Desculpa se sou um pouco Cabeca Dura

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⁠Aguardente


Um executivo
Que elegemos

Um legislativo
Que elegemos

TAMBÉM TEMOS!

Um judiciário
Diversas polícias
Forças armadas

SÓ NÃO TEMOS!

As necessárias
Garantias
De segurança
E tranquilidade
Para tocarmos
Nossas vidas

Inserida por samuelfortes

⁠Quero encontrar um lugar com humanos, com pessoas reais, pessoas nuas. Mas não falo dessas pessoas que acreditam que por terem coragem de falar tudo que pensam são mais sinceras, humanas. Quero estar com gente despida de tudo que a faça querer parecer ser melhor que os outros. Com gente de olhar sem julgamento, com postura de acolhimento, que passem paixão.
Este lugar está por ai, sei que está.

Inserida por WeberDomigues22

⁠"Na Empresa, o custo adicional ao corrigir um erro não será custo se a recompra acontecer"

Inserida por Carlos1111

Feministas são narcisistas e misândricas há um padrão nisso.⁠

Inserida por Ketteiteki

⁠O opressor.

Aquele que diz próximo e está tao distante.
Um exército de classes.
O opressor é real.

Até parece mimimikakaka.
Falo e falo direto e já.
Um tribunal inoperante.
Aliás de acordo com a demanda sistematológica.
Uma dízima periódica sem vírgula, sem ponto e sem fim.

O opressor duela até entre igrejas.
Nas abraçam as janelas.
Fechando as portas delas.

O opressor dentro das instituições.
Se institui com o canal das ambições.

O opressor status, diplomas e diplomáticos.
Excelência e vossa senhoria.

O opressor que rasga a garganta.
O opressor que cria a angustia.
A ciência e uma extensa bibliotecnomia.
Economia.
Economia.
Verás coisa.
O pai já dizia.

Um opressor a cada esquina.
Um bando de fajunto.
Falei.
Meu pirão primeiro.
O resto pode ser oprimido.

Jogam o semelhane no contêiner do lixo.
O opressor somos quando o mundo desagua em sofrimento.
Cada um querendo enfeite, no deleite do seu próprio nicho.

Deus abençoe a todos.

Rei: Giovane Silva Santos.

Inserida por giovanesilvasantos1

⁠TAPERA ESQUECIDA

De passagem no Sertão,
Eu parei pra contemplar
A tristeza de um lugar
Esquecido num grotão.
A palavra solidão
Não descreve uma tapera
Tão deserta que coopera
Com o vil termo ruína...
A Caatinga Nordestina
Dizimada não prospera!

Na tapera eu vi sentido
D’um celeiro de lembrança
E lembrei que fui criança
Num lugar bem parecido.
Senti-me desprotegido,
Órfão de identidade
Tomado pela saudade
Do meu tempo pueril...
Retomei o meu perfil
Com certa dificuldade!

No terreiro desolado,
Um grande mandacaru,
Ao longe pés de umbu,
Pinhão na cerca trançado
Que apesar de estar florado
Parecia mais alerta
Naquela cena deserta
Como um aflito recado
De um chão desertificado
Em decadência, na certa.

Apenas um solitário
Concriz catando no mato
Na calha de um regado
Seco compondo o cenário,
O pássaro qual relicário
Trouxe-me sinal de vida.
Apressei minha partida
Um tanto impressionado
Por ali ter contemplado
A tal tapera esquecida.


Inserida por chico_mulungu

Diferente


Somos todos diferentes
A diferença nos atrai
Cada um com sua particularidade
Por menos dedos apontados e
Por mais mãos estendi

Inserida por LigiaNascimento

⁠SOB AVARIA

Sinto-me sendo punido,
Porque o véu da poesia
Fez de mim um ser ungido
No parnaso e na porfia
Da verve que alimenta
Os poetas de magia.

Só sendo castigo ou erro
Em minha epigenesia...
Quem sabe minha genética
Ocorreu sob avaria?
Sou como espuma-do-mar
Dispersa na maresia!

