De Repente Nao mais que Derepente
Na paz de mais um dia
Que eu vejo amanhecer assim; sereno
Olho pra Terra, olho pro Céu
Imagino a imensidão deste infinito
Impossível calcular
A vastidão deste Universo, tão bonito
Difícil crêr
Que este Sol tão imponente já nem brilha
Num espaço relativamente curto
Que eu perceberia
Se pudesse seguir esta trilha
Olho pra Terra, olho pro Sol
Instintivamente me sinto
Parte integrante de Algo muito maior
Sou parte do Todo que existe
Daquilo que vejo e que não vejo
Acontece e aconteceu
Disto tudo fazemos parte
Você e eu
Aquele que partiu
e o que ainda não nasceu
De alguma forma estivemos
e estaremos sempre
Tanto lá quanto aqui
Na paz de mais um dia
Dia que há de passar
Pois tudo passa
Hoje o Sol brilha no Céu
Sua Luz me abraça
Eu também haverei de passar
Como passam os dias
Mas outros dias virão
Outras pessoas também
As coisas vem e vão passando
Passaremos eu e o dia
Pra sermos ainda lembrados
Vez em quando
Tudo que existe aqui
haverá de existir mais além
deixo às crianças do futuro
Um "bom dia!", um abraço e um "Amém"
O tempo e a necessidade
Transformam uma simples trilha
Em uma cada vez mais longa Estrada
Meus pés apenas fizeram esse caminho
E não há nada que eu queira abandonar
Ao longo de suas margens
Além das flores que plantei
Enquanto fazia esta viagem
À qual nós chamamos de vida
Cujos passos ninguém conta
Muito menos as perdas
de Pequena, média e grande monta
As vitórias
Estas deixo à Humanidade
No dia em que minhas pernas
Não mais puderem caminhar
E meus olhos não mais conseguirem
Vislumbrar seus horizontes
Mas hoje eu ainda caminho
Com meus passos cada vez mais lentos
pois hoje nada é como antes
Talvez por não haver
Mais nenhum lugar aonde eu ir
Pois descobri que ainda preciso
buscar a mim mesmo
Aquele que deixei ficar
Em algum lugar desta jornada
Hoje eu sei
O tempo e a necessidade
me ensinaram
Que a mim mesmo preciso encontrar
Mais nada.
O que mais me impressiona
É perceber que nesta vida
Nada mais me pode impressionar
Deixei meu viver de lado
Parei de sonhar acordado
Eu, que tanto quis saber
Agora acho tudo assim...
Sem graça
As emoções me abandonaram
Eu não sinto mais falta de nada
Coração oco
Alma vazia
Não entendo como foi que um dia
Eu pude gostar da vida
E querer bem a este mundo
Que me esqueceu
Assim
Pra mim tanto faz
Por favor, vida
coisa abandonada
Me esqueça no meio da estrada
me deixe sumir em paz
O ponteiro das horas
Parece andar pra trás
Começa a tortura
de mais uma madrugada insana
Onde o tempo
parece ser diferente
chego a pensar
Que esta escuridão me adora
E por isso não se vai
Ou será que meu relógio
está doente?
mesmo para aquela gente
Que reclama que o tempo demora
Aqui é pior
Eu olho pro Céu
E parece até que a lua chora
de vontade de ir embora
Por mais que a gente viva, haverá sempre coisas que deixamos de fazer.
Por mais que a gente acerte, haveremos sempre de deixar erros.
Por mais que a gente ame, sempre tem alguém que não gosta da gente.
Por mais que a gente explique, haverá sempre quem não entendeu.
Por mais que a gente tente, não é tudo que a gente consegue.
Pois por mais que sejamos nós mesmos, sempre haverão de nos comparar a outras pessoas.
Mesmo com todas as imperfeições que possui, a vida continuará sempre sendo a melhor coisa que recebemos de Deus. Aprendamos então a agradecer por ela e a desejar mentalmente que este Mundo encontre o caminho da Paz e da Perfeição. O caminho consiste em não desejar que as coisas e as pessoas sejam sempre aquilo que esperamos delas e aceitá-las como são.
