De tudo Ficaram Tres coisa
VIDA DIDÁTICA
Eram pilhas de livros: problemas um, problemas dois, problemas três;
Tinha as coisas do arquivo pra se guardar todo mês,
O controle do estoque; do que foi gasto com limpeza,
Nossa vida didática não era assim uma beleza.
Afora a solidão, tinha o Gandhi, espesso e de letras pequeninas
Nunca tive coragem de ler tanta filosofia;
Me encantava mais com os seios e as pernas das meninas
Da confecção, meu coração sozinho perdido nos decotes,
Vida sem perspectivas a fazer e desfazer pacotes
Fui sempre tão romântico na minha solidão,
Fui sempre tão sozinho no meu sonhar
Sempre sonhei na simplicidade de ser feliz por amor, de ser livre por viver...
Gandhi, não aprendi filosofia não, minha vida era didática demais
Os livros que não li empacotei e enchi caminhões
Que conduziram aos ricões mais distantes deste meu país
Minha filosofia era lutar; porquê? eu não sei...
Talvez por Aquela força sutil do amor...
Aquela força sutil e irrefreável do amor...
Aquela força inabalável que soprava na brisa
Depois de um dia de trabalho pensando no baralho
E na companhia fraterna e palavras suaves de ternas filosofias...
Ao olhar um semáforo de trânsito, as três cores, poderão ser indicativo para avaliar como anda sua vida amorosa, simples assim: verde – sonhando juntos, com projetos e muito carinho; amarelo – o primeiro e o último pensamento do seu dia, não são mais para aquela pessoa; vermelho – não sente falta, sua presença tanto faz. Pare, acabou!
Não damos conta, mas pensando bem, temos três grandes aliados na natureza: o Sol como testemunha, com sua luz que vê tudo; a Lua como cúmplice, observando silenciosamente no escurinho; e o Vento como transporte, cuja intensidade sentimos quando nos deslocamos.
Práticas pedagógicas inovadoras envolvem três pilares: personalização , contextualização e interação.
Curiosa, minha filha Júlia de três anos, perguntou-me com ares de segredo: "Pai; o que é uma surra?". Gaguejei. Baixei a voz e quis saber onde ouvira a palavra. Ouvira de um coleguinha na escola em que a mãe trabalha, que dissera ter levado uma. Pelo tom da voz, a Júlia sabia que não era boa coisa, e certamente o coleguinha surrado não fez boa expressão, ao dar a notícia.
Não tive coragem de dizer. Talvez devesse, não sei o que diriam os "educocratas", mas não tive. Convergi nossa conversa para coisas mais produtivas. É claro que ela saberá logo o que é uma surra, não graças a mim, mas acho que posso adiar um pouco. E na verdade, fico feliz por ter uma filha que vive num mundo (o de nossa casa) que ainda não registrou a palavra em seu glossário.
TRÊS CORAÇÕES
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Para Júlia e Nathalia
Trago no peito, essas duas razões que o íntimo cultua como núcleo do ser. Minha vida se desconhece fora desse contexto. Não há lua que paire sobre meu mundo e dê sentido a qualquer sonho, e não há sol nos meus olhos, quando não as acho nem imagino ao alcance das vistas ou das horas seguintes.
Tenho três corações, e no entanto, nem o meu é meu. Todos eles me ocupam para pulsar por elas que são meu horizonte; meu destino. São a vela que move minha embarcação. Sempre foram meu sino, meu sinal de vida. Meu antes e depois, desde que renasci.
Nada quero do mundo, senão a certeza do poder deste sentimento que me conduz. Que me faz querer conduzi-las com segurança, mesmo pelas filas incertas do que há de vir. Do que não sei que será, pois nada sou além de mim, mas quero ir enquanto há passos. Voar enquanto há vento, céu e asas.
O poder não é meu. Não me pertence. Vem delas o meu dom de sonhar. De me doar e sentir que faço valer o tempo. Esse tempo já sem tempo e sentido para retroceder... mas quem foi que falou em retroceder, se já não tenho passado, e o futuro pertence a elas?
