Defendo meus Amigos
Há 7 meses nasceu o sentido da minha vida, nasceu a plenitude dos meus dias, nasceu um ser precioso concebido por Deus, para ser lapidado e amado. Nasceu meu encanto, minha prioridade, minha saudade quando estamos distantes, meu amigo e amor. O seu sorriso de gengiva tem o poder de desmontar qualquer tipo de aflição e cansaço da vida. Você enriqueceu meu lar interior, pois quando não está por perto... é pra lá que eu corro só pra lembrar de você.
"Na escuridão, no vazio da minha solidão ao som dos meus soluços eu encontro respostas para todas as minhas dores"
Os murros do seu silêncio fizeram hematomas na minha alma. De vermelho se coloriu meus olhos e as comportas se abriram. Foi como levar um soco no estômago esmagando as borboletas que voavam por lá.
Não sou eu que busco as palavras. São elas que buscam a mim. Revoam meus pensamentos, e por fim constroem ninhos no beiral do meu olhar.
Hoje resolvi ler pra ele alguns de meus autorais. Entre um autoral e outro, me deparei com um especial, no qual ele mesmo foi a minha inspiração. Fiquei surpresa pois não consegui lê -lo até o final, meus olhos marejaram e foi impossível segurar as lágrimas de emoção .Ele também ficou surpreso com meu choro repentino, sem saber o que fazer, me olhou meio sem graça e me pediu pra continuar… Eu realmente não consegui, pedi pra ele terminar de ler. E foi então que eu percebi, que embora seja muito fácil escrever meus sentimentos, eu aparentemente tenho uma dificuldade enorme em demostra - los. Ao mesmo tempo em que eu sinto um amor enorme e tão puro a ponto de me emocionar em simplesmente ler um texto de amor que eu mesma escrevi, eu não consigo transmiti - lo na mesma intensidade. Então eu consegui compreender Caio F Abreu, em a morte dos girassóis, bem naquele trecho em que ele diz: “girassol quando abre flor, geralmente despenca. O talo é frágil demais para a própria flor, compreende? Então, como se não suportasse a beleza que ele mesmo engendrou”. Eu me senti exatamente assim quando me emocionei, como se o meu peito não fosse capaz de suportar e transmitir o amor que eu mesma criei.
— Ana Cris
"Acabou o show"
É de noite
Que o mar transborda dos meus olhos
É de noite
Que o meu coração chora
É de noite
Que atormenta começa
É de noite
Que atuação acaba, a encenação acaba
É de noite
Que fico sozinha com a minha dor
Que lamento sem temor
Que não disfarço o horror
De noite
Nem a luz do luar
Nem a luz das estrelas
Consegue iluminar
O que o sol não ilumina com o dia.
INDIGNAÇÃO
Meus versos
São vômitos de indignação
Contra um país
Onde “ninguém é racista”
Mas a todo instante
Ouve-se o arroto da escravidão
A favela é preta
O presídio é preto
As calçadas e cozinhas
Seguem o mesmo padrão
E nas escolas do eurocentrismo
Só há espaço para o Cristianismo
E aos negros sobra
A estatística da evasão.
Quero te acolher em meus braços, te colocar no lugar mais seguro. Apagar todas as suas dores, medos, receios profundos. Quero ser teu porto seguro, teu abrigo mais doce. Quero ser aquela que vai te fazer sorrir todas as manhãs. Quero te inspirar nos seus versos mais profundos a cada divan.
Veneno ou remédio, depende da dose e da frequência! A resistência dos meus inimigos me induz a acertar na próxima vez a quantidade e a qualidade!
Desculpe se não me controlei,
Não calei meus pensamentos;
Meus impulsos.
De uma forma que não sei explicar, continuo pensando em você.
E pensei em mil palavras pra dizer,
Procurei muitas formas de me expressar,
Até que percebi que o que me encantou em você foram suas palavras,
Afinal, é o menino dos poemas.
Eu procurava algo que era tão óbvio;
E por isso não pude enchergar.
É ridículo desejar alguém que acaba de conhecer.
Chega a ser surreal querer tanto assim outro corpo junto ao seu.
Um corpo que de tão distante parece nem existir.
A lua bate nos meus olhos e sinto o poder de Deus ! Pai do amor, pai do perdão. A ti glórias e louvores pela vida.
30/05/2017
Se meus olhos fossem capazes de transbordar a beleza do meu coração, você seria afagada e contagiada pelo meu amor.
Talvez eu passe o dia inteiro escrevendo os meus versos, ou quem sabe então, o restante de meus anos compondo canções de um quebra-cabeças, e que quando o mesmo fosse montado, ele mostraria a face daquela por quem sou um admirador anônimo.
O medo de dizer “eu te amo”
Sergio Macedo
Meu coração já não me pertence.
Meus pensamentos já não me pertencem.
Sim! Posso dizer com muitas certezas,
Que eles Pertencem um alguém,
Que não me pertence também.
Não! Não sou um louco
Sou apenas um alguém,
Que ama outro alguém.
Que de fato, meu coração,
E meus pensamentos lhe pertencem.
Autor
“Sergio Macedo”
Era um caminho. Aberto. Vago. Alheio.
Pesava sobre meus ombros posses, abstrações.
Não há setas, bússolas, perdões.
Não há um destino, mas vários ou nenhum.
As pegadas dos últimos passos, eu vi adiante.
Que garantias isso me dá?
O que é o destino se não a morte?
Caminho em direção a ela?
E eu tentei ver nas réstias do horizonte onde dará.
Dará na última pegada, ao cair numa armadilha.
E o que será adiante se não um ponto de vista?
20 anos e os ombros pesados.
A dificuldade de se desvencilhar…
É preciso estar leve pra escalar montanhas.
Um dejá vu. Me pergunto se já estive nesse ponto
Ou se os pontos se repetem gradativamente.
Talvez a natureza não seja tão criativa.
Parece que o ar se torna cada vez mais rarefeito.
Ou eu me sufoco com meus próprios ombros.
Fui tirando pedaços da bolsa. Um apelido, uma mentira...
Alguns pedaços saíam com muita dificuldade,
um chiclete grudado aqui e ali.
No final… no final… estava leve?
Mas afinal alguma coisa permaneceu, aguada e inconsciente
e essa coisa afinal sou eu?
Havia um vazio pesado. Como o ar rarefeito.
Como a melancolia que inunda os domingos.
Um cemitério vazio encharcado de medo.
Afinal, quando acabara já estaria acabado?
O mais se temia já teria se adiantado?
Não sei o que eu era e o era um estado de mim.
Nem ao menos sei a diferença.
Sei que quando chegar a hora
a hora já terá passado.
Tão lógico e paradoxalmente.
Dona dos meus sentidos
Quando assim fico, pensando no que escrever,
és a dona dos meus sentidos, parece-me
ouvir-te dizer aos meus ouvidos,aquilo que
eu quero escrever.
Escrevo, e tuas mãos sobre o papel vejo.
Teu rosto por inteiro à minha frente fica,
teus olhos lindos brilhantes, olham-me com
carinho e amor.
Dona dos meus sentidos vem comigo ficar,
juro-te pelo que quiseres, para mim serás
única nada existe entre eu, e uma outra aventura
qualquer.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil.
Membro da U.B.E
