Criação
Alcoólicos Anônimos
A bebida, assim como a tinta,
pinta minha ação e criação;
às vezes alcoólica, às vezes não,
palavras saem com precisão.
Na manhã seguinte, vem a marvada,
a ressaca chega, entre páginas marcadas,
escrita borrada, grande enxaqueca,
e uma dor nas costas, lascada da parafuseta.
Já na enfermaria, observo a musa,
jaleco branco e uma leve curva.
Percebo as palavras e os pacientes;
na minha vez, ela diz impaciente:
"48 horas sem dependentes, ok?"
E eu, poeta da recaída, sorrio,
como quem sabe:
"Doutora, meu único vício é a vida."
Dentro de cada ser humano há uma pulsão de vida, de criação, que merece florescer livre de amarras ao mundo…
O homem primitivo nunca existiu; ele não é nada mais que uma criação poética da imaginação monística.
Propriedade Intelectual na Era da Inteligência Artificial: o desafio da criação no novo milênio
Vivemos mais uma revolução silenciosa — dessas que mudam tudo ao nosso redor sem pedir licença.
Assim como as máquinas a vapor redefiniram o trabalho manual na Primeira Revolução Industrial, a Inteligência Artificial vem transformando o modo como pensamos, criamos, nos comunicamos e até mesmo escrevemos.
Diante disso, uma questão inevitável surge: como ficam os direitos autorais e a propriedade intelectual neste novo cenário?
Historicamente, toda grande inovação enfrentou resistência. A fotografia foi vista como ameaça à pintura; o cinema, como inimigo do teatro; o rádio e a TV, como rivais da imprensa escrita; o Google, como possível substituto das bibliotecas, ou como ferramenta de estudo na substituição dos livros.
Com o tempo, cada uma dessas tecnologias provou ser não um fim da arte anterior, mas um complemento, um novo capítulo. O mesmo está acontecendo agora com a Inteligência Artificial — especialmente nos campos da escrita, do design, das artes visuais, da música e do audiovisual.
Mas há um ponto sensível nessa Nova Era: a autoria.
Quem é o autor de uma arte criada com apoio de IA? Quem detém os direitos de um texto gerado por algoritmo, mas que passou pela curadoria e edição humana? E se uma melodia é composta a partir de comandos dados a um sistema inteligente, essa música é de quem?
As leis atuais de propriedade intelectual, criadas nos séculos XIX e XX, foram moldadas em um tempo onde a autoria era claramente atribuída a uma pessoa ou grupo. Com a IA, esse limite se dilui. O algoritmo é apenas uma ferramenta — mas uma ferramenta que aprende, simula estilos e cria com base em dados humanos. Há, portanto, um entrelaçamento entre criação humana e execução tecnológica que desafia os moldes tradicionais do Direito.
A verdade é que estamos atrasados na regulamentação dessa nova realidade. O mundo já discute isso em fóruns internacionais, e alguns países começam a propor legislações específicas, mas ainda não há um consenso.
No Brasil, o debate está apenas começando, e é essencial que ele seja democrático: criadores, desenvolvedores, juristas, empresários, universidades e a sociedade civil precisam ser ouvidos.
Afinal, essa nova etapa da criação não pertence apenas aos grandes conglomerados ou aos programadores de IA, mas a todos nós — jornalistas, escritores, artistas, professores, estudantes, pequenos produtores de conteúdo.
É preciso entender que utilizar a Inteligência Artificial não anula a essência do criador. Assim como o uso da máquina de escrever não acabou com o escritor, ou o uso do Photoshop não acabou com o fotógrafo, a IA não substitui a mente humana — ela a expande. A criatividade continua nascendo da experiência humana, da visão, da emoção e da capacidade de dar sentido ao mundo. A IA apenas ajuda a tornar essa visão mais ampla, mais rápida, mais acessível.
Portanto, repensar a propriedade intelectual hoje é mais do que atualizar uma lei: é construir um novo pacto social sobre a criação. É reconhecer que estamos em um novo normal, onde o digital e o humano caminham lado a lado, e onde proteger o direito de quem cria deve ser compatível com a liberdade de inovar, de compartilhar, de evoluir.
A revolução não pode ser barrada. Mas ela precisa ser justa.
A empatia é a ferramenta mais poderosa na criação de políticas de saúde, e nasce da experiência pessoal.
"ALCANÇA"
Eis que eu estava bem, no paraíso,
em meio a encantos tais, da criação,
e tendo, o essencial, ali, à mão,
sem chuvas, sem tormentas nem granizo…
Mas eu olhava a vida à volta e, então,
não via o sonho que, hoje, exteriorizo…
Faltava-me o olhar, a voz, o riso,
que iria me encantar o coração!
Eu tinha tudo, mas não tinha nada…
Ninguém pra partilhar a minha entrada
com mesmo passo, fé, mesma esperança…
Eis que chegaste, então, na minha história
e tudo pôs-se em nova trajetória
porquanto o amor real hoje me alcança!
Sabe, o bem, o verdadeiro bem, para mim é a não destruição, a criação, o aperfeiçoamento, o companheirismo, a solidariedade, o amor (que é a solidariedade; pessoas que se amam se ajudam, ajudar para ver o bem do próximo, daquele que você ama), mas quando me deparo com algumas religiões fico angustiado, como o cristianismo, pois conheço pessoas incríveis que de acordo com esses religiosos irão para o inferno, só porque não servem a Jesus, não o aceitando como salvador, não acreditando que ele é o filho de Deus, e algumas outras coisas.
A realidade é criação da mente humana. Só existe a interpretação do que ela seja. Ou será que nós quem a criamos? Todos os conceitos são criados pelo cérebro. Ou ele está totalmente certo ou pode estar totalmente errado.
Para:
Pais de criação;
Pais de sangue;
Pais de coração;
Mães que são pais;
Pais que já se foram;
Pais de pets;
Feliz Dia dos Pais!
Segundo ela [psicologia adleriana], na criação dos filhos e em todas as formas de comunicação com outras pessoas, não devemos elogiar.
O impulso de formas biológicas em atribuir a criação do universo a um ser onipotente é muito curioso. Na escala subnuclear é bem natural para flutuações quânticas criar matéria e energia onde nada existe!!!
Irancop Silva
Erguido em alto monte
me encontro solitário ...
Permaneço em Oração, vigilante,
frente à Criação.
E eis:
Do alto dos Céus, pairando pelo
Éter, desceu em minhas mãos
a Espada-de-Luz de S. Miguel
e o Escudo-de-Paz de S. Jorge!
E eis-me, ungido, Cavaleiro-de-Cristo!
(rostos)
quem é o olho que cria
a criação de outrora?
a quem deve a primazia
da perfeição da aurora?
a noite parece dia
o dia reflete o escuro
o tempo não passa em nós
seu fruto é sempre maduro!
Em Nossa criação,fomos criados para sermos competitivos e não cooperativos.
Talvez, seja esse um dos motivos de tantas ostentações...
Apesar de sua posição privilegiada na criação, muitas vezes, o homem simplesmente se nega a reconhecer o fato mais simples: “Deus criou todas as coisas, inclusive a mim."
"Deus cria, revela-se e capacita.
Deus cria todas as coisas.
Revela-se à sua criação.
E capacita a mesma para adorá-lo."
A criação e projeção dos espaços são fundamentais para a existência do homem. Essa é a essência da arquitetura, oferecer qualidade de vida nas edificações levando conforto, inspiração e ambientes agradáveis que contribui para a saúde física e metal dos indivíduos. A arquitetura tem esse precioso e fundamental papel na vida do ser humano.
