Democracia Mário Quintana
Nós estamos num país capitalista, que arrasou os povos indígenas e ainda arrasa! Quando o capital entrou, arrasou conosco dentro de nossas terras e num país que se diz democrático a gente vê que não tem nada de democracia.
“Ser servidor público não é um privilégio, é antes de tudo, uma conquista por meio de competência, estudos e dedicação.
É assumir um compromisso com a população pela garantia de acesso aos seus direitos, ofertando trabalho digno e de qualidade.
É, acima de tudo, ter postura embasada em valores e princípios éticos, independente da origem da demanda.
No exercício da função, o servidor público não “acha”, ele consulta o que preconiza a lei. Ele não diz, ele escreve.
Servidor público é aquele que cuida da coisa pública, e assim contribui para uma sociedade cada vez mais democrática e igualitária!”
"Brasil, Janeiro de 2021.
Um ano difícil se inicia:
no mundo - uma pandemia
no poder - um genocida."
"Eu já nasci de zoião aberto e do lado certo da história. A dor foi parcelada no crédito a perder de vista. Imagina a situação do "cidadão de bem" tendo que ver o mito e o herói derretendo em praça pública??? Os zoio vão abrir assim, a vista. Sem negociação."
Elegemos por popularidade, não por competência. A manipulação em massa tem mais peso do que princípios. Não votamos em projetos de governo, votamos em marionetes com interesses pífios. Deveríamos ser governados por filósofos, amantes do saber, não por crápulas e gananciosos de caráter fictício interessados apenas no poder. O poder deveria ser limitado. Nenhum homem deveria ter mais poder do que ideais.
DemocraVersando
Fazer e desfazer de tudo que foi feito ou falado sem passar pelo despautério da repressão.
Fazer tudo quando no direito lhe cabe, sem o desproposito da coação.
Não estar submetido a nada que seja pelas vias da opressão.
Não ignorar o direito de movimento e de expressão do outro como cidadão.
Num estado democrático de direito, a constatação de um canalha sendo apoiado para ascender ao poder pelos mais ricos é a única situação na qual somos beneficiados pelo fato da fatia mais rica da população ser constituída por uma ínfima minoria.
“RE”VOLUÇÃO
Vivemos tempos de muita reflexão. Onde culpar um inimigo, aliás, tese que não é novidade na história, é um dos fatores para tentativa de uma pseudo-união, que se forma em torno de combatê-lo. Antes que alguém me acuse do que quer que seja, pasme-se, por ambas as forças que cada vez mais se polarizam em nosso Brasil, convém que se façam alguns registros.
Essa caça às bruxas não nasceu de hoje, a história mundial já registrou vários desses episódios onde esse antagonismo implacável acabou por emplacar guerras, mortes, violência. Todos deram a vida por suas causas. E o que a humanidade tem evoluído com isso? Geralmente é e nome da liberdade que muitos perderam a vida.
Mais especificamente em nível de Brasil, nasci num regime de exceção e hoje o creio assim, haja vista que, embora não tivesse tido uma infância abastada, havia alguma ordem na sociedade e não vou reportar aqui ser era por força ou por educação. Em tal época, pelo que lembro, era preciso estudar para as provas, as lições eram “tomadas”, o trabalho doméstico era uma obrigação de todos, inclusive crianças, dentre tantos outros “disparates”. Inexistia qualquer criminalização para isso!
Em seguimento, vivi a abertura democrática, lembro que em tal época havia pressões sindicais entrelaçadas com outros interesses políticos, cuja bandeira comum era acabar com a ditadura.
Pois bem, a “dita cuja” faleceu, negociadamente, houve campanha para eleições diretas, com o povo nas ruas.
O país, entretanto, passou, a meu ver, a viver um período de abertura, mas, na imensa maioria dos governos, tanto os ditos de direita quanto os ditos de esquerda, houve a gestação, cada vez mais pujante, da grande mácula desse País Gigante batizada de corrupção – e com um excelente “pré-natal”.
Passamos por presidentes: com “problemas de saúde” (falo físicas), quase super-heróis (na luta contra os já velhos fantasmas), intelectuais (na época era apoiado pela direita mas hoje tem a pecha de esquerda), governos mais populares (à base de romanée conti) e, agora, um governo, eleito pelo povo como todos os outros, que também tem como bandeira central o combate à corrupção (comum na campanha de todos os outros).
