Criação e inspiração
Para acreditar em algo é preciso buscar a alma dela. Geralmente a alma das coisas está jogada em qualquer lugar distante da imaginação.
Será que você não está no ritmo do sambinha do Zeca Pagodinho “Deixa a vida me levar”, e por causa disso nem sonha com um amanhã melhor?
Ora, se você não sonha, não projeta e se não projeta, não se lança em busca de realizar.
"Lembrei da minha mãe contando de quando estudava, quando carregava seus pertences no saco de arroz e apagava os cadernos com borracha dos irmãos pra aproveitar no ano seguinte, hoje em dia o muleque só vai na aula se tiver roupa de grife e o playstation de final do ano virou a motivação que os pais criaram pros filhos estudarem. Já não se fazem pais (na maioria dos casos) e crianças empenhadas como antigamente."
Quanto mais eu mergulho na filosofia, que muitos dizem que afasta os homens de Deus pela racionalidade das explicações lógicas do cosmos, mais eu encontro o Deus simples, belo, livre e criativo, que nunca caberá nas lógicas da ciência e das explicações humanas.
Todos são corajosos desde que saibam da sua missão. Do contrário, viverão apenas na inércia e reclamando da vida. Busque uma inspiração
Helen Palmer - uma Sombra de Clarice Lispector (PREFÁCIO)
Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977 – dez e meia da manhã. Quando – em decorrência de um câncer e apenas um dia antes de completar o seu quinquagésimo sétimo aniversário – a prodigiosa escritora Clarice Lispector partia do transitório universo dos humanos, para perpetuar sua existência através das preciosas letras que transbordavam da sua complexa alma feminina, os inúmeros apreciadores daquela intrépida força de natureza sensível e pulsante ficavam órfãos das suas epifânicas palavras, enquanto o mundo literário, embora enriquecido pelos imorredouros legados que permaneceriam em seus contos, crônicas e romances, ficaria incompleto por não mais partilhar – nem mesmo através das obras póstumas – das histórias inéditas que desvaneciam junto com ela.
Entretanto, tempos depois da sua morte, inúmeras polêmicas concernentes a sua vida privada vieram ao conhecimento público. Sobretudo, após ter sido inaugurado o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) – constituído por diversos documentos pessoais da escritora – doados por um de seus filhos. E diante de correspondências trocadas com amigos e parentes, trechos rabiscados de produções literárias, e algumas declarações escritas sobre fatos e acontecimentos, a confirmação de que entre agosto de 1959 a fevereiro de 1961, era ela quem assinava uma coluna no jornal Correio da Manhã sob o pseudônimo de Helen Palmer.
Decerto aquilo não seria um dos seus maiores segredos. Aliás, nem era algo tão ignoto assim. Muitos – principalmente os mais próximos – sabiam até mesmo que, no período de maio a outubro de 1952, a convite do cronista Rubem Braga ela havia usado a identidade falsa de Tereza Quadros para assinar uma coluna no tabloide Comício. Assim como já se conscientizavam também, que a partir de abril de 1960, a coluna intitulada Só para Mulheres, do Diário da Noite, era escrita por ela como Ghost writer da modelo e atriz Ilka Soares. Mas, indubitavelmente, Clarice guardava algo bem mais adiante do que o seu lirismo introspectivo. Algo que fugiria da interpretação dos seus textos herméticos, e da revelação de seus pseudos. Um mistério que a própria lógica desconheceria. Um enigma que persistiria afora dos seus oblíquos olhos melancólicos.
Dizem, inclusive, que em agosto de 1975, ela somente aceitou participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria – em Bogotá, Colômbia – porque já estava convencida de que aquela cíclica capacidade de renovação que lhe acompanhava, viria de um poder supremo ao seu domínio e bem mais intricado que os seus conflitos religiosos. Talvez seja mesmo verdade. Talvez não. Quem sabe descobriríamos mais a respeito, se nessa mesma ocasião, sob o pretexto de súbito um mal-estar ela não tivesse, inexplicavelmente, desistido de ler o verdadeiro texto sobre magia que havia preparado cuidadosamente para o instante da sua apresentação.
