Depoimento para Mim Mesmo
SÓ AMOR E SAUDADE
Demétrio Sena - Magé
Só espere de mim o mesmo amor,
apesar do silêncio e do segredo,
dessa dor escondida no meu peito,
deste medo abismal do que decido...
Seguirei nos caminhos da saudade,
com lembranças que só me fazem bem,
que ninguém me fará desconstruir
nas areias do tempo e seu percurso...
O que nunca pensei não penso agora;
não espere de mim respostas duras
ao que ora desenha de quem sou...
Só amor e saudade ao me lembrar
do meu sonho e do quanto acreditei
nesse dom de sonhar que me compõe...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Uma visão egoísta, conformado com palavras ditas por mim mesmo ao meu respeito, cheio de justificativas... Eu já errei muito, e paguei por todos eles. Estou quitado com a cobrança letal e inevitável da vida? Aquilo que chamamos de Lei do Retorno... Sim ou talvez não... Nesse processo todo, me feri demais, me machuquei além do limite. Inúmeras fendas foram criadas na minha mente e na minha alma. Eu não culpo ninguém, eu mesmo me causei isso.
Coisas importantes foram arrancadas de mim, eu amava tanto aquilo, o antigo eu. O EU na mais ampla acepção da palavra. Dos sentimentos, do cheiro das coisas, da razão pela qual eu caminhava, do medo, da dúvida, às vezes, nas minhas lastimáveis e desprezíveis tristezas, me pergunto: e se? E se as coisas tivessem sido diferentes? Mas eu, envolto no ego e nas coisas que conquistei, me apego à realidade e deixo as dúvidas ou incertezas no lugar que elas devem estar. É como uma porta fechada, que foi fechada talvez pelo destino ou por mim mesmo. Eu nunca irei saber, nunca irei ver o que poderia ter sido, ou o que poderia existir. E se talvez eu estivesse lá, eu estaria me perguntando o que tem do lado de cá... É complexo, é extremamente complexo. Eu me nutro disso, desse sentimento. Talvez eu ainda esteja apegado ao sentimento de querer ter tudo, tudo ao mesmo tempo, o doce e o amargo, o frio e o quente, tudo ao mesmo tempo. E não pode ser assim... Mas eu irei sempre me perguntar o que tem do outro lado da porta fechada... E disso eu nunca saberei... Eu tenho a necessidade disso, desse sentimento... As feridas foram profundas demais, e vai demorar muito até que esteja tudo completo e curado. Nutrindo-me disso, um fone com uma boa música, hoje eu quero simplesmente dormir.
"E eu, em vão, tento estrangular meus sentimentos.
Sufoco, a mim mesmo, mas não mato o que mora aqui dentro.
Meu coração, a esmo, acelera seus batimentos.
E a cada batida do meu algoz, aumenta o meu sofrimento.
Sofrimento lento, que me lembra dos meus vazios juramentos.
Juras que fiz a mim mesmo: Esquecer-lhe e matar a ti, aqui dentro.
És covarde ti, és covarde meu desalento.
Por voltar, quando já morria, o que respirava aqui dentro.
Uma hora vais embora e me deixará jogado ao vento.
E com afinco, pelas madrugadas, tentarei em vão; estrangular meus sentimentos..."
A coisa mais difícil que existe é confiar em mim mesmo. Mas também, como posso confiar em alguém que ama de todo ser alguém como você?
A morte de mim mesmo...
Cada momento vivido é um
exibicionismo, onde narciso acha
feio o que não é espelho,
Cada momento vivido é um preparo
para a morte,
cada segundo expirado é um
questionamento sofrido.
Quanto tempo me resta?
Quando na verdade tempo não existe,
morte é transcendência para o fato de
simplesmente SER!!!
No mais íntimo do meu ser sinto que amo somente a mim mesmo. Quanto aos outros cumpro deveres e, na maioria das vezes, procuro ser agradável ou não lhes causar problemas.
Ainda que não esteja bem, sei assim mesmo que toda mudança mora em mim. Decido entre ir a frente ou parar, me aventurar ou me acovardar. O mais importante é eu querer mudar.
O autoconhecimento nos torna mais seguros e autoconfiantes.
Quando aprovo a mim mesmo, não preciso ou dispenso o julgamento ou aprovação do outro. Portanto, desenvolva-se.
Mesmo quando o mundo me empurra para a escuridão, há algo dentro de mim que se recusa a apagar a luz, mesmo que seja pequena.
As vezes falo de mim mesmo em minhas frases, como se tentando tirar a viga que está em meu próprio olho, mais alguns acabam por pegar a carapuça e colocar em suas próprias cabeças e refletir como indiretas, acredito que quem entendeu, entendeu.
Hoje eu acordei com saudade do "trem".
Mesmo a estação sendo bela, algo em mim clama por notícias do passageiro.
Será que está bem? Será que as paisagens que agora contempla são tão belas quanto as que um dia dividimos?
Me deu vontade de sentir de novo o abraço, o cheiro, de mergulhar no universo dos seus olhos.
Mas eu choro.
E dói.
Dá vontade de pegar o telefone, de buscar a voz que acalmava, mas não posso.
Na nossa última conversa, algo em mim se quebrou.