Não é preciso repisar a história do que aconteceu e do que vem acontecendo.
As “desinformações” existem de toda a “desordem” (redundância proposital), desde a imprensa massiva até os meios mais populares de comunicação.
Há fomento de novos “valores”, como se toda a sociedade fosse obrigada a colocá-los acima de todos os outros que também sustentam as famílias. E mais, são situações que estão muito mais como bandeiras remotas em relação às verdadeiras atitudes. São muitas bandeiras levantadas em nome disso ou daquilo, mas a efetivação do amor ao próximo pouco se vê na prática, ali, do outro lado da rua.
Posso referir que já vi fervorosos defensores, das mais variadas bandeiras da modernidade, tratar com desdém e desrespeito um trabalhador de um restaurante. O que realmente vale? Bandeira ou atitude?
O sistema de um País democrático é sustentado em dois grandes pilares: respeito aos direitos e garantias individuais; e também na autonomia e independência entre os poderes.
Como será que estão nossos pilares?
A resposta, independendo de sua ideologia, a menos que se possa rubricar fortemente a hipocrisia, é que ambos estão fragilizados. E muito!
Ocorre que, ao ver do escritor destas palavras, os poderes não são autônomos e independentes há muito tempo.
Da mesma forma, o respeito aos direitos e garantias individuais, nessa disputa pelo poder, está cada vez mais fragilizada.
E o Outorgante Maior está cada vez mais desprestigiado!
Aquele que não reza na cartilha do congresso (nem vou dizer qual) não governa. Da mesma forma, estamos vendo um judiciário que a tudo pode (manda investigar, prender e ainda julga). Bem verdade que não sou favorável a outorga de uma carta em branco a quem quer que seja no executivo.
Mas as reflexões que entendo pertinentes são:
- Será que vivemos num Estado de Direito? Na forma e na realidade?
- Será que já não vivemos uma ditadura (mas travestida)?
- E o povo, nesse cenário, está, verdadeiramente, com seus direitos resguardados?
- Que Ordem desejamos?
Tudo ainda é uma incógnita, mas essa instabilidade não tem um nome ideológico, vem sendo fomentada há anos e financiada pela malfadada corrupção que assolou, assola e não se sabe, por quanto tempo, ainda assolará esse amado País.
Estejamos sempre altivos e intransigentes com os nossos valores, não os fragilizando em nome de quem quer que seja.
A respeito da grande reforma, pego carona no legado deixado por Immanuel Kant: “Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”.
Tenhamos fé que, de alguma forma, a Ordem se estabeleça, a Paz possa reinar soberana e o respeito a todos que pensem de forma diversa seja respeitado.
Encerro nas palavras de Voltaire:
“Posso não concordar com nenhuma das palavras do que você disser, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”.
(Alfredo Bochi Brum)
ESPERANÇA BLINDADA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Emoção pessoal não se rende às baratas
e as traças não comem os planos de vida;
nenhum verme de ofício virá me tomar
o que tenho aqui dentro por lei natural...
Cuspirei marimbondos pra todos os lados;
vencerei esses ratos de todos os tronos;
esses donos pretensos do que não é seu;
inclusive os mistérios do mundo e dos tempos...
Quero ter liberdade pra ir e voltar,
para ser e pensar como vem das entranhas
o que foi desenhado pelo coração...
Gafanhotos não podem devorar meus sonhos;
fiz um trato comigo e pretendo cumpri-lo;
não há grilo mais forte que minha esperança...
Bandidos no poder, bandidos nas ruas, bandidos nos tribunais, bandidos no senado, bandidos nas capitais.
Bandidos nas polícias, bandidos nos hospitais, bandidos nas periferias, bandidos nos jornais.
Bandidos por toda a parte, por todas as instituições, bandidos disputando com bandidos, até mesmo dentro das prisões.
Bandidos de farda, bandidos de toga, bandidos de mandato, bandidos de droga.
Bandidos de exportação, bandidos que envergonham toda uma nação.
Bandidos as expreitas, tirando a paz do cidadão.
Bandidos se organizando em partidos, donos de legendas eleitorais, bandidos laranjas lavando imensos capitais.