Em deferência aos costumes judaicos quanto ao Shabat, Clarice só pode ser sepultada no dia 11, domingo. Sabe-se hoje que o seu corpo repousa no túmulo 123 da fila G do Cemitério Comunal Israelita no bairro do Caju, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Coincidentemente, próximo ao local onde a sua personagem Macabéa gastava as horas vagas. No entanto, como quase todos os extraordinários que fazem da vida um passeio de aprendizado, deduz-se que Clarice tenha mesmo levado consigo uma fração de ensinamentos irreveláveis. Certamente, os casos mais obscuros, tais como os episódios mais sigilosos, partiram pegados ao seu acervo incriado, e sem dúvida alguma, muita coisa envolta às suas sombras não seriam confidenciadas. Como por exemplo, o verdadeiro motivo que lhe inspirou a adotar um daqueles pseudônimos (...)
Barroqueira do Agreste – Bahia
(Fevereiro de 1934)
A grande distância da realidade dos centros urbanos, longe de qualquer vestígio de progresso e imensamente afastada de tudo aquilo que poderia ser compreendido como civilização, Lea Leopoldina era mais uma pobre cambembe emprenhada, prestes a parir mais um predestinado sertanejo azarento. À sua volta, pouquíssima história para ser contada e nenhum tipo de adornos para enfeitar o seu xexelento pardieiro de barro batido: três cuias de água salobra, brotos de palmas estorricadas e um saco de farinha de mandioca dividiam o apertado espaço na mesa de madeira crua com sabão de sapomina, folhas de macambira e um desusado pilão emborcado numa arredondada bacineta de pedra, guardando ainda as raspas das rapaduras trazidas pelos mascates dos canaviais das circunvizinhanças.
Acima dos caibros e das varas que faziam a parede engradada de taipa, o maljeitoso telhado de ripas, com uma tira grossa de embira amarrada ao centro da cumeeira, segurava num só laço de nó um leocádio apagado bem na direção do velho fogão de lenha. E presa na memória dos seus parcos pertences espalhados naqueles quatro cantos de extrema vileza, a triste lembrança de seu companheiro: Nestor a tivera abandonado, inexplicavelmente, após tomar conhecimento da sua inesperada gravidez.
Do lado de fora, onde fumaça manava em vez de flores e onde nada germinava pelas estreitas fendas cravadas na superfície do chão estéril, pouca coisa sobrevivia da crueldade de uma duradoura estiagem. Rodeados por xiquexiques, quipás, seixos, pederneiras, juazeiros e mandacarus, formigas, besouros, calangos e lagartos escondiam-se num devastado matagal pálido e amortecido. Ao redor deles, pedregosas areias de rios secos, cisternas vazias, lavouras abolidas e ossos de animais mortos eram sobrevoados por outros tantos insetos invictos e descorados.
Caia mais um fim de tarde e o céu avermelhava-se por inteiro, levando consigo as minguadas sombras dos resistentes pés de umbu, jataí e jericó. Parecia mais um entardecer inexpressivo – como todos os outros marasmados e silentes daquele lugarejo fosco – não fossem aquelas repentinas vozes cantarolando mais alto que os cadenciados apitos das cigarras entocadas nos calhaus dos roçados e trauteando mais modestas que os finos gorjeios dos cinzentos pássaros que voavam rumo ao infindo horizonte de mato desbotado: "Nós somos as parteiras tradicionais que em grupo vamos trabalhar! Todas juntas sempre unidas, muitas vidas vamos salvar..." (Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector (Capítulo 3).
A maioria das pessoas que te julgam, não tem um terço da capacidade que você tem, tenha foco em seus objetivos. Não deixe que ponham limites em você, pois o limite esta em sua mente.
Meus Sentidos Intensos
Alberto Duarte Bezerra
Se sentir voltar no tempo,
Feliz como uma criança,
Cheia de graças amenas,
Em folguedos simples que sejam,
Dar risadas, soltas, alegres,
No brincar a dois com ela.
E buscando desta forma,
Uma razão pros meus sentidos,
Que permeiam o meu querer,
E plenos em meu corpo,
Buscando respostas a esta ventura,
Com o que deles fazer.
Assim não teria valia, a música,
A poesia que encanta,
As palavras belas,
Não fossem os ares,
Não fossem os ventos,
A propaga-las,
A leva-las num murmúrio,
E as deixando aos ouvidos dela.
Não fossem os lábios, os olhos,
O rosto em aquarela,
Brincando com os tons, da forma mais bela,
Que magia teriam as cores,
Não estivessem no rosto dela.
