Crise
“Para mim, imaginar um mundo onde toda crise não resultasse em novas atrocidades, onde cada jornal não fosse recheado de guerras e violência, isso seria imaginar um mundo onde os seres humanos não fossem mais humanos.”
Um bom escritor nunca abandona seu lápis, ele ameaça, na crise quebra a sua ponta, mas logo em seguida está desesperado a procura de um apontador.
"CRISE DA FIBROMIALGIA"
Explicando.
Não é complicado.
Multiplica por 100.000 toda a dor que já sente o tempo todo, todos os dias, com as dificuldades de realizar simples tarefas do cotidiano, eleve a 10 potência multiplicada com a incompreensão das pessoas que te olham com desdém e desconfiança, somada a falta de empatia, então terá o resultado da crise. Caso o resultado seja uma incógnita, abra um parêntese e soma esse resultado a dor, mais a insonia, mais os desarranjos intestinais, mais os lapsos de memória, mais o ganho de peso, mais a carência financeira, mais a falta de paz, mais o desconfortos, feche o parentese e multiplique pela raiz cúbica da falta de tratamentos de saúde, com qualidade, oferecido pelo SUS.
E aí ficou mais fácil de entender?
A crise tá tão feia, que agora as pessoas voltaram a se relacionar por amor... Porque ninguém mais tem dinheiro
Neste momento de crise política no Brasil, a maior epidemia tem sido a de surtos psiquiátricos coletivos.
Hoje,numa aula de programação
fico muito abismada com toda a situação
acho que estou em crise
ou estou em confusão
flores queimam suas folhas
e borboletas voam lindamente numa sincronização.
Pensar é muito estranho
como é estranho pensar
num dia me ponho a sorrir
no outro me ponho a chorar.
Hoje estou como Brenda
Mas amanhã quero ser Noélia Perfect
Por favor
Só lhe peço que me mate.
Me estrangule como uma borboleta
jogue uma pedra em cima de mim para que eu possa escorrer de sangue
Na minha cabeça quebre uma ampulheta
ou me sequestre em uma gangue.
Se eu puder morrer em paz
eu agradeço a morte incerta
pois eu nunca seria capaz
de escrever de mente aberta.
Por isso,por favor
Só lhe peço que me mate.
Quero morrer de dor
e de muita crueldade.
É assustadora a crise de valores dos dias atuais, amplamente disseminada entre os mais jovens e cristalizada nos mais velhos de formação desvirtuada. As pessoas confundem conceitos que antes tinham fronteiras bem claras, como amor e desejo, liberdade e libertinagem, e colocam coisas superficiais e essenciais, temporárias e permanentes no mesmo saco. Nunca os estados de ser e de estar estiveram tão misturados nas cabeças e nos sentimentos de tão significativa parcela da população, o que leva os mais conscientes a reavaliar, com cada vez mais freqüência, os próprios referenciais de vida para saber se não estamos perdendo os parâmetros de posicionamento perante tais conceitos.
A crise em todos nós começa, quando nos damos conta de que o velho tempo já se foi, mas o novo não tem forma ainda...
Durante uma crise de ansiedade,
Lágrimas são derramadas
formando uma Intensa Tempestade
De cobranças, De vaidades
De tristezas, De Vulnerabilidades
Em pouco tempo, é como se estivesse imerso
num vasto oceano de desespero
Até, finalmente, lembrar de que a vida continua,
de que possui um ótimo guarda-chuva,
De onde tira suas forças,
sua Fé em Deus, seu Amor Próprio
e o apoio das Pessoas que Ama,
Assim, vem a querida Bonança,
mesmo que seja momentânea,
faz bem não esquecer
de que ainda há Esperança.
Crise de ansiedade, depressão, não são doenças que se combatem sozinho, nem se combatem com a ajuda de ninguém! São batalhas que você tem que travar contra si mesmo é suas fraquezas essa é a única arma! O resto é apenas "munição"!
A PALAVRA PALAVRA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A grande crise do tempo que atravessamos é de palavra. Em todos os grupos, clãs e camadas sociais a palavra é um artigo banalizado, e por isso, em franca extinção de sentido. Se temos o hábito de apontar os políticos como os únicos não cumpridores da palavra, chegamos ao ponto em que tal afirmação é injusta, pois eles fizeram escola. Todos nós aprendemos a não cumprir compromissos, promessas, juras e acordos... palavra dada, gravada ou escrita. Nem mesmo assinada e com firma reconhecida. Tudo isto, sem falar dos que jogam conversa fora; prometem o que não podem cumprir... arrotam.
Como se vê, não falo apenas dos contextos mais arrojados e grandiosos da palavra, mas também do dia a dia. Os momentos; nuances; detalhes. O “dia desses”, o “qualquer hora”, o “daqui a pouco” e o “peraí”. A palavrinha sem importância para quem dá, mas de grandes expectativas para quem recebe, muitas vezes sem pedir ou fazer cobranças, mas que a partir daí estabelece uma expectativa que pode ser danosa. Com o fenômeno da falência da palavra, o ser humano se descompôs em mentiras, fraudes, dissimulações, apropriações e posses do que não lhe pertence por natureza, direito nem ética.
Ela, que um dia valeu e se bastou por meio de gestos simbólicos e códigos naturais ou instintivos de honra, hoje não tem qualquer valor, mesmo com todos os aparatos de garantia do seu cumprimento. Estamos no tempo em que urge reformularmos os nossos valores e conceitos, pelo bem do próprio mundo, para devolvermos aos cofres arrombados do caráter humano aquele sentido pleno e verdadeiro da palavra palavra.
"quanto mais escurecer, mais perto a manhã esta de chegar,cada sofrimento e cada crise,vira acompanhada de uma nova chance de ser feliz."
"O verdadeira natureza das pessoas se mostrar em momentos de crise, daí você vai saber quem tem a covardia, como ratos que fogem, ou dignidade de enfrentar a realidade com virtudes e coragem para supera-la"
O Brasil está parecendo um barco sem leme no meio de uma tempestade, em tempos de pandemia e crise política
