Dentes
Estação
Não há constelação no céu da tua boca
Não há nem dentes em tua boca!
E mesmo assim,
Perduras um riso frouxo de esperança...
E nos teus olhos, tanta indagação!
Com a tua roupa imunda
Cobres vagamento tua solidão
Seguras o pão com tanta força
Como se fosse escapar da mão
De repente,
O desvario transforma tua face
Loucura? Raiva? Não sei
Arrasta tua perna arruinada
Até o canto da estação
Devora teu pão
Digere tua alma
Recordas tua face de ontem
Engasga de decepção
Não há dentes
Não há casa
Não há dinheiro
Acabou o pão
Há apenas a vida que passa
A gritar-te
Não! Não! Não!
Não existe nada mais desaforado que a língua. Às vezes os dentes incomodados por tamanha falácia assumem a função de orientadores e acabam mordendo-a.
O Colecionador de silêncios
O vázio a se triturar entre os dentes
gastos e amarelados.
A procurar um canto escuro
por entre os olhos pálidos.
A repudir sua própria sombra,
enquanto navega por mares estreitos;
Sobre as línguas secas e distantes
a saborear todos os seus efeitos.
Aos devaneios de finais de noite
enterrado em seu mundo de fantasias.
Os gritos que teu corpo abafa,
ilusões de uma mente doentia.
As pirálides a consumir a carne fria
a semear as vitimas sem valor.
As lágrimas que caim e que secam
em contraste com o teu rubor.
Os sorrisos soberanos a derrocar
seu castelo de cartas marcadas.
Ávidos sem nenhum pudor
sua voz treme diante de tais palavras e se cala.
Sinceramente não me importo com acusações! Antes de aceitar a Cristo defendia com unhas e dentes as “verdades mentirosas” do inferno. Já fui apedrejado por muitas ideias, e até hoje tenho pedras guardadas; pedras que me fizeram refletir se eu estava certo ou errado. Porém, toda intenção e toda palavra vem com o intuito de guiar passos em tempos tão conturbados religiosamente falando. Temos que agir conforme a revelação que nos foi dada pelo Pai. Se eu deixar de falar a verdade D'ele, Ele deixará de ser verdade em mim. Que a perseguição venha ,mas que seja pelos motivos certos.
Sou coerente em ser tudo que me da fascino. Me transformo em dentes-de-leão em meio ao vento, sem rumo, sem estradas, sem destino. Mas livre.
AMIZADES X DENTES
As amizades se assemelham aos dentes, na infância são os de leite, quando aparecem são motivo de festa, não são duradouros, logo os perdemos, mas alguns dão tanta importância que o guardam como recordação.
Na adolescência somos descontentes com eles, queremos endireita-los ao nosso jeito, assim como dentes com aparelho.
Quando jovem algumas amizades só dão dor de cabeça, não tem muita utilidade, tipo o ciso.
Quando adulto surgem os permanentes, perde-los trará um prejuízo tremendo, sem eles algumas pessoas até deixam de sorrir.
Assasinato
Posso sentir ela me mordendo
Mastigando com seus dentes afiados
Sentindo meu gosto amargo
Engolindo me aos bucados
Posso sentir ela me esmagando
Pressionando-me lentamente
Aos poucos me devastando
Com seu olhar inclemente
Posso senti-la me olhando
Com seus olhos arrasadores
E seu riso pelo meu abandono
E meus incessáveis tremores
Vejo seu dedo acusador
Em minha direção
Causando me o pudor
E auto repressão
Senti suas mãos sufocarem
Minha fé e razão
Senti seus punhos acertarem-me
Em cheio de antemão
Por ela fui assassinado
Imperiosa e cheia de maldade
Fui friamente esfaqueado
Por nossa podre sociedade
A vida é curta, sorria enquanto você ainda tem dentes. Seja feliz, não porque tudo é bom, mas porque você pode sempre encontrar o lado bom de tudo. Ser feliz não significa que tudo é perfeito, significa simplesmente que você decidiu olhar além das imperfeições.
Paixão é fruto que não tem semente, depois que come só desbota os dentes, e aquela fome que dava "nagente", era a distração de um solitário carente.
ESTAR LÁ
Semana passada, minha mulher teve cinco dentes extraídos - todos na mesma manhã. Ai ! Desnecessáro dizer que foi uma experiência dolorosa e - devido às dificuldades com alguns analgésicos - nauseante para ela. Por passar muito tempo acamada há vários dias, meu repertório de cuidados incluiu bolsas de gelo, compressas quentes, líquidos, alimentos macios e simplesmente investir o meu tempo com ela, pois minha presença a conforta.
Enquanto me esforçava para amar Lynn sacrificialmente, lembrei-me de 1 Coríntios 13. Esse capítulo, um perene favorito para textos de casamento, apresenta o amor ágape de Deus. Por três vezes nos versículos 1 a 3, Paulo escreve que mesmo que exercitemos nossos dons espirituais de maneiras surpreendentes, se não amarmos " aos outros, " será equivalente a " nada ".
É interessante que o " Capítulo do Amor " aparece entre dois capítulos focados em dons espirituais e como os cristãos deveriam usá-los para trilhar um " ...caminho que é o melhor de todos " ( 12:31 ). Paulo quer dizer que Deus nos deu dons espirituais para usarmos, mas eles precisam ser exercitados em amor - amor real que é benigno, humilde, perdoador e perseverante ( vv.4-8 ).
Deus revela esse amor na maneira como o Pai, o Filho e o Espírito Santo compartilham uma profunda e permanente afeição um pelo outro. É o amor ágape que Ele deseja que demonstremos pelos outros - especialmente para nossos cônjuges.
Se eu tivesse simplesmente dado a Lynn os meus " presentes " de conforto durante aqueles dias, mas não tivesse o amor de Deus no meu coração, eu teria sido " ...como o som de um gongo... " ( v.1 ) e sem valor. Amar aos nossos próximos bem como a outrosd no corpo de Cristo exige um espírito sacrificial que flui de Deus.
Não se trata meramente de usar seus dons, mas de estar lá por amor. - Tom Felten
Leia: 1 Coríntios 13
Eu poderia falar todas as línguas que são faladas até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino ( v.1 ).
Examine: - Isaías 1:10-17
- Amós 4:1-5
- Marcos 12:28-31
Considere: Nem todos que são gentis com o próximo também amam Jesus. Qual aspecto do nosso serviço aos outros conta como amor a Jesus ? É importante amar aos outros e investir tempo somente com Jesus ?
A beleza dos seus lábios em junção da curva dos seus dentes se transforma numa raridade chamada sorriso, onde se destaca a sua naturalidade e a felicidade transbordante daquilo que se observa.
Na íris vejo vidro venho,
meus neurônios não
se agradam do que ver.
Em dentes a pétalas de
rosas as qual deixam o
hálito nada agradável.
A língua gravada de
espinhos espelhei o
agridoce desejo em
se morde.
O meu oceano só tem
um mistério e jamais
revelaria o mar das
suas águas.
Comer é a mais alta diversão dos dentes, e pelo menos de dois sentidos. Olfato e paladar, divertem-se ao degustar as iguarias.
Eu sou um lobo desgarrado abandonado quase sem pelos mas com dentes fortes fome de carne e sede de sangue...
