Corpo

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O corpo humano é um verdadeiro poço alquímico de estruturas que regulam nossas emoções e que orquestram os nossos movimentos físicos.

Te celebro com o corpo em chamas e a alma repleta de amor

Como quem reza em silêncio diante da uma semideusa .

Teu corpo é templo, teu olhar meu mistério

teu amor, a eternidade que me atravessa.

Hoje, mais do que o tempo,

celebro o destinoter cruzando teu caminho e me tornano abrigo em teus braços

Que tua vida seja leve, ardente e plena

e que eu siga sendo sua em poesias, fotos e canções.

Para minha Amada.

03/11/2025

Teu corpo nu,
um papel em branco.
Minha boca,
a caneta para escrever o mais belo poema de amor.

Teu corpo no meu
acende o que não posso esconder.
O toque vira pressa,
a respiração falha,
e o desejo — quente, pulsando —
nos puxa para o mesmo ritmo

Teu corpo encosta
e o meu já responde.
O calor sobe rápido,
a pele pede,
a boca procura,
o desejo domina —
firme, urgente,
impossível de conter.

Teu corpo é o mapa que eu anseio explorar,
Com a ponta dos dedos, sem pressa, a traçar
A linha secreta que a pele revela,
Onde a paixão arde e o desejo se sela. ⁠

“Teu corpo contra o meu dissolve qualquer pudor, e o que sobra é só a urgência de sentir, sem pressa, sem culpa, até perder o fôlego.”

“Meu corpo reconhece o teu antes do toque, treme de fome, se oferece inteiro, implorando para ser tomado no ritmo lento da tua vontade.”

Não é pressa,
é necessidade.
Não é entrega,
é instinto.
Quando te chegas,
meu corpo se curva em silêncio,
porque deseja ser lido devagar,
linha por linha,
até que o desejo transborde
e não reste nada além de nós.

Cansada deste mundo
que mastiga inocências
e cospe barbaridades,
venho ao teu corpo líquido
confessar meus sonhos
como quem derrama vinho
num altar de sal...


Tu falas de dentro
das entranhas abissais,
voz grave,
útero e túmulo,
e eu me desarmo...


Não quero respostas.
Não quero lógica.
Quero apenas
a tua língua de espuma
lavando minhas certezas
e incertezas...


Fico imóvel,
olhos cravados
no teu infinito móvel,
e minha alma,
aberta como ferida salgada,
transborda versos
que ardem...


Há promessas que queimam.
Há mensagens que açoitam.
Há calmarias que mentem.
Essa ausência
é faca enterrada na areia
e essa distância
é maré que não pede licença...


O vento me atravessa,
eu o abraço,
eu beijo o ir e vir
das ondas
nesse meu verbo
na carne da maresia,
e parto...


Mas quem parte
quando o mar
já aprendeu o teu nome?
Eu te deixo,
sem nunca te deixar
e carrego o Oceano
na curva do meu peito.
✍©️@MiriamDaCosta

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

"Na moral... você só nasceu na década errada. Está tudo certinho para mim: corpo, cabelo, sorriso, o olhar, inteligência e os passos que você dá... Tem uma mistura às vezes meiga, mas forte também. Eu admiro sua essência toda, que é incrível. Só o detalhe da década errada... se não fosse isso, eu acho que teríamos uma conexão ainda mais especial."

O corpo não foi projetado para se deformar e caber no ambiente. O ambiente é que deve ser milimetricamente ajustado para respeitar a mecânica da vida.

O tempo avança em passos de veludo,E o corpo cede ao peso dos invernos.Quem outrora foi abrigo, força e tudo,Hoje enfrenta o desprezo dos modernos.É triste ver a própria estirpe, o sangue,Olhar a velhice como um fardo incômodo,Deixar num canto a alma que já escorrega e langue,Descartada e rejeitada em pleno cômodo.Esquecem-se os homens, na sua lida vã,Que o tempo é um rio que a todos conduz.Quem estende a mão para ajudar amanhã,Pode ser quem implora por um feixe de luz.O ciclo da vida não poupa ninguém,O jovem de hoje será o idoso de outrora.Se nega o amparo que o outro lhe convém,Caminha sozinho para a própria aurora.O mínimo que se espera nesta curta jornadaÉ amor, empatia e o calor do próximo,Não a indiferença numa estrada isolada,Onde o afeto humano tornou-se anônimo.Esquivar-se do cuidado por preguiça ou cansaço,Ignorar a dor para evitar o trabalho,É arrancar da alma o último pedaço,Num ato desumano que quebra o baralho.Que haja mais zelo por quem já muito viveu,Pois a colheita do amanhã reflete o agora.Quem planta o abandono no teto que é seu,Chorará a solidão quando chegar sua hora.
Ass Roseli Ribeiro 2026

Não procureis, afobados, a falta que teu corpo sente. O preenchimento está na jornada.

Eu senti-te.

No calor do teu corpo,
nas mãos que demoravam nas minhas,
na forma como os teus olhos,
cor de mel ao sol,
pareciam sempre procurar os meus.

Durante uns dias,
achei que também me tinhas sentido.

Depois veio a distância
e, com ela, a dúvida:

se aquele mel era para mim
ou se eu apenas o provei
quando já pertencia a outra pessoa.

⁠Cuidar da'lma é manter o corpo em pé, as forças renovadas e o espírito vivo!

A felicidade sem trauma é um corpo sem história, uma ilusão desconhecida.

Como o espelho que só ganha vida diante do corpo que dança, a realidade é um labirinto estático onde o mundo só pode mudar por nossas ações; somos, ao mesmo tempo, os passos perdidos e o próprio caminho que se inventa.
Reno Fioraso

"Diga não à banalização do seu corpo e do seu espírito: a verdadeira liberdade é ter o controle sobre os seus próprios desejos."