Conversas
O(s) deus(es) debatido por: céticos, agnósticos, cristãos, judeus, budistas, islâmicos, jainistas, xintoístas, hinduístas, deístas, panteístas, panenteístas, teístas, monoteístas, politeístas, asceticistas, monolatristas, henoteístas, catenoteístas, sabeístas, dodecateístas, espíritas, candomblecistas, umbandistas, quimbandistas, satanistas, luciferianistas, bruxos, magos, feiticeiros, benzedeiros, capetistas, religiosos nordísticos, apateístas, e por infinitas existências religiosas, é um modelo, uma imagética, uma criação para se debater sobre a natureza, as propriedades, as ações, atributos, etc; deste deus(es) elaborado por seres humanos para existir diálogos, conversas metafísicas.
A sua opinião e a minha opinião são apenas opiniões e não irão modificar o mundo!
Agora, a sua ideia junto com a minha ideia e, se, bem "conversadinhas" podem ajudar o mundo!
”CONVERSA DE DENTRO PARA DENTRO.
Existem coisas que só encontramos em nós mesmos.
Não adianta procurar em vão no mundo exterior.
Está semana numa fala surgiu esta expressão, tive este insight: “conversa de dentro para dentro”.
Olha, fez todo o sentido…”
O REFLEXO DO LOUCO
Não sou louco!
Perdi apenas a alma da minha criança.
Não tive infância.
Sou história da pele com cor.
Para que uns possam agora ser livres,
Eu sou dos que entregaram as suas vidas,
Para que o futuro desfrute dessa liberdade.
De dia, sento-me nesta bahia,
para ver o meu reflexo no céu.
Aos poucos vou perdendo o medo de partir.
Fui abençoado por Deus.
À noite, desperta a minha alma encurralada,
Presa nesta cabeça de memória farpada.
Sou monumento vivo de um conflito armado.
Mas eu não sou louco!
Sou dono para decidir o momento da minha viagem.
Vou ser uma estrela bonita e vou-te visitar!
Sem ordens de ninguém.
❤️
Filipa Galante in
Conversas com o "Louco" da Bahia de Luanda (2011)
Evite verbalizar seus pensamentos mais críticos antes de refletir sobre suas consequências, afinal, conversas desnecessárias e mal entendidas, mais te rebaixam que te elevam.
Um dia sonhei com alguém,
Daqueles sonhos que mexem com a gente.
Que você tenta de todo jeito voltar a dormir,
Só para experimentar novamente.
Um sonho bem simples mesmo,
Conversas, carícias, momentos.
Sentimentos a muito esquecidos,
guardados no fundo do peito.
Após minutos, quem sabe segundos, prováveis milésimos,
A realidade começa a me assombrar.
Rodando um turbilhão de perguntas e respostas,
Das quais não queria pensar.
A maior dor é estar consciente,
e não saber quando vou acordar?
Ou não ter a certeza,
se do seu rosto vou me lembrar?
O viajante,
queria descobrir sua identidade,
perguntou ao vento:
qual caminho seguir...
em formato silencioso
em ciclos finos,
correndo ao norte,
o vento preferiu fugir...
.
O Viajante iluminado, in conversas com o vento.
CHAT
A resposta veio certeira, após tempos de certo silêncio. Cercados de bons papos e grandes notícias, o silêncio tomara formas "corpóreas", quase que envenenando o prazer que havia numa bela resenha antiga. Os minutos se passavam, e o único medo era que chegasse a morte do assunto, o fio único da sutileza que se perdia entre as palavras.
De certa forma, me sentia incomodando, e cada vez menos fazia parte daquele pedacinho de mundo tão caprichosamente aconchegante. E aos poucos, o pesado "boa noite", seguido por "durma bem" , enterraram momentaneamente aquele belo momento.
Que horas são?
Hora dos abandonados...
Hora dos degredados...
Hora dos apaixonados...
Hora dos que andam à noite...
Hora dos papos furados...
Hora dos perdidos, desavisados...
Hora dos mal acompanhados...
Dos que buscam encontrar...
E não são encontrados...
Que horas são?
Hora em que o tédio abate sem cessar…
Hora das conversas vazias...
Das conversas dos bêbados em sofreguidão...
Hora daqueles que escondem suas tristezas , de sua solidão...
É a hora que vejo tantos sorrisos...
E que percebo tantos corações contritos...
Que horas são?
Hora dos que morrem sem amar…
Hora daqueles sempre a procurar...
Hora dos que se entorpecem...
Dos que gargalham alto...
Hora dos copos cheios...
Dos trabalhadores assalariados...
Que escondem sua insatisfação...
Hora das mesmas mesmices rotineiras...
Das almas e sombras alheias...
Que horas são?
É a hora de quem sonha...
De quem a tudo ama...
De quem tem a inocência...
De planejar e poder crer...
Que tudo será bom...
Mesmo que nada aconteça...
Que horas são?
É a hora do mistério...
De acreditar que tudo será bom e diferente...
E que no meio de tanta gente...
Hora que o doente...
Pede para sarar...
Que horas são?
Hora da saudade...
Do flete sem maldade...
E se há, disfarça...
Hora das sombras que se formam...
Dos hipócritas cheios de santidade...
Perante a realidade...
Que fingem ignorar...
Que horas são?
Das conversas vazias, sem precisão...
Hora perante o que os homens fazem...
Escondendo-se atrás da sobriedade...
De todas as vidas, abstratas ou concretas...
Verdadeiras ou falsas...
Eu sofro sem penar a vida...
Parado no cais de onde nunca parto...
Ao acaso, sem âncora...
Vagando no tempo...
Apenas sonhando...
Em ser mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
Numa conversa sobre atitudes certas e erradas, basta uma palavra depreciativa de um dos seus simpatizantes para jogar fora horas sobre o entendimento.
Falar maldosamente por trás das pessoas é uma conversa adiantada dos corações astutos e sedentos de desejos maldosos, cujas almas são repreensíveis, ignorantes e distantes da coragem, do amor e da verdade.
Só percebe o valor da boa companhia o viajante solitário, que sempre conversa consigo e ora baixinho, ao longo dos mesmos caminhos.
Toda conversa com pessoas inteligentes e equilibradas, geram bons frutos, por que eles falam e escutam passivamente, todas as idéias e opiniões contrarias. Afinal por liberdade, cada um tem seu ponto de vista.
Hoje em dia é bem mais fácil brincar de amar animais e plantas que não reclamam do que se relacionar com pessoas que podem chorar e reclamar.
A dias que sei que já cheguei por este mundo como velho e que não nasci como a maioria, menino. Por isto, talvez, que tenham me colocado por nome de batismo, Abdias. O nascimento, a vida e a partida, ocorre bem diferente para certas pessoas.
O tempo externo passa bem mais rápido do que se percebe por dentro, e de repente percebemos que os lugares que eram tão bons e agradáveis, mudaram de ambiente ou não existem mais. Os velhos amigos já se foram para outras dimensões, um lugar distante e levaram com eles grande parte de nossas mesmas conversas. Algumas antigas paisagens reformaram, e se não fossem pelos novos cantos dos netos dos velhos passarinhos, eu nem os reconhecia mais. Talvez por isto, eu tente guardar erros antigos com tanto carinho, em uma insensata memoria de reviver o tudo que um dia tanto foi e fazia todo o sentido, que o tempo sorrateiramente levou.