Quanto mais distância toma
Mais podemos enxergar as formas
disformes e tortuosas
das normas que cumpríamos
descobrindo assim
O quanto é bom chegar ao fim
um tempo em que vivemos
de alegrias fictícias
Saber que nunca houve
Primazia e nem primícia
chegar ao dia
Em que finalmente a gente pode
escrever a mais bonita
Poesia infinita
dedicada à tristeza que acabou.
"Dizem que as mulheres são todas iguais, mas algumas são mais iguais que as outras e isso torna diferentes as menos iguais"
Se por promessas vazias
Fiaste em vão tua vida
E se tudo agora
nada mais significa
Te lembres sempre
De uma Promessa anterior
De que do teu coração
Seria varrida toda dor
Esta promessa não morreu
Esta Palavra é a que fica.
Hoje em dia eu nem sei mais
O que é claro e o que é escuro
Nem sei mais a diferença
Entre o raro e o banal
Hoje eu não mais compreendo
O que é vento e o que é mar
O que é lento ou está parado
O que é fumaça e o que é ar
O que não tem graça
e o que é pra rir
Quem está contra mim
e quem está ao meu lado
Quando eu vou dormir
está de um jeito
Quando eu acordo
Não sei se acho feio ou bonito
deixaram tudo misturado
Não sei se o Mundo anda esquisito
Ou se sou eu
Que ando meio pirado
Hoje em dia eu nem sei mais
O que é claro e o que é escuro
Nem sei mais a diferença
Entre o raro e o banal
Hoje eu não mais compreendo
O que é vento e o que é mar
O que é lento ou está parado
O que é fumaça e o que é ar
O que não tem graça
e o que é pra rir
Quem está contra mim
e quem está ao meu lado
Quando eu vou dormir
está de um jeito
Quando eu acordo
Não sei se acho feio ou bonito
deixaram tudo misturado
Não sei se o Mundo anda esquisito
Ou se sou eu
Que ando meio pirado
Agora mesmo eu estava lendo
Um artigo que dizia
Que aquele problema antigo
Que parecia resolvido
Será recebido de volta
e com festa
E nessa festa haverá música
e serão cantadas
canções sem nenhuma poesia
dizem que a moda agora é esta
Eu olho pros lados
e não sei dizer quem é homem
Parece que o normal
hoje em dia é ver a fome
Como coisa natural
E que os salvadores
na verdade
São aqueles
Que a todos comem
Me disseram que agora a cobra voa
Eu concluo que por mais que eu diga
Estarei falando à toa
Pois hoje o mal é coisa boa
Amanhece mais um dia
A luz distante desvia a atenção
de meu amigo solitário
Pois prenuncia o nascer de um lindo dia
A tristeza no coração desse homem
Que muitos pensam ser de lata
Faz pensar em lembranças que o consomem
Sentindo-se perto do fim
Fica na duvida
Se ele simplesmente não se mata
Ou se cuida do jardim
Afinal,
Talvez chova hoje à tarde
Melhor não pensar nas dores
Se eu me infligir este mal
Quem é que vai cuidar das flores?
Quantos meses do ano
ainda viveremos cercados
Por uma vida repleta de enganos?
Começa mais um Janeiro
E o Mundo continua sendo
Um simples viveiro de Seres Humanos
Perdidos no tempo e no espaço
De fracasso em fracasso
Vai passando Fevereiro
Fingimos dar as mãos
Esquecemos dos irmãos
e pensamos em dinheiro
De fracasso em fracasso
Atravessamos o mês de Março
Progresso ninguém viu
Não viu ao menos
passar o mês de Abril
Assim você caiu
E assim eu também caio
De corte em corte
de taio em taio
Passa Maio
De egoísmo em punho
Atravessamos Junho
Enchendo o Mundo
de Lixo e entulho
A Humanidade passa Julho
O Governo cria outro imposto
e a gente elege um novo encosto
Assim chega o mês de Agosto
A família recebe um novo membro
e passa Setembro, Passa Outubro
Passa novembro
Humanidade, raça ruim!
