poetas e excluído da via dos santos profetas.
Vimebora por ter demasiada fraqueza de ser e por não querer algo que me agrade.
Vimebora para meu lar e cá estou sentado na rua dos mortos esperando algum deus ou entidade divina que possa me explicar a hermenêutica da poesia.
Vimebora pois não tenho simpatia, nem sensatez, nem homeomerias que me possa inspirar para uma formulação especulativa e séria da physis.
Vimebora para meu lar e nunca mais voltarei para os trapos que deixei por lá.
Eu sempre quis vir e quis sempre ir, perplexo decidi ir e depois vir.
Vimebora e vimebora por que também não queria permanecer na fumaça do meu corpo, queria queimar sem expelir fumaça, queria um toque a mais de sentido ou de chama sem fumaça.
Vimebora também por não querer fumar cigarros com quem gostava.
Vimebora por querer fumar cigarros com quem amava.
Vimebora por querer também estar perto da tradição e deixar de lado um pouco aquilo que nos liberta dela.
Talvez eu volte algum dia para o lugar de onde vimebora, mas quero estar hoje na gaiola de onde saí.
MEU CAMINHO
Tenho um caminho a caminhar
Me deixa passar, me deixa passar
No meu destino hei de chegar
Já sei me guiar, já sei me guiar
Sigo meu instinto
Meu sonho é meu rumo
É a crença que tenho
Pra mim eu não minto
A verdade eu assumo
É força da fé que me traz de eu venho.
Minha realidade se cria
Na emoção que eu sinto
O poder do amor é que faz a magia
A minha oração é a tela que eu printo.
SONETO PELO CAMINHO
O meu fado pôs a me versejar
Pelas trilhas do destino nefando
Me fez chorar, rir, foi interrogando
Acerca do amor pôs a ignorar
Subi e desci, e a vida foi forjando
Desafinei certamente ao disciplinar
E pude segredar na noite de luar
Assim, estórias foram desfiando
Por vielas, ruas e, becos a andejar
Andei, e ele comigo foi andando
Pelos caminhos o diverso a poetar
Agora, o canto maduro, no comando
Lembranças, tudo tem tempo e lugar
Na estrada, continuo caminhando...
(até Deus chamar!)
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20/01/2017, 14'00"
Cerrado goiano
ilusões na alma e no espirito,
transgridem o grito do amor...
impera se o destino,
se fotografa na virtude da solidão...
flor do amor
A UM TRISTE (soneto)
O meu destino é talvez a do azar
Jurando as venturas... de maneira
Que com o acaso se possa sonhar.
Vidas de má sorte várias, herdeira!
Outros êxitos talvez já pude gastar
Fui, um aventureiro na tranqueira
Do fado. E infausto agora a chorar
Ou pesado no sortilégio, na beira...
É brado num temor sem tamanho
Num luto da felicidade: permitidos
Mártir na dor, um desígnio estranho
Por isso, lamento aflição e pranto
Sentimentos dos heróis vencidos.
E com a alma cartada no recanto...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Onde houver vida, haverá morte
Somos causa e efeito do nosso destino,
mera casualidade em um efeito dominó
Tudo tão simples como complicado
Assim como algumas questões
deixadas por assim estar...
_Nas sombras revelas a derradeira alma_
_O somos e vivemos faz parte do destino_
para mais ou menos vivemos.
existimos num paradoxo qualquer.
ainda assim existimos,
na flor do esquecimento somos poeira,
para tantos do pó para o pó...
Procuro meu caminho
Bem na palma de minha mão
Persigo meu destino
Ouço a voz de minha mãe
Dizendo filha olha
Ao seu redor entenda
Tudo é como deve ser
Tenha coragem
Cresça
Procure um abrigo
Quando a tristeza canta
Desobedeça a dor
Por dentro era o som dum violino
por fora havia um vago marulhar
menos que nunca penso no destino
e bebo a tua sombra devagar.
