Desculpa mas Nao posso Retribuir seu Amor
Há muito tempo encontrei uma "amor", e entre sorrisos ele me disse: "você se contenta com o pouco", na hora não refleti sobre suas palavras... E continuei a contemplar... E em certo momento lembrei-me da frase: "você se contenta com o pouco". Decerto, o "pouco" pode ser pouco para quem não aprecia suas minúcias. Para alguns olhares, as coisas poucas não têm valores e nem significados, não nutrem e nem alimentam. Se olharmos em nossa volta, a fome pode falar por si, e quem tem fome não precisa de muito, a sensação do pouco pode não matar a fome, mas pode saciar. Todavia, o ser humano se alimenta de alimentos e sentimentos. Ás vezes, a pequena parte de um pormenor tem essência suficiente para construir um todo. Mas, por conseguinte me contento de qualquer coisa, menor do pouco que sobra de alguém para mim.
... Por aquele pensador ao crer
Em um único Deus supremo de paz e amor
Será condenado e morto
Por um Rei cruel e ditador.
"Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar".
A arte da poesia
A poesia só dói a quem sente dor
O amor Só existe para quem nele acredita.
O sorriso, somente vive no rosto de quem tem alegria.
Só escreve a poesia quem sente dor e que já nem mais acredita na tal alegria.
AMOR DISTANTE
Na saudade, te cato nas noites morosas
Nas lembranças singulares de dias ledo
Manifestadas naquelas exclusivas rosas
Tão belas, eternizadas no nosso enredo
Tua ausência é pesar tirânico na poesia
Que trasborda e faz a inspiração suspirar
Não poder te abraçar, mais uma agonia
O preço de quem a te um dia pôde amar
Nestes versos em vão, dum amor distante
Que retalha a alma e na ilusão manifesta
Há sussurrar a todo o instante, lancinante
Sem existência a sensação vai se esvaindo
E nesta prosa somente estória, então, resta
Do amado amor que um dia nos foi lindo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/09/2021, 11’58” – Araguari, MG
Todos falam de amor, mas poucos conhecem o verdadeiro significado. O amor verdadeiro nada pode apagar, abalar ou destruir. O amor verdadeiro supera tudo, a distância, as desavenças e até mesmo à morte. Nem mesmo a morte pode destruir um amor verdadeiro.
Nem todo mundo supera um amor rápido, alguns superam do dia pra noite já outros podem levar até meses para superar por completo quem um dia amou.
Labirintos de loucuras que desastres, é bondoso se disser que é normal.
O amor tem muito disso, quando anda muito com a emoção, não pensa só faz e quando faz te deixa cheio de amargura.
Labirintos são confusos demais, você se perde por alguns segundos, é uma bagunça quando o amor anda com a razão, sai machucando e vira inimigo da emoção, e o orgulho a o orgulho esse ama labirintos, se perde não se acha não procura se desfaz.
PRETÉRITO PERFEITO
O sobe e desce da vida
Nos dá uma grande lição
Humildade amor e respeito
É sinônimo de gratidão
Ninguém no mundo é perfeito
E o orgulho morando no peito
É doença do coração
Para quê carregar um fardo?
De tristeza e solidão
Viver buscando sossego
Bem na sombra de um vulcão
Bom mesmo é ser feliz
Seja sempre um aprendiz
Porque viver, é uma paixão.
Amor? Existe como nos livros ou é somente a química que estudamos?
Ele pode ser realmente tão profundo quanto o oceano? Pode ser destrutivo como um viciado? Pode fazer os sãos se tornarem loucos? Ou é uma linda mentira contada por tolos para iludir aqueles que nada tem?
Tudo nessa vida é temporário, exceto o amor, esse nunca morre, nunca envelhece e nem desaparece, esse é eterno!
O amor é uma, escolha diária e constante, tem que ser planejada cuidadosamente!
A cada suspiro de vida .
FILHOS MÃE AMOR
Os Filhos são sorrisos
São a felicidade
São lágrimas, são sonhos
São bênçãos, são amores
São dores, são vida
São dádivas de Deus
Um amor incondicional
Que nos enchem de esperança
E um dia não caberão no colo
Não nos chamarão de noite
Então saberemos que cresceram
Ficarão as saudades a florir no peito
Pois não há amor maior no coração
De uma mãe, que os nossos lindos filhos.
Hoje senti o desejo de comentar sobre a letra da música do Nando Reis, “Pra você guardei o amor”.
Ao ouvir e prestar atenção na letra fui remetida a tempos imemoriais de minha infância, onde a figura paterna se fazia presente e de quando eu imaginava o amor, como eu via, com meus olhos inocentes, o relacionamento de meus pais. Época de sonhos e verdades limitadas ao que ocorria a poucos metros de mim, pois não existia a internet ou nada de muito tecnológico.
Lembro de estar sentada em nossa sala pequena, na Casa que morávamos, na rua conhecida como Bêco Salgado, na Cidade do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco. Casa pequena, de frente, uma porta e uma janela. Na sala, neste dia que consigo recordar, eu por volta dos meus nove anos, sentada numa mini cadeira, meu pai, na cadeira de balanço, minha mãe fazendo um tipo de artesanato que lembrava o crochê, sentada numa cadeira baixa ao lado dele, ela usava uma tábua cheia de pregos, para trançar com linhas, foi quando, num diálogo entre meus pais, de repente , minha mãe bate no joelho dele com esta tábua cheia de pregos, ele grita de dor, as cabeças dos pregos entraram na pele, ela imediatamente, procurou cuidar do ferimento, mas não se desculpou, a partir deste dia, comecei a perceber que o amor que eu imaginava entre eles, não existia mais, algo tinha abalado a relação.
Comecei a prestar atenção aos detalhes da convivência diária e pude facilmente perceber que algo externo acontecia e que a minha mãe sofria em silêncio. Uma nova mulher ocupava o coração de meu pai e ele vivia esta paixão em segredo. Mas um dia tudo se tornou insuportável e minha mãe entregou o seu grande amor a sua melhor amiga. Traumas se formaram, dores imensas, família desfeita. O tempo passou, hoje meu pai já falecido, ainda faz meu coração vibrar de saudade, pois apesar de tudo, ele era meu pai. Com a maturidade entendemos que cada um faz suas escolhas e consequentemente arca com as consequências, não temos o direito de julgar, apenas de aceitar. Com os eventos que se seguiram, meu coração se transformou em quase pedra, sentimentos contidos, medo de amar e sofrer.
Todas as vezes que tentei abrí-lo, ele foi machucado e novos traumas se formaram, porém o amor está lá guardado, potente, pulsante, o qual sempre quis mostrar, mas por medo guardei sob uma carapuça grossa, quase intransponível. Todas as vezes que tentei deixar fluir e fui machucada, me senti uma idiota e me perguntava: Você sabia que o mundo é assim, cruel, sem moral, sem valores éticos, por que você se abriu? E lá estava eu de volta a concha protetora. Hoje, ao meio século de vida, vejo que as pessoas continuam do mesmo jeito, se enganam e enganam, tiram proveito de pessoas boas sem a menor crise consciência, quando tudo vai mudar de fato?
Caminhamos a passos de tartaruga para a evolução moral tão pregada pelo Cristo. Sinto uma tristeza muito grande quando consigo perceber que será ainda necessário muita dor e sofrimento para que tenhamos absorvido o aprendizado de como amar de verdade e com a verdade. Vida que segue, porém cá estou com muitas restrições, mas na esperança de um dia poder dar o amor que sinto, livre e feliz, como diz a letra da música.