O Ano e o Mundo
Cada vez mais perto do fim
Chega Dezembro
E a gente continua
e há de prosseguir
Pra sempre assim.
"A tecnologia do mundo de hoje torna a atual geração de jovens indubitavelmente mais bem informada do que era a minha, na minha juventude. Mas isso não a faz em absoluto ser mais inteligente, parece até que regrediu. Se quisermos realmente ter uma Humanidade mais inteligente, creio que devemos mesclar a educação antiga com a tecnologia atual. Está mais que provado que a tecnologia sem direcionamento falhou."
Hoje eu procurei no Céu
Uma pipa com a cor igual aquela
da qual nunca mais se ouviu falar
Tamanha era a dor da saudade
e tanta falta me fazem
todas aquelas amizades
Hoje sabem todos os que ficaram
Que somente os ventos prosperaram
O tempo passou lento
e foi levando, lentamente
Quase tudo. Tudo aquilo que fazia
A gente rir. Meu Deus, e a gente ria!
Ria, como não se ri hoje em dia
Hoje eu acho que a gente
Apenas cria algum argumento
Uma desculpa qualquer
Pra continuar aqui
Olhando pro Céu de vez em quando
e compreender
Que somente os ventos
Continuam no comando
Arrastando pra um lugar distante
todas aquelas pipas
todas aquelas lembranças
todos aqueles amigos
e todos aqueles sonhos
hoje antigos
Tão antigos quanto a infância.
Este mundo anda tão confuso
Que eu acabo por seguir a multidão
Por mais que me recuse
Quando vejo estou atendendo
Pelos nomes que me dão
E só o que me dão são nomes
Minha fome permanece a mesma
Inauguraram uma nova feira de rua
Venderam ali minha alma
Me perderam pelo menor preço
Creio que seja mesmo assim
Levaram de mim
Somente aquilo que merecem
Meus olhos se apressam
Em não querer mais vê-los
E eu vou deslizando
Por entre tantos atropelos
Guardo assim, meu coração
Sem amigos, quase sem uso
Antigos em mim, há somente sonhos
Todos eles, por demais voláteis
Mas um dia me haverão de ser úteis
Desenhos que pretendo ainda colorir
Somente a eles me prendo
Distribuo o que me cai às mãos
Mas não me vendo
Um dia tudo isso há de findar
Pois meu lugar, isso eu sei
Não é ali, eu apenas me perdi
Passou em branco, foi tudo ilusão
Permaneço abstraído
Apesar dessa tamanha confusão
Pois este mundo anda um tanto confuso.
Quando a gente almoça algo salgado
A comida é muito boa
Mais tarde você come algo doce
e o que era bom aumenta um tom
Então você bebe água
Ela não tem gosto de nada
Mas a alma fica imensamente agradecida
Pois cada coisa no dia tem seu tempo
E cada dia na vida também tem
Não queira passar na frente de ninguém
Existe ocasião pra tudo
Pra falar e também pra ficar mudo
Há dias de viver sorrindo
e hora de sorrir chorando
Tem gente que desiste da vida
Pra não passar pela desilusão
de desistir de um sonho
Saibamos então sonhar
Porém, sem nunca desgrudar
os pés do chão.