Na ruminação do tempo
Tenho buscado trazer
O fardo que me pertence
Sorrindo, pra não sofrer,
Na ordem do crescimento
Das malhas do meu tecer.

Causei ciúmes no amor
Que um dia me amou também,
A despeito dos meus versos
Procurou me ver além...
Mas restou-me a poesia
Por ser o meu único bem!


Inserida por chico_mulungu

⁠Porão do começo

Foi em um porão que tudo começou
Quando você entrou tudo iluminou
Por um momento deixou-me sem jeito
E no outro momento deixou-me sem ar
Diz-me como eu vou respirar?
Se toda vez que te vejo
Vem aquela vontade louca de te beijar
E de te ter e não te largar
E de te proteger e nunca mais parar;

Quando a oportunidade apareceu
Meu coração derreteu
Meu coração é teu
Acho que no final a química bateu;

Você veio de repente
Não acho que foi por acidente
Porque acidente é uma coisa ruim
E agora você é tudo para mim.

Inserida por Alan_157

⁠Mesmo que baixo ou meio desengonçado o vôo de um pássaro é sempre lindo, porque vôo é liberdade e onde não há liberdade é impossível haver beleza.

Inserida por ednafrigato

⁠Às vezes, você está tão desanimado, tão sem energia que parece que não aguenta dar mais um passo. Nessas horas é que você precisa ser mais forte ainda, cansaço não é sinônimo de fracasso e exatamente por já ter lutado tanto é que você não pode desistir. Continue!

Inserida por ednafrigato

Você nunca conhecerá a sua versão real, se for um papagaio voando a favor do vento. Aprenda a ter suas decisões, suas escolhas e a honrar a sua dignidade e seus princípios. O homem é feito lutas e as batalhas devem servir de um catalisador. ⁠

Inserida por maths_loo_honk

⁠Benditos sejam aqueles que em um mundo de aparências conseguem enxergar a essência.

Inserida por ednafrigato

⁠Liberte-se da sua própria ignorância, ou ela o tornará em um tolo ambulante.

Inserida por Thayller

⁠Se você não aprender a controlar seus pensamentos, tua mente vai se tornar um lugar tão caótico que você não vai conseguir conviver com ela.

Inserida por ednafrigato

⁠O sorriso é um instante de paz da alma.

Inserida por mauricio_cavalheiro

A Verdade dói!
⁠As vezes, falar a verdade é o melhor remédio para curar a cegueira de um pobre de espírito...para um tolo que não reconhece que está indo contra Deus, para um viciado em drogas que não reconhece a sua dependência. Pois, falar a verdade as vezes machuca...mas o pior é você ver os erros dos outros e tapar os olhos esperando que a pessoa caía em precipício.

Inserida por vera_paixao_menescal

⁠DE UM DIÁRIO.



No objetivo da vida a reencarnação é a lógica mais perfeita para o reajuste na tarefa interrompida, por nós mesmos, quanto ao descumprimento dos deveres e compromissos assumidos. A questão é de raciocínio: Sem a verdade das vidas sucessivas, além da matéria não existiria nada, nem Deus...

Inserida por NelsonMedeiros

Por um sonho dito insano, e por circunstancias do Destino,
embarquei em um avião da Lufthansa, e fui parar em Kinshasa-Congo,
após uma conexão em Dakar, para ir passear na África...
E foi bom demais...
Ósculos e amplexos,
Marcial

PASSEANDO PELA ÁFRICA
Marcial Salaverry

Lembro que em principios de 1969, decidi ir para o Congo, para tentar a chamada "melhoria de vida", além de realizar velhos sonhos. Consegui meu objetivo, pois saí da crise financeira que estava, além de realizar o velho sonho de explorar as selvas africanas, como Tarzan e Nyoka, e como lucro, vivi aventuras muito interessantes, viajando pelo interior do Congo, seja em um heroico jipe LandRover, seja em aviões mal equipados, pilotados por sabe Deus quem, sempre contando com o Dedo de Deus direcionando o caminho, pois sem a ajuda Dele, não estaria aqui contando nada...