Houve um “ponto final” – literal e escrito (ponto final).
Ainda assim, eu não consigo guardar ódio.
Não consigo apagar o brilho do trem que passou por mim, mesmo que tenha partido. Foi lindo.
Foi uma viagem que me ensinou tanto sobre mim, sobre o amor, sobre a vida.
Como eu queria sentir aquele abraço mais uma vez, o carinho que parecia eterno.
Mas o medo me trava.
O medo de me aproximar e ser deixado novamente, despedaçado em pedaços tão pequenos que mal conseguirei recolher.
O medo de expor o que sinto e encontrar do outro lado um silêncio que fere mais do que mil palavras.
O que aconteceu entre nós é grande demais, complicado demais.
Parece que não temos volta.
Parece que esse trem nunca mais parará na estação onde eu estou, mesmo que eu fique esperando, mesmo que eu deseje tanto que o som dos trilhos ecoe novamente.
Eu sinto saudade.
Uma saudade que parece querer explodir meu peito.
Eu sinto sua falta.
Se um dia você ler isso, saiba:
Eu agradeço.
Agradeço por tudo o que fez por mim, por cada instante, por cada ensinamento.
Agradeço até por ter resistido tanto antes de desistir de nós.
E, apesar de tudo, eu não quero dizer adeus.
Eu digo: até breve.
Não sei se culpo a sociedade ou se culpo a mim,
A alguém dentro de mim ou só é eu mesmo?
É tão confuso a que dentro
que me perco nas curvas da escuridão.
Desperto ou não,
confuso, sem chão...
Não sei se me mato ou não,
só sei que sentir, eu sinto.
Mas o quê?
Eu não sei...
O que amei além de mim?
Nada.
Eu desisto.
Desisto com todo coração, do mesmo modo que tentei.
Sacrifiquei meu tempo, meus medos, um sonho e sim... minha Esperança.
Morreram todos.
Eu perdi.
Humilhada e tola.
Eu desisto de todo coração
Desisto diante da vida
Não sou nada, nem nunca serei nada
Além de uma perdedora no mundo
Não tenho lágrimas para chorar
Nem voz para cantar
Não tenho nada
Nada amei além de mim.
Final feliz não existe.
Só existe final triste na vida e no mundo.
Não existe final feliz.
Eu perdi
Minhas preces não valeram de nada
Deus não existe além de mim
Nada amei além de mim
Nada.
Eu perdi
Ora, se eu ligo?
É claro que sim.
Mas vencer me tornaria pior do que eu já sou
Eu perdi!
Nada amei além de mim
Nada amei além da minha imaginação
Mas não é novidade não vencer...
Eu perdi
Sirvo para enfeitar qualquer lugar
E dizer "bom dia"
Mas não sirvo para vencer
Para ter razão...
Perdi e mereci
Diabo me carrega em teu colo
Meu pranto te diverte
Mas agora, esturricada, seca e sem fé
Para nada sirvo
Eu perdi
E não sinto pena de mim.
Estúpida
Tudo era eu, o tempo todo.
Eu perdi
Só o Deus que eu inventei me amou.
Só.
Mas todos eles também são eu.
Eu perdi e não vou me levantar
Eu desisto
Eu aceito perder
E não ser nada, nem ter nada, além de mim.
Não existe perspectiva alguma
Nem lentidão promissora alguma
E por último, porém mais importante
Não existe vontade de minha parte de continuar
Eu desisto de ajudar
Eu não quero mais ajudar
Eu desisto de tentar convencer as pessoas que essa era um história importante
Eu desisto de angariar leitores...
Interessados...
Apoiadores...
Eu desisto
Eu não consegui
Eu desisto de um final feliz.
Foi muito mais difícil do que eu imaginava
E mais impossível do que Deus existir.
“Posso não ser senhor do acaso, mas sou capaz de controlar a mim mesmo, tudo depende da minha preparação”
Ney P. Batista
May/05/2022
Tenho me esforçado para superar a mim mesmo, pensado muito nesta vida, em sua efemeridade, no quão volátil é a nossa situação humana. Enfim, cada vez mais consciente de que tudo é vaidade. O tempo passa cadenciado, sem se deter, seguindo ele todos os seres viventes, e não temos poder sobre nada, a não ser nos entregar ao acaso de cada instante. Vaidade em vaidade, lá se vai a nossa idade. Os nossos planos, em tristezas e alegrias, todos desejando uma intensa felicidade. Entretanto, dura é a nossa realidade.
Não preciso provar para ninguém que sou capaz. Já provei para mim mesmo a capacidade que Deus o Eterno Pai celestial me concedeu.
Diplomas ou conquistas banais, podem o ego satisfazer, mas nada disso tem valor se um bom caráter aos que me cercar, eu puder oferecer.
Dinheiro? Ele é finito, assim como a vida aqui. Mas nós os que cremos, numa eternidade de vida, na esperança inaudita, que nos fazem seguir confiantes, e ansiosos pelas promessas de paz, o que neste mundo efêmero, poderá nos deter tão voraz?
Meu corpo não é o que tenho de mais cansado em mim,
Meu coração é o mais cansado em mim...
Mesmo assim, eu ainda preciso amar.
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