POEMA DE TRÊS NÓS
Demétrio Sena - Magé
Saberemos viver sem esse nó
e seremos de novo nós à parte;
com que arte seremos indivíduos
desmembrados da nossa simbiose?
Há um mundo com olhos vigilantes
que não podem nos ver; somente olhar,
ou seremos mutantes rumo ao fim
num altar que nos torne mau exemplo...
Precisamos achar os nossos eus
escondidos no vão do nosso nós;
uma voz nos avisa dessa urgência...
Não teremos indulto quando a ira
da pureza raivosa e santarrona
nos puser numa pira incandescente...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
No calculo matemático da vida nos espaços do multiversos está na compreensão da dimensão de três números relativos, o três, o seis e o nove.
Liberdade, Igualdade e Fraternidade, sem estas três máximas operantes de verdade no exercício da arte real, o ideal maçônico por vida e verdade, não há como existir.
Três reinos, animal, vegetal e mineral, e todos com vida. Os dois primeiros reinos são visivelmente vivos mas o mineral possui uma vida diferente, recebe e emana vibrações, freqüências e diferentes cristalizações e colorações quando próximos de outras vidas dos outros reinos. Nada tão extraordinário, se pensarmos que o carbono é o elemento base da química orgânica e a gema mineral o diamante vem de uma molécula de carbono elevado a alta pressão e alta temperatura. Logo todos os três reinos se comunicam.
Doutrinariamente as gravuras artesanais nas artes plásticas tradicionais são três a xilogravura, a gravura em metal e a litografia. A xilogravura é considerada a mais antiga delas, pois era usada desde o inicio da idade media, para anunciar os eventos itinerantes, originário do termo italiano "I Musicanti", que eram peças de teatro musical infantil, tem por base desenhar no taco de madeira por goivas metálicas. A seguir temos a gravura em metal que tem como matriz uma placa de metal geralmente em cobre, por ser mais macio. A imagem é encavada no metal, de diferentes maneiras por objetos com pontas duras ou ácidos. Por fim a litografia que é a técnica de gravura em que se usa a pedra como matriz. A pedra litográfica geralmente é feita com um calcário especial que é desbastado por meio de um tratamento químico na pedra.
Os mais celebres feriados brasileiros, são três o primeiro, o dia de Jesus crucificado. O segundo, o dia de Tiradentes enforcado e por terceiro, e mais triste, o dia do Trabalhador endividado.
Três destaques que são característicos do Kamorra:
1° - Destemido.
2° - Sangue frio.
3° - Observador
3 (três) particularidades da profissão militar:
1° - O militar em atividade não pode exercer qualquer outra profissão. Sua dedicação para as Forças Armadas é, portanto, exclusiva, 24 horas por dia. Isso o torna dependente somente de sua remuneração.
2° - O militar da ativa é proibido filiar-se a partidos políticos ou participar de atividade de cunho político-partidário, como greves ou qualquer movimento reivindicatório.
3° - O militar, na inatividade, permanece vinculado à profissão.
Três características que eu procuro nas pessoas: Honestidade, lealdade e respeito. Sem essas três pra mim não serve.
Quando Vincent Van Gogh deixou este mundo em 1890, considerava-se um fracasso. Vendera apenas três quadros em toda a sua vida e o mundo via-o como um perdedor sem talento.
Mas a sua cunhada, Johanna Van Gogh, recusou-se a deixar o seu trabalho desaparecer.
Primeiro perdeu o marido Theo, o único que acreditou em Vincent. Viúva e com um filho pequeno herdou 400 quadros de um artista desconhecido e um apartamento em Paris. O que é que ela fez? Vendeu tudo e apostou no Van Gogh.
Transformou sua casa em uma pensão para sobreviver, mas no seu tempo livre escreveu cartas, organizou exposições e publicou a correspondência entre Vincent e Theo.
Em 1905, conseguiu o impensável: organizou uma grande exposição de Van Gogh em Amsterdã. O mundo finalmente viu o que Vincent deixou para trás.
Se hoje conhecemos Van Gogh, é graças a uma mulher que se recusou a esquecer.
É imprescindível trabalhar os três pilares: a aceitação, o desapego e a reciclagem. Pilares primordiais para a nossa evolução enquanto seres humanos.