Bandidos por toda a parte, bandidos que não acabam mais.
Que diabos de democracia é esta???
Para fazer bandidos é o que esta democracia presta.
O Povo Brasileiro, em uma quantidade significativa,
está com uma democrática opinião interessante sobre muitas coisas.
.
Primeiro, é mais fácil alguém entender de futebol do que dos próprios direitos. Também, nem sabe o real significado da palavra democracia (no dicionário).
.
Segundo, não avalia a vida pregressa dos candidatos, seja do executivo ou legislativo, vota por simpatia e não pelo caráter.
.
Terceiro, tem conhecimento raso da profunda verdade. No que diz respeito à política, a qual dá o rumo na própria vida, não se interessa ao saber, ao entender. Somente quer o resultado do momento, não pensa num futuro.
.
Por último, querem a paz, a mudança positiva, mas sempre elegem aqueles que causam o problema ou o qual indica o candidato problemático.
Favoritismo
Ah! Tenho todo o direito
de defender a moral política
do meu belíssimo país
Tenho sim o direito, sem doutrina partidária
estou a favor de uma Nação
libertária, expositiva
sem necessidade do dedo que tenta a mim
rotular e influenciar a minha ética ordenada
Tenho sim essa liberdade
a mesma que dou a todos e sem preconceito
porém, longe do fanatismo
do profundo egoísmo
com o propósito do poder individual
gritando aos quadro cantos
que é pelo objetivo social
Isso é nacionalismo extremista
é poderá ser o caos
Seja justo, faça a sua própria cabeça
não preconize um ritual
liderando ovelhas moucas
só instigará parvoíce
sem sentido, fatal
Para ter senso de liberdade e democracia
saia da sua zona de conforto
dispa-se do pensamento infértil
ande sobre a ardente fogueira do miserável
assim será douto para manifestar opinião.
Sobre o filme 1964: Brasil entre armas e livros.
"Então, se a história deve ser a professora da vida, deve ser baseada na verdade, independente se ela é bem vista ou mal vista."
Duas horas dedicadas a um filme coerente, bem contextualizado, equilibrando diferentes pontos de uma história amplamente divulgada por apenas um lado desde antes de eu nascer.
Nossos antepassados sofreram com duros abusos da extrema direita? Sim, alguns sofreram, não restam dúvidas. Sofreram outros, também, com equívocos cruéis, transviados e armados da esquerda marxista e gramscista? Sim, também houveram esses que penaram. Houve quem buscou pacificar os dois lados após tanto caos, sangue e lágrimas? Sim, também houve, porque o tempo traz equilíbrio ao curso das civilizações, ainda que essa balança confiada pelo Pai à humanidade ao dar a cada um de seus filhos uma consciência e o direito à livre escolha ainda não seja operada com perfeição e as tendências errantes insistam em voltar e revoltar de tempos em tempos para assolar o povo. De uma forma ou de outra a pútedra corrupção encontrou e infelizmente ainda encontra meios de se aparelhar, seja pela força bélica desmedida e devastadora; pelo poderio econômico tão atraente que ainda instiga, no imoral, a idéia de que ser eleito para servir ao povo é uma oportunidade de espertamente fazer riqueza com as mãos no erário público, negligenciando quem o elegeu; ou pela tentativa de culturalmente, sob o supostamente intocável manto de determinados eixos da intelectualidade, da arte ou da ciência, influenciados pela relativização exacerbada e vaidosa, reduzir às cinzas princípios elementares e perenes desde o início da humanidade.
Mas sempre haverá o prumo, a Luz apresentando a linha eterna que conduz o homem com suas potencialidades à coerência, à vedade e à justiça.
Sempre saúdo ao Tempo de cada coisa nessa gangorra que é o curso da humanidade, só assim é possível, ao ser humano, distinguir e escolher o que é melhor pra si. A evolução individual, por vezes, é controversa e dolorosa, imagine a evolução de um país e da humanidade...
Ainda sobre o filme, trata-se de uma produção brasileira que resgata o sentido honrado da democracia, da ordem e do progresso pregados na bandeira do meu país, lançando luz sobre fatos e períodos históricos repetidamente replicados por apenas um ângulo de visão.