Iniciando, vamos salientar que sem nenhuma sombra de dúvida a idéia de viver na África chega a ser assustadora, pois sempre fica a impressão dos filmes de Tarzan, do Fantasma, feras sedentas de sangue, antropófagos, e outras coisas mais, e com esses pensamentos soturnos, ao desembarcar no aeroporto de Dakar, fiquei com a nítida impressão de que meus piores temores se confirmavam. Cheguei à meia noite. Uma escuridão de meter medo e pelo caminho do aeroporto até a cidade passei por vielas escuras, cheia de tipos mal-encarados. Ao descer da perua, no hotel, assustei-me mais ainda, com o tamanho do senegalês que estava dormindo na portaria, cerca de 2 metros de altura e carrancudo, e isto me preocupou. Ao entrar no quarto para passar à noite, pois prosseguiria viagem no dia seguinte para Kinshasa-Congo, tomei um cuidado que se revelou ridículo pela manhã: - barricadei a porta do quarto com os móveis disponíveis, acreditando assim estar protegido talvez, de um possível ataque e só então após este exercício muscular e emocional me senti tranquilo o suficiente, para me deitar e passar a noite.

Tinha um dia livre em Dakar. A conexão para Kinshasa seria só no final da noite. Passeando pela cidade, vi que meus temores haviam sido ridículos, pois estava em uma cidade como qualquer outra do mundo, com os mesmos problemas que encontramos em qualquer grande cidade brasileira, cheia de gente circulando pelas ruas, carros em profusão, proporcionando um trânsito super caótico. A finalidade principal, dessa minha parada em Dakar, era conseguir o visto para desembarcar em Kinshasa, pois o Brasil não tinha relações diplomáticas com o Congo, e não havia nenhuma Embaixada, nem cá, nem lá... Sendo essa finalidade, dirigi-me à Embaixada do Congo. O funcionário, responsável pelos vistos, admirou-se profundamente de que um brasileiro desejasse ir ao Congo. Para acalmar sua desconfiança, determinou que um assessor me acompanhasse à Embaixada do Brasil, para que meu passaporte fosse autenticado como brasileiro de fato. Esta precaução se justificava porque, naquela época, havia muito trânsito de mercenários procurando os países africanos recém libertados, e que ainda apresentavam problemas, e o Congo era um destes, e era para lá que eu seguia. Muito romântico, sem sombra de dúvida. Dirimidas as dúvidas, só tive que tentar explicar ao Cônsul do Brasil, que espécie de doido era eu. Obtido o tal visto, preparei-me para a fase final da viagem: Destino Kinshasa. No desembarque, pude constatar que havia muita similaridade com as coisas do Brasil, pois, para liberação rápida de minha bagagem, bastou uma gorgetinha para o funcionário alfandegário e eis a bagagem prontamente liberada, sem sequer ser examinada. Muito familiar, sem duvida.

Dessa vez, pude ter uma boa visão do que me aguardava, pois cheguei durante o dia, e assim, apreciei convenientemente a paisagem da capital congolesa. A entrada da cidade era assustadora, passava bem no meio da “Cité”, como era chamado o bairro predominantemente congolês. Em tudo e por tudo semelhante a uma imensa favela, o que me levou a perguntar ao meu amigo Paiva, se toda a cidade era assim, sendo que ele em resposta limitou-se a sorrir.
Quando começamos a entrar na cidade propriamente dita, entendi a razão de seu sorriso. Kinshasa era uma cidade como outra qualquer, podendo-se compará-la a, digamos, Cubatão, largas avenidas, arranha-céus e trânsito, muito trânsito, com péssimos motoristas, que não tinham a mínima consideração pelas leis de trânsito, o que me fez sentir quase em casa. Depois, as coisas normais. A adaptação ao modus-vivendi foi rápida. Os problemas com o idioma oficial falado no Congo, o francês, foram rapidamente superados, com o chamado Curso de Aprendizado de Idiomas, que qualquer pessoa que tenha a intenção de viver fora de seu país de origem deve fazer, ou seja, aprender as primeiras noções antes de viajar, e o resto, aprender no dia a dia à custa de muitas mancadas.

