Dança
Nossas ações são apenas reflexos corporais. Por exemplo, quando você dança, na verdade, você dançando consigo mesmo.
Se alguma vez eu conseguir entrar no teu coração, prometo que o farei dançar em todas as estações do ano.
Tu fazes dançar o meu coração,
coordenas os meus pensamentos,
invades os meus poemas,
despes-te nos meu sonhos,
amanheces os meu dias,
e nem te apercebes.
Dançando com a lua.
Em contraponto aos dias péssimos e aos dias comuns há alguns dias excepcionalmente extraordinários. Hoje foi um desses dias, que aliás vem se tornando menos raros ultimamente. Termino o dia com Elena: um filme paradoxal, simples e de uma força espantosa - sublime. Três grandes monólogos sobrepostos a belas imagens. Tão lindo que recomendo a todos.
Com licença: estou exercendo o meu direito de ser uma pessoa normal. Rir, chorar, dançar, enlouquecer, me arrepender. Com licença pois estou usufruindo o meu prazer e assumindo a minha responsabilidade em ser pessoa, e não me importam os rótulos, não me importa quantos queixos estarão caídos ao me verem feliz e realizada, sendo eu, sendo a pessoa que eu escolhi e não aquela que inventaram sobre mim.
o maníaco do agasalho marrom, que dançava com você nas noites de chuva
Sim esse maníaco não vai poder ser seu amante esse ano e quem sabe os próximos.
pois ele viu a chama que corria em seu rosto,
e percebeu que não passou de um bom ombro amigo para te acalentar no aniversário passado.
Fernando Basuko
O único desejo dele
era aprender dançar comigo...
Porque meu amor, ele sabia,
nunca teve e nunca teria
não por maldade
ou querer ter,
mas por ironia
Se foi...
Hoje, meu Amor tem
Meu Amor
e Nem!.
"Vem dançar comigo
Aproveita e me sequestra
Amos vagabundo, intenso ou
muita pressa não sei como terminar
Mas sei como comerçar."
Tenho que transformar o mundo na minha pista de dança determinar ultrapassar o limite e depois querer, mas, pois é agente que faz a vida não é a vida que faz agente!
SEGREGADOS
Sorriam, enquanto,
Seus negros
Entristecidos
Dançavam.
Á volta, cirandas
Pálidas, batuques
Nos pés, e na alma?
Uma indignidade,
Golpeava as suas
Lembranças.
No porão – karmas
Vociferavam,
Por aqueles que
Já não tinham voz.
Na cozinha, sinhá,
Não aceitava os cânticos,
Relembrava-a, as suas
Insônias, de negras
Reluzentes, nos braços
De brancos envelhecidos,
Brincando de amores.
Não podiam parar,
O porão, a senzala, era
O destino de quem resistia,
Enquanto forçosamente
Sorriam, rios de sangue
Corriam em seus corações.
Não é possível evitar o tombo de quem dança e requebra sobre a corda bamba e podre e sente orgasmos múltiplos com isso. Uma hora a dita arrebentará e não quero estar debaixo para ver o estrago. Muito menos ser obrigada a catar os caquinhos.
Chega de questionar a todo momento o tempo e o destino vamos é aproveitar cada momento dessa dança da vida...
Loucos, tontos
Intolerantes, invejosos
Cantam, dançam
Sorriem, choram
Perdidos, estendidos
Ao sol, à chuva
Tempestade esquecida
Arriscam o amor..!!!
Punhal afiado que corta a alma...
Sangra calada na escuridão da noite..
Corpo nu que dança vulgarmente...
Esconde o pudor de quem a ama...
Que deixa-se sangrar de dor, de si...
Punhal vulgar corta a solidão da alma..!!
Cabelos em trança, dança!
Lembrança, palpitação
Troca, destroca.
Volta, até terminar a canção.
Intrigas, brigas e orgulho ferido
Tantas outras tentativas e nenhum perigo
Tenta, re-tenta, é lenta a reconciliação
O tempo age
E quem se disse: "relaxe".
Agora aguenta mais não.
Flui o tempo, vai o vento
E arranha, escuridão
Sai a lua, vem o sol
mais um dia, decepção
E quem ainda agora foi embora
sofre de culpa
pede desculpas
E traz de volta a paz que merece o coração
