Contexto da Poesia Tecendo a Manha
No meio da floresta escura
A vida pulsa, vibra e brilha
Raiz,fruto e semente
Folha,caule, eternamente
Cada gota que cai do céu
Transmuta, tinge, colore
A relva, o ser, todos são sua prole
Nada será desperdiçado, é a lei
Tudo e todos, seguem juntos em um só
O amor interligado, desatando cada nó
Passa o tempo, o dia, as Eras
E a teia continua,
Cobrindo com vida plena
A natureza que a nós mantém
Do centro da escura noite, do brilho que o dia traz
Caminhamos por este mundo
Procurando a profunda Paz
Para quem está atento
Segredo já não é mais
Procuremos em nossa essência
Aquele que Foi, É e Será ...
O Amor de Capitu e Bentinho
Quem me dera ser.
Quem me dera ter
aquele amor...
O amor de Bentinho e Capitu.
É o amor simples e correspondido,
que vem na adolescência.
E a medida que os anos passam
chegam os calafrios e as tormentas,
cujas tempestades, não se sabe onde vão dar.
Só se sabe como é afogar no imenso mar
que eram aqueles olhos...
Olhos ciganos, oblíquos e talvez dissimulados...
Portella.
A vida é um mistério, dela, não sabemos nem o próximo segundo,
o caminho é incerto, parece às vezes muito difícil de seguir,
mas a vida tem coisas belas, devemos observar e pelo caminho que temos seguir, seja em risos ou algumas lágrimas, pois ela é um presente
que não podemos rejeitar.
O BÊBADO E A EQUILIBRISTA
De João Batista do Lago
(Para meu irmão Júlio César, in memoriam)
E lá se vai ele!
Equilibrando-se sobre a corda-vida
segue o bêbado trançando dores,
cerzindo rancores póstumos,
cosendo seu livro de dissabores…
Vê-se de cá, de bem longe,
um zumbi errante
e todos seus vagabundos amores
fazendo-lhe procissão e coro
às suas preces de socorro:
― “a corda-vida não te sustentará
o equilíbrio de que necessitas.
Há um abismo entre teus polos:
abaixo de ti apenas a cova
tua, deitará esquecida a ossatura
da carne antes corroída pelo
colírio de pó de antimônio.”
Hoje não mais cerzes
nem dores… nem dissabores…
E nem mesmo sabe-se do teu equilíbrio,
e nem mesmo sabe-se da corda-vida.
“És apenas lembrança
― lembrança pela vida bebida.
Hoje és, apenas, arcanjo.”
ARCHITETTO: ANDREA PIRLO E SEUS 44 ANOS DE “BLACK TIE”
Professore, Maestro ou Mozart, o eterno meio-campista italiano, sempre jogando "de terno", completa mais um ano de vida neste 19 de maio
Seu uniforme é Black Tie, dizem que joga de terno
Apelidado de Architetto, Andrea Pirlo no Milan é eterno
Talentoso com a bola nos pés, sua batuta é a chuteira
Construtor de jogadas, na produção do vinho é a videira
A orquestra toda gira em torno de seu ritmo
Seu toque de elegância torna o problema em algoritmo
Maestro da banda de Brescia, passou por Inter e Reggina
Mas em busca da sintonia, tornou-se rossoneri com gana
Andrea Pirlo: Architetto de uma geração
De alma rubro-negra, poeticamente não era católico
Por mais que seja do Panteão dos craques, é diabólico
Suas cobranças de faltas tinham o apelido de maledetta
A famosa batida folha seca tornou-se uma arte do “capeta”
Com toques curtos refinados e lançamentos com harmonia
Arquitetou diversas filarmônicas, mantendo sempre a sintonia
Decerto, na melodia da Azzurra, foi o regente da orquestra
Assim, na final da Copa do Mundo de 2006, a Itália terminou em festa
Com exímio controle de bola, era a redonda que corria
Organizando, afinando os músicos, mas sempre com maestria
Visão de jogo apurada, chutes com crueldade e passes com perfeição
Era o toque da alvorada colocando intensidade no meio-campo da composição
Um gênio da arquitetura: Pirlinho
Made in Italy, estudou um brasileiro como plano cartesiano
Traçou um ponto em comum e tornou-se virtuose em bolas paradas, como Juninho Pernambucano
Dessa forma, Pirlo tornou-se Pirlinho, um italiano com traços tupiniquins
É como se Arturo Toscanini fosse um pouco João Carlos Martins
Os Bianconeris se renderam ao seu adágio com pensamento presto
Por fim, o Tio Sam requisitou a poesia de um Hefesto
E o fogo deste Diavolo Milanista incendiou todo o planeta
Conquistando toda a Terra ou, de forma poética, a destruindo como um cometa
Não dá mais para voltar atrás mesmo na mão dupla é um caminho sem volta, vejo várias pessoas passando por mim e ver meus amigos regredindo é isso que me trás revolta. Então volta a um tempo atrás aonde a lembrança trás a dúvida do conforto...