E esta profusão de gostos,
Que minha gula reclama,
Não teriam tantos sabores,
Não estivessem nos lábios doces,
Nos salgados carnais,
Que quero mais,
Do corpo dela.
E esses aromas inebriantes,
De feromônios vibrantes,
Que aceleram o meu pulsar,
Que não canso do cheirar,
No corpo dela.
E não seriam tão provocantes,
Não fossem dela,
Estes toques, estas carícias excitantes,
Que convidam a um desfrutar,
E incontidas se acumulam,
Extravasando de repente,
Num apelo de gritar,
Com ela.
A impressão que tenho é...
Como se cada novo passo na caminhada tornasse a estrada mais longa...
Que cada sonho se desfizesse após a primeira tentativa em vão, de realizá-lo...
Que as horas parecem dias, dias mês, mês anos, longos e iguais...
E que às vezes até pode está acontecendo coisas boas ao redor, mas você nem percebe pelo simples fato de ter se acostumado com a mesmice...
Que não importa se você faz de tudo pra ser o melhor... pode ter certeza que não é o suficiente...
Pode ser só impressão...
Talvez eu deva continuar caminhando... mesmo a estrada sendo longa...
Tentando mais algumas vezes realizar os sonhos...
Que mesmo longos e iguais os dias, a mesmice posso ter suas vantagens...
E que mesmo não sendo suficiente...devo fazer, ser o melhor...de mim!!!!
Amo-te de noite, amo-te de dia, amo-te ao entardecer, nas madrugadas frias amo-te mais ainda, tua essência, teu ser, tudo que envolve você me deixa completamente em transe, sua presença é o suficiente para me levar ao êxtase, sem ti não passo de um receptáculo vazio, minha existência perde todo o significado ante a falta da tua, não há sentido e nem cor em um mundo sem ti, não há música ou melodia que possam sensibilizar meu ser, não há musas ou divas, pois minha única inspiração é você.
A bela joia feita por um grande joalheiro é como uma boa roupa confeccionada por um grande costureiro, percebe-se a perfeição da criação pelo avesso.
Um gesto pode acolher o outro pode pisar.
Um olhar pode conceder o outro pode cegar.
De um ou outro modo cada ato é uma força.
Que cria ou destrói.
É no fechar dos olhos que você abre a porta da consciência. E lá dar-se início a auto reflexão de te punir ou enaltecer. Mas o importante é extrair deste momento, a certeza de ter ainda que equivocadamente tentado fazer o melhor.
Dia desses
(Jelres R. de Freitas - Janeiro/2016)
Um dia desses as coisas mudam,
E a gente esquece o que ficou para trás.
Aparece pessoas e te ajudam,
A não lembrar do passado jamais.
Um dia desses a dor acaba,
A ferida cicatriza e para de doer...
Você pode achar que é piada,
Mas é o tempo... Deixa ele percorrer.
Um dia desses você acorda feliz,
Ocupado de mais para o passado...
Oque vai sobrar é uma cicatriz,
Será apenas orgulho pelo aprendizado.
Um dia desses a gente deixa de crer,
Começa a duvidar do que dizem...
É melhor pagar para ver,
E esperar para saber se condizem.
A certeza que vai dar tudo certo,
É como se a esperança renascesse...
Sentimento de um preso liberto,
Tudo isso em um dia desses.
O sorriso é algo que você jamais esquece. Está em constante mutação. Assim como eu e você!
Fomente sua criatividade! Sorria!
Cala-te, silencia tuas
palavras em teus pensamentos.
Acaricia-me sem tocar-me.
Apenas solte tua imaginação
sobre minha pele
Sinto todos teus sentidos
percorrerem em cada ponto;
onde o frenesi enaltece
minhas vontades.
Tento contrariar meu corpo diante
de teus desejos, reluto em vão.
Sinto tua respiração a cada
declaração sussurrada em
meus ouvidos.
Meu corpo queima.
Meu coração dispara.
E no ápice da vontade, estremeço
diante da volúpia imaginativa que
emanas sobre mim.
Solta e liberta teus segredos,
quero ser tua realização.
Amando-te e dominando-te dentro
do ilimitado que pulsa em mim.
Quero ser quem desejas que eu
seja, e que tu sejas meu de corpo
e alma na infinita imaginação.
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