Democracia Mário Quintana
A educação e o conhecimento representam a maior ameaça para aqueles que instrumentalizam o poder público democrático em benefício de interesses corporativos e financeiros.
Idade Mídia
Vivemos a era da conexão plena e da desconexão absoluta. Nunca estivemos tão juntos em redes e tão apartados em ideias. Nunca se falou tanto e se pensou tão pouco. A esse fenômeno contemporâneo, poderíamos chamar de “Idade Mídia” — um tempo em que a opinião ganhou status de argumento, e a ignorância, muitas curtidas.
A figura do homo idiota — não no sentido ofensivo, mas etimológico, grego, do sujeito que se abstinha da vida pública e refugiava-se no particular — retorna com força. No período helenístico, esse era o cidadão que ignorava o debate político e voltava-se apenas à sua esfera privada. Mas havia, ao menos, o silêncio. Hoje, o homo idiota não apenas opina: ele grita, compartilha, cancela, vocifera. Tem o direito à fala, mesmo sem o menor interesse pela escuta.
Não se trata de um ataque à democracia — longe disso. A liberdade de expressão é o alicerce de uma sociedade plural. O problema não está na liberdade, mas no esvaziamento do conteúdo. Falamos muito, mas dizemos pouco. Informados por manchetes, formamos certezas antes mesmo de compreender as perguntas.
Seguimos, então, a passos de moonwalker — deslizando de costas, imitando movimento para frente, mas indo para trás. Temos tecnologia avançada, filtros estéticos, inteligência artificial, mas carecemos de diálogo honesto, empatia e pensamento crítico. Avançamos nas ferramentas e regredimos nos fundamentos.
A Idade Mídia é o tempo em que se troca sabedoria por performance, reflexão por lacração, silêncio por barulho. E, assim, com a ilusão de progresso, dançamos rumo à mais elegante das involuções.
Teocracia
Vivemos tempos em que há a possibilidade das democracias, darem lugar aos regimes totalitários. Isto acontece porque o povo prefere um poder centralizado e não um poder fragmentado. As Democracias não estão dando uma resposta para solucionar os problemas sociais, políticos, éticos e econômicos dos países. O povo quer um poder com autoridade, centralizado numa pessoa ou num órgão de soberania, que tenha poder para resolver os vários problemas. No fim o que vai vigorar, nem é uma democracia nem uma ditadura. Estes dois regimes falham todos, pois são os poderes humanos. O poder humano sempre falha.
No fim como Deus mostrou, a Daniel através do sonho do rei Nabucodonosor, uma estátua que representa os vários impérios humanos é derrubada por uma pedra que apareceu. Está pedra é Jesus Cristo, que vai governar eternamente e põe fim ao reino dos homens. Assim haverá um reino da verdade, um reino de teocracia, o eterno reino de Deus!
A Constituição não é apenas um documento; é a voz silenciosa da nossa nação, garantindo que a justiça prevaleça em todas as esferas da vida pública e privada
"Quando nos calamos por medo de represália, nos tornamos voluntariamente, cúmplices dos nossos próprios algozes".
Talvez quando a Lei realmente chegar em qualquer porta, não ler o sobrenome do morador e quando a saúde e a instrução chegarem junto, tenhamos paz.
"Não podemos desistir, não podemos parar, e não podemos parar de lutar. Assim, se mantém firme a democracia e a liberdade."
Guerras irregulares
Nós morremos todas as vezes que não lutamos contra as tiranias.
Nós morremos todas as vezes que não lutamos contra a injustiça.
Nós morremos todas as vezes que deixamos mal vencer. O mal domina o discurso e as narrativas, pois ele vende o selo da verdade.
E nós morremos quando homens justos deixam de ser cães pastores e não enfrentam os lobos.
Então, há os cães pastores, que vivem para proteger o rebanho e confrontar os lobos.
Mas nós estamos morrendo, pois não se pode tocar no lobo.
O rebanho está morto porque só haverá tirania, injustiça, ausência da verdade.
Todos nós morremos sem os cães pastores.
Quando uma norma ou matéria abre espaço para a subjetividade na aplicação da autoridade e do poder punitivo do Estado, é imprescindível adotar um posicionamento crítico e cauteloso. Isso porque tal margem interpretativa pode gerar brechas perigosas para práticas autoritárias e abusos de autoridade, comprometendo os princípios do Estado Democrático de Direito e as garantias fundamentais do indivíduo. Nesse contexto, a liberdade de expressão se apresenta como a materialização da democracia — sem ela, resta apenas a tirania.
E vc, vc que não quer ver, que não quer ouvir, que não tá nem aí... nem mesmo percebe que as trevas aumentam à medida que as luzes diminuem.
Acho que os cidadãos de bem e bom senso, não coniventes, mancomunados ou beneficiados pelo beneplácito gerencial deste país, haverão de fazer jus à um movimento consciente e não posicionar-se com cumplicidade nos desmandos e falcatruas, os quais temos presenciado todos os dias..
Na arte, a música é uma das manifestações mais democráticas, muitos cantam, alguns tocam, outros compõem, mas todos apreciam e batem palmas
A pratica da velha política, não tem diferença da atual, é opressora e dominante levando as instituições a ruína, sigamos o caminho da verdadeira democracia, á qual a nação brasileira ainda não conhece.
"MUNDO NOVO"
Estava radiante este dia, estava radiante...
Dia de passeio ao parque, sol, luar, ar puro.
Aos que vivem em cidade deviam... avante!
Levanta e vá de encontro ao nosso futuro!
Neste percurso encontrarás nosso caminho!
Não em casa, não na volta, não no parque.
O "caminho esta lá fora"; e' o jeito , sozinho!
Sozinho; encontrar o jeito que se embarque.
No parque reina a liberdade de expressão:
Vi crianças, liberdade, direito, democracia...
E todas brincavam ora no balanço ora não.
La' pras tantas do relógio o apito; o' dureza!
Pois o que todas temiam e' a hora de voltar.
Agora eu vejo! Tudo passa, e' só a natureza!
poeta_sabedoro