Olhando pra'aquela época tu acha que estaria bem ou estaria morto?
Ela é a cara da mãe,
que em tudo puxou de sua avó.
A avó, por sua vez,
é idêntica à mãe que um dia teve,
que vejo em apagados retratos,
e que, conforme antigamente contavam,
era cópia fiel da bisavó da mãe
da mulher que hoje amo,
e que é a cara esculpida da minha sogra.
Creio que me apaixonei
foi por uma mulher do começo do século XIX
Versos que desvendam as frações escondidas da alma
Versos são tesouros, palavras em ebulição,
Que desvendam as frações escondidas da emoção.
No âmago da alma, brotam como uma canção,
Expressando o indizível com toda sua devoção.
Alegria radiante, como o sol a brilhar no céu,
Versos bailam e sorriem, trazendo um doce mel.
Transbordam de contentamento, num suspiro sincero,
Elevam o coração, fazendo-o voar como um pássaro livre e leve.
Tristeza profunda, que invade com seu manto escuro,
Versos entristecidos, ecoam no silêncio mais puro.
Palavras são lágrimas, que escorrem na página,
Expressando a dor que sufoca, como uma gaiola sem passagem.
Paixão ardente, como fogo que consome o ser,
Versos apaixonados, transbordam de prazer.
Inflamam os sentidos, incendeiam a mente,
Unem corpos e almas, em um abraço eloquente.
Desespero lancinante, que dilacera a alma em pedaços,
Versos desesperados, sussurram segredos e embaraços.
Expressões desesperançadas, buscam uma luz tênue,
Para aliviar a angústia, em um mundo tão sórdido e incerto.
E assim, meus versos, como fios de uma tapeçaria,
Desvendam as emoções em sua mais pura poesia.
Que eles toquem tua alma, deixando sua marca profunda,
Acordei,vesti os sonhos,
calcei os desejos,e sai de casa
fantasiado de realidade.
Quando voltei,
a roupa estava suada,
os sapatos estavam gastos,
deitei a fantasia de lado,
enxaguei os desejos manchados,
ensaboei meus sonhos molhados,
deitei-me na cama cansado,
encobri-me com o véu da noite
e esperei o corpo dormir
no acordar da minha alma
Já fui neve no mar, já fui espada na mão (José Afonso)
No passado sofri de algumas vaidades. Mas calei que prefiro ser neve no mar do que poeira pisada, caída no chão. Ser a neve que se funde com o mar é ser a frescura que sabe de antemão que muita gente lhe vai perguntar: quando cantaremos o Hino da Libertação?
No passado sofri de algumas vaidades. Mas agora, que vivo sem sedução, digo: ser neve que se fundiu com o mar é ser como a estrela que se fundiu com o céu (coisa que, antes, a estrela sempre temeu) e nele brilha mas sem chamar à atenção.
No passado sofri de algumas vaidades mas não falei de ser espada na mão. Hoje, que sou a neve caída no mar, muitas vezes me interrogo: ser lâmina afiada em ereção não será entrar no estranho jogo dos que põem pessoas a sangrar e querem sentir vida a pulsar no seu coração? Mais logo, quando a Musa Menina chegar, me dirá se tenho ou não tenho razão.
“Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava…
W. B. Yeats”
“Desejo-lhe o melhor (mesmo que esse melhor não seja eu”.
Erik para Amy no livro O Sonho Verde
"Flor de Cerejeira
Flor de Cerejeira, Flor da Felicidade,
Estrangeira, Flor brasileira?
Flor surgida fora da estação,
Fora de época,
Me deixou sem defesa,
Devo colhê-la ou deixá-la seguir seu caminho?
A sakura , flor efêmera, passageira,
Que simboliza, amor, esperança, renovação,
Que anuncia a primavera,
Aqui, ali, em metade de toda a Terra.
Os ventos que lhe trouxeram para mim
Fazem dançar seus cabelos.
Que eles não lhe levem para longe,
Quando as flores de novo começarem a cair
E a sombra a se mostrar.
Os pássaros, as flores, os sons, as paletas de cores
De Deus tingem o céu de alaranjado-róseo
Só para lhe encantar.
Tão lindas surgem para lhe enfeitar.
Minha doce flor, quem virá lhe beijar quando o inverno voltar?
Acaso serei eu?"
Poesia que Erik fez para Amy e declama para ela quando eles estão num parque cheio de sakuras no livro O Sonho Verde
Vestida de Ametista para impactar as trevas.
Dionísio, guarde essa flecha machista, estou protegida sob o escudo da ninfa feminista, feito das pedras da terra e do oceano por Ártemis.
Com o meu Chakra azul Índigo pressinto o seu alvo, a sua sede é de sangue feminil. Mas o meu sumo exige sacrifícios, não vai beber de mim sem antes perder o teu coração.
Acendam às fogueira – às Bruxas não se queimam!
Mamãe dizia – quem brinca com fogo se queima.
O aviso foi dado.
Desenhar do amor
Suave é o teu amor de tão perceptível
que se torna cativante cheio de ternura.
É Tão grande o teu amor que é infalível
e a palavra a esse amor se resume por doçura!
Suspeito é o meu coração, pois palpita
quando te ver e logo conecta a alma
e pensando bem, você é uma arte realista
feita pelas mãos de Deus o maior artista.
Alessandra, o teu rosto e o desenhar do seu olhar,
das belezas notadas em ti, é arte sem imperfeição.
Nas lembranças está tua formosura a me recordar,
entre as belezas desse mundo a tua é inspiração.
Parece coisa do destino, talvez presente divino que hoje me fez renascer, me puxou pra cima, me fez escrever e eternizar esse sentimento bom, no mesmo instante que transborda um sorriso pronto pra ser meu sem medo de errar.
Tão clara quanto a tua pele, o brilho nos olhos que volta a brilhar. Aqui mais uma vez me pego escrevendo e te tendo como alegria, tão linda que eu fico besta só de lembrar. Bobagem da minha cabeça ou valores do coração.
Café e cadeira de balanço, sinto a intuição conversando com a esperança, pensamento que se completa com o sonho de te ver entrar pela porta. Contraste entre o que foi e o que há, entre o que importa e o que não consegui recortar da memória.
A quinta xícara de café acabou, mas ainda tem uma garrafa a me esperar, um tanto imerso no enredo corro e rapidamente volto a sentir paz absoluta, a sexta xícara está pronta, mesmo olhando atentamente cada canto vazio da casa, onde percebo mais uma vez que não veio me visitar.
Contraste entre o que foi e o que há, entre o que importa e o que não consegui recortar da memória.
Xícaras de café
EM CADA TAÇA UMA HISTÓRIA
Numa noite de luar, brilha o amor intenso,
O vinho preenche a taça, sussurra em cada verso. Experiência vivida, em aromas e sabores,
Uma história contada a dois, envolta em mil amores.
O vinho é testemunha do namoro ardente, Das juras trocadas, no tempo presente.
Na taça repousa a paixão que se revela,
E a cada gole, a certeza de uma história bela.
Em férias de encanto, num cenário de sonhos,
A garrafa de vinho é presente, traz consigo risonhos.