Logo na primeira semana, já comecei a circular pela cidade, dirigindo um veículo pertencente a meu empregador, Leon Hasson e Freres, dando início às minhas funções de vendedor numa cidade que não conhecia, mal falando a língua, enfim, fui eu quem procurou aquilo e tinha que me virar para não dar com os burros n’água. Os problemas raciais eram em parte resolvidos quando eu me identificava como brasileiro e prontamente associado com Pelé.. Sim nosso grande Pelé me quebrou grandes galhos. Sua figura era tão adorada, não só no Congo, como em toda a África, que sempre funcionou como abre-barreiras. Para que se possa ter uma idéia, posso contar um dos episódios em que usei a identificação “pelesistica”. Foi quando, inadvertidamente, passei entre dois soldados que patrulhavam as ruas. Fiquei sabendo que “cortar” uma patrulha era quase crime hediondo, e então, os soldados queriam me deter, porém quando, em meu francês macarrônico, consegui me identificar como brasileiro, e lhes mostrei meu passaporte para provar minha identidade, foi que eles arreganharam os dentes num esgar de sorriso, dizendo “Ah!!! Brasileiro!... Conterrâneo de Pelé!... No Brasil não existe racismo, acreditamos que não foi por mal... mas nunca mais faça isso”. Logicamente, além de me apadrinhar com o Pelé, também precisei pagar uma cervejinha para os zelosos soldados para que assim o “terrível” crime fosse esquecido.

Após alguns meses, consegui o visto de entrada para minha família, e prontamente remeti a papelada para o Brasil, para que minha esposa e meus 2 filhos pudessem entrar no Congo, acompanhando-me no que todo o restante da família chamava de “a grande loucura”... e quem duvidava disso? Bem, para que meus familiares tivessem uma bela recepção, aconteceu o inesperado. Justamente naquele dia 12/06/69, os estudantes congoleses resolveram fazer uma revolução. Maravilha! A chegada do avião estava marcada para as 16 hs. e, até a hora do almoço, ninguém podia sair às ruas, o aeroporto estava fechado. - E agora, José? Estava com os nervos em frangalhos, sem saber o que poderia acontecer, se o avião iria aterrizar ou não, enfim, uma crucial expectativa. Exatamente às 14 hs. fiquei sabendo que a direção da firma conseguira obter a informação de que o avião aterrizaria, e conseguira também uma escolta para que eu pudesse receber minha família. Consegui respirar novamente. Durante o trajeto até o aeroporto, foi fácil constatar o porque da escolta, pois ainda se escutavam tiros aqui e acolá, barricadas por toda a parte, e soldados, centenas deles, milhares até, procurando encontrar os “malditos rebeldes”. Ao desembarque, tudo normal. As gorjetas de hábito, e pronto. Pude, enfim, abraçar e beijar esposa e filhos.

Agora, durante nossa viagem de volta, nunca mais vou esquecer a expressão dos olhos dos heróis recém chegados, apreciando a movimentação toda. Só não houve mais tiros, pois a revolta já fora sufocada. A chegada ao lar marcaria um novo episódio em nossa vida. Muitas surpresas nos esperavam, e aventuras quase ficcionais.

Enfim, foi assim o começo da vida de um brasileiro no Congo durante 3 anos, e agora lembrando e relembrando, agradeço ao Amigão, ter este LINDO DIA, tantos foram os perigos vividos, que Ele me ajudou a superar, e ainda estou podendo contar a história, que mais parece estória...Tem mais coisas por vir no porvir...

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠A morte só é tabu em nossa cultura. Em outras, é até festejada. Isso não é filosófico, é um fato.

Inserida por isabelabertini