Eu queria só saber
Caminhar corretamente pela vida
E que a vida fosse um pouco mais
Que uma mera superfície plana
Eu queria poder superar
Todas as limitações
A que está submetida
A minha humilde condição humana
e todas as fraquezas nela inseridas
Eu queria conhecer e saber lidar
Com a força existente em mim
Antes do fim desta vida
Eu queria viver o tempo que ainda tenho
Vivendo o Sonho de Conhecer a Deus
O Deus que existe nos meus sonhos
E que às vezes me permite saber
Que é sim, possível voar
Pois Ele já me presenteou algumas vezes
com essa sensação incrível
e me ensinou que o tempo
Apesar de impiedoso e inexorável
É necessário pra que a gente aprenda
a remover a venda que existe
nos olhos humanos, e é
inerente à Condição Humana
Eu não digo o tempo mundano
Que faz compreender
as horas e as semanas
Existe outro tempo, além deste plano
Um tempo que vem de Deus
Que tem me ajudado a tentar compreender
Que cada pedra
Que eu, com respeito, carreguei
e cada dor que um dia me derrubou
Agora se traduzem
numa espécie de compreensão
Que de mim se assenhora
E me faz saber de onde eu vim
E que as dores que eu senti
eram sim, necessárias
Pra que eu não passasse pela vida
e a visse desaguar um dia
Num Oceano de incompreeensão
e a tivesse vivido como um reles pária
Carregando sensações imaginárias
Eu já compreendi que Outra Coisa existe
Porém ainda não sei o quê preciso fazer
e a maneira correta de pedir e receber
Tudo isso às vezes me faz sentir
Um pouco triste ao fim do dia
Quando se aproxima a hora de ir dormir
Por mais que eu seja visto
como incompreensível
Por este mundo complicado
Eu creio que vou morrer
Sem também compreendê-lo.
Por mais que cada gesto meu
Repleto de amor e desprendimento
seja, a cada dia mais
repelido somente com indiferença
Eu creio que vou morrer
Sem levar comigo qualquer sentimento
de vingança, ingratidão ou ofensa
Por mais que eu saiba
O quanto de tristeza vou sentir
Por distorcerem aquilo que eu digo
Simplesmente
Por não haverem prestado
A mínima ou a devida atenção
é a vida
Tudo isso me vem do coração
e eu não vou me calar
mesmo sabendo que eu digo
Em português
A quem só lê javanês
E mesmo que nada esteja igual
e eu esteja sempre
Nos fundos do quintal deste mundo
eu vou permanecer pra sempre lá
e tenho certeza
Que um dia haverão de me procurar
pra me dizer
Que finalmente a minha piada
inteligente e sem graça
realmente, anos mais tarde
Fez muita gente rir
Principalmente pelo fato
de eu não estar mais aqui.
Fatalmente mais um dia
Onde voavam borboletas
enquanto o Sol sorria
Inexoravelmente
outro dia parte
Eu descarto desta vida
mais um dia
Enquanto esta vida assim
não me descarte
Outro dia fatalmente parte
E leva com ele
uma parte de mim
Igual a todo dia
Onde o Sol sorria
iluminando novamente
este chão
onde eu piso
desliza velozmente
me derruba
ri de mim
Termina outro dia
outro amanhã
a vida afia
Que em breve virá cortante
Constante
instante após instante
e partirá novamente
me deixando aqui
no meio dessa gente
Que caminha normalmente
e gentilmente desvia
de mim
Mais um dia, que pra mim
Sem Sol, nem borboletas
Partiu
Como cada dia sempre parte
Um dia, dia
Haverei também de pisar-te
Cortar-te, esquecer-te
e abandonar-te
Igual a cada dia desta vida
Que partiste
e te foste
sem mim.
Sob as pedras
Que existem
Nos mais profundos recônditos
das Florestas
Existe vida
A vida também floresce
Nas mais profundas
e também nas rasas
Frestas
Da maior rocha
Que na Terra existe
A vida existe no calor da tocha
e o Fogo do Sol
Produz a vida
A vida é a energia
nos elétrons
e também nos prótons
de tudo que existe
Sob a batuta dos neutrons
Que a tudo equilibra
Nisto consiste
Tudo
Exceto a intolerância
e a ausência de perdão
Nelas
Co-existe a morte
de sorte
Que há sempre um porém:
Após a morte
Existe vida também
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