A cada taça erguida, celebra-se a vida,
Com o vinho que embriaga e traz alegria colorida.
O abridor se faz presente, companheiro leal, Abrindo as portas do prazer, sem nenhum sinal. Juntos, exploram os segredos de cada rótulo, Desvendam tesouros em cada cálice, nesse ritual.
No jantar à luz de velas, um brinde à paixão,
O vinho e a taça, em perfeita comunhão. Saboreiam a harmonia, a dança dos sentidos, Eternizando momentos, como amantes perdidos.
Amor pelo vinho, um laço que se entrelaça, Na noite de luar, a história se enlaça.
Entre risos e suspiros, o tempo se congela, E o vinho derrama-se, numa taça tão bela.
Que cada gole seja a lembrança mais preciosa,
De um amor pelo vinho que se perpetua na prosa.
Em cada taça erguida, uma experiência vivida, Celebremos o amor, em noites de luar, como despedida!
Querida C.L,
Venho aqui através de minhas escritas digitais, te oferecer a minha pergunta: posso te entender mais?
Você está sendo a única autora a me colocar no escuro e recomeçar desde o começo, no instante-já. Não peça para me entender, sendo que nem eu consegui me entender ainda... Acho que achei a resposta agora. Você ainda continua sendo misteriosa, incógnita, ao mesmo tempo explícita nos seus sentimentos (eu acho). Você provavelmente não vá ler, mas eu gostaria demasiadamente que você soubesse, tu continuas viva em mim, e sempre vai ser "It".
O estranho na floresta
O Sol, o azul e o verde
Pintam minhas retinas
Enquanto o frio, a fome e a sede
Já não passam de rotina
A brisa branca
Beija meu rosto
Enquanto sinto o estranho gosto
Da carne crua
A água
Leva embora minhas mágoas
Sob a terra
Jazem minhas antigas guerras
O vento
Leva para longe o meu tempo
E sob o fogo
Ardem meus inimigos
A canção dos pássaros
Passeia por meus ouvidos
Isso tudo é divino
Disso não mais duvido!
Acima, além
O Universo me observa
E eu me pergunto
“O que ele tem? O que me reserva?”
Eu caminho sem rumo
Essa trilha é meu berço
Minha história
E meu túmulo
Não temo a morte
Pois não penso mais nela
Sigo forte, a cada dia
Rumo ao presente, a minha meta
Já não consigo me lembrar
Como era a vida na civilização
Agora meus únicos amigos
São o mato e a solidão
O TEMPO
Na vastidão do tempo, o coração geme,
Entre suspiros perdidos, um adeus se esconde.
Palavras não podem descrever a dor,
Deixar para trás o que foi amado com ardor.
É difícil dizer adeus, o laço se desfaz,
Enquanto a alma chora e o vazio se faz.
As lágrimas rolam pelos olhos cansados,
Ecos de lembranças enchem os pensamentos nebulizados.
O sol, com seus raios dourados,
Traz a promessa de um novo amanhecer.
Mas a escuridão persiste, no peito a doer,
Pois o sol nunca irá nascer onde a tristeza se esconde.
Oh, melancolia que assola a alma aflita,
Cicatrizes invisíveis que a despedida suscita.
Como palavras podem expressar essa agonia,
Quando a saudade dilacera o coração todo dia?
Versos breves, mas cheios de emoção,
Palavras que ecoam com profunda comoção.
Tentam capturar a tristeza e a beleza do adeus,
Mas apenas tocam a superfície do que se perdeu.
paz do reboliço.
*
Homem que é homem se aventura em águas profundas que não dá pé. Antes que fique muito tarde é que se despede do aposento, e muito cedo é que o galo canta, então, vá se desencadear com um risonho sentimento, ali, sim, não se aquieta o inimigo íntimo que bate a porta, também, sabe-se, sim, que próximo está de sua queda. Já escrevo isso pra sair da situação de desespero, "e, quem sabe um dia desses irei apaziguar os ânimos, para não deixar erros.".
*
Ricardo Vitti
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